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terça-feira, 30 de março de 2021

A Antiga e Infalível Receita Para se Amar o Amor.

Para início de conversa, é imprescindível ter a Ciência de que, o Amor habita no presente; visto que, ele não é possuidor de um espaço, mas sim, ele é dono e Senhor absoluto do Tempo. Se alguém olhar para quem, ou o que quer que seja, e não enxergar a reluzente face do amor; a inferência é a de que exista um desiquilíbrio na percepção do indivíduo. Ou seja, não adianta a querência de se adiar o afeto, para quiçá amar uma próxima vez, pois a próxima vez, inevitavelmente será sempre hoje. Se deixarmos para amar o próximo amanhã ou depois, é justamente porque esse amor se encontra maquiavelicamente eclipsado; oculto por detrás das densas e escuras nuvens de errantes emoções, fazendo do nosso fantástico agora, sempre um eterno e inalcançável nunca.

Sendo assim, o Amor só poderia mesmo ser elegantemente feito de danças espontâneas e gostosos sorrisos francos; ele é feito de múltiplos orgasmos; é feito de longos e calientes abraços infindos; enfim, ele é feito de contínuas e intermináveis gentilezas, além de afetuosas ternuras salpicadas ao vento a qualquer hora e momento. Qualquer coisa diferente dessa vibrante emoção, significa que existe um desiquilíbrio na força; desiquilíbrio este que, rotineiramente é suscitado pela competição entre a razão e a emoção.

Portanto, uma vez identificada a raiz que originou esses ramos, e provado dos seus amargos frutos, peremptoriamente abandonaremos as cansativas expectativas em relação a algo ou  alguém, e jamais nos permitiremos permanecer estáticos à espera do amanhã, que inevitavelmente será sempre o nosso hoje. Para desapegarmos dessa linearidade de expectativas paralisantes, é necessário que cultivemos a vibrante semente da alegria no agora; seja dançando ou brincando; somente por saber que já somos seres amorosamente magníficos; tendo a ciência de que, nos amamos pelo simples motivo de sermos aquilo que desejamos ser.

Portanto, na trilha do Amor existem inúmeras e repetidas placas alertando para o fato de que, jamais devemos nos definir em face de quaisquer exigências ou circunstâncias, e também nunca nos permitir sermos definidos por outrem; sejamos apenas e francamente, aquilo que desejamos ser; pois este é o Princípio da Liberdade; o Amar é a plena Liberdade; Amar é Verbo: Ame-se; Amo-me; Amo-te; Amemo-nos, nesse eterno agora, que sempre será o Sempre...

segunda-feira, 29 de março de 2021

O Dia em que o Mundo Parou...

Essa Pausa, chamada de Quarentena, na verdade trouxe o reset definitivo ao Estado Profundo, o Deep State, que ainda insiste em tentar resistir em seu último reduto, as Tecnologias de Comunicação e Informação; usando estrategicamente a mídia como bunker, para difundir suas falsas imagens e informações, além dos valores vilmente manipulados, a fim de procrastinar a permanência do moribundo regime escravagista, que colonizou e governou nosso Orbe por longuíssimo tempo, infligindo uma noite escura de dominação, mortes e sofrimento a humanidade.

Mas, ainda há os que tentam recriar as energias negativas, deixada como mórbida herança pelos valores enviesados e obtusos, instituídos através das comemorações religiosas e mercantilistas, a fim de manter a sobrevida dos padrões dessa sinistra conjuntura. Pois muitos ainda não perceberam que, os padrões do certo e do errado, do Bem e do Mal, impostos pelos valores coloniais, já não cabem mais nesse novo Estado da Arte, assim como todos os padrões sociais, econômicos, jurídicos e religiosos, instituídos por esses mesmos valores descapacitantes, já se tornaram completamente obsoletos.

