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quarta-feira, 9 de novembro de 2011



segunda-feira, 7 de novembro de 2011




Luíza Mahin foi uma mulher inconformada na condição escravizada; ela, como escrava de ganho, comprou sua alforria, e articulou a libertação de seus pares, eclodindo assim na revolta dos malês em plena cidade de Salvador, em 1835.
Após as diversas tentativas de dominar o espírito dos escravizados, tal como a lei do ventre livre; onde o estado tinha que arcar com indenização ao senhor de escravo;  lei do sexagenário, sendo que o escravizado tinha sua média de vida abreviada, raríssima exceção algum chegar aos sessenta; e a própria lei áurea, num momento em que 90% dos escravizados haviam conquistado a liberdade numa    luta iniciada com Zumbi, seguido de muitos heróis, como a própria Luíza.
Antes da teatral lei áurea, os mesmos gestores prepararam a lei 601, em 1850: foi a lei da terra que destituía os homens de cor de ter qualquer possibilidade de acesso a propriedade da terra. assim, com o "teatro da abolição" a república se instala, cedendo a terra para imigrantes europeus em detrimento do imigrante nu (ou povo da noite, como eram denominados os africanos pelos dos fundamentalistas construtores racismo).
Hoje, os descendentes dos europeus monopolizam todos as posições-chaves da sociedade, enquanto os descendentes de africanos, os afrodescendentes, precisam comprar sua alforria, assim como Luíza Mahin o fez.
É notório perceber que a  ideologia implantada pela branquitude, propaga descaradamente a inferioridade como atributo inerente as negras e negros de nossa república. Por outro lado, ela redime o afrodescendente que aceite esse mote como verdade absoluta, aceitando a branquitude como princípio. 
Assim o Brasil deixa de ser racista; as negras e negros passam a ser invisíveis para os próprios afrodescendentes, uma vez que sua identidade lhe é negada. 
Hoje, em pleno século XXI os afrodescendentes ainda vivem naturalmente como escravos de ganho;  o motorista, o professor, o lixeiro. enfim, todas as profissões próprias de escravos de ganho, sendo estimulados   pelos novos senhores de escravos, através de programas de incentivos. todo o dinheiro, ganho diariamente com o suor de seu trabalho indo para seu dono, hoje denominado de empresário. O aforismo do mecanismo da meritocracia, faz com que esse escravisado acredite que ele é livre, e que pode conseguir tudo que o eurobranco, o empresário, conseguiu. Falo desse empresário de sobrenome gringo, herdeiro do espólio dos privilégios adquiridos através das benesses da branquitude.
Os benefícios prometido aos afrodescendentes, propagada pelo sistema meritocrático aos que aderirem à branquitude, faz com que a identidade negra ganhe novos contornos. Assim, todos passamos a ser iguais perante a lei, sendo que a justiça fica por conta dos caprichos da branquitude, gestora da instituições comandada pelos eurodescendentes. 
Portanto, o Brasil hoje é um país multicultural, onde todos convivem em perfeita harmonia, a despeito do genocídio de negros, transmitido todos os dias on-line ou via satélite, ao vivo e em preto branco; tão natural como negar o sistema de cota nas universidades e negar a existência do racismo em nosso maravilhoso Brasil varonil... e quem não acreditar nessa máxima...vá pra... longe do Brazill,... zill,...zill...
Do contrário, teríamos que inventar e implantar um novo sistema de alforria...E dessa vez...Sem cotas...!!

domingo, 30 de outubro de 2011

“Existem linhas que separam nossa existência da vida e, de outras vidas; e ele foi além da linha”


