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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Kwanzza: Acreditar para Ver.

Quando a gente realmente puder internalizar que, tudo o que está dentro, está fora, e tudo o que está em cima também está embaixo, compreenderemos que tudo é energia, vibração e frequência, percebendo então que absolutamente tudo é consciência, e que, somente através da consciência é possível mudar ou modificar a realidade que nos circunda.

Após ter cognizado esta verdade universal, poderemos enfim entender, que todos nós, de fato, somos um; mas para acreditar e proferir a sentença “um por todos e todos por um”, devemos primeiramente acreditar em nós mesmos, para efetivamente poder acreditar no outro; de acordo com esse princípio universal preconizando que, o que estiver fora também estará dentro e vice-versa.

Portanto, é notório perceber que, quando procurarmos por algo, inevitavelmente encontraremos um espelho, que é precisamente, o espelho da vida. Ou seja, só podemos ver aquilo que pensamos e sentimos; se o movimento desse processo for produzido de forma inversa, vindo da direção contrária; do exterior para o interior; provocará em nosso íntimo uma emotividade avassaladora que, inevitavelmente estabelecerá um conflito peremptório de realidades entre o que há, e o que é.

E como afirma o adágio, sempre que procurarmos pelo amor, encontraremos um espelho. Da mesma forma que; para acreditar no outro, ou amar o próximo; primeiramente é necessário acreditar em si próprio e também amar a si mesmo; nesse caso, inferimos que esse é um processo que difere completamente do tão propagado amor romântico, que em última instância, exige que o outro se adeque aos seus desejos e vice-versa, surgindo assim, uma queda-de-braço relacional entre pares. Desse modo, o romantismo acaba por produzir códigos conflitantes, com barras de validade que regem a relação dos envolvidos no processo.

A relação com a outra pessoa, com a comunidade, e com tudo aquilo que nos circunda, deve se fundamentar justamente no acreditar para ver, e não ao contrário. Pois se assim não for, as realidades, interna e externa, sempre entrarão em confronto, e efetivamente nada acontecerá de acordo com nossas expectativas.

Portanto, esse é um processo no qual devemos nos tornar pessoas ativas e não pessoas meramente reativas; dessa forma, desde o momento que permitamos que nossas perspectivas substituam as nossas expectativas, o medo de errar já não fará mais sentido, visto que nossas ações deixarão de ser fundamentadas através da supremacia do intelecto.

Portanto, esse Acreditar, tem como base fundamental o discernimento e a liberdade do ser enquanto Ser. É dessa maneira que o tudo se faz presente no todo, e o todo se faz tudo. Teremos enfim, uma comunidade que reproduzirá o eco de sua fala, refletindo no espelho da vida a imagem do seu pensar, e devolvendo os seus atos com a ligeireza e agilidade de um bumerangue lançado em direção a seu alvo, sem os estressantes atributos disfuncionais, produzidos e reproduzidos pela competição e pela meritocracia como obstáculos a serem vencidos.

Acreditar para ver; esse é o conceito de fé que se encontra fora da caixa de crenças limitantes; caixa esta construída pelo processo de colonização e escravização. Os dogmas e paradigmas, como paredões intransponíveis, formam os limites dessa caixa que nos circunda enquanto cofre. Sendo assim, precisamos desaprender e desacreditar de tudo aquilo que nossos cinco sentidos asseguram ser legítimo; nesse processo de ver para crer contido e plasmado em suas masmorras, estabelecendo assim que, somente o que estiver em seus limites, deve ser aceito como real, e o que estiver fora, passa para categoria de mais uma mera conspiração de um alegórico chifrudo bíblico para desestabilizar o sistema.

Foi justamente dessa forma alegórica, que a vida foi transformada numa intrincada colcha de retalhos, limitando o mundo através de linhas, separadas por bandeiras, vistosamente traçado e costurado por caprichos e privilégios de um lado, tendo em seu avesso, as agruras da pérfida escravidão como um roto remendo tapando o buraco de uma gigantesca represa. Mas esse Ser humano, que é muito mais do que aquilo que acredita ele ser, agora não cabe mais em si, e nem em sua caixa de crenças limitantes, pois a premência pela liberdade no cerne de sua essência, grita mais alto do que a tertúlia com a escuridão que domina o interior dessa metafórica cela. A derrubada desses limites impostos pelo subjetivo sequestrado, exige o acreditar em si mesmo, como extensão de um propósito comunal, aonde somos um por todos e todos por um. Nessa fé em si mesmo, que chega quando o outro deixa de ser ameaça, motivo de desconfianças ou de julgamentos, é que o compromisso com os nossos pares se revela afinal, em seu potencial pleno de real valor, num Feliz ano Novo para Todos Nós...!!.

