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terça-feira, 28 de abril de 2015

Cartilha preta das REPARAÇÕES...


-1- Até quando seremos cúmplices das montanhas de cadáveres Pretos espalhados pelos quatro cantos do mundo, do oriente ao ocidente, da porta de nossa casa a esquina da vida, da morte e da "negra" sorte...!?? Até quando a passividade será o remédio que viciadamente faremos uso para nos aliviar da culpa cristã, criação de um Deus ariano moldado para controlar e subalternizar a massa Negra...!?? REPARAÇÕES JÁ...!!!

2-    A morte de dez Negros é o lucro de um branco; o estupro de dez Negras é o mórbido prazer eurocêntrico no espetáculo do Zoo humano instituído pela branquidade. Hitler aprendeu a não mexer com brancos, mais os brancos ainda não aprenderam a não mexer com os Negros. Portanto, olhe para seu Histórico relógio e descobrirá que já é a hora de lhes ensinar essa lição... REPARAÇÕES JÁ...!!


3-    O terrorismo Estatal contra o Povo Negro chegou a um ponto intolerável, absurdo e sinistramente aberrante. Qualquer negro que se honre como gente, deveria se armar de dignidade desobedecendo a quaisquer caprichos em forma de ordens, decretos, leis, regulamentações ou portarias, dados pelos eurodescendentes escravagistas que brincam de mensageiros divinos do Orco...REPARAÇÕES JÁ...!!!


4-    O cinismo hipócrita da arrogante branquitude, exposto diuturnamente nas ações genocidas do Estado, já estão em plena sucumbência... As promissórias vencidas devem ser cobradas... REPARAÇÕES JÁ...!!!

5-    Inquisição é papo de amador, campo de concentração nazista é coisa de iniciante, microondas é coisa de calouro bisonho... A diversão agora é servir ao Estado como verme e trucidar pretos, pretinhos e pretíssimas e ainda ganhar privilégios e condecorações por isso... Servir e proteger sempre (aos generosos brancos donos do poder) esse é o lema dos vermes. Digo, da valorosa polícia militar brazilleira do Brazill... REPARAÇÕES JÁ...!!!

6-    ... A cada assassinato bárbaro cometido pela polícia do Estado, segue-se mais uma das muitas manifestação dos oprimidos implorando pela paz; A cada pedido de paz solicitado pós massacres, a polícia do Estado responde com tiros, porradas e bombas num claro recado desse Estado as rogativas do pretos/pobres/oprimidos; e o ciclo vicioso da infâmia se perpetua com o golpe de mestre da mídia convencendo o povo preto de que eles não são as vítimas e menos ainda são pretos; dessa maneira o tétrico espetáculo da feira de mortes permanece em constante alta, enquanto as negociações da carne negra no mercado branco continuam sobre os auspícios de meia dúzia de brancos que monopolizam o poder "dado" por esse mesmo povo preto. Desse modo, a hipocrisia se constrói como valor de verdade única... REPARAÇÕES JÁ...!!!


7- .
.. O policial militar, antigamente conhecido como capitão-do-mato e atualmente como VERME; se destaca por sua incapacidade de fazer juízo de causa, agindo unicamente de forma motora, ignóbil e escrota diante de qualquer sinal de fraqueza ou qualquer situação de emergência...Portanto, tornou-se um instrumento de tortura dócil e serviu nas mãos da arrogante, indecente e cínica elite branca brazilleira do Brasil... REPARAÇÕES JÁ...!!


7-    ... No Brazil, é o corrupto que combate a corrupção, é o amoral que faz prosélitos dos bons costumes, enquanto o policial é quem julga e faz justiça contra qualquer um suposto infrator da negra cor... Desse modo, a lei cega e a justiça surda campeiam em andrajos pedindo esmolas nas esquinas da vida e da morte de pret@s esquartejados e vilipendiados pelos chão da pátria que os pariu... REPARAÇÃO JÁ....!!

8-    ... O pensamento aceito e assimilado pela sociedade de que o castigo físico, seja contra de um delinquente qualquer, ou até mesmo contra o próprio filho; salvo quando se trata de um político corrupto branco; como solução disciplinar, é um pensamento escravista herdado do senhor branco que fazia uso dessa prática para roubar a dignidade, autoestima e o amor-próprio do negro... REPARAÇÃO JÁ...!!



9-    ... O policial preto é um servo da Casagrande, é um preto sem identidade e desprovido de qualquer senso, um mero objeto manipulado pelo homem branco que é dono e senhor de seu querer; ele trucida, vilipendia e assassina seu irmão negro a troco de afagos, elogios e condecorações que lhes são dispensados por seu proprietário da mesma maneira que o cão que se contenta com as migalhas jogadas ou caídas da mesa de seu amo; ele é só mais um cão policial de duas patas dedicado a fiel proteção de seu dono; e um cão não morde a mão que o alimenta mesmo que, neste caso, sua dieta seja composta unicamente de carniças... REPARAÇÃO JÁ...!!

10- ... O mesmo genocídio que sofre o povo negro, genocídio esse que hoje é promovido no Brazil pelo Estado branco, também leva a extinção da hombridade, da dignidade, da vergonha e da humanidade dos que sujam as mãos com o sangue negro que tem inundado nossa nação... REPARAÇÃO JÁ...!!


