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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

kwanzaa: Uma Breve Consideração Acerca do Conceito de Ubuntu

Eu Sou a Luz de Gaia refletida sobre o segredo das Águas bulidas pelos Silfos e aquecida pelas Salamandras. Eu sou os Diamantes e as preciosas Pedras que adornam os mais íntimos recônditos de Urântia; Eu sou parte dos registros da história humana, que são carregados e protegidos por golfinhos e baleias através dos mares de Gaia; Eu Sou tudo que É, Eu Sou Tudo que Há.

Eu Sou o brilho das Estrelas, Sou a Existência em cada Planeta, Sou o gorjeio de todos os pássaros, o Arco-íris de todas as flores, o Mel e o pólen; Sou a Chuva que rega a Semente de Amor; Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Eu Sou Aqui, Eu Sou ali; Eu Sou a Perfeição eterna e imortal; Sou porque Sou; Sou Tudo, Sou Todos e Sou Um; Sou o Inominável com todos os Nomes. Sou o Princípio, o Meio e o Fim. Eu Sou aquele que oferece o Presente, Eu Sou o Presente e Sou aquele que recebe o Presente.

Eu Sou Asas, Sou Chão, Sou nuvens no avião e neve no vulcão; Eu Sou as Lágrimas dos Risos soltos no arroubo da alegria incontida; Sou Rio, Sou Mar, Sou Terra, Sou Ar; Sou os abraços e afagos brincando de mãos dadas com a pessoa amada; Sou o mesmo lado da moeda, do Reflexo e da Imagem. Eu Sou o Tempo antes do Tempo, em Sendo, Sou até sem Ser; Eu Sou ilimitados Ciclos Fractais infinitamente refletidos em cada ser; Eu Sou, porque Somos; Porque sim, Somos Todos Um...

 

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Etimologias da Escravidão

Deixar-se dominar pela palavra alheia é ceder o próprio centro de poder ao interlocutor que se coloca na condição de usurpador, quando essa fala premeditadamente ou não, provoca emoções desiquilibrantes, dando vazão a crenças limitantes ocasionadas através de empatias e ideologias descapacitantes, introjetadas como dogmas e paradigmas dominantes no subjetivo do indivíduo.

Da mesma maneira que, tudo aquilo o que pensamos ou fazemos, tem retorno em seu devido tempo, a palavra também é um infalível bumerangue. Sendo assim, do mesmo modo que, todo e quaisquer sentimentos são sementes alqueivadas, toda palavra emitida se reflete no espelho da existência. Ou seja, todo e quaisquer fatos ocorridos no caminho do indivíduo, é estabelecido pelo próprio sujeito. Como bem diz o Mestre Sananda, não há escapatória para tudo aquilo que o ser humano pensa, diz ou faz.

Portanto, o processo de pensar, sentir e falar, tem sido a Magia Poderosa mais vulgarizada e propositalmente banalizada, a ponto de não nos darmos conta de que, ela, é a única construtora de toda e qualquer realidade que o indivíduo e a sociedade têm vivenciado no momento atual.

Sendo assim, aquele que reage, quando se deixam levar pelas emoções, diante das palavras que lhes são mau ditas, admitindo assim, não fazer uso do discernimento, para então, entrar num jogo; sem ter a mínima noção das regras regentes do mesmo; voluntariamente assume o papel subalternizado da narrativa em curso. Ou seja, cabe ao mesmo indivíduo a função única de alimento no banquete dos comensais, e de combustível para o automóvel do anfitrião da Casagrande republicana dos Tempos Modernos.

Esse pérfido processo, de acondicionamento da palavra, é o principal motivo da existência da religião e da academia, já que ambas foram os principados que se outorgaram a competência e a legitimidade do adorno gongórico das palavras de efeitos emitidas como verdades. Foi assim que a mídia se tornou a porta-voz desses escravagistas contemporâneo ao substituir a Senzala pela Zona de Conforto criada pela psicologia durante a transição dos modelos escravagistas antigo para o contemporâneo.

