Temos a
ciência de que, o desenrolar do processo do pensamento, se assemelha a analogia
metafórica de um saltitante macaco que pôs fogo no próprio rabo; ou pode ser
semelhante ao divertido cão que gira perseguindo continuamente sua própria
cauda; enquanto o processo da autoconsciência, é de caráter integralmente interno,
e peremptoriamente exige a premissa do reconhecimento da própria consciência
como tal.
Dessa forma,
inferimos que é a ação que movimenta a intenção, tendo como lastro a energia
produzida pela emoção cultivada a partir do sentimento, que, por conseguinte, vai
gerar como resultado a sua própria manifestação. Ou seja, o sentimento é o próprio tempo em si
mesmo, enquanto os pensamentos, é a
tradução linear dos traumatizantes e irrequietos movimentos automatizados pelos
cruentos ponteiros de um metafórico relógio.
Portanto,
podemos optar pelo gerenciamento do nosso tempo, a fim de manter a sensação,
mesmo que falsa, de um fugaz controle sobre a nossa própria vida; ou podemos escolher
possuir o oportuno Tempo, com o simples propósito de viver com intensidade, cada
momento por ele proporcionado como carta
branca. Para tanto, é necessário deixar de lado o tempo linear, interrompendo
essa famigerada contagem regressiva, com a qual regulamos a vida.
A escolha
da Ação por meio da autoconsciência, fará com que percebamos que, a nossa infalibilidade
no compromisso rotineiro junto a quitação das nossas dívidas mensais; como os
débitos junto as companhias de seguros por exemplo; jamais significou realmente
possuir uma segurança de fato, visto que são duas ações que chegam por vias de
sentidos opostos e a vida jamais deveria ser tratada como Comércio por quem quer que seja. Inferimos, pois, que, a sabedoria
existente em nosso corpo é incrivelmente maior do que quaisquer conhecimentos editados
sobre esse mesmo corpo.
Sendo
assim, podemos afirmar que, somos uma poderosa usina de criação ininterrupta e
progressiva, construindo e sustentando a nossa realidade, ao mesmo tempo em que
edificamos a nós mesmos. Somos lá e somos cá; estamos aqui, e também ali; de
forma multidimensional. Mas só percebemos esse fato, quando realmente deixamos
de lado a necessidade da satisfação de nos sentir no controle sobre nosso
presumível futuro, buscando-o; como um cão girando em torno de si buscando a
própria cauda; na fugacidade do amanhã, tudo aquilo que sempre será o nosso
hoje. Pois bem, se o futuro é hoje, porque então sofrer por antecipação em
relação a algo que poderia vir ou sobre um suposto devir, que, quanticamente, seria
só mais uma das inúmeras linhas de tempo existente no agora...?
Então porque
essa dramática emergência e solicitude para atender a esse ego que se apresenta
como senhor absoluto em cada dia do nosso hoje, e para o resto de nossas vidas...!?
Nosso caminhar, se faz na magia de cada passo dado nessa marcha ornamentada
pela luz emitida através dos sorrisos e gestos, gerados na Alegria desse andante,
que tem em cada passo dado nessa caminhada, uma valiosa coleção de preciosos e eternos
Milagres tão fundamentais como o próprio ato de inspirar e expirar no ritmo do
compasso dessa maviosa canção de vida que ecoa através do infinito.
A energia
lúgrube desse senil e arcaico modelo social decadente, que adotou a competição como principal política
social, iniciando deste modo, uma metafórica caminhada aonde se justificam os pérfidos
meios para se atingir um pretenso fim; fazendo do meio o próprio fim; sem jamais
se responsabilizar pelo processo de submissão e subserviência imposto ao outro;
isso fez com que desaparecesse no indivíduo sapiens,
toda a sua magia de ser o que ele realmente é; esvanecendo a visão do sujeito
enquanto um ser, arquiteto e Senhor de si mesmo.
Somos seres
mágicos; feiticeiros e bruxas, Deuses e Deusas; que se perderam nas confusas e
maquiavélicas batidas provocadas pela
Ordem e Progresso, num processo de compra e venda, nesse infame pregão
calculado pelas palpitações dos robóticos ponteiros do relógio marcador de
compromissos escravagistas, fabricante de dramas alheios; d’onde originou-se o
torpor da amnésia e da afasia mental; nos tornando amargamente discricionário
conosco mesmo.
