O dono do mundo e presidente do Brasil, Barak Obama, negro e descendente de árabe, veio visitar seu quintal; o Brasil, um dos cômodos mais exóticos da Casagrande do 3º mundo, depois da África é claro, que faz parte de sua casa Branca; Enquanto um bando de ingênuos se engalfinhava para ter acesso à oportunidade de ver o cara que aparece na TV todos os dias decidindo o destino do mundo; os informados e inconformados protestavam durante o silêncio dos intelectuais que como sempre, se calam para não manchar o status.
Essa conjuntura nos faz compreender, porque a Ingenuidade e a cooptação é parte integrante do currículo escolar no nosso sistema educacional, comprometido com a eficiência do mercado financeiro; Mercado esse patrono dos presidentes de fachada do terceiro mundo. A idiotia outorgada ao indivíduo comum é parte integrante do princípio mercadológico da mídia multinacional. Portanto, a cultura vigente trata com muito cuidado esse tema dentro do sistema educacional.
Obama banca a manutenção de Guantánamo, como os governos imperialistas o fizeram bancando seus campos particulares de concentração. Obama mantém saciado o apetite de poder capital, distribuindo a fome e a sede aos despossuídos de todo o mundo. Obama detém o cinturão branco do poder racista e a máscara da hipocrisia ideológica; a mesma hipocrisia que o levou ao poder. Isso faz dele a personalidade mais importante nos bastidores do teatro das manipulações do poder. Integrar os negros ao sistema cooptando-os é o máximo; Obama é um golpe de mestre dos detentores do poder; é sem dúvida, o produto mais valioso do Século XXI. Quando se trata de deter o Poder, não importa o gênero nem a raça, o ser humano se supera tornando-se desumano na maioria das vezes; e o mais curioso nesse contexto é que ele, este indivíduo, acredita em si próprio, se convence de sua verdade: verdade essa que vem acoplada ao poder, incrustada na poltrona real; uma verdade portátil e conveniente. Se desvencilhar desse paradigma imperial não é tarefa de um ser estereotipado, mas sim, do ser humano, do sujeito. Do contrário, palavras como liberdade, igualdade e fraternidade, serão prosaicas letras pronunciadas por canalhas de plantão, assim como nossa liberdade democrática é usada contraditoriamente na manutenção da ordem e do progresso dentro do sistema capitalista global. Nosso presidente Obama que o diga; ele é o próprio paradoxo, uma metamorfose ambulante quando se trata da manutenção de privilégios e benesses da Casa Branca: a Casagrande de Wall Street. Aguardemos pela KKK nossa de cada dia, e pelo linchamento cotidiano da dignidade dos portadores de melanina, sobre o sol da meia noite tropicaliente tupiniquim, até quando!?? A violência simbólica é fato simplório, estampado em manchetes jornalísticas e noticiários nacionais e internacionais. A verdade de bolso trazida em cada controle remoto é o chicote que mantém nosso emblema de pelourinho embebido em sangue, suor e lágrimas, através da naturalização da tortura constitucionalizada.
Agora o controle remoto diz que está na hora dos gols da rodada, da novela, do Grande irmão ; está na hora dos garçons, dos lixeiros, do entregador, da empregada, do motorista, do segurança, do tabaréu, do pedinte, do negro... O chicote estala com anestesia intensa, sem dor instantânea, sem choros; só risos... É só alegria...!! Essa é a hora e o espaço únicos de atuação do indivíduo melanodérmico contemporâneo: o resto é escravidão!!
O grande brother Barak, procura evitar qualquer alusão a assuntos referentes à questão negra, para não manchar seu status junto ao Titio Sam; agora sua carteira de identidade de presidente do mundo, mostra sua foto com um tom superior, acima da tez melaninosa do Crioulo do Harllem ao Neguinho da Flor: tornou-se um negro de alma branca (no péssimo sentido da expressão).
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