Por esse motivo, as pessoas que não atinaram para esse fato, ainda não conseguem se permitir ser o que é, nem ser o que deseja ser. Muitos ainda estão anestesiados ou paralisados pelo veneno das garras desses valores servis, outrora auferidos como contrato vitalício e aceitos como ordem do dia. Por esse motivo, ainda tentam manter o ritmo subserviente ditado pelos Tempos Modernos, se agarrando aos falsos conceitos e as crenças limitantes, enquanto esperam por um possível retorno a uma “normalidade” que jamais existiu.

Há também os que perceberam esse momentum, mas de maneira meramente intelectual, sem a devida noção e consciência, frente a essa nova conjunção. Inferimos portanto, que o processo de desaprender, desapegando-se dos padrões limitantes, e aprender a viver cada momento do agora, sem culpas nem desculpas, aceitando o novo e deixando ir o decrépito, deve ser o caminho para recriar esse Mundo Novel, que se apresenta sorridente no azimute.

O velho mundo, de lágrimas e ranger de dentes, fragorosamente se desmorona como um castelo de cartas ao vento, cedendo lugar a Luz da Nova Aurora, que acende nos recônditos do Vale das sombras do medo. Assim sendo, nessa pandemia as máscaras já estão caindo e absolutamente nada ficará oculto. Tudo se revelará em seu devido tempo, fazendo o regime desse Mercado Infame colapsar por completo, tal como deve ser.

Portanto, é hora de realinhar-se consigo mesmo, diante desse primoroso momentum, para evitar ser tragado pela avalanche da autêntica Liberdade, Fraternidade e Igualdade vindouros; porque qualquer coisa diferente da Elegância e da Gentileza, não terá espaço na vibração que compõe essa maviosa canção de Amor incondicional, que celebra o amanhecer de uma nova raça; uma raça humana de fato e de direito. 

domingo, 28 de março de 2021

O Poder da Meditação

Nosso corpo, aparentemente sólido, é feito de energia; Energia Eletromagnética; que perpassa, abarcando em forma de tórus, toda a nossa fisicalidade, por meio de portais conhecidos como chakras; constituindo um total de 12 vórtices de energia; sete no corpo físico e cinco no corpo cósmico; corpo este que vem a ser a morada do nosso Eu Superior, visto que, originalmente somos todos imortais habitantes do infinito. 

Portanto, esses Portais, ou Chakras, são os centros de forças que gerenciam as funções do corpo físico, constituindo assim, um mecanismo quântico que se aparenta a um intenso e colorido caleidoscópio em movimento constante no desempenho das suas funções, enquanto baila nas hélices do nosso ADN.

Sendo assim, observaremos mais de perto as possibilidades desse evento quântico que acontece em nosso veículo corporal, e o que exatamente ele significa, visto que tal evento é um fato concreto, e não se trata de mais um tema rotineiro dos editoriais jornalísticos que alimentam massivamente o nosso cotidiano com verdades toscamente manufaturadas, além das deslavadas pós-verdades manipuladoras; a despeito de tudo isso, trata-se de um processo imperativo, ratificado e inevitável.

Portanto, não faço aqui nenhuma espécie de apologia, tentativa de conversão religiosa, de convencimento a uma ideologia descapacitante, de imposição ou aceitação de um ponto de vista nem de uma opinião, mas trata-se pura e simplesmente, de ponderar sobre uma questão cogente no contexto da conjuntura contemporânea.

Estar predisposto a ponderar a respeito de ideias relativas aos conceitos aqui expostos, significa estar preparado para desapegar-se das opiniões formadas sobre tudo, e verdadeiramente se debruçar sobre a sua capacidade de discernimento, fazendo uso coerente e ontológico de uma mínima lógica.