11- ... Quem se cala diante de um Estado criminoso se iguala a esse mesmo criminoso: toda omissão é passível de responsabilização... REPARAÇÃO JÁ...!!

12- ... É dever de todo cidadão se levantar contra o Estado que estimula suas forças policiais a agressividade gratuita contra os não-brancos abrindo as portas para o genocídio de todo um povo, de qualquer povo... REPARAÇÃO JÁ...!!

13- ... É dever de todo cidadão se levantar contra o Estado que estimula suas forças policiais a agressividade gratuita contra os não-brancos abrindo as portas para o genocídio de todo um povo, de qualquer povo... REPARAÇÃO JÁ...!!

14- ... O Estado que trucida diuturnamente seu cidadão tendo como critério único a cor de sua pele, deve ser considerado como um criminoso qualquer e tratado como tal... REPARAÇÃO JÁ...!!

15- ... Um Estado que privilegia unicamente a elite, seja essa elite branca ou negra, é espontaneamente um Estado opressor, e é dever de qualquer cidadão digno repudiá-lo e vomitá-lo como se expurga vermes que adoece o corpo são... REPARAÇÃO JÁ...!!


16- ...Uma nação composta por diversos povos cujo Estado rege e é regido unicamente através de leis brancas, está fadada a ser uma nação de escravizados... REPARAÇÃO JÁ...!!

17- ... A mídia é nosso pelourinho contemporâneo, nosso chicote do feitor que molda nosso querer e nossos desejos de Ser. Nossa escravização mental é formatada eficazmente pelas novelas e programas que a branquitude veicula afim de adormecendo nossa vontade e nossas consciências... REPARAÇÃO JÁ...!!!

18- ... Capitalismo é a arte de enganar e roubar indiscriminadamente; uma invenção branca; a única; que muitos negros adotaram como esperança do bom viver, para isso ele teve que se unir ao branco na política, na religião e no perversa hipocrisia social branca, conferindo desse modo, o que o branco necessitava para exercer seu imbecilidade e estupidez...Negro de elite é negro em estado de síndrome de autismo adquirido...REPARAÇÕES JÁ...!!
19- ...A academia de letras brazileira tem o nome de um negro: Machado de Assis, e só abriga brancos. O Centro cultural José Bonifácio, um local de negritude no Rio de Janeiro, tem o nome de um branco e português; O jongo, a capoeira e até o samba depois do branco de elite Noel Rosa, embranqueceu geral. Sem falar na aberração em que se transformou o carnaval. Ou seja, matar o negro e sua cultura e só um detalhe... REPARAÇÕES JÁ...!!!

20- ... N. S. aparecida, a padroeira do Brasil é negra; O carnaval, a maior festa do Brasil, é negro. A Capoeira, a arte marcial brasileira, é negra; O samba é negro, a história da construção do Brasil é negra... E onde está o Povo Negro no Brasil...!?? REPARAÇÕES JÁ...!!

21- ...É fantástico como a mídia se esforça para mascarar, normalizar e normatizar o apartheid e o holocausto do Povo Negro que atualmente ocorre sem trégua no Brazil, e é também incrível como a população se alimenta de altíssimas doses dos anestésicos, das drogas e principalmente da hipocrisia, oferecidos por essa mesma mídia fascista, para poderem se sentir isentos dessa estúpida barbárie...REPARAÇÕES JÁ...!!


22- Leis do Ventre livre, lei do sexagenário, Lei áurea, Lei 10.639/03, Lei.12.411... Leis aprovadas por branco para beneficiar somente aos brancos, enquanto negro pensa que é inglês acreditando nas falácias corrompidas pelo discurso de homem de bem repetidos feito papagaio para preto nunca poder se indignar...REPARAÇÕES JÁ...!!!

23- ...A polícia mata, o Estado acata e a massa se cala; e uma quadrilha completa de assassinos e vendilhões faz esse país se curvar aos caprichos de meia dúzia de brancos...REPARAÇÕES JÁ...!!


24-
... Cada brazileira e o brazileiro que vai a igreja pela manhã, fala de um mundo melhor a tarde e a noite vê sua novela sem se importar, quando observa sem nada fazer, um negro ser parado pela polícia, apanhar de vários policiais ou ser de qualquer forma aviltado, este brazileiro é mais um inocente criminoso julgado pela hipocrisia religiosa e midiática do discurso branco que atravessa nossa alma negra... REPARAÇÕES JÁ...!!

24- ... Está na hora dos brancos devolverem o que roubaram do Povo Negro; é hora de responderem por esse crime continuado que foi e continua sendo a escravização desse Povo que construiu essa nação...REPARAÇÕES JÁ...!!



26- ... Pareceu que deu um branco na cabeça do preto; ele esqueceu-se de quem é, graças a fragmentação de seu amor-próprio provocado pelos valores invertidos que faz dele um nada dentro do nada...REPARAÇÕES JÁ...!!

27-
... “O negro segura a cabeça com a mão é chora, e chora sentindo a falta do Rei..." E Bob Marley foi-se embora, em seu lugar ficou a CBS e tantas outras multinacionais que se outorgaram o poder da apropriação indébita no rastro da mídia fascista...REPARAÇÕES JÁ...!!

28- ...E o negro, assimilando a branquidade, quetizando-se em seu próprio gueto; e a branquidade se vitoriou coroando-se de louros enquanto os assimilados competem entre si para ver quem é o mais pardo dos negros brancos...REPARAÇÕES JÁ...!!

