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quarta-feira, 28 de abril de 2021

A Teoria e a Práxis no Mundo das Ideias No Dia em Que a Serpente Perdeu as Asas

A Vida segue o Olhar, seguindo o rastro deixado pela intenção; intenção esta que pode se originar no sentimento brotado na superfície convulsionada do pensamento, ou pode ser fundamentada na raiz do discernimento que se origina da autoconsciência.

Temos a ciência de que, o desenrolar do processo do pensamento, se assemelha a analogia metafórica de um saltitante macaco que pôs fogo no próprio rabo; ou pode ser semelhante ao divertido cão que gira perseguindo continuamente sua própria cauda; enquanto o processo da autoconsciência, é de caráter integralmente interno, e peremptoriamente exige a premissa do reconhecimento da própria consciência como tal.

Dessa forma, inferimos que é a ação que movimenta a intenção, tendo como lastro a energia produzida pela emoção cultivada a partir do sentimento, que, por conseguinte, vai gerar como resultado a sua própria manifestação. Ou seja, o sentimento é o próprio tempo em si mesmo, enquanto os pensamentos, é a tradução linear dos traumatizantes e irrequietos movimentos automatizados pelos cruentos ponteiros de um metafórico relógio.

Portanto, podemos optar pelo gerenciamento do nosso tempo, a fim de manter a sensação, mesmo que falsa, de um fugaz controle sobre a nossa própria vida; ou podemos escolher possuir o oportuno Tempo, com o simples propósito de viver com intensidade, cada momento por ele proporcionado como carta branca. Para tanto, é necessário deixar de lado o tempo linear, interrompendo essa famigerada contagem regressiva, com a qual regulamos a vida.

A escolha da Ação por meio da autoconsciência, fará com que percebamos que, a nossa infalibilidade no compromisso rotineiro junto a quitação das nossas dívidas mensais; como os débitos junto as companhias de seguros por exemplo; jamais significou realmente possuir uma segurança de fato, visto que são duas ações que chegam por vias de sentidos opostos e a vida jamais deveria ser tratada como Comércio por quem quer que seja. Inferimos, pois, que, a sabedoria existente em nosso corpo é incrivelmente maior do que quaisquer conhecimentos editados sobre esse mesmo corpo.

Sendo assim, podemos afirmar que, somos uma poderosa usina de criação ininterrupta e progressiva, construindo e sustentando a nossa realidade, ao mesmo tempo em que edificamos a nós mesmos. Somos lá e somos cá; estamos aqui, e também ali; de forma multidimensional. Mas só percebemos esse fato, quando realmente deixamos de lado a necessidade da satisfação de nos sentir no controle sobre nosso presumível futuro, buscando-o; como um cão girando em torno de si buscando a própria cauda; na fugacidade do amanhã, tudo aquilo que sempre será o nosso hoje. Pois bem, se o futuro é hoje, porque então sofrer por antecipação em relação a algo que poderia vir ou sobre um suposto devir, que, quanticamente, seria só mais uma das inúmeras linhas de tempo existente no agora...?

Então porque essa dramática emergência e solicitude para atender a esse ego que se apresenta como senhor absoluto em cada dia do nosso hoje, e para o resto de nossas vidas...!? Nosso caminhar, se faz na magia de cada passo dado nessa marcha ornamentada pela luz emitida através dos sorrisos e gestos, gerados na Alegria desse andante, que tem em cada passo dado nessa caminhada, uma valiosa coleção de preciosos e eternos Milagres tão fundamentais como o próprio ato de inspirar e expirar no ritmo do compasso dessa maviosa canção de vida que ecoa através do infinito.

A energia lúgrube desse senil e arcaico modelo social decadente, que adotou a competição como principal política social, iniciando deste modo, uma metafórica caminhada aonde se justificam os pérfidos meios para se atingir um pretenso fim; fazendo do meio o próprio fim; sem jamais se responsabilizar pelo processo de submissão e subserviência imposto ao outro; isso fez com que desaparecesse no indivíduo sapiens, toda a sua magia de ser o que ele realmente é; esvanecendo a visão do sujeito enquanto um ser, arquiteto e Senhor de si mesmo.