O conceito da palavra Discernimento por si só, já exige do indivíduo a plena responsabilidade de ser o que se é. Ou seja, enquanto o dito cujo atribuir as responsabilidades dos fatos ocorridos consigo mesmo, a um deus ou a um diabo, e nunca a si mesmo; sendo tais fatos respectivamente positivos ou negativos; o conceito de discernimento, continuará a soar como mais uma intrigante palavra nas páginas do dicionário. Por conseguinte, ter a autoconsciência e a sabedoria de que a Energia da realização se encontra em cada um de nós, será o ponto de partida dessa aventura do espírito na vereda humana sobre a terra.

Desse modo, devemos nos conscientizar que essa energia, a exemplo do elemento água; sejam águas do mar, do rio ou da chuva, que são uma só; é a mesma força que mantém as estrelas nos caminhos do firmamento, e também nos mantém a todos interligados uns com os outros; porque somos um.

Esse acontecimento incontestável tem a assinatura única da fonte criativa, a Consciência Universal que a humanidade decidiu linearizar, dando nomes e características humanas, erguendo templos e espaços destinados ao seu culto, para que pudessem se relacionar com esse mistério que não cabia no formato dos padrões, até então, pré-estabelecidos.

Tudo isso, porque esquecemos que o nosso corpo é só uma roupa de aluguel, e passamos assim, a nos preocupar, única e exclusivamente, com a realidade ditada que contextualiza as ocorrências em torno do aluguel dessa roupa, buscando a perpetuação da locação desse espaço, como se a festa fosse se encerrar a meia-noite de todas as nossas mortes de cada dia que nos dói hoje, sem o indivíduo perceber que é, na verdade, uma estrela vestida especialmente para poder estar presente ao espetáculo da terra firme que Gaia alegremente traduz através de sua exuberante natureza.

O fato de se interiorizar e poder sentir a si mesmo, vivenciando a plenitude do momento presente em todas as suas genuínas emoções, como testemunha de si mesmo, em vez de mergulhar nas emoções sintéticas produzidas pela mídia, consumindo avidamente tais emoções como entorpecentes, que de maneira inevitável; é a maneira mais eficaz de não nos desviar letargicamente do nosso próprio Eu, e assumir um personagem para poder existir no mundo das formas, exigindo dessas mesmas formas a nossa plena realização enquanto sujeito de fato; e isso por si só, faz do simples processo de meditação uma força incomensurável; portanto, uma forte ameaça as forças que gerenciam o Deep State.

O conhecer a si mesmo nos liberta da condição de refém emotivo de outrem, ou de quaisquer elementos, forças ou formas exteriores que buscam acorrentar os sentidos do indivíduo que recusa o princípio da incerteza como fato, se perdendo deste modo, na luta pelo controle de tudo e de todos que orbitam ao seu redor.

Somos os geradores dessas energias que criam um mosaico de infinitas possibilidades, realidades e linhas de Tempo; somos os criadores do jogo da vida, e até mesmo da própria Matrix, que alimentamos para que se mantenha rediviva. Sendo o alimento da alma, a verdade, enquanto nossa dieta for composta de medos, raiva, mágoas, reclamações, etc. deixaremos a evolução e a revolução dos afetos se perder no labirinto dos mitos e das ilusões, entorpecentes dessa mesma alma.

Portanto, a nossa autoconsciência enquanto criadores e co-criadores, causadores de todos os eventos externos, inevitavelmente nos levará a conscientização dessa potência que, peremptoriamente fragmentará a nossa condição de vítima das circunstâncias advindas de fatídicos, nebulosos e cabulosos eventos promovidos pelo inconsciente coletivo; E pensar que, todo esse processo se inicia com um simples olhar para si mesmo, ao passo em que nos desapegamos de estereótipos, arquétipos e quaisquer formas míticas, que rejam os sentidos humanos, compondo os elos da servidão contemporânea ao instituir as grades da própria prisão.

