Sabemos que o primeiro homem teve
sua origem de fato no continente africano, assim como entre estes surgiram os
meios que os possibilitaram sobreviver como ser pensante, característica esta
que o difere do animal; ecce homo[i].
Tendo o primeiro homem nascido no
planeta terra se originado na África, um continente negro, portanto, um homem
negro, primaz, homo sapiens; surge assim
a pergunta que não quer calar: ... E o homem branco (e sua obscena monstruosidade)...!?
Com sua pungente arrogância e cortante estupidez que tanto o aproxima do nível animalesco
dos vermes...!? De onde teria ele surgido...!!???
Ao contrário do que afirma o mito
bíblico, ele decididamente não teve sua origem num mero bolo de argila e nem mesmo
se aproxima do bolo fecal com que ele tanto se aparenta atualmente; mais sim, teve
sua origem numa pedreira.
O homem branco foi feito da pedra mais disforme e
horrivelmente feia que se possa imaginar; pedra bruta sem nenhuma potência ou
semelhança com algo que pudesse vir-a-ser
qualquer coisa num futuro distante. A pedra dura da qual foi formatado, depois
de lapidado num velho e frágil buril sem vigor para concluir o penoso trabalho,
resultou num produto final desprovido de coragem e propenso ao aprendizado do
medo como forma de autopreservação. Personificando-se, desse modo, numa serpente[ii];
tornando-se indulgente, indecente e arrogante, travestindo-se de palhaço ao
fazer de sua existência um exuberante circo abundante em pão e cinismo a gosto.
Sendo um perfeito comédia
e irremediavelmente um covarde-mor, fez da estupidez a razão de sua existência.
Sua passagem pelo planeta terra tem demostrado o quão nocivo, astuto e
desprezível tornou-se o homem branco, deixando um rastro de destruição e
desolação onde quer que se encontre. Toda sua criatividade (negativa) e
inventividade (mórbida) são dedicadas ao infortúnio do outro, do diferente, de
tudo que não é seu reflexo, transformado ele mesmo em sua própria Circe[iii].
A pedra fundamental do homem branco
serviu como munição para a funda do bíblico Davi adúltero, mesquinho e egoísta, que
veio a
fundar a nação dos imputáveis adúlteros, mesquinhos e egoístas
contemporâneos. Este erro da natureza, chamado de homem branco, que na verdade
é uma extensão dos inocentes e respeitáveis símios, vem dando provas de sua
alta periculosidade para a existência da vida no planeta terra, uma vez, que
mesmo insignificante, tornou-se um vírus mortal, biocida e suicida.
A doença do homem branco é tão perigosa que se
dissemina até nos homens de verdade;
os homens negros. O primeiro sintoma é acreditar que ele (o homem negro) pode vir
a ser branco, uma vez adquirido valores brancos. A partir desse momento, se
instala a síndrome da branquitude
que, infelizmente tornou-se caro, dispendioso e sem garantia de eficácia
qualquer profilaxia ou mesmo o uso de quaisquer antídotos após a doença se
instalar.
Uma vez que a síndrome da
branquitude se instala, se faz necessário um dramático tratamento intensivo,
dinâmico e uma ação pungente e incisiva que pode durar algumas poucas horas ou
mesmo toda uma longa vida; como dito; não há nenhuma garantia de cura; visto
que a cura depende única e exclusivamente da vontade do usuário.
O homem branco, de natureza atávica,
não tem como se esquivar de seu destino de homem branco. Sua doença incurável,
precisa de um Óleo de Lourenço único a cada usuário. Ele por si só, já é um
paciente terminal, dependente químico de máquinas
e mídias, nascido sem esperança, nascido branco; desgraçado por natureza.
A melanina, única substância que
poderia resgatá-lo concedendo-lhe o privilégio de fazer parte do reino humano, o rechaça com todas as
forças ao tocar sua pálida pele; com a mesma força com que a lepra se ligou a
pele de Lázaro redivivo, ela (a melanina), foge de sua macilenta epiderme. Essa sina do infame homem branco é o fardo necessário para que ele se dê conta
de si, e possa ter alguma possibilidade de evolução dentro de seu pedante
desenvolvimento como branco originário
dos símios.