Felizmente,
já é hora de voltarmos para casa; a casa das intenções luminosas, cujo brilho,
só floresce nos Jardins Celestiais do nosso Universo interior; esse jardim que nada
mais é, do que o espelho do próprio Cosmo que observa a si mesmo através dos
nossos olhos.
Portanto, o
processo de olhar para o outro, com as luzes da contemplação, vendo nele somente
o divino, o fantástico e o maravilhoso espetáculo do milagre da vida, é o mesmo
que desbravar a própria divindade sem o intermédio dos suntuosos templos, das
enricadas igrejas, das soberbas lideranças religiosas ou quaisquer outras
interferências procrastinantes da vindoura felicidade total, geral e irrestrita
que festivamente se mostra no azimute.
O mavioso
olor da sensibilidade, exalado durante a ação de se estender a mão, a fim de
amparar um companheiro na viagem da existência, pode ser intensamente sentido
na intenção que salta do olhar benfeitor como uma flecha de pura luz e amor; num
caso contrário, sendo uma intenção factoide; torna-se então uma incisiva, torturante
e pontiaguda flecha de lancinante dor, que num perfeito efeito bumerangue, se
estende, atingindo publicamente, até aos confins do complacente Cosmo.
Desse modo,
é necessária a percepção de que, tudo que for diferente da gentileza e da
elegância, jamais caberão no caminho da existência, visto que, a intenção é um caminho
de mão dupla; a mesma estrada que vai, também é estrada de retorno. Portanto,
no primeiro exercício para se tornar um iniciado na Arte da boa intenção, é
imprescindível aprender a admirável lição de falar sem palavras e sorrir só com
os olhos plenamente ridentes; pode-se até verter lágrimas, mas só se forem de intensas
alegrias em demasia. Essa é a Prática primaz indicada para se alcançar a
Perfeição, no lapidar de cada intenção projetada pela ação de cada dia, que nos
é dado nesse hoje, que é nosso sempre.
Essa é a Tecnologia do Amor, originada da
lógica espiritual que governa esse Cosmo; Cosmo este que é a Mente do próprio
Deus; esse Deus que é a Consciência Criativa em Ação perene, a Fonte do Tudo,
que é o Todo; tudo que é, e tudo que há.
Nós;
pessoas, gente, sujeitos; como parte desse Todo, que é o Tudo; nesse ativo
processo, percebemos que é imprescindível caminhar sob a guarita da Lei
do Um, agindo com o outro, da mesma forma que gostaríamos que agissem
conosco; já que tudo aquilo que vai, infalivelmente também retorna, de uma
forma ou de outra; pois nada permanece oculto diante da Fonte Criativa. Ou
seja, não existe escapatórias para as segundas intenções. Sendo assim, se tudo
aquilo que ouvirmos e tudo aquilo que olharmos, repercutir no fundo de nosso
ser, inevitavelmente fará parte da construção das pessoas dentro da nossa própria
Pessoa. Dessa forma, isso passa a ser uma constante no indivíduo que se
incomoda com algo na postura do outro; visto que, quando a boca fala, o coração
está cheio; por isso é inevitável expressar tudo aquilo que somos em nosso
cotidiano.
Por
conseguinte, há aqueles que optam por reclamar de tudo a sua volta; há aqueles
que se calam diante do espetáculo de horrores promovido pelo Deep State, e também há aqueles que se
tolhem diante do terrível medo agenciado pelo terrorismo Estatal: terrorismo
físico, mental e epistemológico, estabelecido pela naturalizada política de
liberdade condicional, até há pouco tempo vigente no mundo.
Esse
petrificante contexto, nos transformou em meros produtos de consumo avidamente
negociado por esse Infame Mercado, que estabeleceu Gaia como planeta prisão por
longuíssimo tempo. Esse longo tempo do esquecimento de Alexandre Duma, como prisioneiro nessa mesma masmorra que outrora fora
nosso Paraíso perfeito, agora finalmente encontra o seu termo, na medida em que
nos aproximamos do Sol Central, após a nossa lacônica peregrinação pela periferia
escura do Universo.