29- ... O que dizer de um homem preto que necessita de uma arma, um uniforme e estar precisa estar rodeado de clones exatamente como ele, para que possa se sentir seguro, forte e mais macho do que aquele que não usa uniformes e armas, sem andar em bandos...!? Que nome poderíamos dar a esse matilha que protege o patrimônio que a branquitude se apropriou, tirado dos não brancos...??REPARAÇÕES JÁ...!!


30- ...Ter que andar pelas ruas de nosso país, nossa cidade ou de nosso bairro como rato quando a polícia passa ao nosso lado; ter que que sentir vergonha quando entramos em um lugar onde dizem com o olhar que aquele não é nosso lugar; ter que parecer inocente quando você não cometeu crime algum; ter que sentir a todo o momento o peso e a culpa por ser negro e ser apontado por isso todos os dias de nossa vida... E no entanto continuar a aceitar esse crime como algo natural e normal... Isso é a doença de branco, a NEGROFOBIA mostrando seus efeitos sobre nosso bem-querer e bom-viver...REPARAÇÕES JÁ...!!

31- ...Enquanto os negros estiverem perdendo seu precioso tempo disputando entre si suas vaidades e as migalhas oferecidas pelos brancos, ficaremos eternamente concorrendo pela visibilidade através das ações de disputas entre tais militantes retóricos, inconsequentes e efêmeros, enquanto a casa grande estilhaça nosso bem querer, nosso amor-próprio e nossa identidade...REPARAÇÕES JÁ...!!


32-Temos que proteger a nós, Povo Negro, assim como um muçulmano nunca engana um muçulmano, uma negra e um negro devem protegerem-se mutuamente...REPARAÇÕES JÁ...!!

33- Não percamos nosso tempo em apenas denunciar o racismo; esse é um problema do branco, inventado pelo branco. Preocupemo-nos sim, com nossas irmãs e irmãos negros, e não permitamos mais que nenhum deles sofram mais com essa estupidez...REPARAÇÕES JÁ...!!

34- ...Se a opressão é universal, a nossa luta também precisa ser...REPARAÇÕES JÁ...!!



quinta-feira, 23 de abril de 2015

Realidade tragicômica oficial...

Imagine o dia em que, Instituições como as da justiça, os militares e afins resolverem realmente trabalhar para o povo. Ou seja, fazer o que são pagos para fazer; o que seria desse  escroto, infame e arrogante Estado de exceção...!??

https://www.youtube.com/watch?v=V2l18oJjmDU   

quinta-feira, 19 de março de 2015

10 dicas de sobrevivência para o negro que for abordado pela polícia militar no meio de uma noite escura


- Atenção negras e negros; principalmente os negros; pra você que anda pelas ruas da cidade de ônibus, a pé ou de carro, ou mesmo estiver parado sem nada fazer; pra você que vai a uma festa, vai ao shopping ou a praia... Enfim, pra você que é negro e que anda e respira... Preste muita atenção no que agora vamos dizer...

- Nessas suas idas e vindas, a lazer ou a trabalho, a qualquer hora, em qualquer dia ou em qualquer lugar... Você deve, você pode e, com toda a certeza você vai, mais cedo ou mais tarde, se deparar com uma viatura de polícia a sua frente...

- Quando isso acontecer, nesta hora tão grave, é o momento em que você deve, você tem, você precisa procurar preservar o seu maior bem: sua vida; para isso você terá de lutar bravamente para sobreviver; e para sobreviver nessa fatídica hora, você só precisa seguir dez dicas essenciais, você só precisa dar dez passos para sair vivo dessa...

1.      A primeira dica é: 
   Não dê nenhum passo quando ouvir a frase “parado ai neguinho...!!” 
   NÃO DAR NENHUM PASSO...

2.      Segunda dica: 
      Dê um sorriso suave e tranquilo (bem suave e bem tranquilo mesmo) seguido de um “boa noite para o senhor também policial...!!” 
      CUMPRIMENTAR O SENHOR POLICIAL...

3.      Terceira dica: 
   Obviamente ele se surpreenderá com a possibilidade de que possa haver a sua frente um negro educado, apesar de não vislumbrar seu diploma estampado na testa ou peito. Isso fará com que você ganhe mais um precioso tempo, visto que seguir essa dica, como pode se ver, fez com que o gatilho ainda não se movimentasse; mesmo sendo você um atraente alvo para ele; então aproveite esse precioso tempo e complete a frase com um “Dia duro, muito trabalho e pouco dinheiro...!!” seguido de um sorriso de frustração de peão trabalhador desprovido de conta bancária secreta na Suíça... 
      SER EDUCADO...

4.      Quarta dica: 
    Certamente essa frase seguida de um despretensioso sorriso bem sutil com o canto dos lábios, fará com que você sobreviva para ser revistado de forma indelicada, insidiosa e invasiva, após já tendo sido seus direitos constitucionais totalmente ignorados; mais você ainda está vivo. Portanto procure encostar suavemente suas mãos sobre o rabecão. Digo, sobre a moderna, confortável e linda viatura com ar condicionado à sua frente, sem reclamar, antes que eles o façam da maneira peculiar.... 
     AGUENTAR FIRME...