Essa zona de Conforto, aonde o cidadão tem a sua falsa sensação de liberdade alimentada por um pseudo livre arbítrio, faz com que o cidadão dito de bem, não se aventure fora da liberdade condicional concedida, recebendo tudo de bom grado e jogando de acordo com as regras que ele juga conhecer.

A conceituada zona de conforto é globalmente cercada pelas palavras emitidas pelos noticiários, propagandas e pelas emocionantes novelas e filmes de mocinhos que sofrem e se vingam, mutilando, torturando e matando, e no final, se transformam nos heróis, modelos a serem seguidos pelos infantes de hoje, que foram os ingênuos de ontem.

Portanto, os valores negativos assimilados e introjetados durante esse intenso e contínuo processo de lavagem cerebral, agrilhoam o indivíduo em grades conceituais, erguidas somente com palavras. São sobre esses mesmos valores assimilados pela massa populacional, que são erguidas e fundamentadas as premissas e os precedentes que irão determinar as condições desse indivíduo enquanto sujeito; consequentemente, ele aceita essa liberdade condicional como libertação real, comemorando as efemérides que cercam a sua Zona de Conforto atual.

 

 

 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Ensaio Para a Cegueira

Nossas Considerações Acerca da Cegueira Humana suscitada por meio da Estratégia Planejada da Pandemologia contemporânea dos Tempos Modernos, inevitavelmente passam pelos incontáveis sofrimentos recorrentes e decorrentes da acirrada competição entre os próprios pares, além da pérfida meritocracia instigada entre iguais, que tem deixado seus rastros expressos nem questões, cujos artifícios capitais se fundamentam na divisão de raça, de credo, de gênero e de classe; questões essas que são exaustivamente agenciadas, propagadas e propagandeadas por esse sistema distópico, perpetrado através dos séculos, como uma prática ordinária de negócio no Mercado Infame contemporâneo.

Essas famigeradas distrações suscitadas através das questões raciais e sociais produzidas e fomentadas pelo Estado distópico, faz com que a humanidade se esqueça de que está aqui somente para observar, crescer e amar; mas o sistema desenvolveu seu engenhoso método, com o intuito único de administrar o subjetivo do indivíduo, a partir do momento que provoca e controla as emoções do dito-cujo através das suas principais instituições.

Portanto, os valores descapacitantes, produzidos e dominado pelo Estado colonizador, que são transferidos ininterruptamente através do sistema educacional e da cultura massa, tem apresentado até o momento, o seu aparente sucesso na inserção dos dogmas e dos paradigmas que norteiam a subalternidade desse indivíduo ao fazer habilidoso uso da religião e da mídia; mantendo desse modo, essa pessoa submissa e presa a tais valores, enquanto paradoxalmente, a conserva como uma das mais fiéis e aguerridas defensora do próprio sistema que as escravizam. 

Nesse metafórico e caótico campo de guerra psicológica, é notório perceber o vai e vem de muitos cegos guiando outros tantos, em meio a suas incessantes tagarelices que arruinaram o seu sentido de audição ao ter a ciência da sua aptidão em escutar tudo, sem, no entanto, conseguir ouvir absolutamente nada.

Dessa maneira, a caixa de crenças que limitam os cinco sentidos, tem o seu invólucro sedutoramente revestido com o papel do presente de um futuro virtual, amarrados com os holográficos barbantes dos discursos retóricos da religião, da política e de uma história manipulada e convenientemente distorcida pelo cadente sistema escravagista contemporâneo. Somente à pessoa escravizada cabe o ato de derrubada dos limites que a cerceia; mas é elementar a necessidade primaz de se enxergar tais limites, para que ela possa se localizar diatopicamente nesse cenário de luz e sombras que ocultam os movimentos e as jogadas nesse xadrez distópico.

Portanto, todo o desenrolar desse cenário vai depender da tomada de consciência desse indivíduo enquanto sujeito de sua própria história; essa é uma missão que, uma vez praticada no âmbito do micro, inevitavelmente vai atingir, de forma exponencial, a todo o âmbito macro. Abrir os olhos, em meio a tempestade de Abrolhos, requer a coragem e a determinação de quaisquer prisioneiros, que devem ter como princípio sagrado, o dever da fuga como consequente Libertação ou, se perpetuar em seu coletivo ensaio para a cegueira.

