Total de visualizações de página

Pesquisar estehttp://umbrasildecor.wordpress.com/2013/05/29/jornal-cobre-lancamento-de-escrito blog

quinta-feira, 12 de março de 2015

Att, (A Teoria de Tudo)



Sabemos que o primeiro homem teve sua origem de fato no continente africano, assim como entre estes surgiram os meios que os possibilitaram sobreviver como ser pensante, característica esta que o difere do animal; ecce homo[i].

Tendo o primeiro homem nascido no planeta terra se originado na África, um continente negro, portanto, um homem negro, primaz, homo sapiens; surge assim a pergunta que não quer calar: ... E o homem branco (e sua obscena monstruosidade)...!? Com sua pungente arrogância e cortante estupidez que tanto o aproxima do nível animalesco dos vermes...!? De onde teria ele surgido...!!???
Ao contrário do que afirma o mito bíblico, ele decididamente não teve sua origem num mero bolo de argila e nem mesmo se aproxima do bolo fecal com que ele tanto se aparenta atualmente; mais sim, teve sua origem numa pedreira. 

O homem branco foi feito da pedra mais disforme e horrivelmente feia que se possa imaginar; pedra bruta sem nenhuma potência ou semelhança com algo que pudesse vir-a-ser qualquer coisa num futuro distante. A pedra dura da qual foi formatado, depois de lapidado num velho e frágil buril sem vigor para concluir o penoso trabalho, resultou num produto final desprovido de coragem e propenso ao aprendizado do medo como forma de autopreservação. Personificando-se, desse modo, numa serpente[ii]; tornando-se indulgente, indecente e arrogante, travestindo-se de palhaço ao fazer de sua existência um exuberante circo abundante em pão e cinismo a gosto.

Sendo um perfeito comédia e irremediavelmente um covarde-mor, fez da estupidez a razão de sua existência. Sua passagem pelo planeta terra tem demostrado o quão nocivo, astuto e desprezível tornou-se o homem branco, deixando um rastro de destruição e desolação onde quer que se encontre. Toda sua criatividade (negativa) e inventividade (mórbida) são dedicadas ao infortúnio do outro, do diferente, de tudo que não é seu reflexo, transformado ele mesmo em sua própria Circe[iii].

A pedra fundamental do homem branco serviu como munição para a funda do bíblico Davi adúltero, mesquinho e egoísta, que veio a fundar a nação dos imputáveis adúlteros, mesquinhos e egoístas contemporâneos. Este erro da natureza, chamado de homem branco, que na verdade é uma extensão dos inocentes e respeitáveis símios, vem dando provas de sua alta periculosidade para a existência da vida no planeta terra, uma vez, que mesmo insignificante, tornou-se um vírus mortal, biocida e suicida.

 A doença do homem branco é tão perigosa que se dissemina até nos homens de verdade; os homens negros. O primeiro sintoma é acreditar que ele (o homem negro) pode vir a ser branco, uma vez adquirido valores brancos. A partir desse momento, se instala a síndrome da branquitude que, infelizmente tornou-se caro, dispendioso e sem garantia de eficácia qualquer profilaxia ou mesmo o uso de quaisquer antídotos após a doença se instalar.

Uma vez que a síndrome da branquitude se instala, se faz necessário um dramático tratamento intensivo, dinâmico e uma ação pungente e incisiva que pode durar algumas poucas horas ou mesmo toda uma longa vida; como dito; não há nenhuma garantia de cura; visto que a cura depende única e exclusivamente da vontade do usuário.

O homem branco, de natureza atávica, não tem como se esquivar de seu destino de homem branco. Sua doença incurável, precisa de um Óleo de Lourenço único a cada usuário. Ele por si só, já é um paciente terminal, dependente químico de máquinas e mídias, nascido sem esperança, nascido branco; desgraçado por natureza.