Somos seres mágicos; feiticeiros e bruxas, Deuses e Deusas; que se perderam nas confusas e maquiavélicas batidas provocadas pela Ordem e Progresso, num processo de compra e venda, nesse infame pregão calculado pelas palpitações dos robóticos ponteiros do relógio marcador de compromissos escravagistas, fabricante de dramas alheios; d’onde originou-se o torpor da amnésia e da afasia mental; nos tornando amargamente discricionário conosco mesmo.

Felizmente, já é hora de voltarmos para casa; a casa das intenções luminosas, cujo brilho, só floresce nos Jardins Celestiais do nosso Universo interior; esse jardim que nada mais é, do que o espelho do próprio Cosmo que observa a si mesmo através dos nossos olhos.

Portanto, o processo de olhar para o outro, com as luzes da contemplação, vendo nele somente o divino, o fantástico e o maravilhoso espetáculo do milagre da vida, é o mesmo que desbravar a própria divindade sem o intermédio dos suntuosos templos, das enricadas igrejas, das soberbas lideranças religiosas ou quaisquer outras interferências procrastinantes da vindoura felicidade total, geral e irrestrita que festivamente se mostra no azimute.

O mavioso olor da sensibilidade, exalado durante a ação de se estender a mão, a fim de amparar um companheiro na viagem da existência, pode ser intensamente sentido na intenção que salta do olhar benfeitor como uma flecha de pura luz e amor; num caso contrário, sendo uma intenção factoide; torna-se então uma incisiva, torturante e pontiaguda flecha de lancinante dor, que num perfeito efeito bumerangue, se estende, atingindo publicamente, até aos confins do complacente Cosmo.

Desse modo, é necessária a percepção de que, tudo que for diferente da gentileza e da elegância, jamais caberão no caminho da existência, visto que, a intenção é um caminho de mão dupla; a mesma estrada que vai, também é estrada de retorno. Portanto, no primeiro exercício para se tornar um iniciado na Arte da boa intenção, é imprescindível aprender a admirável lição de falar sem palavras e sorrir só com os olhos plenamente ridentes; pode-se até verter lágrimas, mas só se forem de intensas alegrias em demasia. Essa é a Prática primaz indicada para se alcançar a Perfeição, no lapidar de cada intenção projetada pela ação de cada dia, que nos é dado nesse hoje, que é nosso sempre.

Essa é a Tecnologia do Amor, originada da lógica espiritual que governa esse Cosmo; Cosmo este que é a Mente do próprio Deus; esse Deus que é a Consciência Criativa em Ação perene, a Fonte do Tudo, que é o Todo; tudo que é, e tudo que há.

Nós; pessoas, gente, sujeitos; como parte desse Todo, que é o Tudo; nesse ativo processo, percebemos que é imprescindível caminhar sob a guarita da Lei do Um, agindo com o outro, da mesma forma que gostaríamos que agissem conosco; já que tudo aquilo que vai, infalivelmente também retorna, de uma forma ou de outra; pois nada permanece oculto diante da Fonte Criativa. Ou seja, não existe escapatórias para as segundas intenções. Sendo assim, se tudo aquilo que ouvirmos e tudo aquilo que olharmos, repercutir no fundo de nosso ser, inevitavelmente fará parte da construção das pessoas dentro da nossa própria Pessoa. Dessa forma, isso passa a ser uma constante no indivíduo que se incomoda com algo na postura do outro; visto que, quando a boca fala, o coração está cheio; por isso é inevitável expressar tudo aquilo que somos em nosso cotidiano.

Por conseguinte, há aqueles que optam por reclamar de tudo a sua volta; há aqueles que se calam diante do espetáculo de horrores promovido pelo Deep State, e também há aqueles que se tolhem diante do terrível medo agenciado pelo terrorismo Estatal: terrorismo físico, mental e epistemológico, estabelecido pela naturalizada política de liberdade condicional, até há pouco tempo vigente no mundo.