  

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Considerações Acerca das Ideologias e Crenças Descapacitantes Perpetuadas Pelos Professores

A história oficial, tal como a mídia atual, manipula e deturpa, com pérfida habilidade, a realidade; a fim de atender as conveniências e caprichos daqueles que acham que detém, sem pudor, o poder. Essas informações oficializadas pela história, formatam a nossa memória passada, presente e futura, que é acondicionada em vistosas caixas de crenças limitantes e paradigmas paralisantes.

Suspender essas crenças e paradigmas que nos engessam, seria ousar derrubar as paredes dessa caixa de crenças e ideologias limitantes, dando início a um heroico processo de desaprender tudo aquilo que faz o nosso espírito criativo se prender. A história busca validar os valores da memória ao sequestrar o subjetivo do indivíduo e o inconsciente autoconsciente do sujeito no traçar da trajetória em busca de si mesmo, em meio a narrativa de sua própria história. 

A tendenciosidade histórica que fundamenta o controle da cultura, e consequentemente, domina o passado factual e dita um futuro virtual dirigindo os olhares, os passos e as atitudes do neófito, transformando-o num mero produto exposto na vitrine capital desse contemporâneo mercado de valores medievais. Essa história que mascara a memória, é que cria cada holografia projetada sobre as paredes das cavernas internas do ser cativo em si. Essa prisão inexistente, encarcera exclusivamente aqueles convertidos em crentes, enquanto os quânticos observam em prantos de compaixão, as quezilas e quebrantos empedernidos produzidos no centro de cada coração.

Professores são Mestres, portanto, devem estar despertos diante desse mundo virtual que escandalosamente oculta o sobrenatural, como se fosse uma praga medieval, ou uma antiga pandemia repaginada e atualizada, que nos afasta da vida ao ser trocada por promessas políticas ou empresariais exaustivamente propagados a cada coito eleitoral. Professores que ainda mantém esse estado pandêmico de liberdade condicional por via virtual, deveria desaprender o que ele considera ser normal, voltando-se para a verdade da humanidade real, ignorando a vontade empresarial que cerceia, transformando o mundo numa Senzala comercial.

Essa honra de regressar a si mesmo, como um processo de retorno a própria casa, é um processo que se encontra presente em Gaia enquanto uma Escola Universal. Muitos mestres escolheram repetir o ano, pensando que tudo isso não passasse de um ledo engano, enquanto a memória e a história de cada educando, se entrelaçando, formando então o tapete xamã que ornamenta o quântico caminho do Rei dos Reis. Enquanto a história for um fator decisivo e peremptoriamente definidor dos rumos da presente memória holográfica, os mestres continuarão como reféns desse distópico e decrépito sistema cadente.

Dessa maneira, o ardiloso e didático fruto proibido continuará a ser um pedagógico produtor de pecados para os neófitos crentes e para os perdidos descrentes de si mesmo enquanto criador e criatura do próprio universo, cuja história é narrada em verso e prosa pela oralidade em progresso, e por outro lado, é manipulado em ponto e vírgula pela escrita escriba estratégica do sistema cadente, mantida pela mente dominada pelas holografias das marcas, barras de validade, efemérides, classificação e categorizações históricas, jurídicas e religiosas. Portanto, diante de tudo isso, Nós, Professores Despertos, asseveramos que não buscamos implantar nenhum processo de Revolução, mas sim, uma Metodologia de Evolução, para o caminhar de uma humanidade de fato e direito.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

O Paradoxal Processo Constitutivo do Pensamento-Ação.

