A Palavra é
exata, e convém sermos exatos para com ela também, porque a Palavra, é viva;
assim como o pensamento que se alia ao sentimento, e tem a sua existência peremptoriamente
materializada; os efeitos da Palavra são como quaisquer sementes, também se
concretizando, exatamente como o decreto que as mesmas verdadeiramente o são.
Elas, as
Palavras, funcionam de maneira análoga a nossos pensamentos, que se alimentam das
nossas doutrinas; sendo esse o expediente motivador da existência renitente das
numerosas religiões, que nutrem com muita habilidade as suas respectivas
profecias, ao adestrar seus neófitos numa férrea observância aos preceitos
arquetípicos e incentivar continuamente a perene repetição de seus mitos e
ritos fundantes.
Desse modo,
absolutamente tudo o que nos é externo, é simplesmente reflexo dos nossos
pensamentos e diálogos internos. Dessa maneira, o cuidado com a palavra é a
forma mais eficaz para se mudar a realidade externa; ela constrói, e ela
destrói. Ou seja, de uma forma ou de outra, o que falamos torna-se realidade;
mesmo que não tenhamos qualquer consciência da coisa em si. Mas o fato se
apresenta de qualquer maneira, como qualquer semente, brotando e produzindo seu
fruto no devido tempo.
Portanto,
assim como o hábito faz o monge, a pessoa que agradece e a pessoa que reclama,
tem na vibração de suas palavras, produzidas por seu modo de pensar, toda base
do processo de construção da sua realidade externa. Ou seja, a sua atenção e o
seu coração está focado naquela vibração específica, que inevitavelmente o
conduz exatamente na direção do seu discurso; sendo assim, o indivíduo peremptoriamente
manifesta tudo aquilo que ele vir, ouvir, falar e sentir.
Dentre todos
os sentidos, é justamente a fala que configura e carrega o seu subconsciente; e
como o acionar da campainha de um telefone, ela anuncia todo o seu Ser para aqueles que se
encontram ao redor, exatamente como o caso de um único e simples fósforo
sendo aceso numa sala escura, que inevitavelmente será percebido por todos que estiverem presente
nesse espaço aonde reina a total escuridão.
Esse é um processo de quebra de dogmas e de
paradigmas, que requer muita coragem, força e disciplina, com uma sabedoria adquirida
somente através de uma ilimitada paciência e muito amor, já que fomos
programados desde o nascimento, sendo condicionados social e biologicamente, pelos
Skinner e Pavlov da vida, numa programação continuada que nos massacra
ininterruptamente, através de todas as mídias e instituições sociais.
A escolha do
positivo, em meio a esse intenso bombardeio, que nos arrasta através de um turbilhão
de mensagens subliminares, nos deixando completamente imersos nessa chantagem e
coerção política, jurídica e religiosa que assola todos os setores de nossa
vida, é verdadeiramente um ato de Coragem, de Sabedoria e Amor. Sendo assim, a
nossa escolha é entre permanecer nesse ninho do “mais do mesmo” ou,
corajosamente mergulhar no vazio, para desbravar nosso próprio interior, em busca
de caminhos não trilhados. Ou seja, ir por onde ainda não existe caminhos, pois
só assim, seremos capazes de fazer nosso próprio caminho; traçando e sendo
donos da nossa realidade, de fato e de direito. Para alcançar tal intento, é imprescindível
sermos exatos com a nossa Palavra, tal como a Palavra o é para com a realidade por
ela sempre manifestada; pois no princípio era o Verbo, e o Verbo se fez carne...
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