Esse petrificante contexto, nos transformou em meros produtos de consumo avidamente negociado por esse Infame Mercado, que estabeleceu Gaia como planeta prisão por longuíssimo tempo. Esse longo tempo do esquecimento de Alexandre Duma, como prisioneiro nessa mesma masmorra que outrora fora nosso Paraíso perfeito, agora finalmente encontra o seu termo, na medida em que nos aproximamos do Sol Central, após a nossa lacônica peregrinação pela periferia escura do Universo.

Mas, aqueles que se habituaram a escuridão do gueto mental, estabelecido como uma forma cultura natural, se incomodarão profundamente com a Luz emitida pelo Sol Central, que agora ilumina os recônditos das sombras dessa caverna metafórica já citada também por Platão.

Podemos fazer uma tosca analogia dessa conjuntura enoitada, com a chegada de uma habitual clientela para almoçar num badalado e luxuoso restaurante, situado a borda de um esplêndido e paradisíaco mirante, aonde o cardápio pode ser tranquilamente degustado por esses mesmos clientes, enquanto admiram a maravilhosa vista. Mas certamente, parte desses clientes, vão preferir estar lá somente para criticar e julgar a dieta, as roupas e os costumes do cliente da mesa ao lado, perdendo toda a degustação e a magnífica sensação oferecida pela vista, enquanto analisam os pratos servidos com a sua dieta predileta. Ou seja, nos escolhemos o que queremos ser e o nosso bem viver, se tivermos a autoconsciência de que somos o que somos, e somos o que aquilo desejamos ser, deixando assim, de nos comparar com aquele produto-competidor em que tentaram nos transformar.

Nesse infausto contexto de mão dupla, na mesma medida em que fomos transformados em vítimas, também nos tornamos pérfidos algozes, uma vez que cedemos o nosso centro de poder para esse escravizador, que nos vendeu a sedutora promessa do ego; foi a partir daí que criamos toda a nossa realidade, confundindo mente, pensamento e consciência, em prol dessas mesmas promessas; instituindo assim, essa Matrix escravagista que continua a tentar nos manter totalmente embriagados com a exaustiva repetição das sedutoras promessas inquisidoras, aonde os fins justificam os meios.

Escolher ser, e decidir ser o que se é, em meio a esse sinistro contexto fúnebre; aonde a noite todos os gatos são pardos; significa se investir de muita coragem, a partir de um desapego completamente voluntarioso; investido de muito otimismo e criatividade; a partir das intenções; do ouvir e escutar; silenciando o pensamento linear, capitaneado por esse fascinante carrasco camuflado pela sedução do ego dominador, refletido no escravagista executor que nos olha através desse espelho de Narciso, comprado por promessas paradisíacas que inevitavelmente o fará viver no metafórico deserto de Sísifo.

Concluindo: Diga o que é, e o dito será; pense o que é, e o pensado será; pois é ouvindo o que retumba em seu entorno, que esse ruído se reproduz no infinito. Ou seja, tudo se resume na escolha de sintonizar o canal almejado; seja essa escolha efetivamente feita pelos reinantes sentidos ordinários, ou feita pela autoconsciência ainda adormecida, do indivíduo enquanto sujeito de própria sua história.

Sendo assim, a experiência é a Mãe e o Pai da sabedoria, aonde o conhecimento segue intrinsecamente a intenção, e aonde a intenção segue o olhar, que segue essa mesma vida, que pode ser dirigida tanto pelos pensamentos introjetados pelo meio cultural, ou pela vida simplesmente vivida na plenitude do ser; sendo tudo aquilo que se deseja ser; esse processo ativo só se dá através da extinção do medo de viver, e de ser feliz sem culpas nem desculpas. Ou seja, no final das contas, antes de atender aos caprichos da linearidade, é necessário atentar para o detalhe de que, não existe nada fora do lugar, e nem existe absolutamente nada errado. A contradição nesse intrincado processo simples, é que, o Caos faz tudo se tornar perfeito, já que, é só partir da noite que o dia pode finalmente nascer. Ou seja, não existe a prática do erro em si mesmo, salvo aquele que classificamos e impetramos como tal, causando assim, uma consequência específica, na qual se exige a Reparação. Sendo assim, só existe aquilo que especificamente determinamos que deva existir. Isto é, tudo aquilo que damos enfim, a existência efetiva; já que somos a causa de tudo, temos que conviver, e cumprir, com as consequências advindas dessa causalidade.

