O corpo
humano se compõe de pensamento; pensamento é luz; e sendo esse mesmo pensamento
um produto Elétrico e também Magnético, toda realidade a nossa volta é de
origem Eletromagnética, desde o momento em que, pensamentos têm cor e forma,
assim como a luz e a vida.
Nossa
principal missão, como expressão da vontade ativa de nosso Eu, é não consentir
que o pensamento se junte a língua, como é normalmente determinado por este Ego
que insiste em governar nossas ações, procederes e quereres.
É dessa
maneira, com base no Ego, que são construídas nossa imagem social; imagem esta que,
oficialmente se transformou numa personagem que se confunde com a nossa personalidade;
tudo isso, dentro do enredo dessa Pólis holográfica gerenciada pelo Grande
Irmão, dirigente dessa Matrix pensada como realidade, num mundo explicitamente virtual,
com dinheiro e relacionamentos virtuais.
O controle
da cultura, da história e da produção de conhecimento administrada pela
Casagrande, tem se mostrando extremamente eficaz após a sua associação com as religiões
que alinharam nesse constructo, dando-lhe assim, o verniz da legitimidade e um
elã de autenticidade, transformando toda essa alucinação coletiva numa indiscutível
verdade pré-fabricada.
Portanto,
esse cidadão de bem com sua escravidão mental oficializada pela religião, mantida
e alimentada por essa mídia que fortalece sua imagem de bom cidadão com diplomas
e certificados de cidadania concedidos pelo governo oculto (Deep State), se agarra
tenazmente a tais títulos, integrando-se orgulhosamente a tudo aquilo que é
estabelecido pelas regras e leis outorgadas pelos escravagistas e seus lacaios,
classificados, pela força da lei, como seus representantes.
Dessa
forma, a mídia é o seu pastor, e as notícias não lhe faltará; e o bom cidadão religiosamente
se alimenta e se lambuza com as pós-verdades fabricadas nos porões da
Casagrande, se entregando ao círculo vicioso e estabelecendo uma dependência mórbida
e simbiótica com seus representantes políticos e religiosos. Nesse pernicioso processo
de dependência subjetiva, não há espaço para o pensamento próprio, ou qualquer
chance de discernimento em relação ao repasto servido pela religião e pela
política, nesse jogo aonde os papéis representativos e o lugar de fala foram
estabelecidos em forma de castas. Mas o bom cidadão não faz ideia de seu lugar,
enquanto participante nesse jogo mórbido, que na verdade é um filme de terror
aonde ele morre no final.
O bom
cidadão se encontra tão eufórico e tremendamente otimista com tantas promessas
que chegam através dos noticiários, que ele não se dá conta do contexto nem da
conjuntura vigente nessa matrix, desconhecendo totalmente o seu poder decisão ao
ceder esse mesmo poder a seus pretensos representantes que lhes impelem ao medo se colocando como seus salvadores. Mas eles confiam e lhes são fiéis, já que
as notícias afirmam e confirmam que o caminho a seguir é exatamente esse. Desse
modo, o carneiro de Panúrgio aponta o
lugar do cidadão de bem, condenando
os rebeldes e loucos de plantão, enquanto as perguntas se calam, silenciadas
pelo bom cidadão.
O cidadão
de bem não quer aprender e não quer saber; pois está se ocupando em reclamar e
comentar as notícias servidas a gosto, cotidianamente, no café da manhã, almoço
e janta, num ritmo alucinante, com informações vazias que ganham sentido ao serem
transformadas em realidade pelo bom cidadão. Dessa forma, a realidade virtual
da Matrix é formatada, sem quaisquer dos obstáculos trazidos pelos
questionamentos dos loucos e rebeldes alijados da sociedade. E assim, termina mais um dia na cidade de TownsVille...!!!

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