É dessa maneira, que a fumaça anuncia a presença do fogo, tal como a trovoada, anuncia a presença dos raios, enquanto a Babilônia treme nas bases ao vislumbrar a Lei da Liberdade que se aproxima, exibindo altaneira as suas luzentes velas no colorido e sorridente azimute; mesmo que alguns prefiram permanecer em seus lúgrumes cárceres de estimação; porque a queda da Babilônia, não necessariamente significa a queda da ilusão e do baixo autoestima. Enfim, a Meditação é o processo definitivo em que se dá a César o que é de César, transformando finalmente, essa Cidade Partida numa Terra Prometida.

 

sábado, 20 de março de 2021

A Esfinge Como Máquina do Tempo Mais-que-Perfeito da Nova Era

Cada Momento é um Átomo da Eternidade; portanto, em vez de tentar (em vão) controlar o Tempo; amemos enquanto o Tempo é Tempo, e sempre haverá (só há) tempo para o Amor, pois só quem ama é imortal. Cada momento, mais do que um palimpsesto, é uma folha em branco. Sendo assim, tudo o que acontece conosco, seja inócuo ou positivo, nós mesmo somos a causa.

Assim como o Tempo, o corpo também ouve tudo aquilo que pensamos e falamos, na medida em que, respondendo na mesma ordem a todas as intenções ejaculadas, dá à luz, ao transforma-las em energias concretas, condensando-as. Nesse sensível processo, o espelho da vida é detalhista, realista e minucioso ao emitir o reflexo dessa intenção com redobrada luz, revelando as sombras outrora encobertas, ao desvendar o intento repelindo tudo aquilo que lhe é dessemelhante.

Dessa maneira, consciente ou inconscientemente, projetamos e construímos a nossa realidade através de nosso pensar, sentir e vibrar; existência é vibração. Portanto, tudo vive e se manifesta a partir desse sentir e da continuada vibração emitida por essa mesma senciência.

Sentimentos são sementes que, diminuto ou sutil, transforma-se em frondosa e majestosa árvore.  Ou seja, tudo que necessitamos, se encontra em nosso interior; nosso potencial somente se manifesta quando o buscamos dentro de nós; pois, não existe possibilidades de sucesso na busca de resoluções a quaisquer desafios, internos ou externos, fora de nós mesmo.

Descobrir o nosso Tempo, é descobrir nossa própria verdade. Os desiquilíbrios trazidos pelo constante palavrório que vibram nos vozerios midiáticos que repercutem ao nosso redor, não devem encontrar eco em nossa mente, já que é justamente nela que é fabricada a semente que jogamos no solo do nosso jardim interior. Portanto, a escolha daquilo que pensamos e falamos, inevitavelmente germinará no jardim de nossa alma, fazendo de nossa realidade uma floresta encantada ou assombrada, de acordo com os frutos produzidos.

Sendo assim, nosso jardim pode ser bastante criativo, quando concebido com muita alegria e bom humor, trazendo a genuína felicidade, bem-estar, e mais alegria ainda, como decorrência desse adubo primaz, que fará nascer os bons frutos ao redor do nosso jardim de potências.

Toda semente que não for cultivada com cantos, danças, contentamentos e brincadeiras, se torna uma semente densa e pesarosa. Portanto, tudo o que for diferente da fina elegância e da primaveril gentileza, acaba perdendo a sua exuberância e leveza, tendo todo o seu potencial encoberto pelas nuvens que causa o tenebroso e traumático inverno da alma.

O Tempo mais que perfeito, é sempre esse Tempo do agora, que reúne todos os erros vivenciados como experiência positivadas, parte desse processo de construção de novas perspectivas de um devir que desvele as potências esquecidas, encobertas pelas falhas do passado, reconfigurando assim, o status da alma. 

Desse modo, entre a encruzilhada que apresenta um lado como “Mais do mesmo” e o outro como “Amor integral”, não será jamais uma escolha a fazer entre o certo e o errado, nem entre o bem e o mal, pois quando o Medo não existe, só o que existe é o seu próprio caminho e seu modo de caminhar. Portanto, não existe tempo perdido quando, de fato, nos encontramos no Tempo. Nosso Tempo; de temor ou de Amor; good vibes ou de bad vibes; de noites sem lua ou dias de Sol... 