A melanina, única substância que poderia resgatá-lo concedendo-lhe o privilégio de fazer parte do reino humano, o rechaça com todas as forças ao tocar sua pálida pele; com a mesma força com que a lepra se ligou a pele de Lázaro redivivo, ela (a melanina), foge de sua macilenta epiderme. Essa sina do infame homem branco é o fardo necessário para que ele se dê conta de si, e possa ter alguma possibilidade de evolução dentro de seu pedante desenvolvimento como branco originário dos símios.

Diante dessa Desharmonia Praestabelecita por está sub-raça, a raça do homem branco, faço uso do meu liberum veto[iv] para não me despersonificar como homem de verdade, como homem preto que sou, e dessa maneira, não me deixando enganar, não na condição de indivíduo ou de sujeito, mais na condição de ser humano.

Sabendo, pois, que o primeiro ser humano originou-se no continente africano, portanto podemos inferir que a raça humana, a única raça existente do planeta terra, é a raça negra. As (raças) variantes são adaptações. Essas adaptações belicosamente se voltaram para seus ancestrais se apropriando de tudo o que pertenciam aos mesmos; sua arte, seus conhecimentos, sua cultura e até sua história.

Agora, esses descendentes afro-adaptados, se outorgaram criaturas e donos da criação, empurrando pela goela abaixo suas pérfidas versões codificadas desses conhecimentos furtados e fraudados, tornando tais versões às únicas convenientemente verdadeiras. Esses hepistemicidas são criminosos contumazes. São arrogantes homens brancos sem história, já que renega a história negra, a história da raça humana.

A raça dita branca, medieval e inquisidora por natureza, faz do mundo azul um esgoto branco a céu aberto. Esse é o resumo da história da raça branca sem história e sem caráter, e do segredo através do qual mantém o controle desse sistema criado essencialmente para manipular ao bel prazer o que não é espelho.

Dessa maneira, esses afro-adaptados, conseguem reproduzir uma significante parcela de afro-assimilados; negros que almejam a branquitude através da reprodução das atitudes brancas; afro-assimilados que desempenham a função de imobilizar e coagir seus pares às vontades e desejos dos brancos, pondo-os a mercê e aos caprichos de meia dúzia de dois dirigentes escravocratas. A servidão é o mote que conduz pelo estreito curral urbano a sociedade sedenta de referências nos diáfanos que constrói a opinião pública de forma imagética, que formata cada personalidade, cada ethos, vontades e desejos.

A história do homem branco se resume às guerras, inquisições, nazismo e capitalismo. Portanto, torna-me forçoso afirmar que a branquitude é nosso feudalismo contemporâneo inescrupulosamente revisitado e implacavelmente potencializado. Esse é o espaço de lugares desiguais, aonde o planeta esférico abriga as diferentes coletividades individuais e individualistas, inescrupulosamente propagados e retroalimentados em prosélitos pelo palimpsesto[v] da branca bula meritocrática.

Assim, o homem branco tornou-se um legítimo bovino erudito e absoluto senhor dono do saber ruminado e, após devidamente codificado, foi regurgitado e transformado em repasto para servir ao rei da terra dos cegos, surdos e mudos; terra dos afro-adaptados e afro-assimilados; vassalos estes também conhecidos e reconhecidos como racistas voluntários; são esses racistas brancos e negros (afro-adaptados e afro-assimilados respectivamente) os fiéis guardiões que cuidam, incondicionalmente, da manutenção do controle nas mãos da infame braquintude.

Suas patas imundas se fazem sentir em todo lugar e em lugar nenhum, já que os poderes a eles conferidos só existem, e fazem sentido, para aqueles que lhes concedem tais poderes. Até o luto simbolizado pela cor branca no oriente, aqui se transformou em cor preta para ser possível fazer a relação do negro com tudo quanto fosse negativo e fúnebre, como a própria definição dada pelo dicionário branco à palavra negro, no idioma que a eles, eurodesgraçados, nunca pertenceu.

Criaram, de forma pérfida, todo um pano de fundo, um meticulosos e tenebroso cenário para justificar suas atrocidades, inventando até mesmo um ser divino chamado DIABO; figura essa até então desconhecida em todo o território africano, dado a sua completa inexistência até a chegada dos bondosos filhos do demônio, os Cristãos.

