O ritmo
pulsante que reverbera em cada célula, ecoa na imensidão que forma o universo
interno de cada ser, que guarda o silêncio das mínimas em pausas breves.
O som desse silêncio pode ser ouvido a cada amplexo, além dos sorrisos semeados
nas meninas dos olhos alheios e na sinfonia da Mãe Natureza.
É a algazarra
do pensamento manifestada pela fala, que faz a pesada pedra de cada proceder, se
desprender, e rolar do alto do nosso penhasco particular, que chamamos de
altar, obrigando o neófito a recoloca-la infinitas vezes de volta ao seu devido
lugar.
É na pronúncia
do nada em pleno vazio, que se origina o germe configurador da Grande Explosão criadora, desde o metaverso até aos multiversos. É no poder
do som desse profundo silêncio, que reside os ciclos de nascimento e ocaso, que
regem a criação em todas as suas miríades transmutativas.
Cada sol
que brilha no firmamento, é uma batida que marca o ritmo desse nosso universo,
que reverbera no peito franco, aberto a vida que se mostra presente em cada
agora. É dessa maneira que o véu dos cinco sentidos, se tornam simples adornos,
coadjuvantes desse magnífico espetáculo, que é a vida plena de si mesma.
Desse modo,
a voz que clama no deserto e a voz
que se cala no deserto tornam-se uníssonas, podendo assim, testemunhar a ela
própria, enquanto Criatura e Criadora, bailando ao sabor da própria música; a música das esferas.

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