5.      Quinta dica: 
     Certamente uma revista profissional de um policial militar é normalmente seguida de impropérios, tapas na cara, pescoções, chutes e cacetadas nas costas em anexo, Além dos recorrentes e costumeiros xingamentos racistas; sendo assim, nunca fale nada sobre ter direitos, sobre ser cidadão de bem e nem sequer pense em mencionar a palavra “respeito,” e menos ainda fazer qualquer alusão que seja a nomes como os de Zumbi dos Palmares, Dandara ou Mandela, ainda mais numa mesma frase, além das repetidas interjeição “ai...ui... etecetera e tal...!!” 
      EVITAR POLÊMICAS...

6.      Sexta dica: 
    Mesmo sendo inocente, continue a tentar parecer ser mais inocente da maneira mais inocente possível, até mesmo finja inocência se puder. 
      MANTER-SE INOCENTE...

7.      Sétima dica: 
     Após aquele esculacho normal de sempre, seja homem, e homem que é homem, não chora. Se ainda estiver vivo até esse ponto, continue olhando para o nada como, aliás, é seu dever e obrigação ficar olhando para o nada desde o início, não dando nunca a impressão para que eles possam desconfiar de que você esteja anotando mentalmente o número da viatura ou os nomes escritos sobre os bolsos dos respectivos uniformes ... 
      SEM MIMIMI NEM BLÁ, BLÁ, BLÁ...

8.      Oitava dica: 
    Se continuar vivo até ai, existem grandes chances de você sair dessa só com luxações, escoriações generalizadas ou mesmo alguns ossos quebrados, além, é claro, da dignidade perdida, isso caso você mantenha a suave calma de um monge budista preste a ser imolado na fogueira da inquisição. Portanto, nada de palavras atrevidas, nem alterações de quaisquer naturezas; continue sendo gentil e educado, sorria e acene sempre como sinal de que tudo está bem, à medida que eles te enfiam a porrada e planejam, comentando e discutindo a a cada intervalo da pancadaria, qual seria a melhor e mais terrível maneira de desovar seu cadáver.
      MANTER A CALMA...

9.      Nona dica: 
     Chegando a esse ponto você pode até começar a se preocupar um pouquinho mais, pois a maioria das vezes essa parada é séria; eles estão mesmo planejando algo, não tenha dúvidas disso. Mais alegre-se, você ainda está vivo, então a melhor coisa a fazer nesse momento é manter-se vivo. 
      MANTENHA- SE VIVO...

10.  Décima dica: 
     Finalmente, se após essas nove dicas você ainda, por motivo secreto ou divino estiver vivo, olhe para todos os lados, imagine todas as formas e possibilidades de fuga; claro que você não vai encontrar nenhuma; nesse ponto, faça a única coisa que você deveria ter feito desde o primeiro momento que botou o pé na rua: faça suas preces finais caso seja um crioulo religioso, e por fim, agradeça aos céus por ainda estar vivo. É nesse momento que eles terão certeza de que você é mesmo educado por estar agradecendo por nada. E assim, surpreendentemente, tudo acaba bem, se tiver essa sorte. Dessa maneira você então estará livre para repetir tudo de novo na próxima esquina, com a próxima viatura, na próxima semana e se tiver sorte ou azar, com os mesmos valorosos e heroicos homens da lei que hoje tiveram a generosidade de deixar menos um cadáver jogado na esquina nessa linda noite de luar; policiais que nos servem e nos protegem sem tréguas durante todos os dias e, principalmente todas as noites de nossas, as vezes, breves vidas... Desde sempre nossa infalível  GRV (Guarda Real Portuguesa) a guarda negra da pobreza e escravidão...Sempre cuidando para que a pobreza e a escravização possa continuar sendo o melhor negócio para os brancos e seus descendentes; brancos que roubaram a terra, sequestraram, torturaram e assassinaram para manter sua riqueza roubada !!
      SURPREENDA...


Boa sorte pret@... Você vai precisar...!!


quinta-feira, 12 de março de 2015

Att, (A Teoria de Tudo)



Sabemos que o primeiro homem teve sua origem de fato no continente africano, assim como entre estes surgiram os meios que os possibilitaram sobreviver como ser pensante, característica esta que o difere do animal; ecce homo[i].

Tendo o primeiro homem nascido no planeta terra se originado na África, um continente negro, portanto, um homem negro, primaz, homo sapiens; surge assim a pergunta que não quer calar: ... E o homem branco (e sua obscena monstruosidade)...!? Com sua pungente arrogância e cortante estupidez que tanto o aproxima do nível animalesco dos vermes...!? De onde teria ele surgido...!!???
Ao contrário do que afirma o mito bíblico, ele decididamente não teve sua origem num mero bolo de argila e nem mesmo se aproxima do bolo fecal com que ele tanto se aparenta atualmente; mais sim, teve sua origem numa pedreira. 

O homem branco foi feito da pedra mais disforme e horrivelmente feia que se possa imaginar; pedra bruta sem nenhuma potência ou semelhança com algo que pudesse vir-a-ser qualquer coisa num futuro distante. A pedra dura da qual foi formatado, depois de lapidado num velho e frágil buril sem vigor para concluir o penoso trabalho, resultou num produto final desprovido de coragem e propenso ao aprendizado do medo como forma de autopreservação. Personificando-se, desse modo, numa serpente[ii]; tornando-se indulgente, indecente e arrogante, travestindo-se de palhaço ao fazer de sua existência um exuberante circo abundante em pão e cinismo a gosto.