 

 

  

domingo, 15 de novembro de 2020

Kwanzza: A Criação Criativa Coletiva

Costumo passear pelas ruas da cidade a fim de observar as cenas do cotidiano acontecendo em tempo real em vez do tempo tempo virtual. Foi assim que, num dia comum, numa rua comum de numa cidade comum, ao lado de pessoas comuns; me deparei com uma incrível sacada comum de uma casa comum e vi um magnífico corredor de plantas exóticas intercaladas por incríveis flores ornamentais, cujas cores acintosamente refletiam, diante das sisudas e cinzentas paredes antagônicas, que tentavam em vão, apagar as intensas luzes por elas emitidas.

A cena graciosa dessa luz que se somava aos brilhantes raios de sol, despretensiosamente iluminava os recônditos da alma de cada passante e passarinho que alegremente zanzavam sobre a ilimitada generosidade de Gaia. Todo esse momento oriundo de um único ato aparentemente isolado, se refletiu por quilômetros nesse espaço comum, como consequência dessa vigorosa ação. Sendo assim, toda micro ação, invariavelmente se torna macro, por conta da tremenda luz que tal ação inevitavelmente emite.

Percebi, após esse vívido, luminoso e magnífico espetáculo que, só e possível viver numa sociedade pujante, a partir de uma comunidade que se identificar através de seus atos, como as magníficas flores fincadas no lugar das cruzes dolorosamente sacralizadas, para que esses atos envolventes, tal como a luz, pudesse se refletir em tudo e em todos ao seu redor.

Sendo assim, tudo que já foi, sempre será; se assim, a fala da comunidade comunicar; como um alegórico espelho que fractalmente refletem as nossas intenções, que nada mais são que sementes, cultivadas como as flores plantadas na sacada da própria casa. Ou seja, a Criatividade é exatamente como quaisquer sementes, que, inevitáveis dão os seus fractais frutos atemporais.

E assim, a cada luz que acendemos, o nosso ambiente se revela na dimensão de sua total plenitude. Portanto, temos a escolha de sermos criadores em vez de espectadores, ativos em vez de reativos, Ser em vez de não-ser. Deixemos pois, que a nossa luz ilumine a tudo e a todos por onde quer que passemos, para que cada flor, na sacada de nossa alma, ilumine as sombras de cada parede cinzenta que tente nos limitar. Deixemos pois, que nossa luz ilumine todas as ruas comuns, das cidades comuns dessa fantástica Comunidade humana, por onde quer que passemos, para que cada flor semeada por nossa alma ilumine as sombras de cada parede cinzenta que se atrever a nos limitar.

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sábado, 14 de novembro de 2020

Kwanzza: O Caminho Comum.

As Narrativas dominantes catalogadas e categorizadas como verdades únicas, produzem a tonalidade do som, desse metafórico chicote que dança ao ritmo da melancólica ária executada ao fundo das propagandas, ilustrando livros didáticos, políticos e jurídicos.

A trilha sonora desse dantesco drama, que é encenado diuturnamente no transcorrer dessa perpétua feira mundial do Mercado Infame, como a atração principal que tem como função, desviar a atenção dos neófitos consumidores, que são dialogicamente consumidos pelo sistema distópico desse mercado.

Com nossos cinco sentidos, restritos unicamente a nossa área emotiva, uma vez delimitada pelas contínuas produções e reproduções oriundas do frenesi desses mesmos sentidos, cria um processo, que nos impede de produzir um determinado espaço-tempo que possibilite a cada um, criar aquele sagrado momento de nos olharmos enquanto co-criadores de todas as realidades vigentes em nosso caminho, individual e coletivo.

Nesse sentido, o nosso propósito de vida, e na vida, acaba por se limitar a essas nuvens, aonde guardamos nossas reproduções do mundo virtual que salvamos como representações do repetitivo filme dessa vida; filme aonde os personagens são acondicionados em escaninhos e expostos pelas vistosas vitrines do Mercado Infame contemporâneo dos Tempos Modernos. Desse modo, preso a esse processo continuo, o coletivo adormecido perpetua seu previsível comportamento subjetivamente solícito e submisso.

Portanto, a vocação para um compromisso coletivo, só pode ser suscitado a partir da assunção do compromisso consigo mesmo, na intersecção de uma construção de sua própria história com sua cultura comunitária. Dessa maneira, a Finalidade desse Comunismo nos faz sair do foco direcionado ao próprio umbigo, para medir o todo como tudo. Dessa forma, nos reencontramos na comunidade de forma construtiva e positiva.


quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Kwanzaa: O Caminho dos Comuns

Cotejando o nosso antepassado com a atual conjuntura, observamos que nossos ancestrais, os povos indígenas e os povos africanos, consideravam a terra um bem comum, assim como tudo que nela existia, já que a Mãe natureza os presenteavam com própria vida ao produzir tudo aquilo necessário à sua existência; portanto, o bem viver era a esperada consequência de todo aquele harmônico contexto vigente. Quando qualquer desarmonia era apontada, era sempre referente a períodos de escassez das fontes, fossem de água ou de alimentos numa determinada região, mas nunca por motivos disputas territoriais ou correlato.

