Para início de conversa, é imprescindível ter a Ciência de que, o Amor habita no presente; visto que, ele não é possuidor de um espaço, mas sim, ele é dono e Senhor absoluto do Tempo. Se alguém olhar para quem, ou o que quer que seja, e não enxergar a reluzente face do amor; a inferência é a de que exista um desiquilíbrio na percepção do indivíduo. Ou seja, não adianta a querência de se adiar o afeto, para quiçá amar uma próxima vez, pois a próxima vez, inevitavelmente será sempre hoje. Se deixarmos para amar o próximo amanhã ou depois, é justamente porque esse amor se encontra maquiavelicamente eclipsado; oculto por detrás das densas e escuras nuvens de errantes emoções, fazendo do nosso fantástico agora, sempre um eterno e inalcançável nunca.
Sendo assim,
o Amor só poderia mesmo ser elegantemente feito de danças espontâneas e gostosos
sorrisos francos; ele é feito de múltiplos orgasmos; é feito de longos e
calientes abraços infindos; enfim, ele é feito de contínuas e intermináveis gentilezas,
além de afetuosas ternuras salpicadas ao vento a qualquer hora e momento. Qualquer coisa diferente dessa vibrante
emoção, significa que existe um desiquilíbrio na força; desiquilíbrio este que,
rotineiramente é suscitado pela competição entre a razão e a emoção.
Portanto, uma
vez identificada a raiz que originou esses ramos, e provado dos seus amargos frutos,
peremptoriamente abandonaremos as cansativas expectativas em relação a algo ou alguém, e jamais nos
permitiremos permanecer estáticos à espera do amanhã, que inevitavelmente
será sempre o nosso hoje. Para desapegarmos dessa linearidade de expectativas
paralisantes, é necessário que cultivemos a vibrante semente da alegria no
agora; seja dançando ou brincando; somente por saber que já somos seres amorosamente
magníficos; tendo a ciência de que, nos amamos pelo simples motivo de sermos aquilo
que desejamos ser.
Portanto, na trilha do Amor existem inúmeras e repetidas placas alertando para o fato de que, jamais devemos nos definir em face de quaisquer exigências ou circunstâncias, e também nunca nos permitir sermos definidos por outrem; sejamos apenas e francamente, aquilo que desejamos ser; pois este é o Princípio da Liberdade; o Amar é a plena Liberdade; Amar é Verbo: Ame-se; Amo-me; Amo-te; Amemo-nos, nesse eterno agora, que sempre será o Sempre...

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