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quinta-feira, 10 de março de 2011

Um outro conto de fadas

“Era uma vez um lugarejo; numa cidade pequena onde não se falava em despejo nem em desterro, pois os problemas sociais, se limitavam somente ao cotidiano urbano das páginas policiais. Lá morava Joãozinho; um garoto mimado e tratado com carinho, por todos que o encontrava no caminho. Porém um dia, a caminho da escola, Joãozinho resolveu fazer o que bem lhe desse na cachola; pegou sua merenda, saiu de sua fazenda e foi ver a novidade que chegara a cidade: uma grande e linda Lan house com gosto de hambúrguer sem brasilianidade. Jogou uma maratona de jogos diferentes, tudo foi como um presente, naquele lindo dia de verão tão quente. Dias e jogos se repetiram, como um gostoso lenitivo, para todos os dias daquele ano letivo. Se sentindo mais esperto, via TV cada vez mais de perto; percebendo os personagens como modelo de alento, João começou a ficar marrento. 

Mudou seu nome para Jhonny, fez penteado de renome e pra não ficar com beiço inerte, mascou chiclete do nordeste do país dos globettrotes; agora com um sorriso de cinema, bonito e amplo, só faltava ficar branco; mas para compensar, a lente de contato azul ficou linda pra chuchu. Agora que, se vendendo, abandonou a escola, consumindo a marca de produto estampado em sacola, a mesma (sacola) que transporta cola a toda hora, pro menor abandonado que implora esmola, em frente os bares onde ele mora.

Seu nome era João Eversom, agora chama-se Jhonny Jackson; negro de nascimento, embranquecido com o tempo; tempo da TV, dos Out Doors, das capas de revistas de fofocas, das novelas, dos filmes, das Músicas-tema dos heróis de sucesso, dos Santos hollywoodianos e do Deus caucasiano... Agora Johnny pensa que manda e desmanda; pensa que é gente decente... Até virou pastor da igreja de crente... Converte polícia e gerente a seguir o caminho da paz branca de um Deus branco, do paraíso branco com santos brancos... O resto de si mesmo, ele deixou no canto do quarto do despejo; não naquela acomodação da Senzala do lugarejo, mas na alcova da casa grande; mansão branca do esquecimento da identidade dos áureos tempos, para aquela outorgada no repto do momento. 

Pastor Johnny Jakson se elegeu, virou Santo Cristo; pastor político destemido e temido; reside no Distrito Federal, não tem medo de polícia, de justiça ou general. Seus conterrâneos assistem na TV as notícias que estão fadigados de tanto ver; notícias de ontem, repetidas hoje com muito ardor por atores embranquecidos pela dor, sendo constantemente atingidos na cabeça, por disparos a queima-roupa de uma arma branca, engatilhada pelo apresentador de sorriso branco-incolor.

Joãozinho, que quando criança gostava de brincar de polícia e bandido, um dia foi atingido e se rendeu. Pra não morrer quando adulto, ofertou sua integridade; trocando dignidade por lealdade a alheios pensamentos, a revelia de sua nostalgia vivida dentro da ontologia: Os juvenis beijos que o acordavam pra verdadeira vida; viraram balas perdidas, abrindo caminho em meio à multidão, trazendo dos sonhos, quem já não queria acordar da ilusão comprada nos restaurantes e shoppings da esquina, a preço de candente melanina. Balas que, atingindo seu peito, transformaram-no num Príncipe, que agora dorme no trono de Rei da plebe, sendo um sapo na cidade que segue. E a visão encantada das chetas lançadas pela Princesa On-line o mantém num sonho acordado que imobiliza, com sua apolínea imagem, a sanidade de sua vida em sociedade. 

