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segunda-feira, 23 de abril de 2012


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Brazil SA


Enquanto o solo brazilleiro tornou-se fertilíssimo à corrupção explícita, desenfreada, normalizada e normatizada, da Inglaterra vem uma inusitada possibilidade de um resgate histórico da dignidade de um povo. 


O casal real, Kate e Willian, não podendo ter filhos, estão aventado às possibilidades de adoção. Imaginemos então por um momento que eles, a exemplo de Madona e da Senhora Smith (Anjeline Jolie), tenham um instante de lucidez e de altruísmo adotando uma criança africana...!!
Vejamos as implicações desse fato: Bem, sabemos que o símbolo da realeza inglesa é a imagem de um leão; sabemos também que a Inglaterra nunca foi terra de leões; não é difícil saber então de onde veio tal símbolo. Sabemos que na Inglaterra não existiu e não existem minas de ouro, no entanto suas igrejas e cátedras são cobertas de ouro; também não é difícil saber de onde veio esse espólio.


Assim, se essa adoção realmente vier a acontecer, o filho bastardo de casal inglês tem a possibilidade de um dia tornar-se Rei do trono saxão, recuperando enfim o título que um dia lhe foi usurpado de forma violenta e ignóbil. 
Teremos assim, um Barak original no reino da corrupção; reino esse que se tornou uma sombra da potência invasora e conquistadora de terras alheias de outrora. Ou seja, são grandes as possibilidades do povo do ébano recuperar a dignidade perdida diante do império inglês. Seria um episódio tão significante como foi à redenção de Judas Escariotes após a ignomia de seu insidioso ato. 


Mas o Judas brazilleiro é um brazillianista capitalista assumido, portanto um hábil e impiedoso estrategista. Ele em nenhum momento pensa ou tenta o suicídio, somente homicídios, de preferência o genocídio; Ele assume o discurso do homem de bem, sendo um canalha de carteirinha, enganando até a si mesmo, além do próprio homem de bem, tornando-se assim um homem de bens.


Assim nossa sociedade se divide entre os que foram ensinados a ter medo, os que não possuem nenhuma noção de limites e os que se colocam acima da lei. Nosso Brazill varonil tornou-se um solo fértil, para aqueles que estão fora das grades do medo, implantadas pelos que transitam acima da lei.


O mais surpreendente é que os indivíduos se auto encarceram não como uma opção, mas como uma escolha. Ou seja, as possibilidades de uma Inglaterra transformar-se numa África, são bem maiores do que o individuo tornar-se sujeito no fértil solo do paradoxo tupiniquim.
O indivíduo é destituído de sua personalidade, contraditoriamente justificado pela manutenção de sua individualidade, calado assim pela oligarquia o convence que sua força não mais lhe pertence e que sua vontade é da pátria que o pariu.

sexta-feira, 30 de março de 2012


quarta-feira, 28 de março de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012


O corpo fala...!!


Aquilo que os europeus chamavam de pregar a justiça de Deus aos povos bárbaros; ou seja, povos não europeus; nos dias de hoje o dicionário denomina de genocídio. Atos comuns dessa missão europeia, como assassinatos em massa, tortura, estupro e sequestro, agora é academicamente chamado de diáspora africana pelos intelectuais renomados.

As diversas comunidades africanas violentadas, depois de manipuladas a venderem seus próprios irmãos como escravos, foram colocadas juntas e denominadas de acordo com a região em que foram caçados, antes de transportados para as Américas. A nação Gêge, os Nagôs, enfim, os povos de cultura Ioruba desembarcaram no nordeste brasileiro, enquanto os povos bantos desembarcaram no sudeste.

A cultura iorubana é extremamente visual, se traduzindo através de suas roupas coloridíssimas, sua arte, escultura, seus orixás, etc. Enquanto os bantos tem sua cultura baseada exclusivamente na oralidade e na corporeidade, traduzida por suas danças rituais, sua música e suas histórias.
Não foi por acaso que a Capoeira, assim como o Samba teve seu berço no Rio de Janeiro e o candomblé na Bahia. Mais quando se fala em negritude a primeira lembrança que se tem, limita-se a religião de comunidades que representam cerca de 20% dos povos da África das regiões onde se concentram os Orixás.