 

 

 

segunda-feira, 15 de março de 2021

Sobre Autonomia, Protagonismos, Ecdises e outras Rebeldias...

O Buscador, é antes de tudo, um descobridor de memórias; de suas próprias memórias, como ancestral de si mesmo. Para que isso genuinamente se efetive, ele não deve se deixar levar pelas aparências externas apresentadas como verdade pelo mundo, e nem se deixar levar pelos ruidosos vozerios vociferantes em seu entorno; a sua busca deve se iniciar no mais profundo silêncio de sua mente, pois é justamente nesse silêncio que se encontram todas as perguntas e respostas necessárias, que o levará ao porto seguro de retorno ao lar, após as noites sem lua do longo inverno da alma fractal. 

Portanto, toda e quaisquer desarmonias registradas em forma de fortes emoções, são consequências diretas daquilo que acontece em seu interior. Desse modo, os desiquilíbrios externos, uma vez apresentados como formatador do contexto da conjuntura do indivíduo, devem servir como forma de identificação do seu próprio estado interior. Esse estado de discernimento é atingido quando o sujeito se apresenta como testemunha de si mesmo, e não como personagem atuante no desenrolar dos contínuos dramas cotidianos proporcionados e perpetuados pelo sistema. Agindo desta forma, o indivíduo não se deixará arrastar por quaisquer dramas que o pensamento intelectualizado venha apresentar como dificuldade, que inevitavelmente instala o medo produzido pelo senso de sobrevivência do ego. Assim procedendo, ele não abaterá seu senso lógico de ação, necessária ao problema instalado e apresentado como temas de debate do momento; já que o lugar do passado é sempre no passado e o futuro, é, e será sempre o agora.

Sendo assim, uma ação, para se realizar de fato, deve dispensar os princípios do infame mercado gerido pelos créditos e prestações, já que o mesmo mercado pluriversal dos sentidos e sentimentos, nunca se apresenta em alto ou em baixa; e nem mesmo mercado ele é.

O Estudante é um buscador, portanto, é o único sujeito ativo no processo de educação de fato, já que o papel do professor, não deve ser o de adestrar, mas sim, apontar o caminho, e nunca ensinar a sua própria verdade; verdade essa, que a academia repassa como verdade única. A verdade não caminha de fora para dentro, mas sim, do interior para o exterior; o que está dentro, está fora; o que está em cima, está em baixo. Sendo assim, a Lei natural da Semeadura e da Colheita vaticina que, quem muda a si mesmo, muda o mundo.

Ao reconhecer a natureza dessa Lei, será inevitável a percepção do processo de Colonização e Escravização como o mesmo processo que ditou e estabeleceu as regras sócio-políticas do planeta, identificando a sua responsabilidade pela formação e institucionalização jurídico-religiosa das castas de humanos-robôs, sustentados pela Inteligência Artificial, e de humanos-gente classificados como terríveis terrorista e incomodadores oficiais do sistema vigente, que completam o seu quadro de personagens que compõe a Matrix escravagista pós-moderna.

Portanto, é necessário estar em paz consigo mesmo, para seguir, de olhos fechados, por essa estrada de fortes ventos e tempestade intensa, acompanhando a corrente do fluxo desse Tempo, que é o agora de cada hoje. Da mesma forma que a noite precede o dia, a chuva trazida por essa metafórica tempestade, também faz florir os Jardins do nosso Éden interior, cujas sementes, inevitavelmente se espalharão ao cair das árvores dos pomares desse jardim que circunda a estrada da vida, pavimentando assim, o solo aonde caminhamos, construindo a trilha de regresso ao lar original. A confiança em si mesmo, assim como o amor-próprio e a autoestima definitivamente estabelecidos, se transformará no mágico ingresso que possibilitará adentrar a esse metafórico trem que empreenderá o pródigo regresso ao Lar.