“Além da linha” é um curta metragem que aborda a crise existencial de um homem que só no fim da vida descobre as limitações imposta pela melanina: Descobre em morte o que significava vida. As agruras vividas no futuro do presente aparecem-lhe a cada estação da vida que lhe abandona. A revisão de sua vida tornando-se inevitável a cada passo em direção a estação final, quando descobre finalmente, que o começo está no seu fim. Por outro lado, além desse pano de fundo, o curta objetiva fomentar questionamentos a respeito da ética e da ideologia hipócrita que fundamenta esta mesma ética no mundo contemporâneo, norteado exclusivamente pelo senso geométrico do capitalismo.
Ele caminha pelos trilhos do trem que corta a cidade, a fim de se encontrar, encontrando o que as representações que a mídia oferece através dos meios de comunicação; sua dignidade perdida, escoada junto com sua qualidade de vida cidadã.
Os out doors que o acompanha pelos trilhos reforçam ao mesmo tempo em que retiram sua esperanças, na medida em que os fatos contradizem sua realidade. Quando chega ao fim da linha, descobre que foi muito além dessa linha; descobre enfim o começo de sua história.
Sinopse 
O personagem caminha sobre os trilhos, aparentemente um andarilho vagando sem destino, perdido em seus próprios pensamentos, ele protesta, desabafa, filosofa, gritando silenciosamente para o mundo e pra si mesmo, exorcizando suas mais profundas angústias e medos, tentando esconjurar seus fantasmas.
Medita, às vezes tristonho, as vezes indignado ou revoltado, sobre a trajetória de sua vida sofrida de negro-indígena. Ele sintetiza em si, no corpo e na alma, a essência brasileira, contando e cantando suas mágoas em verso e prosa, desafiando a ordem no momento em que rompe seu próprio silêncio.
O personagem procura por sua sabedoria ancestral, primitiva, anarquista e quase ingênua, vagando pelas esquinas da vida, pelas trilhas e trilhos, a espera de seu vagão que vem de um horizonte feito de madeira, cravo e ferro, como os elementos da cruz do seu próprio calvário.
Nessa indefinida espera pelo deixar de ser, nesse incerto passo certo, ele solta seu pensamento e suas palavras ao vento... Percorrendo a linha férrea, meditando, questionando, se indignando e se transformando a cada estação. Sua angústia existencial tece a trama do curta, até chegar ao fim da linha; seu ponto final.

terça-feira, 4 de outubro de 2011


Foi rejeitada a votação, na Ordem do Dia da Câmara Federal, o Projeto de Lei FICHA LIMPA, que impede a candidatura a qualquer cargo eletivo, de pessoas condenadas em primeira ou única instância ou por meio de denúncia recebida em tribunal – no caso de políticos com foro  privilegiado – em virtude de crimes graves, como: racismo, homicídio, estupro,homofobia, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas...

Num país sério como o Brasil, por que um honesto político, como os que infestam nosso congresso, precisariam da famosa imunidade, do fórum privilegiado ou outros instrumentos dessa natureza para cumprirem suas obrigações?
Por que nossos honestos representantes oficializam seus próprios crimes e os de seus pares, com bônus e sem ônus?
Um professor, como qualquer cidadão comum, morador de uma comunidade sem privilégio, que enfrenta situações de riscos cotidianamente; não possui nem sombra dessas benesses, nem os privilégio de trabalhar duas vezes na semana sem precisar comparecer a labuta; não possui décimo quinto salário; nem todos os outros salários, vales, seguros, prêmios, licenças e os variados auxílios (moradia, paletó, passagens aéreas, combustível, corro com motorista acoplado, etc.) mesmo assim...muitos conseguem sobreviver mais de quatro anos.
quando um político ou um juiz é, por uma obra do destino, assassinado...as providências acontecem de forma milagrosa. Descobrem-se os assassinos, eles são presos e o mais incrível de tudo...eles ficam presos...no Brasil a lei funciona; funciona para quem detém o poder...ou não..!! Dependendo de que lado esteja o meliante, a lei e a vítima; tudo é relativo, determinante seria o tamanho da conta bancário, como a conta do dono da FIFA..., ou do dono do FMI...., ou do Maranhão, etc.
Eu como Professor, gostaria muito de solicitar meu pedido de imunidade, para me proteger de gestores racistas, de policiais racistas, de alunos preconceituosos, dos neo-evangélicos intolerantes, dos "carecas", etc. Mas sou um cidadão comum; aquele que a TV tornou invisível diante dos direitos humanos.
Como cidadão, eu não preciso disso...por outro lado, também não preciso ser representado, como é representado nossos indígenas perante a lei; como uma pessoa que não responde por seus atos, como uma criança, por esses que se dizem nossos representantes.
Nossos cidadãos brasileiros, enquanto pseudocidadãos, continuam calados, presos ao Pelourinho mental criado pela mídia, nossa Matrix virtual, gestora dessa sociedade download. Nossa escravidão continua sendo o tipo mais virulento e eficiente que existiu até o momento; a escravidão mental.
Sou um cidadão negro de ficha limpa, até que a mídia diga o contrário. Por enquanto vivo minha liberdade provisória de Negro liberto; fujão do navio negreiro, sem habeas corpus nem imunidade; posso até me candidatar... mas minha ficha limpa, certamente me impediria de chegar lá...!!