Assim, com sofreguidão castelos e muros  são erguidos, mantendo protegido em seu íntimo o pensamento medieval, que da aval ao preconceito consensual veiculado pela mídia digital na contumaz inquisição do portador de melanina descomunal tornado fato natural na rotina estatal, que produz e entope a cadeia de marginal: Príncipes negros viram sapos sociais, registrados como persona antinatural no cartório do Crematório Central. A TV que tudo vê, irradia decretos enquanto o juiz mantém a força motriz funcionando mesmo sem raiz.

O beijo da novela é a costela que produz a loiritude latina necessária ao Adão livre da negrura da escravidão; enquanto o livro de história já sumido na memória, leva o canto banto pra longe dos contos brancos. Canto silenciado e memória esmorecida; desaparecidos convenientemente nos escaninhos da escola. Hoje o lugarejo transformou-se num Palácio real virtual e a academia virou uma Catedral conceitual, dentro da ideologia do habitual. 

No final da novela o negrinho Joãozinho não conseguiu o beijo de Mariazinha, que o procura até hoje nos programas de TV; seu Príncipe montado numa Harlley Davidson aparecer. Como em todos os filmes, a vida reproduzida até o fenecer, pelos vampiros, ratos, cobras e lagartos donos da TV, que transformam em banzo a alegria de conviver; vendendo identidades e reproduzindo opiniões para os portadores de melanina com muita emoção, misturado com pobreza e estado de exceção, furtando o sucesso do sujeito em nome da Ordem e do progresso sem respeito a qualquer processo. 

Assim, sobre o embalo dos novos contos da carochinha, se engabelam cada criancinha a todo minuto, diante da telinha, sem ônus, mas com muito bônus para a justiça muquiça do estado esbranquiçado; contos inculcados pela perversidade cruel, engendrada contra a negralhada calada e amordaçada pelo irreal inventado e articulado por um mentor feudal, que desfila pelo calçadão de Ipanemas e Leblons, Caras e Cancuns, acompanhado da Sinhá e da pequena Poodle, saindo de um Spa, enquanto um homem-bomba explode um ônibus lotado em Bagdá, ou o incendeia descendo o morro de uma favela em Irajá.

Nosso pastor Johnny, o príncipe valente, falando na TV a todo crente, intimidando aquela boa gente dessa cidade carente, diz que o inferno já tá esperando e bem quente; jurando que a doação da sua terra, de sua casa, de sua gente e mais dez por cento de seu pagamento, seria a única livramento de sua alma no momento; confirmando com veemência que o corpo precisa preservar o sofrimento como lembrança dessa única boa ação que leva a salvação . Assim o triste ex-cravo torna-se um feliz escravo; após receber o angélico beijo traído e cuspido do cupido Românico do lindo romance da novela das oito, até o ósculo do final infeliz na negra meretriz.

Mesmo acordado após o beijo dado, o Príncipe continua sonhando; ele é valente. Pensa que um dia, de repente tudo vai mudar, ficar diferente; sonha que Mariazinha vai chegar e bater a sua porta, lhe dar um beijo e mostrar que não está morta, e como Romeu ele vai encontrar sua Julieta num lindo dia ensolarado pela lua de inverno, saindo definitivamente desse inferno. Então a história finalmente vai recomeçar... Era uma vez, João e Maria...As escolas então, irão adotar livros de contos pretos, os estudantes começaram a ler e os mestiços se descobrirão negros, encontrando de vez sua identidade perdida nas dependências da branquitude sagrada dos sombrios cartórios inquisitórios. 

Mas por enquanto, João está tão perdido nos inúmeros cômodos de seu castelo como está Maria no interior de sua floresta, estando ambos no mesmo lugar, separados por distintos momentos ausentes. Por isso, tudo aqui é singular e diferente: um país das maravilhas, onde Alice é Crioula e sonhadora, residindo com sua lebre num casebre, dentro da comunidade da TV de uma pobre rainha loura, num programa comandado por um esquizofrênico chapeleiro maluco, mas com muito escrúpulo. 