Portanto, enquanto as forças externas ditar o ritmo interno do indivíduo, ele não se capacitará como sujeito de sua própria história, visto que, como consumidor de notícias bombásticas e manchetes sensacionalista, ele se entorpece com as pautas monopolizante dos debates do momento, alimentando assim, o intelecto do indivíduo já inflacionado com as verdades alheias, ao passo que, tais verdades criam a necessidade permanente do dito cujo se alimentar com certificados, diplomas e afins, emitidos com o intuito de aplacar a violenta voracidade do ego por reconhecimento alheio.

Dessa forma, buscar a si mesmo, além de ser uma aventura que exige muita coragem e desprendimento, é também uma epopeia de descobertas, num caminho aonde as sombras bruxuleantes se escondem da luz, num jogo de dicotomias, dogmas e paradigmas, imperando o dualismo perpetrado pelo maniqueísmo ideológico. Portanto, é o processo de desapego às crenças limitantes e as ideologias descapacitantes, que nos possibilita olhar em direção a saída da caverna de Platão, sem que o brilho intenso da Luz venha ferir os olhos, detendo o avanço desse progresso em direção a verdade que liberta.

Sigamos então, o imaculado exemplo das crianças: sejamos como uma folha em branco, saudando com alegria cada eterno amanhecer de todos os hoje; sem rotinas, manias, bulas ou relógios. Que cada novo dia, seja como uma nova obra prima de Salvador Dali, daqui, de lá e acolá; sem medos, melindres ou meandros. Assim, perceberemos que a realidade exterior é apenas reflexo; pois a verdade se encontra dentro de cada um. 


quinta-feira, 4 de março de 2021

Sobre o Tempo Fractal como Fonte Criativa

Quando o tempo perguntou para o Tempo, quanto tempo o Tempo Teria, Ele respondeu que não tinha tempo, já que Ele era o Próprio Tempo; portanto, Ele, como dono dele mesmo, tinha todo e qualquer tempo, o Tempo todo e a qualquer Estação. Nesse ínterim, muitos optaram por possuir o relógio como bússola, enquanto outros escolhem ter o tempo como guia. 

Assim, o Tempo, como Senhor de todas as coisas, foi posto por muitos indivíduos, num plano secundário; tornando-se um ilustre desconhecido, por todos estes que optaram por viver do passado enquanto pensam num possível futuro.

Foi dessa forma que, espertamente, o proprietário desse tempo linear, estabelecido e consumado pelo relógio, se apropriou do controle absoluto sobre essa massa consumista e consumida pelos insistentes, incessantes, enlouquecedores e repetitivos tique-taques desse medidor, reprodutor de rotinas, toques e depressões escritas, descritas e prescritas nas profiláticas bulas psiquiátricas e bíblias terapêuticas; visto que, o tempo de vida desse indivíduo e a sua força ativa, foram cedidos ao dono desse relógio transformador de sentimentos e fabricante de comoções, servindo aos senhores da guerra financista.

Tais medidores já caducos e cadentes, de desgastantes a desgastados, de tão corroídos se quebraram, sem que os seguidores dos tique-taques se dessem conta do ocorrido. Dessa forma, eles roboticamente continuam, em ordem unida, a sua mecatrônica marcha, supondo ainda ouvir o som desse metafórico látego cortando o tempo-espaço, ditando o ritmo de cada um de seus passos a caminho do cadafalso das fábricas dos Tempos Modernos.

Deste modo, esse apito fantasma que marca a hora do almoço, anunciando a entrada e a saída da labuta diária, continua a aterrorizar, por meio dos intimidadores números grafados como índice de valor, trazidos no canhoto dos contracheques, ao instituir futuros inexistentes constituídos por um passado de carências, estabelecendo assim, um sedutor presente de grego.