Mas eis que a colonização do Tempo e do espaço dos Tempos Modernos, trouxeram a arrogância leniente do citadino, que se outorgou a qualidade de civilizado em sua vã tentativa para controlar a natureza colocando-a a serviço de suas cobiças e caprichos. Dessa maneira, ele idealizou juridicamente o conceito de Estado, enquanto religiosamente formulava o conceito de propriedade privada e convencia a população a abandonar o campo e o seu trabalho na plantação, para viver na cidade e possuir um chefe de produção.

Desse modo, iniciou-se o Infame Mercado[1], com o atual codinome de capitalismo, cuja estrutura inicialmente foi gerenciada por uma intrincada facção de Missionários, Mercadores e Mercenários; mercado este que hoje é controlado pelos clãs que compõem as famílias tradicionais, herdeiras da infâmia e dos espólios adquiridos em meio a um mar de sangue, suplícios e terror.   

Esse dantesco e distópico cenário, delineia de forma breve e concisa a atual conjuntura de perene escassez especificamente planejada e direcionada à massa populacional mundial, enquanto o monopólio da abundância é dirigido exclusivamente para as famílias tradicionais, herdeiras dos espólios de seus antepassados.

O resgate da decência humana, incide fundamentalmente na urgência de revisão desse contrato social, outrora conferido por essa infame estrutura que fundamenta a ansiada civilização. Portanto, a força econômica coletiva em lugar do monopólio financeiro aferido pelos clãs escravagistas, exige por uma responsabilidade que também seja coletiva, já que as necessidades comuns da massa populacional, diferem diametralmente dos caprichos escusos das famílias tradicionais. O apoio mútuo as necessidades comuns desse coletivo, é a retomada do caminho a dignidade perdida da pessoa humana; iniciando pelas quebras dos paradigmas necessário ao processo, que, consequentemente implicará na quebra desse Mercado infame, conhecido pela alcunha leniente de codinome capitalismo.

 



[1] Era o termo conhecido para se referir ao Tráfico de Escravizados africanos. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Kwanzaa: Um Por Todos, Todos Por Um...!!

Tudo que está dentro, está fora; assim como o que está em cima, também embaixo está. O Tudo está no Todo, assim como o Todo está em Tudo. Dessa maneira, podemos observar que tudo está interligado, tudo é Um.

Antes da chegada dos colonizadores, o único cristal refletor conhecido era a superfície da água, aonde todos podiam se ver juntos, enquanto coletivo humano; e observando o reflexo das estrelas, eles podiam se ver lado a lado ao majestoso brilho da lua, voando junto a um incrível pássaro ou mesmo no topo de um colossal cedro.

Mas chegou o infausto momento em que, todo esse espetáculo imaginativo, juntamente com a generosa terra que lhes davam vida, foi trocado por meia dúzia de espelhos artificializados, individualizando assim, cada imagem-ação daquele coletivo humano, fazendo assim, com que o sujeito deixasse de enxergar no outro o seu próprio espelho, aonde todas as suas qualidades e sombras se projetavam de volta; e aonde ele; como o outro, se descobria em si mesmo.

Já que somos produtos do ambiente em que vivemos, somos também a soma de todas as pessoas com as quais convivemos. No conceito Ubuntu consta que; análogo a energia, a vibração e a frequência; somos cotejados a uma nota musical e, juntos, compomos a sinfonia das esferas. Sendo assim, caso uma das notas dessa celeste sinfonia venha a desafinar, afeta toda a harmonia da canção universal. Do mesmo modo, quando alguém se desiquilibra, física ou psicologicamente, devemos todos contribuir, na prestação de um serviço solidário e fraterno, para que essa pessoa restaure seu equilíbrio e a canto da natureza outra vez se harmonize.

A responsabilidade para consigo mesmo não difere da responsabilidade com o espaço em que nos encontramos. Ato contínuo, um complementa o outro, pois ambos, o espaço interno e o externo, como extensão, se completam; A Parte e o Todo, são Um; aonde reinar quaisquer elementos desequilibrante, a origem de tal desiquilíbrio é interna. Portanto, a auto responsabilidade ressoa como causa e consequência da consonância do ser como Um Todo.