João e Maria sendo negros, só poderão se encontrar na branca Terra do Nunca, pois a bagatela que restou do continente de ébano, está ausente em suas mentes topadas por entorpecentes trocados como presentes, com os povos indiferentes aos sentimentos de gente julgadas como indigentes. Beijo negro, beijo branco; sua cor, minha cor; meu valor, seu valor; mas quem é o sofredor nesse conto incolor? Esse meu meu conto só tem cor porque o outro... É de terror!

Ele, João, conhecia a origem de seu lugarejo, oriundo da cidade negra; uma cidade que existiu há muito tempo atrás, que lhe falara seu avô, narrando sobre o tempo em que no mundo havia uma só terra e um só povo. Mas as intempéries e as transformações da natureza fustigava o mapa único do orbe, quando esse contorno geográfico foi surpreendido pela serpente do grande Calunga: era o grande mar; ajudado por terremotos, maremotos e por um imenso vulcão, que com sua possante erupção, congelou e rachou a terra impunemente, acabando com muito animal e muita gente, criando assim os continentes.

Ele se esqueceu dessa história contada por seu avô, quando narrou sobre o momento após essa confusão que provocou toda essa transformação; quando do mosaico desse terreiro, começou a emigrar gente, se espalhando aos quatro cantos, pro mundo inteiro: Cada clima uma cútis; mãe-menina e melanina florescendo no deserto, e loiro liso sobre a neve entoando canto banto, provocando grande espanto. Esse misto ingrediente gerou gentes diferentes, ligadas como parentes por uma raça somente.

O oceano, como uma grande artéria, paria e dava vida aos continentes até então ausente; antes o que vinha além desse grande pélago, era desconhecido de toda a gente. Desconhecido porque anterior ao grande Calunga, a terra era como uma imensa ilha chamada Pângea, com uma grande família pluriversal; portanto, acreditava-se que o fim do mar era o fim do mundo; a imaginação humana criara um grande abismo, para ilustrar esse representar.

Nesse contexto surgiam assim, duas principais grandes cidades em lados opostos, na terra partida desse mundo inteiro: A cidade Colorida e a cidade Negra. Ambas esqueceram-se da existência da outra (apesar de existir na cidade colorida inúmeros elementos que evidenciavam a existência do povo da cidade negra), pois ainda acreditavam que o fim do oceano era o fim do mundo.
Mais um dia, homens aventureiros e desbravadores e/ou interesseiros singraram os limites dos mares, descobrindo que o tal fim, era na verdade um novo mundo; um mundo diferente e surpreendente: descobrindo finalmente, a existência da cultura Negrolesa e que os mesmos (Negroleses) eram homens de cor, enquanto eles, da cidade colorida, se descobriram caucasianos.

Os Negroleses, que acreditavam na coletividade e nas forças da natureza; não negociavam com dinheiro nem cultivavam a relação patronal, e assim receberam os caucasianos com muita festa descomunal.
Os caucasianos, com grande espanto verificaram que na cidade negra existiam infinitos tesouros e riquezas naturais; arte, música e dança eram marca de bonança; comunidades e famílias era uma coisa só, tudo era como ponto sem nó.
O povo negro, de braços abertos recebeu os caucasianos que vendo todo o panorama, vislumbrando uma boa grana, iniciaram uma perversa trama; montaram suas cabanas e um novo mercado iniciaram: convocaram missionários e mercenários, bíblias e armas e a tudo e todos transformaram: Com as letras apagaram as palavras convertendo suas mentes; e com armas convenceram o restante dos descrentes; após redigirem novas leis para estes povos julgados ágrafos e códigos de conduta para evitar a luta e instituir a boa conduta, instituíram a hierarquia como ordem do dia, outorgando o espírito brando ao Negrolês; introjetado pela embriaguez e torturada de sua tez.