Tudo isso acontecendo, enquanto o tempo circula, análogo a uma locomotiva sobre seus trilhos, que, contínua e ininterruptamente, circunda o orbe, passando e repassando por todas as estações da vida, em seu tempo único, numa espiral circular. Dessa maneira, o passado e o futuro se fundem num eterno agora, aonde a mudança é o único fato permanente.

Portanto, aqueles que abraçaram o relógio como guia, habituaram-se a rotina das sombras e as suas nefastas recorrências como destino inexorável. Diferente daqueles que vivem o presente, que não conhecem o peso do que já se passou ou daquilo que ainda virá, pois ambos; passado e futuro; são definitivamente nulos, visto que eles vivem nesse Tempo sem tempos; diferentemente daqueles que lutam pela sobrevivência num cotidiano sem vida, senso ou razão de não ser o que se é; já que atendem aos quesitos e requisitos ditados por esses ponteiros que apontam o seu modo de pensar a realidade, o seu sentir e sua forma de reagir diante da Ordem ditada e do Progresso determinado pelos proprietários dos Tempos Modernos; essa mesma Ordem que instituiu a linha de produção e o consumismo como modo de Progresso exclusivo dos controladores desse processo.

A força ativa e o tempo de vida dos escravizados mental, classificados pelo sistema como trabalhadores e profissionais, tem o seu tempo contado e medido pelo consumo e pelo status quo, sendo continuamente apaziguados por meio da emissão de diplomas e certificados aplacadores de egos que exigem sempre mais, a fim de atender o seu modus vivendi.

Dessa forma, a consciência se alija da vida de fato e direito, abrindo caminho para a inconsciência de si mesmo. De tal modo, a fatalidade de um inexorável destino, tal como o destino de Sísifo, por mais que o indivíduo tente a fuga, tal destino vai se repetir a cada Estação, na qualidade de mais um residente da inconsciência humana, como um processo trazido e traduzido pelo inconsciente coletivo; coletivo formado por indivíduos devidamente adestrados e domesticados.

Portanto, somente quando o indivíduo abdicar desse inconsciente coletivo e mergulhar no silêncio do seu agora, o seu presente se tornará eterno, e o sujeito, imortal. Qualquer fato diferente desse acreditar, faz parte da ampulheta que comprime e oprime o indivíduo qualificado como servo, escravo de um tempo sequestrado pelo gongo adestrador e domesticador de suas emoções.

Nesse processo promovido por Pavlov, o sino da igrejinha substitui as batidas do coração, enquanto o pelourinho se transformou em carteira assinada, certificados e diplomas. Dessa maneira, testemunhamos então, a sabatina do Time is Money se transformando numa homilia, ditada e editada por uma espécie de regra de ouro coach, transformando os cinco sentidos em frias correntes, que fisgam, nas fatalidades do destino do incauto neófito, o prêmio que o qualifica como funcionário padrão.

Ceder o seu Tempo é ceder o seu Poder, seu querer, seu viver. Viver o seu Tempo é fator de decisão; é ter a coragem para ter a ciência de que tudo começa em você; sabendo desse Tempo circular, que é um ponto que circunscreve o seu próprio círculo, como os grãos de areia que cobrem as inúmeras praias do mundo, sendo o próprio mundo; aonde cada um desses grãos, cobrem os Universos e Multiversos, que por sua vez, preenche a imensidão do infinito Cosmo como um só.

Assim sendo, cada pensamento cunha uma realidade, e cada intenção, cria uma nova linha de Tempo quando nos desprendemos dessas metafóricas correntes, cujos elos representam cada tique-taque que nos cerceiam, adoecendo o corpo, a mente e o espírito; grilhões habilmente confeccionados, como adornos que tatuam o coração da pele preta, pelos escravagista de plantão.