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quinta-feira, 10 de março de 2011

“O pelourinho de cada dia nos dói hoje...” O Holocausto melanodérmico contemporâneo

O mercado inventou o dinheiro, que o inventou que o capital, que inventou a burocracia acoplada a estupidez sistematizada. Hoje com esses inventos, que levaram a humanidade a um vasto desenvolvimento científico, tecnológico e sócio-político sem precedentes, observamos a confirmação da ciência do biocídio como o supra sumo da comunidade científica, capitaneada pelo capitalismo desregrado.
O carro chefe dessa ciência, com a esdrúxula justificativa de formar uma sociedade perfeita, vem buscando melhorar o ser humano através do extermínio da raça considerada inadequada, conseqüentemente de uma raça considerada como inferior: ou seja, vem criando métodos de extermínio da Raça Negra. Um dos precursores desse movimento foi Francis Galton; lá pelos idos de 1885 ele iniciou a eugenia como uma forma cientifica de ser politicamente correto em sua abjeta empreitada. Assim seus predecessores, cientistas e intelectuais europeus e americanos, rezaram por sua bíblia. A idéia principal em comum entre tais pensadores é a preservação de uma raça superior (branca) pelo extermínio a raça mais fraca (negra).
Esta política de aniquilamento teve seu ápice na Alemanha Nazista (eugenista). Os povos que sofreram com a estupidez do holocausto, os negros, os ciganos, os agnósticos, os homossexuais, testemunhas de Jeová ou os que professavam credos diversos; com exceção dos judeus, não tinham representatividade social, política ou econômica; os semitas inteligentemente se apropriaram desse acontecimento usando-o como marca principal de marketing pertencente à comunidade judaica. Agindo como se somente seu grupo étnico tivesse sofrido as conseqüências desse funesto episódio, os judeus preferiram ignorar a realidade de um flagelo coletivo, onde os diferentes padeceram com as mesmas perdas e danos do processo infame iniciado na Grécia antiga, com a arenga do grande filósofo Aristóteles. Assim foi incrementada a dicotomia e acirrado os ânimos entre os diferentes: dividindo para governar.
Após dessa tragédia anunciada; a tentativa de monopólio da hegemonia de poder que foi a 2ª guerra, a comunidade científico-caucasiana ampliou seu campo de ação: agora os limites de seu novo front extrapolaram para além da religião e da tecnologia, aliando-se ao promissor mercado da educação. Nesse novo eixo de atuação, delinearam e implantaram a educação específica para preto-pobre, pobre-preto e pobre-branco; diferenciando-a do sistema educacional do homem branco. Os brancos vêm primeiro, sendo preparados para ler códigos postados nas entrelinhas, enquanto os comuns são adestrados a nadarem nas bordas e superfícies das mensagens sub-reptícias.
Como é preconizada por nossa constituição a igualdade de direitos, esse processo educacional se resume na subjetividade da preparação dos filhos para seguir os passos dos pais. Ou seja, filho de Médico é preparado para ser médico; Filho de advogado vai ser advogado; filho de engenheiro será engenheiro, e assim sucessivamente. Quanto ao filho do tabaréu..., É preparado na escola pública até a universidade privada para ser tabaréu.
O capetalismo então se alimenta nesses três mercados: religião, ciência e educação. Essa tríade ganha força com o advento da glotalização , fundindo-se num discurso progressista Neo-liberal fundamentalista único como forma de dinamizar e incrementar o infame comércio de extermínio contemporâneo.
O indivíduo comum formatado pela mentalidade colonizada assimilou, internalizou e se adaptou a esse sistema paternalista e servil; sistema que constitui a espinha dorsal dessa estrutura, manipulado pela falácia do lema positivista de ordem e progresso. Uma vez transformado o sujeito ativo em indivíduo reativo, a cidadania plena passou a ser uma prosaica candidata a subvice substituta de figuração nas grandes campanhas alternativas e nas propagandas eleitoreiras. Excetuando os raros momentos de aparição nas efemérides letivas; ela, a cidadania plena, tornou-se um mito afrocultural após transformar-se num evento fenomenológico-temporal.
Paradoxalmente os desejos e quereres do indivíduo formatado, são os mesmos do animal caucasiano; já que para ser aceito no leito social, um afrodescendente tem como rito de passagem obrigatório à abdicação de seus valores ancestrais como quesito primitivo à condição única ao exercício da cidadania parcial. Portanto o negro que não se adequar aos valores da branquitude como valores próprios, sofre embaraços e constrangimentos até de seus próprios pares. Ou seja, ele continua escravo ou se candidata ao instituto do extermínio.
O capetalismo tornou o racismo um produto constitucional, institucional e democraticamente acessível a todos, independente da cor, credo ou raça. A tecnologia está finalmente conseguindo fazer com que um conceito social seja cientificamente aceito; enquanto a religião legitima essa prática não permitindo a desvalorização dessa moeda no mercado infame.
Os sentidos divinos, pedagógicos e tecnológicos conferidos a essa moeda, que faz parte do tesouro encontrado no sonho americano do homem caucasiano, é o que excita o opressor na sua saga de inquisidor em seu modo apolíneo de ser num mundo individualizado pelos heróis, geometrizado pela ordem e progresso; mundo Aristotélico, Mendeliano, Shakspeariano, elisabetano e recheado de prêmio Nobel; valorado exclusivamente pela ética hipócrita das recompensas e títulos.
“As algemas que comprimem as mãos negras garantem a tranqüilidade e a liberdade latrocínia da burguesia que se entedia em seu dia-a-dia cultivando a hipocrisia semeando o racismo como forma de humanismo. O navio negreiro não só vem mais do estrangeiro ele roda o dia inteiro nas favelas e terreiros decorando o cemitério com vigário e armeiro ensinando para o povo como é ser brasileiro”.

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