Os profissionais de Educação estão pensando: pensando que são gente, que podem se dar ao luxo de almoçar e de jantar num mesmo dia e até mesmo ir ao banheiro impunemente.
São tão pretensiosos que até ousam pensar num futuro e salário dignos. Assim pensando, resolveram questionar as condições degradantes a que são oficialmente submetidos, com o aval social de todo o pessoal.
É claro que quando os mesmos profissionais mostraram a cara na Avenida Central do Brasil, seus antigos alunos, agora bravos policiais condecorados por bravura, respeitosamente lhes enfiam a porrada, sem nenhuma cerimônia, justificativas ou algo similar; Promovendo um festival de barbárie regada a cassetetes e balas de borrachas, além do indispensável soco na cara.
Obviamente esses bravos militares seguem a risca a filosofia de nosso lindo pendão da esperança, que tem como lema “ordem e progresso”.
Enquanto em nossos tribunais são discutidos assuntos triviais, nas prateleiras da justiça se acumulam atos secretos e de barbáries, que se estendem até aos bancos escolares.
Na falta da educação, só um professor pode mudar a situação; e na falta do respeito? O que pode fazer o sujeito? Qual a lição do dia-a-dia para enfrentar tanta hipocrisia?
Procurei nas fórmulas químicas, físicas e matemáticas; em toda a ciência exata. Mas a estatística que mantém a estética me deixou estático.
Procurei nos pontos e vírgulas, na métrica das poesias do dia-a-dia, mas continuei em profunda agonia. Nem a filosofia da sociologia me fez voltar à alegria.
O primado entre o certo e errado já está consumado; se todo anzol certo tem que ser torto, não posso me permitir ser um morto muito louco e viver no desgosto da normalidade anormal.
Sou realista: me contento com o impossível!
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