A renitente razão que sustenta o pensamento humano, reside na mesma tenacidade com a qual ele persegue os motivos da existência dos raios do sol, deslembrando a mínima consciência e sensibilidade do que a sua luz e capaz de proporcionar. Essa metáfora é análoga aquela simbologia que ilustra um intelectual entrando num carro e buscando saber exatamente de que maneira funciona o motor, a transmissão, a capacidade de autonomia, etc. em vez de simplesmente dirigi-lo até aonde deseja ir. É desse modo que a ciência se comporta quando não consegue explicar algo que foge ao seu controle, ela então toma como ameaça, criando imediatamente um conceito como forma de justificar o processo, instituindo um argumento ao classificar e categorizar os mecanismos da sua razão, tecendo ilações, hipóteses e considerações análogo ao “efeito placebo” ou quaisquer coisas relativas ao campo do psicológico.

Essa caixa de conceitos que traçam os limites de todas as ideologias descapacitantes criadas pela ciência, através do monopólio da produção de conhecimento, tem o seu sedutor invólucro holográfico, protegido pela religião e pelo sistema educacional instituído pela Matrix, como fator determinante na manutenção da escravização mental condicionando social e biologicamente esse indivíduo, que é submisso como quaisquer cobaias de laboratório dos Tempos Modernos.

A divisão racial, de classes, de credo e gênero são os combustíveis essenciais na construção e manutenção desse pérfido processo escravagista, já que esses mesmos elementos, são os alimentos tragicômicos que sustentam e desviam a atenção dos elementos quânticos que constituem o sujeito em sua essência.

Portanto, o citado processo implanta e instiga no indivíduo, a necessidade perene da busca pela sobrevivência, como forma primordial de conviver nessa selva capital arquitetada e fundamentada unicamente através da lei da competição e da meritocracia. Esse método, amplamente fomentado e promovido pela Matrix, alimenta o indivíduo com notícias e informações, nutrindo esse sujeito inflado de títulos, diplomas e certificados, com uma razão calcificada com pós-verdades dogmatizadas, que invadem e inflam o pensamento ansioso que edifica e fortifica o muro protetor do ego.

O heroico ato de romper com essas estruturas que fortificam e protegem o absolutismo do ego, reside no reconhecimento dos limites por ele imposto e no desafio de romper com esses limites que fundamentam nossos paradigmas e dogmas instituídos pela religião e pela ciência como verdades absolutas.

Enquanto a nossa dieta se reduzir aos itens fornecidos pelo cardápio de crenças descapacitantes, a capacidade de questionar os limites que nos cerceiam, permanecerão com a agradável e falsa aparência que protegem essa zona de conforto, que funciona como abrigo, nos resguardando dos fictícios demônios que nos rodeiam, além de assaltos, violências e correlatos produzidos pela Matrix no cotidiano. 

Para desconstruir esse pérfido roteiro, é necessário perceber que, as causas e as consequências são frutos de uma mesma árvore, e que, é a própria árvore que deve decidir por seus frutos, compreendendo que pensamento é semente, perceberá enfim o neófito que, ao plantar pimenta, jamais se colhe morangos.

Desse modo, um novo processo tem seu início demarcado; e esse processo que repousa na consciência, tem no debelar dos pensamentos, o único meio para lograr sucesso, quando a lei universal sentencia que, tudo aquilo que emana do coração e da mente do ser humano, a ele, a seu tempo, invariavelmente retorna. 

Portanto, seria um contrassenso pensar e agir de uma maneira, e na contramão, esperar um resultado diverso. Toda semente-pensamento germina a seu tempo; não há escapatória para tudo aquilo que o homem pensa, diz e faz. É dessa forma que o bom viver pode se transformar numa bela e gostosa aventura, deixando de ser um pesado compêndio de deveres e obrigações; ou não.

 

 


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Na Alegria de Ser o que Se É...!!



A Alegria e a Simplicidade são os Únicos Remédios genuinamente eficazes para se curar Todos e quaisquer Males existentes no mundo e no corpo, pois é exatamente dessa mesma forma, quando seguimos o caminho inverso, que criamos as nossas metafóricas sombras; como o ferro que afia ferro; é justamente através da Alegria e da Simplicidade, que iluminamos todas as células conscientes que compõem e organizam o nosso corpo, além dos órgãos que constituem os governos do mundo.