Desse modo, os brancos reinventaram o Cristo Negro embranquecendo-o e colocando as palavras certas em sua boca, desapropriando-o de seu lugar divino e, tornando-o sua imagem e semelhança, para que pudessem reinar por sobre toda a terra e sobre aqueles a quem a melanina pudesse se vincular a origem dos pecados capitais.

Feito isso, controlando o presente para que fosse possível dominar o passado e por extensão o futuro; a pérfida missão, resumida a uma saga de massacres historicamente centenários, homéricas chacinas e assassinatos categóricos espetaculares, teve início. Vivemos o ápice dessa monstruosidade branca que defeca por todas as suas fétidas entranhas exalando sua podridão. 

O cavaleiro que enfrenta esse monstro, não é nenhum santo raivoso e rico, trajando pesada armadura medieval, armado de escudo e lança. Mais sim, um sorridente, humilde e audacioso cavalheiro Negro de terno branco e chapéu Panamá que ginga fácil frente à face do malicioso monstro travestido sobre o disfarce pomposo de cavalo de Tróia, enquanto expectadores entre pão e circo, Papagaios e Maritacas, testemunham tal confronto na arena de Constantino[vi] em pleno século XXI.

Foi assim que a humanidade; me refiro a raça humana original, a raça negra; conheceu, assimilou e se apropriou do céu e do inferno inventado pelos brancos. Dando a César o que é do Czar, o negro ficou com o inferno dos brancos, enquanto esses mesmos brancos se apropriaram do Paraíso tropical dos negros, expulsando esses pretos de seus lares, dividindo suas famílias, além de crucifica-los em praça pública sob o sol do meio-dia.

Morte ao Cristo Negro e três vivas para César Bórgia[vii], Lucrécias[viii] Bórgias e todas as Esbórgias[ix] da branca vida vivida à custa das crucificações pretas de cada dia que nos dói hoje. Que os anjinhos pretos de asas brancas e crespos cabelos adornem os pesados caixões das carnes negras, enquanto os virtuais anjos loiros de asas negras sejam seus abutres antropofágicos a escarnecerem de sua descida ao inferno branco, ao lado de todos os Dimas[x], Josés[xi] e Joões-ninguém, devorando suas carnes ao vivo e a cores para o delírio do mórbido prazer da nefasta branquitude infame, escrota e arrogantemente hipócrita.



[i] Eis o homem; referência a Pôncius Pilatos apresentado Jesus a multidão.
[ii] Referência ao Pecado original bíblico.
[iii] Personagem da mitologia grega, uma feiticeira, filha de Hélio e da ninfa Persis. O episódio que a celebrizou foi o fato de aprisionar Ulisses em sua Ilha durante um ano e ter transformado seus companheiros em porcos.
[iv]A liberdade de dizer não”. No antigo congresso polonês (1652-1791) o direito de cada membro de revogar as decisões a partir de seu veto pessoal.

[v] Pergaminho que era usado por diversas vezes devido à escassez do material.
[vi] Imperador romano que, se “convertendo” a religião Cristã, passou a crucificar todos os nãos cristãos. Desse modo, as crucificações como a de Cristo, passaram a fazer parte da rotina de todas as outras religiões, inclusive agnósticos e ateus.
[vii] César Bórgia, Duque de Valentinois, Cesare Borgia, Duca Valentino em italiano. Foi um príncipe, cardeal e nobre italiano da Renascença europeia. Filho de Rodrigo Bórgia, eleito Papa Alexandre VI em 1492, com Vannozza dei Cattanei, cujo rosto serviu de modelo para Leonardo da Vinci pintar o quadro de Jesus que conhecemos hoje como Cristo bíblico.
[viii] Irmã de Cesar conhecida por suas extravagâncias sexuais e por ser libertina ao extremo.
[ix] Trocadilho com a palavra esbórnia.
[x] O bom ladrão crucificado ao lado de Cristo bíblico.
[xi] Genitor virtual do Cristo bíblico.








Nenhum comentário: