Assim como
o Tempo, o corpo também ouve tudo aquilo que pensamos e falamos, na medida em
que, respondendo na mesma ordem a todas as intenções ejaculadas, dá à luz, ao transforma-las
em energias concretas, condensando-as. Nesse sensível processo, o espelho da vida
é detalhista, realista e minucioso ao emitir o reflexo dessa intenção com
redobrada luz, revelando as sombras outrora encobertas, ao desvendar o intento repelindo
tudo aquilo que lhe é dessemelhante.
Dessa maneira,
consciente ou inconscientemente, projetamos e construímos a nossa realidade
através de nosso pensar, sentir e vibrar; existência é vibração. Portanto, tudo
vive e se manifesta a partir desse sentir e da continuada vibração emitida por essa mesma
senciência.
Sentimentos
são sementes que, diminuto ou sutil, transforma-se em frondosa e majestosa
árvore. Ou seja, tudo que necessitamos, se
encontra em nosso interior; nosso potencial somente se manifesta quando o buscamos dentro de nós; pois, não existe possibilidades de sucesso na busca de resoluções
a quaisquer desafios, internos ou externos, fora de nós mesmo.
Descobrir o
nosso Tempo, é descobrir nossa própria verdade. Os desiquilíbrios trazidos pelo
constante palavrório que vibram nos vozerios midiáticos que repercutem ao nosso
redor, não devem encontrar eco em nossa mente, já que é justamente nela que é fabricada a semente que jogamos no solo do nosso jardim interior. Portanto,
a escolha daquilo que pensamos e falamos, inevitavelmente germinará no jardim
de nossa alma, fazendo de nossa realidade uma floresta encantada ou assombrada,
de acordo com os frutos produzidos.
Sendo assim,
nosso jardim pode ser bastante criativo, quando concebido com muita alegria e
bom humor, trazendo a genuína felicidade, bem-estar, e mais alegria ainda, como
decorrência desse adubo primaz, que fará nascer os bons frutos ao redor do
nosso jardim de potências.
Toda
semente que não for cultivada com cantos, danças, contentamentos e brincadeiras,
se torna uma semente densa e pesarosa. Portanto, tudo o que for diferente da fina
elegância e da primaveril gentileza, acaba perdendo a sua exuberância e leveza,
tendo todo o seu potencial encoberto pelas nuvens que causa o tenebroso e
traumático inverno da alma.
O Tempo mais que perfeito, é sempre esse Tempo do agora, que reúne todos os erros vivenciados como experiência positivadas, parte desse processo de construção de novas perspectivas de um devir que desvele as potências esquecidas, encobertas pelas falhas do passado, reconfigurando assim, o status da alma.
Desse modo, entre a encruzilhada que
apresenta um lado como “Mais do mesmo”
e o outro como “Amor integral”, não
será jamais uma escolha a fazer entre o certo e o errado, nem entre o bem e o mal, pois
quando o Medo não existe, só o que existe é o seu próprio caminho e seu modo de
caminhar. Portanto, não existe tempo perdido quando, de fato, nos encontramos no Tempo. Nosso Tempo; de temor ou de Amor; good vibes ou de bad vibes; de noites sem lua ou dias de Sol...

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