Mas tudo em vão, visto que os Negroleses insistiram no direito natural do homem ser humano, como qualquer caucasiano. Foi assim que os colloridos decidiram que o Negrolês por resistir à estupidez e não se curvar diante da cupidez, deveria perder a vez da promessa de ser burguês; a partir daquele momento estava decretado: ser negro de cor é ser bicho marcado e identificado pela tez. Então os caucasianos tomaram suas terras, transformando o homem de cor no escravo da dor; seus idiomas não mais lhes pertenciam, assim como seus Deuses, sua casa e família.
Os que tentaram resistir foram massacrados sem misericórdia, os que restaram definharam de banzo ou suicidaram-se calando. Os poucos que a sorte ajudou, fugiram, e um quilombo se formou no coração de uma nova geração; Geração esta que devia tributos, obediência e obrigação em troca da promessa de libertação do caucasiano que o chamasse de negro fujão.

Aos Negroleses restantes, que ficaram na terceira cidade habitadas por mestiços e navegantes, foi lhes negado viver como humanos; aprisionados em bando, trabalhando ad infinitun, sem pausa nem descanso: tratados como objeto de troca, de venda, empréstimo e herança, trazendo-lhes a desesperança e arrasando a temperança, além de apagar sua própria lembrança, escrevendo uma nova história para infiltrar em sua memória. Negrolês que reclamasse da estupidez, ia pro tronco de vez; se tentasse fugir, uma centena de chibatadas nas costas e água de pimenta na carne sangrenta, num espetáculo público por 10 dias seguidos pra massa cinzenta que observa e se lamenta.
Para confessar qualquer capricho ao branco senhor, seus polegares eram esmagados com terrível dor, ou eram castrados, seus dentes quebrados após martelados, seios cortados e olhos vazados, afogados, emparedados vivos, estrangulados ou esmagados na moenda de cana, sobre os olhares vazios de todos os banidos nas dores unidos, sobre as bênçãos do divino Deus caucasiano, inimigo do Negrolês eboniano. 

Mesmo diante dessa tormenta e de todo o risco da tortura que diariamente só aumenta, pra ele só resta a fuga, ou sobreviver nessa vida nojenta. Assim os quilombos nasceram e renascem continuamente; quando um é destruído mais quatro se formam as vistas dos brancos dementes, que só conseguem alguma vitória prometendo aos capturados negros fujões, em troca de infindável tortura e libertação, a entrega dos quilombos e a traição dos seus irmãos. 

A despeito de todo esse feito, o caminho da abolição apontava a direção, como  flecha disparada no centro do coração. Negrolês matava e morria, e em bando fugia; ninguém mais demovia a vontade que crescia nas senzalas e moradias preterindo cáucasos e razias.


Os cáucasos inventaram e acreditaram na doença do atavismo e os Negrolênses buscavam na resiliência sua resistência; mesmo com a alteridade ausente, a ontologia carente nas mentes de toda essa gente se fez presente, e a alforria mostrou seus dentes; ora sorrindo, ora ganindo. Diante do ingênuo que se fez monstro, a abolição se formatou e ninguém mais segurou o estouro da dor, que toda essa estupidez causou. As correntes se partiram, mais antes que a revanche ocorresse, uma lei chamada áurea, segurou todo o ardor que se instalou, decorrente da infâmia sem pudor, causada pelo homem Cáucaso que dela se locupletou. Uma certa “princesa” se aproveitou daquele momento de torpor e uma carta assinou, dizendo que libertou quem já havia se alforriado da corrente, da tortura e da dor.

Hoje, na rua, sem casa, sem dinheiro, sem família, roubado, racistizado e abandonado ao léu pelos que se diziam inimigos de sua condição, discursando sobre a abolição; o Negrolês vive a estupidez de ser tratado como réu, de um inexistente crime sem perdão; portanto vive num eterno paredão, fuzilado cotidianamente na mais prosaica e esdrúxula situação, com "justificativas" mais sem explicação. 