É através da evocação desse pensamento que as religiões ocidentais, em especial as neo-evangélicas, tentam desqualificar os povos classificados por eles de povos bárbaros, usando como outrora, a bíblia. Assim, qualquer violência contra a população melanodérmica passa a ser sagradamente justificada e naturalmente aceita pela sociedade passiva e pela sociedade dominante que estruturam nossa cultura de massa, e por aqueles que se veem privilegiados pela perversidade desse contexto.

No Rio antigo, capoeiristas como Prata Preta e Manduca da praia estavam enfrentando a polícia enquanto ainda não se falava em M. Pastinha e muito menos em M. Bimba que surgiria no cenário na década de trinta, no governo do ditador Vargas, quando Besouro de Mangangá havia se tornado lenda. O tráfico interno de peças (escravizados) no Brazil passou a ser fato comum, com a interferência inglesa no comércio de gente, portanto, a Umbanda se fez presente o Rio Janeiro através dessa assimilação Ioruba-Banta.

A população melanodérmica do Rio de Janeiro, assim como seus antepassados, os imigrantes nus, que trouxeram sua história no corpo e no coração, transformando sua essência em capoeira que terminava com Samba e Sorriso; hoje faz seu corpo falar funk e sua boca entoar Rap, traduzindo sua herança que não se calou pela coerção da escrita eugênica tupiniquim. Portanto, sua essência é passível de ser desqualificada pela aristocracia reinante, descendentes da princesa portuguesa e donos da terra invadida e apropriada indebitamente; que hoje expulsam os Negros chamando-os de invasores.
Assim, nosso governo oficializa o gueto, legitimando os preconceitos e o racismo institucionalizando-os, após a "histórica" justificativa religiosa e a legitimação da mídia, o 4º poder. Como dizia Kafka: "Primeiro matamos a sua história, depois impingimos a nossa mentira".

“... A história se repete, mas a força deixa a história mal contada”... Mesmo Rui Barbosa tendo tentado apagar a memória dessa população marginalizada, o Brasil continua sendo o maior detentor de documentos que fariam da história da África uma história mais completa. Mas o receio da oligarquia e dos religiosos de reconhecer publicamente o negro como o arquiteto e engenheiro das Américas, fez preferir transformá-lo numa dogmática ameaça psicológica virtual permanente, já que essa atitude se mostrou comercialmente mais lucrativa, além de garantir que as relações de poder permaneçam hierarquicamente estáticas.

Assim a escravidão mental, perpetrada pelas Tecnologias de informação e comunicação através da mídia, tornou-se a principal aliada na manutenção dessa condição sine qua nom, para a manutenção do escravismo contemporâneo.
Nossa história está contida nos documentos sobre os cuidados da igreja e dos militares, especialmente da Marinha do Brazil. Mesmo ocultada essa história, o corpo Afro não se cala; ele que fala, que grita para não "dançar" é história viva que não se apaga, escrevendo com gestos e atos que plasmam seus caminhos nesse descaminho, sem nega-se nem enganar a si mesmo, o corpo resiste à escravidão imposta à mente pela mídia, pelo branco que se acredita dominador e pela perversidade criminosa exercida por uma sociedade hipócrita, que se apropria e manipula a força criadora da população melanodérmica, ao mesmo tempo que a execra. Assim nasce o paradigma da dicotomia entre discurso e prática do “Não... Nós não somos racistas...!!

Uma pequena mostra dessa criatividade foi a invenção do linho, da cerveja, do sabonete, do café, da máquina de escrever, caneta esferográfica, o regador, a caixa de correios, o motor a combustão, o cortador de grama, o semáforo, o carimbo, a lanterna, a lixeira, o cortador de grama, o interruptor, o sapato, tábua de passar, a geladeira... Enfim, sem mencionar a agricultura, a matemática, a filosofia, a astronomia, a medicina, a metalurgia, etc. Ou seja, 90% das invenções existentes atualmente, até mesmo o princípio da informática é fruto da cultura do povo melanodérmico.

O europeu se apropriou desse conhecimento e não satisfeito, usurpou a dignidade do negro roubando-lhe sua memória. Mas a presença desse corpo através do Samba, da Capoeira, do Funk e do Rap que tanto afronta e assombra os criminosos racistas, são lembranças vivas, que não deixam essa história se apagar. Mesmo após a mídia ter imposto seu padrão de qualidade Cáucaso, ter promovido troca de valores, de cultura e religião; mesmo assim a memória corporal fala mais alto. A ancestral natureza do corpo se une ao som e ao ritmo dos tambores transpondo as barreiras ideológicas, religiosas e sociais impostas pelos descendentes dos traficantes, capatazes e senhores de escravizados.

