Portanto, esses Portais, ou Chakras, são os centros de forças que gerenciam as funções do corpo físico, constituindo assim, um mecanismo quântico que se aparenta a um intenso e colorido caleidoscópio em movimento constante no desempenho das suas funções, enquanto baila nas hélices do nosso ADN.
Sendo assim, observaremos mais de perto as possibilidades desse evento quântico que acontece em nosso veículo corporal, e o que exatamente ele significa, visto que tal evento é um fato concreto, e não se trata de mais um tema rotineiro dos editoriais jornalísticos que alimentam massivamente o nosso cotidiano com verdades toscamente manufaturadas, além das deslavadas pós-verdades manipuladoras; a despeito de tudo isso, trata-se de um processo imperativo, ratificado e inevitável.
Portanto, não faço aqui nenhuma espécie de apologia, tentativa de conversão religiosa, de convencimento a uma ideologia descapacitante, de imposição ou aceitação de um ponto de vista nem de uma opinião, mas trata-se pura e simplesmente, de ponderar sobre uma questão cogente no contexto da conjuntura contemporânea.
Estar predisposto a ponderar a respeito de ideias relativas aos conceitos aqui expostos, significa estar preparado para desapegar-se das opiniões formadas sobre tudo, e verdadeiramente se debruçar sobre a sua capacidade de discernimento, fazendo uso coerente e ontológico de uma mínima lógica.
O conceito da palavra Discernimento por si só, já exige do indivíduo a plena responsabilidade de ser o que se é. Ou seja, enquanto o dito cujo atribuir as responsabilidades dos fatos ocorridos consigo mesmo, a um deus ou a um diabo, e nunca a si mesmo; sendo tais fatos respectivamente positivos ou negativos; o conceito de discernimento, continuará a soar como mais uma intrigante palavra nas páginas do dicionário. Por conseguinte, ter a autoconsciência e a sabedoria de que a Energia da realização se encontra em cada um de nós, será o ponto de partida dessa aventura do espírito na vereda humana sobre a terra.
Desse modo, devemos nos conscientizar que essa energia, a exemplo do elemento água; sejam águas do mar, do rio ou da chuva, que são uma só; é a mesma força que mantém as estrelas nos caminhos do firmamento, e também nos mantém a todos interligados uns com os outros; porque somos um.
Esse acontecimento incontestável tem a assinatura única da fonte criativa, a Consciência Universal que a humanidade decidiu linearizar, dando nomes e características humanas, erguendo templos e espaços destinados ao seu culto, para que pudessem se relacionar com esse mistério que não cabia no formato dos padrões, até então, pré-estabelecidos.
Tudo isso, porque esquecemos que o nosso corpo é só uma roupa de aluguel, e passamos assim, a nos preocupar, única e exclusivamente, com a realidade ditada que contextualiza as ocorrências em torno do aluguel dessa roupa, buscando a perpetuação da locação desse espaço, como se a festa fosse se encerrar a meia-noite de todas as nossas mortes de cada dia que nos dói hoje, sem o indivíduo perceber que é, na verdade, uma estrela vestida especialmente para poder estar presente ao espetáculo da terra firme que Gaia alegremente traduz através de sua exuberante natureza.
O fato de se interiorizar e poder sentir a si mesmo, vivenciando a plenitude do momento presente em todas as suas genuínas emoções, como testemunha de si mesmo, em vez de mergulhar nas emoções sintéticas produzidas pela mídia, consumindo avidamente tais emoções como entorpecentes, que de maneira inevitável; é a maneira mais eficaz de não nos desviar letargicamente do nosso próprio Eu, e assumir um personagem para poder existir no mundo das formas, exigindo dessas mesmas formas a nossa plena realização enquanto sujeito de fato; e isso por si só, faz do simples processo de meditação uma força incomensurável; portanto, uma forte ameaça as forças que gerenciam o Deep State.
O conhecer a si mesmo nos liberta da condição de refém emotivo de outrem, ou de quaisquer elementos, forças ou formas exteriores que buscam acorrentar os sentidos do indivíduo que recusa o princípio da incerteza como fato, se perdendo deste modo, na luta pelo controle de tudo e de todos que orbitam ao seu redor.
Somos os geradores dessas energias que criam um mosaico de infinitas possibilidades, realidades e linhas de Tempo; somos os criadores do jogo da vida, e até mesmo da própria Matrix, que alimentamos para que se mantenha rediviva. Sendo o alimento da alma, a verdade, enquanto nossa dieta for composta de medos, raiva, mágoas, reclamações, etc. deixaremos a evolução e a revolução dos afetos se perder no labirinto dos mitos e das ilusões, entorpecentes dessa mesma alma.
Portanto, a nossa autoconsciência enquanto criadores e co-criadores, causadores de todos os eventos externos, inevitavelmente nos levará a conscientização dessa potência que, peremptoriamente fragmentará a nossa condição de vítima das circunstâncias advindas de fatídicos, nebulosos e cabulosos eventos promovidos pelo inconsciente coletivo; E pensar que, todo esse processo se inicia com um simples olhar para si mesmo, ao passo em que nos desapegamos de estereótipos, arquétipos e quaisquer formas míticas, que rejam os sentidos humanos, compondo os elos da servidão contemporânea ao instituir as grades da própria prisão.
É dessa maneira, que a fumaça anuncia a presença do fogo, tal como a trovoada, anuncia a presença dos raios, enquanto a Babilônia treme nas bases ao vislumbrar a Lei da Liberdade que se aproxima, exibindo altaneira as suas luzentes velas no colorido e sorridente azimute; mesmo que alguns prefiram permanecer em seus lúgrumes cárceres de estimação; porque a queda da Babilônia, não necessariamente significa a queda da ilusão e do baixo autoestima. Enfim, a Meditação é o processo definitivo em que se dá a César o que é de César, transformando finalmente, essa Cidade Partida numa Terra Prometida.

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