sábado, 24 de setembro de 2011

Apesar dos crimes cotidianos cometidos pelo congresso nacional, como a acintosa aprovação de 118 projetos em menos de cinco minutos pela comissão de constituição e justiça, no último dia 22 de Setembro de 2011, com a presença de somente um deputado, quando o quórum mínimo seria de 36; enquanto esse um debocha da situação; nos faz ter certeza daquilo que todos já sabem: o Brasil é governado pela máfia empresarial, sendo parte integrante do governo financeiro ainda com sede em Wall Street.
Enquanto isso, projetos que dizem respeito ao povo brasileiro continuam solenemente ignorados, preenchendo espaço nas gavetas de nossos prestimosos eleitos pelo povo, para o povo e com o povo. Nosso mar de hipocrisia não tem fundo, nem fim. 
Um país composto por uma massa de pobres e de pretos, com um sistema educacional que asseguram os discursos passados pelas prosaicas imagens desses excelentíssimos filhos da Putas; que me perdoem essas honradas trabalhadoras, dando tapinhas nas costas, pegando criancinhas melequentas no colo e dando vale-qualquer-coisa afim de mantê-los respirando, para dar um ar de democracia, legitimando assim suas inocentes mentiras; nosso Brasil vai sim, continuar sem nenhuma crise financeira, indo sempre em frente: até encontrar no fim do túnel, o brilho do farol de uma locomotiva em sentido contrário.
Mas isso não fará diferença alguma, visto que quem estará frente a essa locomotiva assassina, serão os pretos-pobres, os quase-pretos-pobres, os quase-brancos-pobres, os quase-pobres-pretos e pobres-pretos; afinal, sangue afro não mancha consciência, principalmente de quem não as possuí. Certamente esse fato será mais uma grande atração no horário nobre das TVs dos pobres afro-sobreviventes.
É isso ai...pra frente Brasil...com muita Ordem e progresso...!!
Brazill...zill...zill...zill...!!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Retrato em preto e branco da Cidade Maravilhosa


