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sábado, 13 de novembro de 2021

Genealogia e Ancestralidade

Depois de comprovado a existência dos elementos químicos, descobertos no solo Terrestre e registrados na tabela periódica, existir igualmente nos galácticos corpos celestes; foi também constatado que, tais elementos constituem absolutamente toda a constituição do corpo humano.

Portanto, seguindo na clássica linha lógica do Sr. Spock, é notório a percepção de que, tais elementos que organizam o nosso corpo e também o universo, terminantemente vem instituir o nosso magnifico planeta, a qual chamamos de Gaia, como a Grande Mãe de todos os seres sencientes que caminham sobre ela; além de instituir todos os astros, estrelas, planetas e demais corpos celestes que compõe a vastidão infinita do espaço cósmico, como parte dessa nossa grande família ancestral. Dessa maneira, é apropriado assegurar que, os caminhos do DNA humano, uma vez mapeados, inevitavelmente se desdobrarão através dessa infinita e desconhecida imensidão.

Sendo assim, seja o ser vivente um terrano, intraterrano ou extraterreno, é coerente a lógica da existência de uma grande família celeste nesse universo residente, nos bilhões de planetas, próximos e distantes de Urântia. Dessa maneira, a humanidade, que por hora se comporta como uma criança sentada nas areias de uma praia, numa pequenina ilha em meio ao Pacífico, afirmando ser a sua praia, a única praia existente, já que esta criança, até então, jamais havia sido apresentada a nenhuma outra praia além da sua ilha.

A humanidade, uma vez convertida através do condicionamento e treinamento social e biológico, pode perfeitamente aceitar a existência do oxigênio, que possibilita a essência da vida na terra, ou admitir a existência do magnetismo, que o mantém seguro, preso ao solo planetário, sem que seja possível vê-los ou tocá-los; mas o seu adestramento social, não o permite sair da sua caixinha de crenças limitantes, que determina e o prescreve como um indivíduo que está convenientemente de acordo com a bula social, que o define como sujeito normal.

As suas crenças limitantes, seja religiosa ou ideológica, tem convenientemente fornecido todas as explicativas lógicas às demandas existenciais relativas a vida humana sobre a terra. Mesmo que essa pessoa necessite se retroalimentar cotidianamente com o bombardeio de tais crenças, para manter em dia o treinamento que religiosamente o fortalece, de modo que ele nunca se permita questionar sobre a sua real origem, e nem sobre quem ele realmente é.

Dessa forma, o ser humano se vê desincumbido a olhar em direção ao firmamento, para ver além do lugar comum, a fim de ter algum vislumbre, ou um lampejo perceptivo acerca da real função do brilho dos astros, ou do mistério das luzes que clareiam o seu caminhar, ao passo que, cotidianamente alimentam o seu corpo. Enquanto isso, Gaia sussurra em seus ouvidos através do vento, das águas correntes, dos pássaros, dos golfinhos, da chuva que cai, batizando o solo sagrado dela mesma, a própria Gaia, que está sempre a nos embalar em meio ao ruidoso silêncio do seu regaço.

Assim sendo, a Mãe Natureza ininterruptamente entoa o seu magnífico canto, enquanto o Sol brilha, nos aquecendo com o seu fulgor; e as flores exalam seu mavioso olor, embelezando a nossa existência sem acepção de religião, gênero ou cor.

Enquanto isso, do outro lado rio da vida, os seres civilizados e emplumados, digladiam-se, instituindo as selvagens linhas limitantes dos mapas que nos cercam, nos separando enquanto humanos; linhas estas, comparáveis somente as grades que apartam os animais de um zoológico qualquer.

Tais limites constituídos, de forma solene e arrogante, determinam e estabelecem a superioridade de alguns humanos em relação a outros muitos, considerados menos humanos, fazendo uso da pérfida astúcia outorgada através de um sistema organizado por meio de títulos, posses e correlatos, num benefício óbvio aos inumanos escondidos nos bastidores do poder.

O intrínseco valor dessa moeda ascensa, que estampa a riqueza da genealogia humana numa face, e o poder da ancestralidade na outra, não nos possibilita obter as caríssimas vestes do respeito humano, devido ao pregão eletrônico ter fixado o seu valor virtual, estabelecido em prol da cartografia do Deep State internacional. Sendo assim, paradigmas precisam ser quebrados e  dogmas destruídos, para que tenhamos a possibilidade de chegar ao coração de Gaia, lugar aonde o tesouro da humanidade se encontra encerrado, e ocultado do centro daquilo que conhecemos como raça humana.

Para isso, é necessária a gana curiosa de um investigador que explora a si mesmo, desbravando o seu universo interior, indo até o útero do Lácteo afeto gratuitamente fornecido por essa moeda de ouro depositada no imo coronário da nossa genealogia existencial.

Desse modo, olhando para o mundo inteiro com os doces olhos da ternura ao seguir a bússola do coração, finalmente poderemos nos conscientizar que o amor, é só o belo espelho refletor, desse som procedente do silêncio interior, respondendo com o aroma das rosas, cujos espinhos; como as faces dessa mesma moeda que nos faz distinguir e valorizar apenas o que permanece, desapegando do transitório; também essa rosa ancestral, gentilmente nos revela o nosso próprio poder de escolher entre a beleza e a dor, sem emitir nenhum juízo de valor. 

 


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