A escravidão do séc. XXI é notoriamente a mais eficiente que já existiu até os dias de hoje. Ela se mostra, impunemente, de maneira banal, traduzida nla violência simbólica cotidiana veiculada pela mídia e justificada pelos tribunais, de forma oficial e constitucional.
Basta observar os out doors, as capas de revistas, novelas, filmes, propagandas com suas mensagens subliminares; tudo isso reproduzido nos tribunais, nas repartições públicas e na cultura. Nada mais é questionado, tudo é naturalizado, banalizado e vulgarizado; quando a TV mostra um negro sendo preso, pensa-se que, obviamente alguma coisa ele deve ter feito, por algum motivo plausível ele está sendo humilhado publicamente. Ou seja, ele é sumariamente condenado. Entretanto quando isso ocorre com um branco, universitário, de “bom” nível social; é motivo de grande surpresa coletiva, sem exagero, uma verdadeira comoção pública. Questiona-se como essa pessoa chegou a tal ponto, ela “não precisava”... Etc.
A violência simbólica não deixa marcas na pele; deixa na alma. A primeira cura-se com medicamentos, mas a segunda permanece, deixando chagas no espírito; desintegrando a altivez, a dignidade e a personalidade do indivíduo.
Muitos brasileiros ficam indignados com a violência ocorrida no Líbano, Egito, etc. Mas não se dão conta da violência a que são submetidos cotidianamente pelo poder público, a quem eles próprios pagam para protegê-los: a polícia prende e arrebenta; preto; a justiça encarcera e condena: preto; a escola aprova no papel e reprova na vida: preto. A constituição iguala as diferenças e elimina o racismo e o preconceito; somente no papel: branco. A lei áurea do século XIX produziu miseráveis, descamisados e pés descalços do século XXI. Na globalização a igualdade é branca.
Portanto, podemos afirmar sem medo de errar, que a principal revolução desse século foi a de confirmar a hipocrisia como princípio humano. Pizarro quando pilhou, assassinou, estuprou a população nativa na América Central não justificou sua ação afirmando ser um mandado divino ou inventou uma explicação científica para confirmar e reafirma sua atitude. Hoje a escravidão se apóia na hipocrisia dos dogmas religiosos, políticos e sociais, criados pela elite para ter o poder a seu dispor. Tudo isso mantido pela hipocrisia ideológica dominante e reinante nas instituições vigentes; instituições estas criadas para coagir o indivíduo; através da ditadura da ordem e o progresso: manda quem pode, obedece quem tem juízo, Tudo preto no branco; ou não...!!??? Como dizia o poeta do povo pobre: “... Eu só quero é ser feliz, viver tranquilimente na favela em que nasci e poder me orgulhar... que o pobre tem seu lugar...”
Eis um notório exemplo do que ser tornou o povo preto pós lei áurea; o que restou desse povo se encontra nas páginas policiais, no necrotério e nos subempregos: é a escravidão de cada dia nos dói hoje... Tudo muito normal!!!
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