A mente humana, linear por natureza, caracterizou e catalogou o inominável Princípio Divino; essa Fonte Criadora que é a Consciência Criativa Cósmica; conferiu-lhe então, atributos humanos ao patentear e padronizar esse majestoso conceito sublime, taxionomizando-lhe com o título de DEUS; e desde então, o homem procura decifrar esse Deus através de inúmeros métodos de adoração, que esteja em conformidade com a política de Estado e os costumes de cada região.
Dessa maneira, imponentes e grandiosos Templos foram erigidos, intricadas fórmulas de veneração foram confeccionadas e formas de conduta foram criadas, além de indumentárias, modos e gestos característicos estabelecidos de acordo com os supostos desejos do referido Deus, ou deuses em questão. Para isso, foi necessário deslembrar, ou ignorar, que Deus, é o sorriso franco no rosto do outro, é o abraço gostoso, do encontro e da despedida, na chegada e na saída; é o reflexo das miríades de cores vivas das pedras e madrepérolas, dispostas ao longo da estrada da vida; é o Sonho acordado da Bela Adormecida; é o som angélico das vozes infantes chamando por seus pais; é o ecoar do coral dos pássaros, golfinhos e baleias transmitido pelo sussurrar do vento norte; é a incidência dos Raios de sol refletidos nas cores vivas das flores, das meninas dos olhos ridentes da companheira ou companheiro, e o movimento de contração dos dorsos expostos dos trabalhadores varonis e das graciosas bailarinas primaveris.
Sendo assim, absolutamente tudo que vive é Deus; tudo o que existe, é Deus; Deus, é tudo que é; Deus, é tudo o que há; é um imensurável Poder que não precisa ser procurado, pois em tudo Ele Está; Eu Sou, Tu És, Ele é, Nós Somos, Vos sois Deus.
Portanto, em vez de ir para uma igreja, para uma estrutura ou para algum Templo, procurando por fórmulas ou bulas de adoração; em vez de buscar manter uma teológica discussão sobre o verdadeiro e o falso deus nas diferentes denominações e suas inúmeras tradições; em vez de debater sobre o querer desse deus padrão humano estabelecido, esse mesmo deus que julga, condena, castiga e promete o inferno se não for obedecido, ao mesmo tempo em que lhe concede o pleno livre arbítrio; em vez de buscar esse mesmo deus que ordena um rosário de regras controladoras de condutas lineares, prometendo o paraíso como recompensa; em vez disso tudo isso, melhor seria pegar a sua bicicleta e ir para praia fazer um luau, ir para o parque de diversões e brincar em todos os brinquedos possíveis, ir celebrar a vida numa festa qualquer; tomar vinho, cerveja ou cachaça e finalmente, em meio a essa emoção de total alegria, olhar para o nosso interior, e estabelecer novas regras para nós mesmos, seguindo a inspiração e a magia do coração; essa é a única regra que deve doravante a existir.
Está é Regra Primaz: agir como se fosse o próprio Deus; falo desse Deus que dá a vida, que não julga, que é puro amor. Esse é o único mandamento que cada ser humano deve prescrever para si mesmo como regra de ouro; já que Deus é Amor, ousemos então, também ser Amor; ousemos ser, de novo, crianças; ousemos ser Anjos; ousemos esquecer os julgamentos, as críticas e as reclamações sobre coisas, acontecimentos ou pessoas.
Enfim, ousemos Amar, sem criticar ou julgar, principalmente a si mesmo; Sim, ousemos ser Deuses e Deusas. E assim, brincando, cantando e dançando; retomemos o caminho de volta ao Éden, que é o Nosso Lar original, nosso Paraíso perdido. E quem for contra o Amor, que desdiga, dizendo tudo ao contrário daquilo que aqui foi dito, desdizendo a si mesmo. Namastê...!!!
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