Sendo um perfeito comédia e irremediavelmente um covarde-mor, fez da estupidez a razão de sua existência. Sua passagem pelo planeta terra tem demostrado o quão nocivo, astuto e desprezível tornou-se o homem branco, deixando um rastro de destruição e desolação onde quer que se encontre. Toda sua criatividade (negativa) e inventividade (mórbida) são dedicadas ao infortúnio do outro, do diferente, de tudo que não é seu reflexo, transformado ele mesmo em sua própria Circe[iii].

A pedra fundamental do homem branco serviu como munição para a funda do bíblico Davi adúltero, mesquinho e egoísta, que veio a fundar a nação dos imputáveis adúlteros, mesquinhos e egoístas contemporâneos. Este erro da natureza, chamado de homem branco, que na verdade é uma extensão dos inocentes e respeitáveis símios, vem dando provas de sua alta periculosidade para a existência da vida no planeta terra, uma vez, que mesmo insignificante, tornou-se um vírus mortal, biocida e suicida.

 A doença do homem branco é tão perigosa que se dissemina até nos homens de verdade; os homens negros. O primeiro sintoma é acreditar que ele (o homem negro) pode vir a ser branco, uma vez adquirido valores brancos. A partir desse momento, se instala a síndrome da branquitude que, infelizmente tornou-se caro, dispendioso e sem garantia de eficácia qualquer profilaxia ou mesmo o uso de quaisquer antídotos após a doença se instalar.

Uma vez que a síndrome da branquitude se instala, se faz necessário um dramático tratamento intensivo, dinâmico e uma ação pungente e incisiva que pode durar algumas poucas horas ou mesmo toda uma longa vida; como dito; não há nenhuma garantia de cura; visto que a cura depende única e exclusivamente da vontade do usuário.

O homem branco, de natureza atávica, não tem como se esquivar de seu destino de homem branco. Sua doença incurável, precisa de um Óleo de Lourenço único a cada usuário. Ele por si só, já é um paciente terminal, dependente químico de máquinas e mídias, nascido sem esperança, nascido branco; desgraçado por natureza.

A melanina, única substância que poderia resgatá-lo concedendo-lhe o privilégio de fazer parte do reino humano, o rechaça com todas as forças ao tocar sua pálida pele; com a mesma força com que a lepra se ligou a pele de Lázaro redivivo, ela (a melanina), foge de sua macilenta epiderme. Essa sina do infame homem branco é o fardo necessário para que ele se dê conta de si, e possa ter alguma possibilidade de evolução dentro de seu pedante desenvolvimento como branco originário dos símios.

Diante dessa Desharmonia Praestabelecita por está sub-raça, a raça do homem branco, faço uso do meu liberum veto[iv] para não me despersonificar como homem de verdade, como homem preto que sou, e dessa maneira, não me deixando enganar, não na condição de indivíduo ou de sujeito, mais na condição de ser humano.

Sabendo, pois, que o primeiro ser humano originou-se no continente africano, portanto podemos inferir que a raça humana, a única raça existente do planeta terra, é a raça negra. As (raças) variantes são adaptações. Essas adaptações belicosamente se voltaram para seus ancestrais se apropriando de tudo o que pertenciam aos mesmos; sua arte, seus conhecimentos, sua cultura e até sua história.

Agora, esses descendentes afro-adaptados, se outorgaram criaturas e donos da criação, empurrando pela goela abaixo suas pérfidas versões codificadas desses conhecimentos furtados e fraudados, tornando tais versões às únicas convenientemente verdadeiras. Esses hepistemicidas são criminosos contumazes. São arrogantes homens brancos sem história, já que renega a história negra, a história da raça humana.

A raça dita branca, medieval e inquisidora por natureza, faz do mundo azul um esgoto branco a céu aberto. Esse é o resumo da história da raça branca sem história e sem caráter, e do segredo através do qual mantém o controle desse sistema criado essencialmente para manipular ao bel prazer o que não é espelho.

Dessa maneira, esses afro-adaptados, conseguem reproduzir uma significante parcela de afro-assimilados; negros que almejam a branquitude através da reprodução das atitudes brancas; afro-assimilados que desempenham a função de imobilizar e coagir seus pares às vontades e desejos dos brancos, pondo-os a mercê e aos caprichos de meia dúzia de dois dirigentes escravocratas. A servidão é o mote que conduz pelo estreito curral urbano a sociedade sedenta de referências nos diáfanos que constrói a opinião pública de forma imagética, que formata cada personalidade, cada ethos, vontades e desejos.

A história do homem branco se resume às guerras, inquisições, nazismo e capitalismo. Portanto, torna-me forçoso afirmar que a branquitude é nosso feudalismo contemporâneo inescrupulosamente revisitado e implacavelmente potencializado. Esse é o espaço de lugares desiguais, aonde o planeta esférico abriga as diferentes coletividades individuais e individualistas, inescrupulosamente propagados e retroalimentados em prosélitos pelo palimpsesto[v] da branca bula meritocrática.

