Dos três
fios fundamentais dessa teia, o primeiro faz a ligação entre o corpo físico e o
etérico; o segundo liga o corpo etérico ao corpo astral e o terceiro, liga o
corpo astral ao corpo mental. Eis então o espírito imortal que divide seu Eu
Superior em super almas, que por sua vez, criam fractais de si mesma,
espalhando-se dessa forma por todo Omniverso, dimensões e Linhas de Tempo.
Portanto, as
teias, com as quais tecemos esse nosso Jardim Cósmico formado por seres de
cristais multicoloridos e reluzentes flores estelares, exibem os seus fios,
tecidos na morada do infinito, aonde o todo, está no tudo.
A policromia
desse tapete celeste que cobre iridescentemente, de forma simultânea, o chão e o
céu desse fantástico universo edílico, nos revela que, o que está acima, é
exatamente o que está abaixo, desde o Livro dos Mortos ao Livro da Vida; da sístole
e da diástole, numa vibração singularmente única, que produz o nosso nome
interno,
escrevendo-o nas pautas da Majestosa Música Universal, cujo ritmo une toda e quaisquer
polaridades.
Portanto, somos
uma fantástica máquina de criação perpétua, dentro de uma incrível fábrica de
sementes ilimitadas, num trabalho de produção, intensa e contínua. Tecemos as
manhãs de todo alvorecer a cada batimento cardíaco, a cada pensar e sentir,
durante essa tênue lacuna entre o inspirar e o expirar.
Absolutamente
toda a nossa vida, é oriunda exclusivamente de nossa construção mental; portanto, é necessário assumir
que, somos a causa de tudo que ocorre ao nosso redor, sem jamais fugir dos seus
respectivos efeitos: essa é a lição que a escola da vida nos traz. Quando aprendermos,
verdadeiramente, a construir esse mundo da paz e do Amor, estaremos finalmente,
graduados nessa escola, e habilitados, para enfim, efetuar as necessárias mudanças,
em quaisquer realidades enviesadas que tente invadir a nossa vida pela porta
dos fundos, e se apresentar em nosso palco principal, como um produto autêntico
e original. Assim sendo, a pacífica Luz do Amor iluminará e afugentará todos os
blatídeos, drosophilas e roedores escondidos no fundo dos bastidores desse
teatro das sombras de manipulação e subserviência, apresentadas como
manufaturadas verdades cabais.
Se permitirmos
que o fio de nossa história seja tecido por outrem, eles fatalmente se
transformarão em cordas, que inevitavelmente irão nos aprisionar ao compromisso da
submissão às máquinas dos Tempos Modernos. Desse modo, carecemos do desaprender
e desfazer todo o condicionamento social e biológico depositado no inconsciente
coletivo, produzido pela Matrix escravagista, que gerencia este infame comércio
de almas.
Portanto,
jamais devemos tomar por verdade, a tudo aquilo que nos é apresentado como tal,
mas sim, devemos experienciar aquilo que ponderamos como sendo necessário e apropriado,
fazendo para tanto, o uso de nosso discernimento, estabelecido pelo livre
arbítrio como direito divino. Para isso, é necessário internalizar o princípio
de que, tudo aquilo que existe, emana de uma Fonte Criativa original; sendo
assim, tudo vive, pois se assim não
fosse, obviamente não haveria probabilidades de subsistência. Portanto, tudo
que vive é sagrado; tudo é sagrado, pois foi concebido pela Consciência
Criativa Universal.
Para compreender
a verdade do sagrado, é necessário o desapego total aos princípios fundamentados
na meritocracia, na competição e seus inquisidores correspondentes. Pois a verdade
primordial foi dividida em sete bilhões (que
é o número de habitantes no planeta terra atualmente) de diferentes partes
iguais.
Portanto,
quando cada um de nós, que enxergamos o Sol do meio-dia da porta da nossa casa,
optarmos por nos ocupar em juntar as nossas verdades, em vez de combater a
verdade do outro; fazendo como os galos
que tecem as manhãs de cada alvorecer; como Super-Homem ou Homem-Aranha,
teçamos também as nossas realidades de forma coletiva, fundamentada somente na
verdade de fato e de direito.
[1] Houve um tempo em que na Terra não havia histórias para se contar, pois todas pertenciam a Nyame, o Deus do Céu. Kwaku Ananse, o Homem Aranha, queria comprar as histórias de Nyame, o Deus do Céu, para contar ao povo de sua aldeia, então por isso um dia, ele teceu uma imensa teia de prata que ia do céu até o chão e por ela subiu.

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