Na maravilhosa e exótica terra tupiniquim, além de araras, tucanos papagaios e das deliciosas mulatas for export, temos a presença da polícia mais eficiente do mundo. Essa eficiência se deve ao fato de que em todas as situações de risco, eu disse todas; num seqüestro com reféns, por exemplo, eles habilmente matam todas as vítimas, prendem os bandidos e depois matam os bandidos resolvendo assim todos os crimes possíveis, imagináveis e inimagináveis.
É tudo muito simples; até que às vezes um cidadão desavisado e mal educado resolve registrar algumas dessas cenas, filmando imagens em celulares e enviando a TV com tendências políticas opositivas a situação, iniciando assim um leve pedido de explicações do ocorrido. Isso às vezes faz com que a fama de eficiência seja um poucochinho arranhada; nada que não se possa resolver eliminando, no sentido próprio da palavra, esses pseudocidadãos metidos com idéias tortas sobre direitos humanos.
Essas situações prosaicas são recorrentes na vida do cidadão de cor; manchetes a cores mostrando on-line um preto que sequestra um ônibus cheio de pretos, vindo um policial preto que metralha todos os pretos, ganhando um bônus de um governador branco por sua eficiência e sua contribuição para nossa ecologia social democrático-tupiniquim.
Mas não confundamos nossa eficiente polícia assassina com os antigos capatazes do Brasil - colônia. Existe uma grande distância entre ambos; os capatazes matavam aos poucos e a nossa polícia mata em massa, por atacado. O fator da distância tem uma influência determinante no contexto; assim como a evolução dos senhores escravocratas, que agora são senhores empresários sem fins assassínicos: isso fica sobre incumbência de seus mandatários: a polícia, a imprensa e o poder judiciário.
Portanto a hipocrisia institucional não é um mero objeto non-sense; mas sim, um assunto extremamente lapidado e ideologicamente tratado por gestores sérios e comprometidos com a real democracia Greco-tupiniquim. Essa democracia que arranca do Negro o que ele trouxe a bordo dos tumbeiros em seu peito e em sua mente. Nossa pós-moderna sociedade escravocrata é extremamente hábil para encarcerar justamente o que constitui a essência das Negras e dos Negros brasileiros: seus corações e mentes.
Portanto, a ecologia social é eficientemente levada a cabo por meios bélicos, judiciários e midiáticos, escravizando assim o corpo, a mente ou ambos. Por meio da dança muitos crioulos dançam pra sobreviver; por meio da música ele canta para não dançar. Dentro desse processo ecológico-social, a matrix digital substitui o pelourinho do objeto-animal de ontem; promotor de comportamentos behavioristas e do darwinismo social iniciado no Século XVIII com os iluministas, pelo objeto-cultural de hoje.
Com a vastíssima evolução da humanidade branca, Negra, amarela, etc. o negro hoje se tornou um produto exótico na academia, transformando-se em objeto de estudo e de ganho, como o escravo de ganho de outrora que trabalhava nas ruas entregando o ganho para o patrão ao final de sua jornada.
Os Negros pensantes, assim como os Negros fujões, continuam praticando o Quilombismo, enfrentando os Jorges Velhos cotidianos. Por isso a cooptação se mostrou uma das armas mais competente, depois da destruição psicológica e do assédio moral, no combate a peste negra de cabelos enrolados.
Após da colonização mental, muitos negros que conseguiram alcançar status social, passaram a negar a existência desse perverso contexto, contribuindo assim para a descentralização do senso coletivo e da circularidade.
O extermínio por meios bélico, social e judicial sistematizado da população melanodérmica virou lugar-comum; uma prosaica e natural pandemia.
O negro tem seu saber folclorizado e sua personalidade carnavalizada, para sobreviver com um restolho de status nesta sociedade de pensamento eurocêntrico.
É notório perceber que qualquer intelectual negro nessa cultura branca, tem seu pensamento solenemente ignorado pelos meios da euro-comunicação. Exemplo disso foi o livro do Haitiano Antony Fermim desconstruindo a tese das raças de Arthur Gobineau; ninguém ouviu falar, ninguém conhece, ninguém sabe, ninguém viu. Mas todos conhecem muito bem o racismo pregado por Gobineau; até mesmo os que  se  declaram não racistas e aqueles não fazem a mínima ideia de quem tenha sido esse tal Gobineau.
Nesse vácuo de hipocrisia, Hipócrates virou pai da medicina, sendo que centenas de anos antes dele, os africanos já realizavam cirurgias e já havia vacinas para toda a população; Euclídes era o nome comum de escravos africanos, e a matemática euclidiana passou a ser de propriedade grega; todos os pré-socráticos iam estudar na África, mais especificamente no Egito, e assim a apropriação da filosofia, da astronomia, matemática, da medicina e tudo mais passaram a ser de propriedade Grega.
Assim como os Dogons ensinavam os conhecimentos analíticos, descritivos, comparativos e ativos; conhecimentos esses seqüestrados pelos sábios árabes e gregos, a educação eurocêntrica ensina em seus livros que Negro é sinônimo de escravo, gosta de samba, funk e futebol; tendo o direito implícito de almoçar em restaurante branco, comprar remédios numa farmácia branca, consumir produtos brancos, além de obedecer a uma lei branca e se submeter a uma justiça branca. Ele só tem tido a possibilidade de embaraçar seus próprios cabelos, para poder embaraçar as constrangedoras opiniões sobre ele, mais não o faz devido ao fato de não possuir sua própria opinião. Não tem opinião porque não tem referências, perdendo assim sua identidade. Sua referência São as propagandas, as novelas e as imagens olimpianas.
No Brasil colônia de outrora, o Negro cantava diante da tortura para mostrar para o Senhor que não se dobrava ao sofrimento; ele tinha no canto uma arma de defesa. Ele também cantava nos funerais, feliz por aquele que partia para um lugar melhor do que aquele em que vivera.