Mas, aqueles
que se habituaram a escuridão do gueto mental, estabelecido como uma forma cultura
natural, se incomodarão profundamente com a Luz emitida pelo Sol Central, que
agora ilumina os recônditos das sombras dessa caverna metafórica já citada
também por Platão.
Podemos
fazer uma tosca analogia dessa conjuntura enoitada, com a chegada de uma
habitual clientela para almoçar num badalado e luxuoso restaurante, situado a
borda de um esplêndido e paradisíaco mirante, aonde o cardápio pode ser
tranquilamente degustado por esses mesmos clientes, enquanto admiram a
maravilhosa vista. Mas certamente, parte desses clientes, vão preferir estar lá
somente para criticar e julgar a dieta, as roupas e os costumes do cliente da
mesa ao lado, perdendo toda a degustação e a magnífica sensação oferecida pela vista,
enquanto analisam os pratos servidos com a sua dieta predileta. Ou seja, nos
escolhemos o que queremos ser e o nosso bem viver, se tivermos a
autoconsciência de que somos o que somos, e somos
o que aquilo desejamos ser,
deixando assim, de nos comparar com aquele produto-competidor em que tentaram
nos transformar.
Nesse infausto
contexto de mão dupla, na mesma medida em que fomos transformados em vítimas,
também nos tornamos pérfidos algozes, uma vez que cedemos o nosso centro de poder
para esse escravizador, que nos vendeu a sedutora promessa do ego; foi a partir
daí que criamos toda a nossa realidade, confundindo mente, pensamento e
consciência, em prol dessas mesmas promessas; instituindo assim, essa Matrix
escravagista que continua a tentar nos manter totalmente embriagados com a
exaustiva repetição das sedutoras promessas inquisidoras, aonde os fins justificam
os meios.
Escolher
ser, e decidir ser o que se é, em meio a esse sinistro contexto fúnebre; aonde a noite todos os gatos são pardos;
significa se investir de muita coragem, a partir de um desapego completamente
voluntarioso; investido de muito otimismo e criatividade; a partir das
intenções; do ouvir e escutar; silenciando o pensamento linear, capitaneado por
esse fascinante carrasco camuflado pela sedução do ego dominador, refletido no
escravagista executor que nos olha através desse espelho de Narciso, comprado
por promessas paradisíacas que inevitavelmente o fará viver no metafórico
deserto de Sísifo.
Concluindo:
Diga o que é, e o dito será; pense o que é, e o pensado será; pois é ouvindo o
que retumba em seu entorno, que esse ruído se reproduz no infinito. Ou seja,
tudo se resume na escolha de sintonizar o canal almejado; seja essa escolha
efetivamente feita pelos reinantes sentidos ordinários, ou feita pela autoconsciência
ainda adormecida, do indivíduo enquanto sujeito de própria sua história.
Sendo
assim, a experiência é a Mãe e o Pai da sabedoria, aonde o
conhecimento segue intrinsecamente a intenção, e aonde a intenção segue o
olhar, que segue essa mesma vida, que pode ser dirigida tanto pelos pensamentos
introjetados pelo meio cultural, ou pela vida simplesmente vivida na plenitude
do ser; sendo tudo aquilo que se deseja ser; esse processo ativo só se dá
através da extinção do medo de viver, e de ser feliz sem culpas nem desculpas.
Ou seja, no final das contas, antes de atender aos caprichos da linearidade, é
necessário atentar para o detalhe de que, não existe nada fora do lugar, e nem
existe absolutamente nada errado. A contradição nesse intrincado processo
simples, é que, o Caos faz tudo se tornar perfeito, já que, é só partir da
noite que o dia pode finalmente nascer. Ou seja, não existe a prática do erro
em si mesmo, salvo aquele que classificamos e impetramos como tal, causando assim,
uma consequência específica, na qual se exige a Reparação. Sendo assim, só
existe aquilo que especificamente determinamos que deva existir. Isto é, tudo
aquilo que damos enfim, a existência efetiva; já que somos a causa de tudo,
temos que conviver, e cumprir, com as consequências advindas dessa causalidade.