Mais o fato desse discurso escravagista está profundamente arraigado em muitas mentes, os conflitos de identidade e existenciais acabam fazendo parte da vida do afrodescendente; é como se ele tivesse acabado de fazer algo ilícito e sua consciência, agora caucasiana, funcionasse como o grilo falante das histórias europeias: no momento sua consciência não mais lhe pertence, embora seu corpo não tenha ainda assimilado tal informação.

Mais aquele imigrante nu deixou a sua herança; seus herdeiros a tem como um cavalo de Troia, mesmo que seu “intelecto caucasiano” lhe aponte a direção, é o corpo que domina seu movimento, sua direção. Desse modo, nosso tumbeiro se deslocou do plano físico para o psicológico, tendo consequências reais físicas como reação a nível social, e psicológicas a nível pessoal.

Nesse atual contexto, o sistema educacional brazilleiro ainda não deu conta de perceber e administrar esse processo epistemicida e de limpeza étnica, que  iniciou-se oficialmente com a eugenia e vem se perpetrando com as tecnologias de informação e comunicação promovida pela mídia. O sistema educacional e acadêmico não desenvolveram competências administrativas e pedagógicas para destituir esse processo de eugenia ainda vigente em pleno século XXI, assim como o tráfico de gente e a escravização no antigo molde colonial.

Os sofismas que sustentam a desqualificação do afrodescendente como sujeito, faz com que a justiça brasileira acolha estrangeiros caucasianos, como o mafioso italiano Cesare battist, e deporte africanos que chegam ao Brasil fugindo das guerras políticas sustentadas por interesses europeus em solo africano.

No Brazil, país onde fatos sociais são transformados em fatos policiais, a justiça funciona de maneira conveniente à conjuntura escravagista reinante, formatando uma sociedade tácita que sustenta o status quo da oligarquia brazilleira. Assim como lei áurea, que foi uma lei que contribuiu enormemente para a evolução e considerável transformação nas relações de escravização brazilleira; ela permitiu que chicote do feitor desse lugar as algemas, que a senzala se transformasse cárceres inumanos e os tumbeiros em confortáveis viaturas policiais.

Assim o corpo Negro continua sendo propriedade pública, com tarja preta e prazo de validade, exposto nas prateleiras dos axiomas paradigmáticos socioculturais tupiniquim;  Assim ele, o afrodescendente, caminha em torno de sua árvore do esquecimento num silêncio ensurdecedor incomodando bastante seus detratores. Sua boca fechada não cala a voz do seu corpo festejante de vida, observando a natureza que não se oculta diante do olhar sorridente que circula seu pelourinho de cada dia. 

sábado, 10 de março de 2012

Dia das Mulheres no Brazill Brazilleiro...Dia das Marias...da Penha...



Mulher...Um assunto sempre deliciosamente agradável; Só é lamentável a maneira com que a mídia nacional trata do assunto aqui nas terras tupiniquins: o desdém dispensado ao gênero, enquanto enaltecem a beleza ariana, padronizando e formatando opiniões da própria mulher, brasileira e estrangeira, a respeito de si mesma.
Assim o alto-estima da mulher é jogado à sola dos pés, de forma extremamente hábil pelos meios de comunicação e informação, sem que ela se dê conta desse crime com requinte de perversidade, e pior, pensando que essa "feiura" atribuída a ela por essa mídia criminosa, é de nascença, culpa de seus pais. Ou melhor, de sua mãe... de seu povo.
É lamentável que a mídia, assim como os poderes constituídos, estejam acima da lei; e como consequência disso, nunca respondem por seus crimes; e o mais agravante é que esses crimes passem a ser fatos banais, aceitos de acordo com quem os pratica. 
Assim os valores se invertem: agora chamar de "feio", de "macumbeiro" ou de "preto" é coisa normal.
Assim Nossas lindas mulheres deixam de ser sensuais, lindas e maravilhosas para dar lugar ao "padrão globo de qualidade..."Ou seja, se não abdicarem de seus cabelos crespos, de sua cultura ou de sua religião, estarão fadadas ao ostracismo criminoso imposto pela ditadura que exila, tortura e mata seus afros cidadãos...Uma vez que eles já foram pré-julgados sumariamente.
Feliz dias das mulheres...?? Vou perguntar a Maria da Penha...