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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Paradigmas e Paradoxos de Um Rei no Banquete de um Bufão

A natureza, em sua infinita bondade e majestade, sofreu um ingênuo golpe através de uma infame tentativa de clonagem, realizado por uma parte da pequena população eurocêntrica especialista em golpes, e sedenta de poder.

Foi a partir dessa estultícia, que os elementos visíveis que compunham uma pequena parte da engenharia quântica da natureza, sofreram essa tentativa tosca de reprodução em laboratório, e foram transformados em produtos oxidados auto elogiáveis.

Dessa maneira, nossos antepassados foram convencidos a largarem suas lavras e consumir os pseudos alimentos híbridos e transgênicos criados em laboratórios, e legitimados através do incansável trabalho do constante autoelogio desse projeto que se tornou o próprio produto. Ou seja, ele é o meio e o fim em si mesmo.

Desse modo, iniciamos um inconsequente processo de intoxicação desse corpo humano que faz parte da natureza, intoxicando a própria natureza, que vem recebendo por tabela, todo o lixo que expelimos de formas diversas, transformando o esplendor da terra, de joia do universo, em latrina a céu aberto.

O processo de autoelogio realizado para sustentar esse dolo, banalizou a violência praticada contra a natureza, transformando essa perversidade em sinônimo de modernidade. As pessoas de bem foram transformadas em gente da moda pelas pessoas de bens, fazendo com que o Ter desse um golpe no Ser. Desse modo, o açúcar tomou o lugar do mel e o sal virou o principal tempero que torna úmido os corpos que jazem sobre os leitos e corredores dos hospitais públicos de todo país, sendo diuturnamente regados pelas lágrimas parentais.

Blindemos então a essa deliciosa, viciante e mórbida modernidade nutricida, com a qual nos suicidamos a cada dia do hoje que nos doerá amanhã. Façamos de nosso funeral um banquete a Komo e Kaos celebrando nossa colonização mental, controlada pelo comercial matinal promovido pela elite marginal, que comanda esse público através do controle remoto estatal. Um povo teleguiado é um povo modernizado.

Um viva a tecnologia biocida da máquina pública escravagista que extirpou a natureza do Corpo Elemental, separando a Razão da Emoção ao induzir a preferência por um cardápio de uma lógica meritocrática e excludente.

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