Sendo
assim, as boas intenções fazem os olhos sorrirem, o corpo dançar e a vida ser
uma eterna festa, nos libertando da prisão do pensamento ególatra, que se
defende de si mesmo atacando o outro. É nessa fase, que percebemos que não
existem inimigos, demônios ou Diabos, descobrindo enfim que, nós é que traçamos
os nossos limites, através dos medos criados, imaginados e aceitos como dogmas
e paradigmas, a serem seguidos, como padrões adquiridos nas sedutoras vitrines
desse infame mercado em que Gaia foi transformada.
Essa feira sociocultural
exposta pela então, autointitulada, alta cultura; historicamente passaram a
exibir pessoas como produtos desse mercado infame, de forma a transformá-los completamente
em artigos assimilados a vitrine desse fascinante Shopping do ego, ostentando assim,
um extravagante Walking dead de
pessoas ordinariamente transmutadas em fiéis consumidores. Esse pulo do gato,
se deu através da aceitação e da sedução; qualidades estas, condicionalmente estabelecidas
como venda casada. Ou seja, alojou-se
então a impossível proposta de se oportunizar a convivência da escuridão total com
da luz primordial, de forma promiscuamente simultâneas.
Esse pérfido
processo só foi possível ser instalado, após ser acomodado o processo de total amnésia
coletiva, através da impiedosa, dolorosa e infame escravização da coletividade
humana enquanto grupos raciais, consecutivamente, a implementação da
consciência de classe. De tal modo, foi usado a suprema vontade do ser em Ser tudo aquilo que deseja ser, como
distinção de valor e de verdade única a serem cegamente seguidos, usando a própria
vontade e a plena permissão do neófito para tal intento.
Foi assim
que, a poderosa intenção humana passou a ser um produto midiático
escandalosamente negociado, no mesmo horário nobre para todos os
financeiramente abastados, que também era o horário pobre, para todos desprovidos
do amor próprio.
A intenção passou
a ser o poder movente da nação, do Estado, do país e do mundo. Portanto, o
Inconsciente Coletivo passou a ser gerenciado de forma habilidosa, brutal e
idiota pelo Deep State, dominado
pelas famílias tradicionais e clãs escravagistas, que estabeleciam até então,
as pautas do Estado e da Nação.
Foi nesse assombroso
contexto se estabeleceu as intenções de votos e do mercado de pesquisas, com
resultados manipulados e evidentes, que sutilmente envernizavam a superfície do
Estado democrático de direito, apresentando-o como um Mecanismo religiosamente legítimo, mesmo que falsamente autêntico.
Foi também dessa mesma forma, que nos habituamos a sermos conduzidos, como
gados e ovelhas, a caminho do matadouro. Nossa intenção passou então a ser
terceirizada, com proprietário registrado e gerenciamento legalizado em
cartório.
Esses
tempos sinistros de noites sem lua, vividos entre as tiranas paredes cinzentas da
Senzala Gaiana, agora se encontram em seu total delir, com os blatídeos e
roedores abandonando os tumbeiros, que agora, festivamente voltam a florir,
readquirindo as formas estabelecidas pela Fonte Criativa, aonde as boas
intenções afloram ao sabor da luz maior, e não mais nos bastidores das brumas escuras
e lodosas dos macabros intentos traçados nos gabinetes do ódio, e pomposamente apresentados,
após serem travestidos com as sedutoras formas de uma aprazível e saborosa fruta,
tirada de um jardim, aonde a Sábia Serpente, era o único ser realmente inocente.
Foi nesse
mesmo dia, em que a decente serpente perdeu suas asas para o ardiloso Satã, que
a fauna, a flora e o bicho homem se tornaram reféns dessa Matrix, regida por uma
Inteligência Artificial que queria ser gente. Mas essa é uma outra história; é
a história da queda do homem nesse paraíso holográfico, que camufla a vida de
fato e de direito, dominando corações e mentes, se aninhando aonde o
discernimento se faz quase que, totalmente ausente.