Hoje a urbe collorida reclama a Diversidade em sua própria cidade, enquanto guetiza a universalidade, negando ao Negrolês sua própria identidade, cooptando e sufocando sua autenticidade. Negroles que não escamoteia sua personalidade; vai parar na cadeia, por mostrar os frutos que semeia. Juiz nenhum mostra a justiça branda da lei branca pra negro algum, para não demonstrar fraqueza junto à trama do plano de caucaseamento universal como estado de direito natural do homem-branco-neanderthal. 

A carne mais barata do mercado continua sendo a carne negra; Mais no pregão de cada coração se inverte a situação, quando a cobra percebe que se devora sem razão. Foi assim que racismo passou a existir sem os racistas: Negrolês passou a atacar Negrolês, e caucasiano passou a assistir de camarote o resultado da semente de sua mente demente junto a toda essa gente: Todos passaram a ser iguais na desigualdade: tanto sujeitos quanto objetos. Enfim, se fez a abolição dos racistas após um longo e tenebroso inverno da “assinatura” da lei áurea, abolindo a escravização, mas não a escravidão. 

Não temos mais que nos preocupar com a ação discriminatória, visto que apesar da existência do crime, o fato de não existe criminoso prevê a absolvição automática do réu. Assim, o tráfico humano continua a render divisas e a atender as demandas da burguesia que se entedia com o dia-a-dia do terceiro milênio. Hoje, também muitos Negroleses cultivam o preconceito construído e instituído pelos caucasianos afim de oprimir e dominar. O infame comércio está oficializado, institucionalizado e globalizado, sem qualquer obstáculo por parte de quaisquer instituições que seja, no exercício da estupidez humana legalizada. Este agora é o mundo de João e Maria; novos escravizados de um novo mundo construído por um grande engano e mantido pela mentira universal.

Um mundo em que negroleses trucidam Negroleses tal como era, resgatando a prática nefasta dos caucasianos em ralação ao povo eboniano. Sendo que tal Biocídio, agora naturalizado, é financiado meticulosamente pela ganância inata do homem caucasiano, sem culpas, desculpas, nem culpados. Negroleses aprenderam a odiar negroleses, admirando e invejando o caucasiano como modelo de perfeição e superioridade. E o caucasiano aprendeu a acreditar em sua própria mentira, sentindo-se realmente superior aos homens de cor. Hoje o Negroles acredita que seu Deus é do demônio, que não ser Caucasiano significa ser feio, que ter cabelos crespos é ter cabelo ruim, acredita em sua inferioridade e incapacidade, aprendeu a se sentir vítima desse contexto histórico; pensa que as coisas são assim mesmo e que nada pode mudar essa situação. Seu senso de coletividade extinguiu-se junto com a memória de sua história e de si mesmo.

Por isso entre os Negros little Johnny e Petite Mary, jaz em seu terno desencontro interno, formalizando seu preconizado inferno; odeiam-se, considerando-se como nada, não se respeitam se agredindo mutuamente. Seus filhos; Stephany e Michael se orgulham de serem figurantes substitutos nas pontas de filmes e novelas de categoria duvidosa. Mas no lugarejo a vida continua pacata, com suas novelas românticas, seus filmes Yankees, além das reportagens formatadas em propagandas impressas nas inocentes embalagens pré-fabricadas do leite  ingerido durante o desjejum matinal, que degustam enquanto houvem as preleções de seu famoso avô Johnny, outrora João, Jacksom antes de colocarem seu Notebook na sacola e seguirem para a velha escola. Hoje, já nem levam mas "merenda"... Comem "hambúrgueres"...!! 

A alforria brilhante-embranquecida fornecida pelas correntes abusivas que envolvem e formatam a negra acefalia na difícil aventura de sobreviver seu dia-adia, jaz sorrindo nas manchetes que invadem e colonizam as vazias mentes ... E assim, crente... Little John e Petite Mary viveram on-line para sempre... 



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