Hoje como forma de defesa; também rimos de nossas desgraças, rimos de nós mesmos, mas rimos devido nossa falta de referências. Assim rimos de nossa exclusão, rimos das frases pejorativas e das piadas sobre negros, rimos do desrespeito a nós mesmos. Perde-se a capacidade de indignação, de reflexão e atuação.
Ao assistir na TV um ônibus lotado de pretos sendo metralhado por policiais pretos, a empolgação toma conta por mais uma atração na tela da televisão, deixando a mente em ebulição, produzindo adrenalina. É natural precisar de adrenalina; ela produz endorfina que deixa nosso corpo num estado agradavelmente satisfeito. Acostumamos-nos naturalmente a isso, assim como acostumamos a natural pobreza cotidiana que se alastra pelos morros e vielas da cidade maravilhosa; a proliferação dos sem tetos e sem terras jogados na sarjeta; tudo isso é tão natural como é a estampa da sociedade branca na direção desse tumbeiro urbano. Assim essa euro-cultura produz o sofisma do simbolismo da paz “branca” em oposição a magia “Negra” a ser seguido hierarquicamente como como mais um indiscutível e sagrado dogma.
Anormal nessa sociedade é ter uma juíza que trabalha para uma justiça branca, agindo de forma justa. Essa postura é uma postura condenável e, portanto passível de punição. Foi por este motivo que a digníssima magistrada Patrícia Acioli da comarca do Município de São Gonçalo, cidade da Baixada fluminense, no estado do Rio de Janeiro, foi devidamente punida por nossa eficiente polícia. Uma mulher de moral agigantada como era a meritíssima, não poderia ser uma agente pública nessa sociedade eurocêntrica. Assim a justiça branca novamente se fez presente.
Portando entoemos o Amezing Grace para esta mulher que honrou a justiça tal como ela deveria ser; transparentemente igualitária e justa. As araras, tucanos e papagaios dessa terra exótica, se calam diante dessa canção negra que se eleva e leva essa paladina ao um posto divinal. Nosso Brasil acaba de assassinar mais uma cidadã. Saudações negras a mais essa ousada brasileira, que faz com que nosso Brasil não seja grafado com “Z”.
Os agentes da lei que metralharam aquele ônibus cheio de pretos, certamente terão a benevolência do habeas corpus da euro-justiça tupiniquim, podendo exercer sua profissão com a habitual “dignidade” de todo dia pelas ruas de Gotan City. E mais uma vez a cidade de Towsville vai poder dormir em paz.
Resgatar o princípio de circularidade presente na cultura africana, significa resgatar a o senso de solidariedade e de coletividade tão combatida pelos gestores públicos na escola e na produção cultural brasileira. não precisamos de heróis, do individualismo nem do egoismo próprios do sistema capitalista, precisamos mesmo é agir e pensar como uma nação e uma nação se identifica por suas crenças, seus objetivos e seus ideais. Enquanto tivermos uma sociedade dividida pelo racismo e pela intolerância, o sistema feudal continuará saudável nas terras tupiniquins. 
Assim como nosso país foi o último a "encobrir" o tráfico de seres humanos no mundo, provavelmente será também seja o último a admitir sua responsabilidade na ação perversa de promover esse lastimável genocídio melanodérmico contemporâneo; no mínimo, primeiro ele vai precisar quebrar, como está quebrado as finanças dos estados norte-americanos e da Europeu. Talvez assim haja uma possibilidade de nosso povo retorna a sua essência, aquela trazida na mente e no coração pelos seus ancestrais; fazendo-nos finalmente lembrar de nossa humanidade e de que somos seres sociáveis. Talvez um dia nossa bestialidade seja sublimada e deixemos de agir como bestas pseudo-humanas. Talvez um dia voltemos ao patamar de gente. 
Quando nossa história omitiu que o grande calunga havia se transformado num grande cemitério humano-dérmico, foi assinada nossa escrota animalidade euro-clássica; certificamos essa condição quando grafamos essa história nos livros didáticos e afins, como uma história de valorosos desbravadores que possibilitaram que o Brasil fosse uma grande nação. Desde então, matar, roubar e estuprar ganhou uma nova dimensão em nosso subconsciente, como um importante desvalor inerente ao euro-super-herói brasileiro.com. Portanto, esse super-herói necessita  arrancar muitas cabeças pra ser considerado e respeitado como alguém. 
Seguindo na mão desse raciocínio; pensávamos no Brasil como uma Grande nação; novidades: o Brasil não chega nem a protótipo de uma pretensa nação. Pensávamos que fossemos cidadão plenos; novidade: somos quiça, vices candidatos a figurantes a pseudocidadãos. 
Prepararam um eficiente Sistema Matrix sócio-político-cultural baseado na cultura-download, de maneira perversamente perfeita. A imagem tornou-se verdade absoluta, tal como as escrituras sagradas. Ela não permite reflexão, ponderações ou dialogia engolindo magicamente o tempo de produção sináptica do indivíduo. 
Portanto é natural que um contrato de TV pública dure 50 anos, com chuvas de dinheiro e benesses aos controladores na manutenção desse lucrativo comércio. Tudo é apresentado de forma inocentemente mentirosa, do jeito que o povo, gado marcado, gosta. Assim nosso sistema de casta é perfeitamente ignorado, assim como nossas faixa de Gaza, o indivíduo negro e indígena, os cidadãos palestinos, etc. Esses apêndices e infortúnios só existem na Índia, na Palestina, nos guetos ou na realidade das telas de TV.
E assim caminha nossa desumanidade...Metrô para zona sul e ônibus lotado de pretos metralhado na zona norte; tudo muito normal numa sociedade bestial, com direito  a corpos sem vida de juízas e de professores espalhados, atrapalhando o ir e vir de deputados e senadores no Hall da presidência da república...!!