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domingo, 9 de setembro de 2018

Toda a Nudez Será Perdoada





Nossos ancestrais, os povos originários e autóctones, andavam nus, pois segundo sua cosmologia, o corpo era a sua vestimenta assim como a pintura corporal seu ornamento valorado. Desse modo, eles considerando o corpo, mais do que uma vestimenta sagrada, tratando-o como um território divino, um elemento quântico da natureza que animava o seu espírito na linearidade do plano terrestre.
Dessa maneira, esses povos identificavam os ajudadores do criador de todas as coisas como elementais dessa exuberante natureza que pulsa nas batidas do coração divino, uma vez harmonizado no compasso de um coração único.
Foi assim que os ocidentais, personificando e patenteando a figura do criador de todas as coisas, ao se apropriar do cristianismo primitivo etíope, decidiram que a exposição dos órgãos que dão a vida, as genitálias, seriam uma ofensa a esse Deus disfuncional, dando origem a uma crença de temeridade a esse Deus rancoroso e vingativo, que, em paralelo com o livre arbítrio, nos ameaçava com a danação do sofrimento eterno.
Dessa forma, deu-se início a infâmia do capitalismo, montando-se uma política de manufaturas de roupas as quais essas pessoas, agora transformadas em pecadoras através da invenção da primeira fake News que criou e disseminou um suposto pecado original, deveriam elas agora, para alcançar o perdão divino, trabalhar em fábricas, realizar rituais modernizados e remunerar esses representantes do divino com 10% do salário conseguido com uso de sua força ativa.  
Dessa maneira, se apropriando da religião, da cultura e da história, a educação eurocêntrica se fez dominante ao reescrever o livro sagrado e escrever novos livros após a primeira queima promovida por Alexandre Magno, onde 95% dos livros existentes  no mundo foram destruídos e os 5% restante magicamente tornaram os gregos pais de todos os conhecimentos existentes.
Foi desse modo que nossos ancestrais abandonaram sua natureza e seus rituais, para se alimentar dos frutos transgênicos fabricados pelas indústria eurocêntricas, oficializando assim, uma moderna casta de escravizados e escravizadores híbridos e biocidas. Nós, pessoas modernas e antenadas, somos produto dessa disputa entre os convenientes, os covardes e os traidores, que se guiam pela ganância e avidez. a vergonha deles agora nos pertence, assim como a ganância deles se tornou a nossa; nossa história foi interrompida e corrompida junto com a natureza que nos fazia humano. Agora a vergonha de cada dia que nos cabe, se transformou em dígitos financeiro para alguns, além de estatísticas e números de identidades para muitos.
Essa vergonha se banaliza durante sua insistente exibição diuturna na tela da TV que só consegue se ver, mostrando o final feliz de uma raça de família virtual, cis e cristã, se transformando assim, em verdade incontestável; vergonha ancestral, vergonha natural. Vivemos com vergonha e através dela vem o medo da vergonha dessa vergonha que se tornou maior que a vontade de se tornar livre. O medo mora em nosso inconsciente, que foi patenteado pela imagem de um colonizado Deus pré-fabricado que nos doou esse paraíso de desespero, planejado e concebido como um perfeito projeto de controle e dominação. 
Portanto, a única forma de intervir nesse círculo de cultura viciada, seria a afável filosofia de que toda a nudez seja permitida, para que possamos realizar uma silenciosa revolução cultural sobre a bandeira içada de um fraterno streap tease desse território físico divino da paz e do amor, unindo-se finalmente ao ritmo da batida harmônica de um só coração dessa Natureza-Deus.

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