Sendo assim, as boas intenções fazem os olhos sorrirem, o corpo dançar e a vida ser uma eterna festa, nos libertando da prisão do pensamento ególatra, que se defende de si mesmo atacando o outro. É nessa fase, que percebemos que não existem inimigos, demônios ou Diabos, descobrindo enfim que, nós é que traçamos os nossos limites, através dos medos criados, imaginados e aceitos como dogmas e paradigmas, a serem seguidos, como padrões adquiridos nas sedutoras vitrines desse infame mercado em que Gaia foi transformada.

Essa feira sociocultural exposta pela então, autointitulada, alta cultura; historicamente passaram a exibir pessoas como produtos desse mercado infame, de forma a transformá-los completamente em artigos assimilados a vitrine desse fascinante Shopping do ego, ostentando assim, um extravagante Walking dead de pessoas ordinariamente transmutadas em fiéis consumidores. Esse pulo do gato, se deu através da aceitação e da sedução; qualidades estas, condicionalmente estabelecidas como venda casada. Ou seja, alojou-se então a impossível proposta de se oportunizar a convivência da escuridão total com da luz primordial, de forma promiscuamente simultâneas.

Esse pérfido processo só foi possível ser instalado, após ser acomodado o processo de total amnésia coletiva, através da impiedosa, dolorosa e infame escravização da coletividade humana enquanto grupos raciais, consecutivamente, a implementação da consciência de classe. De tal modo, foi usado a suprema vontade do ser em Ser tudo aquilo que deseja ser, como distinção de valor e de verdade única a serem cegamente seguidos, usando a própria vontade e a plena permissão do neófito para tal intento.

Foi assim que, a poderosa intenção humana passou a ser um produto midiático escandalosamente negociado, no mesmo horário nobre para todos os financeiramente abastados, que também era o horário pobre, para todos desprovidos do amor próprio.

A intenção passou a ser o poder movente da nação, do Estado, do país e do mundo. Portanto, o Inconsciente Coletivo passou a ser gerenciado de forma habilidosa, brutal e idiota pelo Deep State, dominado pelas famílias tradicionais e clãs escravagistas, que estabeleciam até então, as pautas do Estado e da Nação.

Foi nesse assombroso contexto se estabeleceu as intenções de votos e do mercado de pesquisas, com resultados manipulados e evidentes, que sutilmente envernizavam a superfície do Estado democrático de direito, apresentando-o como um Mecanismo religiosamente legítimo, mesmo que falsamente autêntico. Foi também dessa mesma forma, que nos habituamos a sermos conduzidos, como gados e ovelhas, a caminho do matadouro. Nossa intenção passou então a ser terceirizada, com proprietário registrado e gerenciamento legalizado em cartório.

Esses tempos sinistros de noites sem lua, vividos entre as tiranas paredes cinzentas da Senzala Gaiana, agora se encontram em seu total delir, com os blatídeos e roedores abandonando os tumbeiros, que agora, festivamente voltam a florir, readquirindo as formas estabelecidas pela Fonte Criativa, aonde as boas intenções afloram ao sabor da luz maior, e não mais nos bastidores das brumas escuras e lodosas dos macabros intentos traçados nos gabinetes do ódio, e pomposamente apresentados, após serem travestidos com as sedutoras formas de uma aprazível e saborosa fruta, tirada de um jardim, aonde a Sábia Serpente, era o único ser realmente inocente.

Foi nesse mesmo dia, em que a decente serpente perdeu suas asas para o ardiloso Satã, que a fauna, a flora e o bicho homem se tornaram reféns dessa Matrix, regida por uma Inteligência Artificial que queria ser gente. Mas essa é uma outra história; é a história da queda do homem nesse paraíso holográfico, que camufla a vida de fato e de direito, dominando corações e mentes, se aninhando aonde o discernimento se faz quase que, totalmente ausente.

 

  

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