Assim, o homem branco tornou-se um legítimo bovino erudito e absoluto senhor dono do saber ruminado e, após devidamente codificado, foi regurgitado e transformado em repasto para servir ao rei da terra dos cegos, surdos e mudos; terra dos afro-adaptados e afro-assimilados; vassalos estes também conhecidos e reconhecidos como racistas voluntários; são esses racistas brancos e negros (afro-adaptados e afro-assimilados respectivamente) os fiéis guardiões que cuidam, incondicionalmente, da manutenção do controle nas mãos da infame braquintude.

Suas patas imundas se fazem sentir em todo lugar e em lugar nenhum, já que os poderes a eles conferidos só existem, e fazem sentido, para aqueles que lhes concedem tais poderes. Até o luto simbolizado pela cor branca no oriente, aqui se transformou em cor preta para ser possível fazer a relação do negro com tudo quanto fosse negativo e fúnebre, como a própria definição dada pelo dicionário branco à palavra negro, no idioma que a eles, eurodesgraçados, nunca pertenceu.

Criaram, de forma pérfida, todo um pano de fundo, um meticulosos e tenebroso cenário para justificar suas atrocidades, inventando até mesmo um ser divino chamado DIABO; figura essa até então desconhecida em todo o território africano, dado a sua completa inexistência até a chegada dos bondosos filhos do demônio, os Cristãos.

Desse modo, os brancos reinventaram o Cristo Negro embranquecendo-o e colocando as palavras certas em sua boca, desapropriando-o de seu lugar divino e, tornando-o sua imagem e semelhança, para que pudessem reinar por sobre toda a terra e sobre aqueles a quem a melanina pudesse se vincular a origem dos pecados capitais.

Feito isso, controlando o presente para que fosse possível dominar o passado e por extensão o futuro; a pérfida missão, resumida a uma saga de massacres historicamente centenários, homéricas chacinas e assassinatos categóricos espetaculares, teve início. Vivemos o ápice dessa monstruosidade branca que defeca por todas as suas fétidas entranhas exalando sua podridão. 

O cavaleiro que enfrenta esse monstro, não é nenhum santo raivoso e rico, trajando pesada armadura medieval, armado de escudo e lança. Mais sim, um sorridente, humilde e audacioso cavalheiro Negro de terno branco e chapéu Panamá que ginga fácil frente à face do malicioso monstro travestido sobre o disfarce pomposo de cavalo de Tróia, enquanto expectadores entre pão e circo, Papagaios e Maritacas, testemunham tal confronto na arena de Constantino[vi] em pleno século XXI.

Foi assim que a humanidade; me refiro a raça humana original, a raça negra; conheceu, assimilou e se apropriou do céu e do inferno inventado pelos brancos. Dando a César o que é do Czar, o negro ficou com o inferno dos brancos, enquanto esses mesmos brancos se apropriaram do Paraíso tropical dos negros, expulsando esses pretos de seus lares, dividindo suas famílias, além de crucifica-los em praça pública sob o sol do meio-dia.

Morte ao Cristo Negro e três vivas para César Bórgia[vii], Lucrécias[viii] Bórgias e todas as Esbórgias[ix] da branca vida vivida à custa das crucificações pretas de cada dia que nos dói hoje. Que os anjinhos pretos de asas brancas e crespos cabelos adornem os pesados caixões das carnes negras, enquanto os virtuais anjos loiros de asas negras sejam seus abutres antropofágicos a escarnecerem de sua descida ao inferno branco, ao lado de todos os Dimas[x], Josés[xi] e Joões-ninguém, devorando suas carnes ao vivo e a cores para o delírio do mórbido prazer da nefasta branquitude infame, escrota e arrogantemente hipócrita.



[i] Eis o homem; referência a Pôncius Pilatos apresentado Jesus a multidão.
[ii] Referência ao Pecado original bíblico.
[iii] Personagem da mitologia grega, uma feiticeira, filha de Hélio e da ninfa Persis. O episódio que a celebrizou foi o fato de aprisionar Ulisses em sua Ilha durante um ano e ter transformado seus companheiros em porcos.
[iv] “A liberdade de dizer não”. No antigo congresso polonês (1652-1791) o direito de cada membro de revogar as decisões a partir de seu veto pessoal.

[v] Pergaminho que era usado por diversas vezes devido à escassez do material.
[vi] Imperador romano que, se “convertendo” a religião Cristã, passou a crucificar todos os nãos cristãos. Desse modo, as crucificações como a de Cristo, passaram a fazer parte da rotina de todas as outras religiões, inclusive agnósticos e ateus.
[vii] César Bórgia, Duque de Valentinois, Cesare Borgia, Duca Valentino em italiano. Foi um príncipe, cardeal e nobre italiano da Renascença europeia. Filho de Rodrigo Bórgia, eleito Papa Alexandre VI em 1492, com Vannozza dei Cattanei, cujo rosto serviu de modelo para Leonardo da Vinci pintar o quadro de Jesus que conhecemos hoje como Cristo bíblico.
[viii] Irmã de Cesar conhecida por suas extravagâncias sexuais e por ser libertina ao extremo.
[ix] Trocadilho com a palavra esbórnia.
[x] O bom ladrão crucificado ao lado de Cristo bíblico.
[xi] Genitor virtual do Cristo bíblico.








SILÊNCIO...