Enquanto a nossa atenção estiver sendo dirigida para tudo aquilo que gera o Medo de viver e de morrer, estaremos também nos desviarmos da Alegria de existir e de conviver; e isso nos traz o terrível temor, o fardo e o infortúnio imposto por aquilo que as religiões combinaram batizar com o nome de inferno. Portanto, a formidável função da bíblia, ao personificar a figura do Diabo, do inferno e de um disfuncional Deus cruel e vingativo, foi justamente no intuito de  perpetuar o pérfido artifício; imaculado e perene; da escravização, através dos Tempos Modernos.  

O método proposto a fim de descolonizar essa figura sacralizada e patenteada pela religião, que habilmente personificou o sublime e inominável divino, o criador de todas as coisas, desde sempre foi um método que se apresentou como a maior ameaça ao status quo desse rentável negócio em que se transformou a religião; esse mercado aonde a igreja detém os infames rendimentos desse milenar comércio que está sendo a escravização humana, que até o momento tem regido o destino do mundo. 

Ironicamente, foi precisamente através das crenças descapacitantes impostas pelas religiões, hipocritamente prevalecendo-se do nome dessa fictícia figura divina, que os próprios escravizados fazem uso para defender, de forma aguerrida, a sua condição submissa e o seu cativeiro, ambos fundamentados nos valores enviesados estipulados como dogmas sagrados.

A desqualificação das propostas trazidas através do processo do despego dessa sacralizada imagem, que uma vez patenteada, foi transformada numa pesada âncora, que representa justamente o subjetivo sequestrado do indivíduo enquanto sujeito; transformando assim, esse processo num exercício extremamente complexo, mesmo que assaz simples, fazendo com que, em meio ao metafórico dilúvio social e existencial, consentíssemos perder a consciência de nossas próprias asas.

Portanto, podemos inferir que, este não é um processo revolucionário, mas sim, um processo Evolucionário, que procura tirar a humanidade do parquinho de diversão em que se encontra, direcionando-a para sua fase adulta, de autoconsciência e de auto responsabilidade para consigo mesmo.

A existência por si só, já deveria ser uma completa alegria; mas, optamos por carregar o peso das representações, conferidas como verdade pelas instituições estabelecidas pelo sistema escravista vigente. O modo de pensar do ser humano se definiu pela avaliação do objeto, classificando e categorizando tudo aquilo que foi convencionado e considerado como realidade concreta, a fim de possuir a sensação e a satisfação de estar no controle de sua vida.  Portanto, o seu sentimento é a causa e a consequência de tudo aquilo que se manifesta em sua vida, sem que ele se dê conta desse incrível e fantástico processo movimentado por ele mesmo, e que é gestado no imo do seu subjetivo sequestrado e submetido ao sistema escravagista governado pelo Deep State.

Desse modo, o indivíduo orgulhosamente participa desse jogo, aonde a competição e meritocracia sempre segue o arbítrio do ruidoso e pomposo ego. Nessa concorrência antropofágica, a vitória invariavelmente sempre traz a forte e momentânea  sensação de uma alegria pífia e fugaz, pois essa mesma pseudo felicidade, como quaisquer produtos capitalizados, já vem com suas barras de validade vencidas; se revelando assim, como uma autêntica vitória de Pirro.

Enquanto o indivíduo primar exclusivamente por um reconhecimento que exponha o seu nome fixado no mais alto pódio, escrito em letras garrafais e neon, acompanhado por uma fanfarra e balões coloridos, a Simplicidade e a Alegria genuína jamais terão lugar de destaque na existência do dito-cujo. Dessa maneira, como um viciado, ele se tornará dependente do reconhecimento alheio para estimular seu estado de espírito a fim de sentir-se vivo. Esse pérfido processo, habilmente perpetrado pelo sistema escravocrata vigente, foi transmitido, assimilado, socialmente aceito e banalizado; sendo enfim; transformado em forma de lei, regras e tratados, pelas instituições oficiais do citado sistema.