Consequentemente, ver-se no outro, fazendo para aquela pessoa exatamente tudo aquilo que você gostaria que a ti ela fizesse, é o caminho para se enxergar o mundo, não mais por meio do espelho colonizador trazido pelos Mercadores, Missionários e Mercenários oriundos da escuridão cavernosa do mundo de Alice, mas sim, do olhar fidedigno, lúcido e puro da alma que vê através do coração.

 

 

 

domingo, 1 de novembro de 2020

Kwanzaa: O Poder de Ser o que se É...!!

 

Nos dias atuais, já está bastante notória e pública a percepção de que somos condicionados social e biologicamente. Ou seja, a grosso modo somos produtos do meio. Tudo aquilo que sabemos vieram através dos nossos pais, amigos, parentes e das instituições oficiais, tais como escola, a igreja, universidade, etc. e não através da nossa própria pesquisa aliada ao necessário discernimento.

Da mesma forma, é evidente perceber que o ser humano prefere lidar somente com tudo aquilo que ele conhece do que com o desconhecido. Se ele sente uma dor, o doutor lhe prediz o medicamento; se ele tem uma dúvida, o psicanalista lhe indica a direção; se ele tem uma carência qualquer, recorre ao parceiro ou parceira, aos companheiros, aos amigos, aos pais, ao pastor, padre ou qualquer um que confie para suprir essa lacuna.

Sendo assim, tudo o que sabemos vem de fora, vem do outro, mas especificamente, vem de um sistema controlado e dominado por esse outrem que produz e conduz nossos saberes e quereres. Ou seja, nesse pérfido processo, nos habituamos a permanecer nessa caixa dos saberes limitados e controlados meritocraticamente pelo sistema estabelecido, que formatam a nossa zona de conforto, e que habilmente substituiu o cruento espetáculo do pelourinho e do chicote em praça pública.

Dessa maneira, a nossa metafórica bússola é norteada pelas Tecnologias de Informação e Comunicação que controlam totalmente esse sistema religioso, jurídico, social e psicológico, que nos define e nomeiam, determinando hereditariamente os nossos destinos enquanto sujeito histórico.

O ser humano, por ser avesso as mudanças, passivamente se aninha ao cárcere mental dos Tempos Modernos, perfidamente instituído pelo sistema, ao passo que o defende aguerridamente sempre alguém lhes aponta quaisquer possibilidades diferentes das que são postas em seu cotidiano senzalíneo.

Portanto, o processo maiêutico e diatópico necessário para reconhecer os limites desse ninho-casulo e se desafiar, como a crisálida em busca do seu voo de libertação, é um ativo e permanente repto a si mesmo enquanto o processo perdurar. Desafiar a verdade estabelecida e veiculada pela mídia, como sendo uma verdade única e absoluta, à primeira vista, não é algo tão fácil, principalmente quando essa verdade é patenteada pelo sistema e legitimada pelo inconsciente coletivo; do mesmo modo que foi feito com a figura de um humanizado Deus absolutista propagandeada pelas religiões, que se arraigou e tem prevalecido no inconsciente, controlando o subjetivo do indivíduo.

Dessa forma, deixamos de ser humano, para sermos um mero produto manipulado por esse sistema controlado pelo Deep State, com a função única de figurantes e de combustível alimentador do midiático e espetacular armagedom universal. Essa é a face do atual cenário que lapidou o nosso ser e nosso proceder, enquanto indivíduo de inteligência artificial, robotizado e manipulado através das emoções suscitadas pelo sistema canibal.

A auto definição, resgatada através da auto responsabilidade, nos coloca como nossos próprios salvadores, quebrando assim, a eterna espera pelo salvador da pátria prometido pelo sistema de representação política instituído pelo Estado escravagista contemporâneo. Dessa forma, todos os paradigmas devem ser quebrados, tais como as ideologias descapacitantes que pregam a esperança como uma fórmula quase divina para se atingir um inequívoco futuro ilusório.

Essa conjuntura que, inteligentemente transforma o indivíduo num ser meramente reativo, retira toda a sua capacidade de ação e a sua potência enquanto sujeito histórico. Portanto, assumir definitivamente a responsabilidade para conosco mesmo ao nos definirmos enquanto pessoa efetivamente livre, recusando todas as crenças limitantes com as quais nos condicionaram durante toda a vida, é o princípio da emancipação do nosso Eu, a fim de rechaçar essa escravidão mental, que, como presente de grego, foi maquiada e legitimada pelas instituições do Deep State enquanto zona de conforto oficial, substituta do cruel pelourinho e do látego brutal. Se assim não for, continuaremos indefinidamente a aguardar pela permissão para que um dia sejamos nós mesmo.