Tudo que queria dizer e que não quero mais nada dizer; Tudo que quero dizer é que não tenho mais nada a dizer; mais a morbidez dos fatos tantos se repetem num funesto ad eternum; é como as gélidas águas tórridas em fuga de uma caudalosa cachoeira que passa sob um barco sem remo que minhas palavras sem rimas jorrando discursos no decurso sem recursos desse curso á gauche teimam em abrir o caminho das frases que tentam fugir em queda livre no abismo da surda audição...

Desse modo, o ruído rasante do abutre que circula sobre as bordas do curso do meu discurso, aforismos e máximas, que resiste em risque e em risco riscando a água em curso na superfície das brancas consciências, compete com o trovejar da queda d’água que se aproxima ao longe irrigada de contracorrente, contracultura e contra narrativas rimadas ao ritmo do remo ausente.

A palavra sem rima e arrimo, sem eiras nem beiras, pairando sobre as águas[i] se faz sólida salina, às vezes apimentada ou docemente melada e melindrosa ou mesmo eriçando a superfície do discurso como gato preto assustado no momento antecedente ao ataque ou fuga, ao cruzar a esquina, mormente.

A palavra dita, redita ou maldita mais nunca desdita, sempre ressoa na senda, mais no send[ii] seduz sem nada dizer, somente só mente aos sem mente, plantado a semente reluzente nessa gente que procura fugir das agruras espúrias presas nas linhas continentes da silente nação impiedosamente induzida, reduzida e perversamente seduzida às raias do defloramento de sua virgindade, feito Parcifal[iii]... Sem culpas ou desculpas na feitura da ditadura e reedição das ditas desditas malditas.

Silêncio...
Disse, digo e afirmo, sem medo de errar que hoje, assim como ontem, dificilmente o branco burguês pode se considerar humano, ou alegar ter um mínimo de humanidade, quando ignora as montanhas de cadáveres negros amontoados em cada esquina da vida diuturnamente como atração no centro das telas de TVs, adornando as capas das brancas revistas semanais e nos impropérios e prosélitos do capitalismo racisticamente antropofágico.
Não quero mais dizer o que já disse antes diante desse tétrico e vasto vácuo, usando as palavras que os demasiadamente desumanos[iv] engolem vorazmente pelo ânus e vomitam com intensa volúpia pela boca.

Silencio... Ao traduzir pessoas traduzindo silêncios, enquanto que minhas palavras soltas ao vento que impulsionam as velas da percepção, são embotadas pela falta do bem querer que, encarcerado ao próprio umbigo, faz brotar nos interstícios dos intestinos o enjoo desumano dessa humanidade regurgitada pós-banquete dos homens de bens, na sina assassina desse refluxo social.

Silêncio...
Quero desdizer tudo que já disse antes... De trás pra frente e da frente para diante, em versos diversos e reversos, mesmo que controversos...

Silêncio...
... Nada é mais silencioso do que a escopeta no momento imediato que antecede o tiro na cara preta... E como dizia Zaratustra[v]: ... Onde se pode adivinhar, se odeia calcular... Por isso calculo a distância e a velocidade de impacto do meu silêncio a queima-roupa... Pois se o Estado induz e conduz a sociedade à luta e põe a nação em guerra, para fazer parte da nação é preciso partir para um duelo[vi]. Pois essa a melhor forma de ingressar nela: através da batalha, escolhendo as armas e os inimigos. Este é o caminho viável ao privilégio da existência e poder finalmente, após nosso ex ungue leonem píngere[vii], testemunhar as auroras que ainda não brilharam...




[i] Referência a bíblia; Gênesis.
[ii] Linguagem da informática: significando “enviar” uma mensagem qualquer por meio eletrônico.
[iii] Nome de origem árabe significando algo como “tolo puro”, como um herói casto e ingênuo a prova de todas as tentações mundanas.
[iv] Trocadilho com o título do livro de Nietzsche “demasiadamente humano”.
[v] “Assim falava Zaratustra” (Nietzsche)
[vi] Referência a Nietzsche (Ecce homo).
[vii] “A partir de uma unha pintar um leão”; referência ao filósofo grego Plutarco.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Sobre as leis da branquitude

É incrível o poder da estupidez científica que grassa hoje na autointitulada classe do conhecimento. Estupidez essa que tem força de verdade sacralizada e sacramentada, fundada nos trilhos construídos pela própria ciência, aonde ela, a ciência, caminha de forma confortável e conveniente, uma vez que sua arrogância a mantém a salvo de qualquer contra narrativa; já que na contemporaneidade a verdadeira verdade é tão comum, tão vulgar, que passa sempre despercebida quando não prestamos a devida atenção nesse ad eterno turbilhão dos discursos branco que nos metralha diuturnamente, nos fuzilando como num moto perpétuo.

Foi assim que um negro, um Babalorixá chamado Nina Rodrigues, homem de ciência, numa atitude Lombrosa, propôs um código penal específico pra gente de sua própria espécie: o homem de cor; Fazendo uso da frenologia, ele cientificamente decidiu que poderia descobrir o criminoso antes que o crime acontecesse da forma mais branca possível: condenando o homem negro.

Desse modo, engendrou a tese do atavismo como justificativa determinista, dando bases para que a eugenia fosse a política social que definitivamente veio se efetivar e se sustentar até os dias atuais, sem contestações ou qualquer voz da casta dos intelectuais  da situação se levantasse e fizesse frente a esse espetacular Genocídio do Povo Negro Brasileiro.