Essas pós-verdades, em forma de dogmas e paradigmas, depois de institucionalizadas e sacralizadas pelo indivíduo, de acordo com a vontade dos administradores do sistema-Matrix, se tornaram intocáveis. Dessa maneira, o cidadão de bem se transformou num produto manipulável e de Inteligência Artificial, só precisando responder aos estímulos do sistema que o administra como tal.

O processo de Despertamento nesse contexto em que o bom cidadão se encontra imerso num mar de Ordem e Progresso, tornou-se um magnífico exercício Evolucionário; pois traz em si, o paradoxo de ser um processo exclusivamente individual, ao mesmo tempo em que se revela como um processo coletivo. É simplesmente dessa forma que as andorinhas alegremente fazem o verão e os galos, com seus cantos, tecem as manhãs; e também é dessa forma, elegante e refinada, que a natureza humana deve tornar a ser verdadeiramente humana, ao priorizar a simplicidade e a Alegria, em detrimento do impávido colosso em que foi transformado seu ego.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

A Cruel Robotização de um Poema em Carne Viva

Todas a cores da história se encontram registradas no imo da nossa memória; todas as dores da memória, estão profundamente marcadas na fronte e nas costas arcadas da natureza viva, geografitada nas digitais dos geoglifos da Mãe-Terra, sobre pautas que respiram as notas musicadas em cada poema melodicamente gritado, desde as profundezas desse silêncio que reverbera no eco de cada pensamento, emitido pelo silente cantador. E assim, tudo se faz; assim tudo é.

Os diversos tons da vida são muito mais do que meros cinquenta tons de uma mesma cor, visto que, a computação de suas miríades não se faz através do conceito linear. As cores, composta pela emissão da luz, dentro das suas devidas vibrações, definem e conceituam a natureza manifesta e invisível, tanto para os distraídos olhos de um absorto daltônico, como para o sensível olhar de um refinado artista.

É dessa forma que, a natureza morta pintada por um daltônico, pode se expressar por meio de algumas dezenas dos cinquenta tons de cinzas existentes, enquanto na vida real, essa expressão ocorre fora da superfície visível exibida pela tela midiática. Ou seja, somos artistas, artesões e arquitetos de tudo o que há nessa estrada da vida, aonde o que houver no caminho, é caminho. Já que, absolutamente tudo que vislumbramos nessa estrada, são simplesmente manifestações daquilo que sentimentos, e que metaforicamente, grafitamos nos metafísicos muros da vida, após ouvir e escutar, olhar e ver as expressões do estrondoso silêncio de Gaia; nossa Mãe natureza; essas expressões são impressas na luz de cada alvorecer, esperando que o artista possa despertar e se servir na produção de sua refinada e elegante obra-prima, arquitetando cada aurora como Presente de um novo agora.

Assim como os galos observados pelo poeta, que os viu, com seus cantos, tecer cada alvorada de sua existência, o despertar de uma nova aurora também é de responsabilidade da sapiência desse coletivo humano que se afirma único, entre os bilhões de outros planetas semelhantes, irmãos e análogos, suspensos na tela sem pass-par-tour desse Universo fractal, com seus incontáveis Multiversos existentes na infinidade do Cosmo.

Portanto, no palco da vida, somos nós que escolhemos ser protagonistas ou espectadores da nossa própria existência enquanto indivíduo tacanho, protegido no confortável interior do seu casulo essencial, ou enquanto sujeito humano que se soma ao brilho fractal irradiado pelo Big Bang original.

Por isso, podemos inferir que, viver é uma arte que pouquíssimos estão dispostos a assimilar, e menos ainda, dominar; visto que nessa arte se encontra todo o hermetismo, que desafia o pensamento e o intelectualismo do indivíduo enquanto um ser integral, parte das forças da natureza; já que; paradoxalmente, o pensamento intelectualizado pela egolatria, busca unicamente o domínio e o total controle sobre as forças da própria natureza, rechaçando o conhecer a si mesmo, enquanto uma força  integrante dessa mesma natureza.