Diante dessa Desharmonia Praestabelecita por está sub-raça, a raça do homem branco, faço uso do meu liberum
veto[iv] para
não me despersonificar como homem de verdade,
como homem preto que sou, e dessa maneira, não me deixando enganar, não na
condição de indivíduo ou de sujeito, mais na condição de ser humano.
Sabendo, pois, que o primeiro ser
humano originou-se no continente africano, portanto podemos inferir que a raça
humana, a única raça existente do planeta terra, é a raça negra. As (raças)
variantes são adaptações. Essas adaptações belicosamente se voltaram para seus
ancestrais se apropriando de tudo o que pertenciam aos mesmos; sua arte, seus
conhecimentos, sua cultura e até sua história.
Agora, esses descendentes
afro-adaptados, se outorgaram criaturas e donos da criação, empurrando pela goela
abaixo suas pérfidas versões codificadas desses conhecimentos furtados e
fraudados, tornando tais versões às únicas convenientemente verdadeiras. Esses
hepistemicidas são criminosos contumazes. São arrogantes homens brancos sem
história, já que renega a história negra, a história da raça humana.
A raça dita branca, medieval e
inquisidora por natureza, faz do mundo azul um esgoto branco a céu aberto. Esse
é o resumo da história da raça branca sem história e sem caráter, e do segredo através
do qual mantém o controle desse sistema criado essencialmente para manipular ao
bel prazer o que não é espelho.
Dessa maneira, esses
afro-adaptados, conseguem reproduzir uma significante parcela de
afro-assimilados; negros que almejam a branquitude através da reprodução das
atitudes brancas; afro-assimilados que desempenham a função de imobilizar e
coagir seus pares às vontades e desejos dos brancos, pondo-os a mercê e aos
caprichos de meia dúzia de dois dirigentes escravocratas. A servidão é o mote
que conduz pelo estreito curral urbano a sociedade sedenta de referências nos
diáfanos que constrói a opinião pública de forma imagética, que formata cada
personalidade, cada ethos, vontades e desejos.
A história do homem branco se
resume às guerras, inquisições, nazismo e capitalismo. Portanto, torna-me
forçoso afirmar que a branquitude é nosso feudalismo contemporâneo
inescrupulosamente revisitado e implacavelmente potencializado. Esse é o espaço
de lugares desiguais, aonde o planeta esférico abriga as diferentes coletividades
individuais e individualistas, inescrupulosamente propagados e retroalimentados
em prosélitos pelo palimpsesto[v] da
branca bula meritocrática.
Assim, o homem branco tornou-se um
legítimo bovino erudito e absoluto senhor dono do saber ruminado e, após
devidamente codificado, foi regurgitado e transformado em repasto para servir
ao rei da terra dos cegos, surdos e mudos; terra dos afro-adaptados e
afro-assimilados; vassalos estes também conhecidos e reconhecidos como racistas voluntários; são esses racistas
brancos e negros (afro-adaptados e
afro-assimilados respectivamente) os fiéis guardiões que cuidam, incondicionalmente,
da manutenção do controle nas mãos da infame braquintude.
Suas patas imundas se fazem sentir
em todo lugar e em lugar nenhum, já que os poderes a eles conferidos só existem,
e fazem sentido, para aqueles que lhes concedem tais poderes. Até o luto
simbolizado pela cor branca no oriente, aqui se transformou em cor preta para ser
possível fazer a relação do negro com tudo quanto fosse negativo e fúnebre,
como a própria definição dada pelo dicionário branco à palavra negro, no idioma
que a eles, eurodesgraçados, nunca
pertenceu.
Criaram, de forma pérfida, todo um
pano de fundo, um meticulosos e tenebroso cenário para justificar suas
atrocidades, inventando até mesmo um ser divino chamado DIABO; figura essa até
então desconhecida em todo o território africano, dado a sua completa
inexistência até a chegada dos bondosos filhos do demônio, os Cristãos.