Desde então, qualquer negro que se levante contra sua própria espécie passou a gozar de privilégios e direitos especiais entre a branquitude, e obviamente, essa é a condição que parece fazê-lo sentir-se humano ou, mais ou menos humano: praticando a desumanização de seus pares.
Dessa maneira presenciamos o trabalho dos valentes policiais pretos, dos honestos juízes e desembargadores pretos, dos advogados e promotores pretos, dos políticos pretos e assim por diante, que fazem o trabalho sujo do branco, enquanto esse mesmo branco decide os rumos da nação como deuses do alto de seus olimpos particulares.

Assim, a forma mais conveniente para de um negro tornar-se gente é decididamente embranquecer. Como é de menino que se torce o pepino, é bastante comum encontrar nossas crianças pretas a caminho da escola com suas vistosas mochilas de princesas loiras estampadas como destaque do valor branco, lendo revistas e livros brancos que contam a história arquitetada pelo branco; camisas com heróis brancos no peito de cada adolescente e ídolos brancos colados nas paredes de seus brancos quartos; enquanto nossas novelas, filmes, noticiários e comerciais escracham a negritude e o significado de ser negro desdenhando quem o seja, enquanto sequestra valores negros e colocam as favelas e comunidades em estado de sítio e o Povo negro como refém.

Consequentemente, encontrar Pelés, e correlatos como Nina Rodrigues, Monteiro Lobato e Cia, tornou-se lugar-comum visto ser a fuga preferida dos pretos assimilados e conformados pelo sistema eugênico nacional. Esse é o único motivo pelo qual o movimento negro é o que é, e as políticas de Reparação desse crime continuado que foi e é a escravização do povo negro, continua ser, de forma hedionda, perpetrado.

A atual classe do conhecimento é ciente dessa condição e contribui muitíssimo para que o capitalismo cognitivo se perpetue toda vez que pratica o hepistemicídio, seja por vaidade, egocentrismo e/ou hipocrisia, unidos a sua disputa pelo poder. A expropriação e apropriação da riqueza e da cultura do outro é algo feito de maneira estúpida e ao mesmo tempo assimilativa, de forma subliminar e sutil. São formas diversificadas, sendo cobertas todas as possibilidades de qualquer tipo de reação ou de ação contrárias, daquele que é oprimido e expropriado objetiva e subjetivamente de suas potencialidades.

Desse modo o próprio oprimido torna-se opressor, depois de assimilado pelos essenciais e cruéis princípios deterministas da branquidade; Princípios esse preconizados há muito por Willian Linchy.
A mente da pessoa de cor e de afrodescendentes, deformada e formatada, segundo tais princípios, encontra-se num sanatório criado pela branquitude, sendo fortificado por ele próprio, o homem de cor, que impede a si mesmo das possibilidades de cura, menos ainda de sua auto cura. Nosso hospício urbano tem sua prescrição de tratamento realizado diuturnamente pelos senhores da mídia, que faz uso doutoral e eficaz do saber do próprio povo negro para controla-lo. O mundo da Senzala foi recriado pela TV e esse zoológico negro exibido nas telinhas faz com que o negro acredite que seu inferno pertence, na verdade, ao seu duplo.

Dessa maneira, o negro sempre confere esse cruel sofrimento e sua negritude estampada na pele, ao outro; visto que a mídia apresenta essas miríades e gradações fazendo-o diferir de sua própria etnia; fazendo dele sempre escravo das ideias que a branquitude construiu dele, e não pela cor de sua cara preta ou pelo crespo de seu cabelo.

A religião, outrora no monopólio da verdade de ocasião; após passar o bastão do racismo para as ciências, confirmadora dos princípios da raciologia, cumprindo sua função cultural; o passou para a mídia, manipuladora dessa verdade manufaturada de cada dia que nos dói hoje, consolidando assim esse esporte espetacular da branquitude, que habilmente não deixa o bastão da infâmia cair, durante esse dinâmico show malabarístico contextualizado pelo pão e circo.

Desse modo, as grades invisíveis dessa Prisão Mental, Senzala espetáculo, tornou-se a principal atração em horário nobre para o próprio prisioneiro; esse prisioneiro que, a exemplo do cão de Pavlov, espera pelas migalhas jogadas dos Cândidos banquetes, como prêmio de reconhecimento do seu dono branco. Quando esse portador de melanina em demasia se torna inconformado, o chicote do feitor lhe transmite toda a dor através dos punhos dos negros embranquecidos pelas mãos do branco imperador.

De tal modo, o negro se acorrenta ao infame poste da vergonha num religioso ritual diuturno de autoflagelo, cumprindo a mitológica profecia branca, construída para ser a sustentadora do poder branco. Dessa maneira, a função do pelourinho contemporâneo desempenhado pela mídia, tornou-se uma arma devastadoramente limpa, mais poderosa que qualquer força atômica ou correlata, pois as baixas provocadas pela mesma são massivas e não deixam marcas passíveis de criminalização perante as devoradoras leis da branquitude.

Nesse campo de batalha a luta ocorre sem que o negro tenha a possibilidade de se armar, chance de se proteger ou mesmo se defender, ao mesmo tempo em que esse combate acontece sobre a égide da meritocracia. Portanto, é dessa maneira única que a meritocracia branca se traduz, e é aceita e legitimada como principal termo de negociação nesse campo de disputa por igualdades e diferenças, verdades e saberes.