A existência da academia, enquanto causa e consequência do escandaloso processo de colonização mental de todos os Tempos, impõe as diversas disciplinas, compartimentadas de forma assaz habilidosa, com o único intuito de impedir que o indivíduo conheça a si mesmo; enquanto que; paralelamente, fragmenta a Arte como uma disciplina de valor, que contém em si, todas as outras disciplinas do currículo; sendo essa mesma arte, o cimento metafórico que une a todas como um Todo, na construção do sujeito como parte do Tudo.

Parafraseando o poeta anônimo, a arte existe porque a vida não é suficiente. Ou seja, somos criadores, além de sermos a própria criação. Sendo assim, metafórica e metafisicamente, somos quem dá o Presente, quem recebe o presente e também somos o próprio Presente. Portanto, para adquirir o conhecimento e a sabedoria dos seres sapiens de si mesmos precisamos urgentemente desaprender tudo aquilo que foi patenteado pelo intelecto. Este é o único caminho para efetivar a abolição dessa escravização mental a qual estamos submetidos durante toda a nossa existência, em que, cerca de 80% de nossa força ativa ainda pertence aos escravocratas dos Tempos Modernos.

Esse sutil processo emancipatório, exige o desapego, o heroísmo e a coragem para enfrentar esse medo do protagonismo que nos foi imposto pela violência propagada e propagandeada pelo Deep State. Esse método artístico de emancipação total, pode ser observado na alegoria das flores vencendo os canhões, visto que, uma guerra só pode ocorrer quando os próprios soldados por ela decidem. Quem sabe, faz a hora, os dias, os meses, os anos, a vida. Tudo acontece no aqui e agora, sempre presente como uma tela em branco a ser trabalhada.

O boxeador Mohamed Ali e dona de casa Rosa Parks trouxeram essa mensagem até nós, mas aparentemente a mesma mensagem foi escrita num idioma ancestral, certamente num dos idiomas falados em torno da Torre de Babel, já que a mesma mensagem não chegou a ser coletivamente compreendida até o presente, enquanto uma prática de emancipação autêntica.

Desse modo, esse habilidoso e sórdido processo de colonização mental dos Tempos Modernos, ainda procura se manter vivo, por meio do simbolismo conferido pelos certificados e diplomas que alimentam o ego do neófito, enquanto lhe aperta a coleira redesenhada pelo designe-mor do Deep State, Ivan Pavlov.

Dessa forma, nessa sanha propagada por uma pseudo segurança e uma pérfida educação higienista, o indivíduo munido de máscara e de coleira, se outorga o título de doutor e outras graduações convenientes, a fim de adornar a sua imagem de bom cidadão socialmente aceito, cujo designe é planejado pela sociedade suprematista escravocrata de plantão. Por isso, a arte nas escolas se resume a reprodução dos autores validados pelo sistema instituído, enquanto a grade das graduações e pós-graduação seguem a metodologia do papagaio em frente ao espelho do próprio eco.

Dessa maneira, o cidadão moderno se transformou numa inédita forma de Inteligência Artificial, ao se tornar extremamente habilidoso no desempenho das funções exigidas, na mesma medida em que torna desprovido da própria alma. Foi assim que a poesia da alma foi esquartejada, fragmentando-se nesse quebra-cabeças que, ao ser montado, revela uma crisálida transgênica, artificializada; tal como Sísifo, o indivíduo se acorrenta ao próprio casulo, se arrastando numa linear, repetitiva e repetida existência efêmera.

A poiésis da vida exige a retirada dos parafusos mentais, das teclas e das telas existenciais, exige o cessar imediato do ato repetitivo imposto como método pelo mecanicismo pedagógico. A poiésis se revela através do sentimento e não da manifestação, visto que a primeira precede a segunda. Sinto, logo existo; sinto, logo invento; sinto, logo construo. Vida, é criação, sem ser jamais um mero e colossal compêndio de citações, cuja certificação invariavelmente nos leva a uma existência banalizada por uma infinita e cruel rotina.