Enquanto o solo brazilleiro tornou-se fertilíssimo à corrupção explícita, desenfreada, normalizada e normatizada, da Inglaterra vem uma inusitada possibilidade de um resgate histórico da dignidade de um povo.
O casal real, Kate e Willian, não podendo ter filhos, estão aventado às possibilidades de adoção. Imaginemos então por um momento que eles, a exemplo de Madona e da Senhora Smith (Anjeline Jolie), tenham um instante de lucidez e de altruísmo adotando uma criança africana...!!
Vejamos as implicações desse fato: Bem, sabemos que o símbolo da realeza inglesa é a imagem de um leão; sabemos também que a Inglaterra nunca foi terra de leões; não é difícil saber então de onde veio tal símbolo. Sabemos que na Inglaterra não existiu e não existem minas de ouro, no entanto suas igrejas e cátedras são cobertas de ouro; também não é difícil saber de onde veio esse espólio.
Assim, se essa adoção realmente vier a acontecer, o filho bastardo de casal inglês tem a possibilidade de um dia tornar-se Rei do trono saxão, recuperando enfim o título que um dia lhe foi usurpado de forma violenta e ignóbil.
Teremos assim, um Barak original no reino da corrupção; reino esse que se tornou uma sombra da potência invasora e conquistadora de terras alheias de outrora. Ou seja, são grandes as possibilidades do povo do ébano recuperar a dignidade perdida diante do império inglês. Seria um episódio tão significante como foi à redenção de Judas Escariotes após a ignomia de seu insidioso ato.
Mas o Judas brazilleiro é um brazillianista capitalista assumido, portanto um hábil e impiedoso estrategista. Ele em nenhum momento pensa ou tenta o suicídio, somente homicídios, de preferência o genocídio; Ele assume o discurso do homem de bem, sendo um canalha de carteirinha, enganando até a si mesmo, além do próprio homem de bem, tornando-se assim um homem de bens.
Assim nossa sociedade se divide entre os que foram ensinados a ter medo, os que não possuem nenhuma noção de limites e os que se colocam acima da lei. Nosso Brazill varonil tornou-se um solo fértil, para aqueles que estão fora das grades do medo, implantadas pelos que transitam acima da lei.
O mais surpreendente é que os indivíduos se auto encarceram não como uma opção, mas como uma escolha. Ou seja, as possibilidades de uma Inglaterra transformar-se numa África, são bem maiores do que o individuo tornar-se sujeito no fértil solo do paradoxo tupiniquim.
O indivíduo é destituído de sua personalidade, contraditoriamente justificado pela manutenção de sua individualidade, calado assim pela oligarquia o convence que sua força não mais lhe pertence e que sua vontade é da pátria que o pariu.
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