Desse modo, os brancos reinventaram
o Cristo Negro embranquecendo-o e
colocando as palavras certas em sua boca, desapropriando-o de seu lugar divino
e, tornando-o sua imagem e semelhança, para que pudessem reinar por sobre toda
a terra e sobre aqueles a quem a melanina pudesse se vincular a origem dos pecados capitais.
Feito isso, controlando o presente
para que fosse possível dominar o passado e por extensão o futuro; a pérfida
missão, resumida a uma saga de massacres historicamente centenários, homéricas
chacinas e assassinatos categóricos espetaculares, teve início. Vivemos o ápice
dessa monstruosidade branca que
defeca por todas as suas fétidas entranhas exalando sua podridão.
O cavaleiro
que enfrenta esse monstro, não é nenhum santo
raivoso e rico, trajando pesada armadura medieval, armado de escudo e lança.
Mais sim, um sorridente, humilde e audacioso cavalheiro Negro de terno branco e chapéu Panamá que ginga fácil frente
à face do malicioso monstro travestido sobre o disfarce pomposo de cavalo de
Tróia, enquanto expectadores entre pão e circo, Papagaios e Maritacas,
testemunham tal confronto na arena de Constantino[vi] em pleno século XXI.
Foi assim que a humanidade; me
refiro a raça humana original, a raça negra; conheceu, assimilou e se apropriou
do céu e do inferno inventado pelos brancos. Dando a César o que é do Czar, o
negro ficou com o inferno dos brancos, enquanto esses mesmos brancos se
apropriaram do Paraíso tropical dos
negros, expulsando esses pretos de seus lares, dividindo suas famílias, além de
crucifica-los em praça pública sob o sol do meio-dia.
Morte ao Cristo Negro e três vivas para César Bórgia[vii],
Lucrécias[viii]
Bórgias e todas as Esbórgias[ix]
da branca vida vivida à custa das crucificações pretas de cada dia que nos dói
hoje. Que os anjinhos pretos de asas brancas e crespos cabelos adornem os pesados
caixões das carnes negras, enquanto os virtuais anjos loiros de asas negras
sejam seus abutres antropofágicos a escarnecerem de sua descida ao inferno
branco, ao lado de todos os Dimas[x], Josés[xi]
e Joões-ninguém, devorando suas carnes ao vivo e a cores para o delírio do
mórbido prazer da nefasta branquitude infame, escrota e arrogantemente
hipócrita.
[i]
Eis o homem; referência a Pôncius Pilatos apresentado Jesus a multidão.
[ii]
Referência ao Pecado original bíblico.
[iii]
Personagem da mitologia grega, uma feiticeira, filha de Hélio e da ninfa
Persis. O episódio que a celebrizou foi o fato de aprisionar Ulisses em sua
Ilha durante um ano e ter transformado seus companheiros em porcos.
[iv] “A liberdade de dizer não”. No antigo
congresso polonês (1652-1791) o direito de cada membro de revogar as decisões a
partir de seu veto pessoal.
[v]
Pergaminho que era usado por diversas vezes devido à escassez do material.
[vi]
Imperador romano que, se “convertendo” a religião Cristã, passou a crucificar
todos os nãos cristãos. Desse modo, as crucificações como a de Cristo, passaram
a fazer parte da rotina de todas as outras religiões, inclusive agnósticos e
ateus.
[vii] César Bórgia,
Duque de Valentinois, Cesare Borgia, Duca Valentino em italiano. Foi um
príncipe, cardeal e nobre italiano da Renascença europeia. Filho de Rodrigo
Bórgia, eleito Papa Alexandre VI em 1492, com Vannozza dei Cattanei, cujo rosto
serviu de modelo para Leonardo da Vinci pintar o quadro de Jesus que conhecemos
hoje como Cristo bíblico.
[viii]
Irmã de Cesar conhecida por suas extravagâncias sexuais e por ser libertina ao
extremo.
[ix]
Trocadilho com a palavra esbórnia.
[x] O
bom ladrão crucificado ao lado de Cristo bíblico.
[xi]
Genitor virtual do Cristo bíblico.



Nenhum comentário:
Postar um comentário