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quarta-feira, 14 de abril de 2021

A Sagrada Saga de Anansi[1].

AntakaranA, é uma teia construída com as qualidades mentais e espirituais da alma humana desde a sua chegada na Terra. Nessa teia, há três fios principais, fazendo a tríplice aliança que liga Personalidade, Alma e Mônada, procurando reunir, desse modo, essas três mentes em uma somente. Podemos então inferir que Antakara é a ponte de Luz que nos une aos mundos Superiores.

Dos três fios fundamentais dessa teia, o primeiro faz a ligação entre o corpo físico e o etérico; o segundo liga o corpo etérico ao corpo astral e o terceiro, liga o corpo astral ao corpo mental. Eis então o espírito imortal que divide seu Eu Superior em super almas, que por sua vez, criam fractais de si mesma, espalhando-se dessa forma por todo Omniverso, dimensões e Linhas de Tempo.

Portanto, as teias, com as quais tecemos esse nosso Jardim Cósmico formado por seres de cristais multicoloridos e reluzentes flores estelares, exibem os seus fios, tecidos na morada do infinito, aonde o todo, está no tudo.

A policromia desse tapete celeste que cobre iridescentemente, de forma simultânea, o chão e o céu desse fantástico universo edílico, nos revela que, o que está acima, é exatamente o que está abaixo, desde o Livro dos Mortos ao Livro da Vida; da sístole e da diástole, numa vibração singularmente única, que produz o nosso nome interno, escrevendo-o nas pautas da Majestosa Música Universal, cujo ritmo une toda e quaisquer polaridades.

Portanto, somos uma fantástica máquina de criação perpétua, dentro de uma incrível fábrica de sementes ilimitadas, num trabalho de produção, intensa e contínua. Tecemos as manhãs de todo alvorecer a cada batimento cardíaco, a cada pensar e sentir, durante essa tênue lacuna entre o inspirar e o expirar.

Absolutamente toda a nossa vida, é oriunda exclusivamente de nossa construção mental; portanto, é necessário assumir que, somos a causa de tudo que ocorre ao nosso redor, sem jamais fugir dos seus respectivos efeitos: essa é a lição que a escola da vida nos traz. Quando aprendermos, verdadeiramente, a construir esse mundo da paz e do Amor, estaremos finalmente, graduados nessa escola, e habilitados, para enfim, efetuar as necessárias mudanças, em quaisquer realidades enviesadas que tente invadir a nossa vida pela porta dos fundos, e se apresentar em nosso palco principal, como um produto autêntico e original. Assim sendo, a pacífica Luz do Amor iluminará e afugentará todos os blatídeos, drosophilas e roedores escondidos no fundo dos bastidores desse teatro das sombras de manipulação e subserviência, apresentadas como manufaturadas verdades cabais.

Se permitirmos que o fio de nossa história seja tecido por outrem, eles fatalmente se transformarão em cordas, que inevitavelmente irão nos aprisionar ao compromisso da submissão às máquinas dos Tempos Modernos. Desse modo, carecemos do desaprender e desfazer todo o condicionamento social e biológico depositado no inconsciente coletivo, produzido pela Matrix escravagista, que gerencia este infame comércio de almas.

Portanto, jamais devemos tomar por verdade, a tudo aquilo que nos é apresentado como tal, mas sim, devemos experienciar aquilo que ponderamos como sendo necessário e apropriado, fazendo para tanto, o uso de nosso discernimento, estabelecido pelo livre arbítrio como direito divino. Para isso, é necessário internalizar o princípio de que, tudo aquilo que existe, emana de uma Fonte Criativa original; sendo assim, tudo vive, pois se assim não fosse, obviamente não haveria probabilidades de subsistência. Portanto, tudo que vive é sagrado; tudo é sagrado, pois foi concebido pela Consciência Criativa Universal.

Para compreender a verdade do sagrado, é necessário o desapego total aos princípios fundamentados na meritocracia, na competição e seus inquisidores correspondentes. Pois a verdade primordial foi dividida em sete bilhões (que é o número de habitantes no planeta terra atualmente) de diferentes partes iguais.

Portanto, quando cada um de nós, que enxergamos o Sol do meio-dia da porta da nossa casa, optarmos por nos ocupar em juntar as nossas verdades, em vez de combater a verdade do outro; fazendo como os galos que tecem as manhãs de cada alvorecer; como Super-Homem ou Homem-Aranha, teçamos também as nossas realidades de forma coletiva, fundamentada somente na verdade de fato e de direito.

 



[1] Houve um tempo em que na Terra não havia histórias para se contar, pois todas pertenciam a Nyame, o Deus do Céu. Kwaku Ananse, o Homem Aranha, queria comprar as histórias de Nyame, o Deus do Céu, para contar ao povo de sua aldeia, então por isso um dia, ele teceu uma imensa teia de prata que ia do céu até o chão e por ela subiu. 

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