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sábado, 22 de junho de 2019

Texto para português ler

Moro lá no cafundó, bem pra lá do Catunda; mas na minha caxanga, que é um muquifo, e fica em cima de um murundu; fora as mochilas cheias de molambos, tem um armário cheio de cafunés guardados para meu dengo. Portanto, nada de banzo em nosso banzar; sem candonga nem canjerê; ela, o meu amor vestida só com búzios, chegará em minha cafuca; pois mesmo sem diamba, eu tenho dendê. Depois do efó com jiló, e de um delicioso mingau morno, como velhos malungos, vamos dançar nus o lundu,  e depois de uma milonga, a sombra da mutamba, saboreando uma muxiba, virá mais um longo muxongo depois dos vários muxongos.

Nosso quilombo é assim; tem quitute e tem até quizila, pra quem anda sem tanga. Mas ao som da cuíca, do agogô e do ganzá, vai rolando o afoxé, o batuque e o samba, com muita birita, pra ninguém ficar borocoxô, mesmo se aparecer um babaca ou uma bruaca, a bagunça continua, pois no meu cafofo não faltará cachimbo e moringa cheia de cachaça; porque se no cafundó faltar pinga e cafuné pro meu dengo, a coisa fica capenga.

Portanto, sem catimba, e esperando que ela não se encabule, e não tenha um chilique, vou logo convidando prum caruru, pra depois que o coque desmanchar, a gente dengosamente poder cochilar. Se depois disso, se a coisa empacar, não vai dar pra engabelar, senão tudo se escangalha; a saída seria mesmo ir sozinho prum boteco fuleiro, e em meio a um furduncio, comer minha farofa, e deixar pra lá o fuá. Pois fico fulo com fofoca, fuxicos e quizumbas; pra mim, nada de fuzuê, muvuca, nem fuzarca; Já sou galalau pra essas coisas; eu quero mesmo é cair na gandaia, gingando, sambando; e cantar até o gogó não aguentar. Depois disso, é chegar na caxanga na larica, comer uma gororoba, fumar minha guimba, e sem lambança, não implicar com a companhia do banzo.

Comigo é assim, não tem lengalenga, nem lero-lero; nada de mutreta, trambique, nem maracutaia; pois não sou maluco de mangar, menos ainda fazer manha com o destino. Quando eu e meu xodó, a minha serelepe e tagarela sapeca, que nunca será tribufu, tivermos um nenê, ai a coisa vai ficar odara.

Claro que não quero passar perrengue, por isso conto com minha patota, pois na hora da uma pendenga ou se ficar na pindaíba, não vou ser só mais um pamonha, pois não quero viver de xepa, nem zanzar por ai com ziquezira, pra ninguém ficar zombando e zoando da minha cara.

E pensar que, pra tudo isso acontecer, só depende de eu expulsar a urucubaca do meu mocambo, e de lambuja, abrir o armário que guarda os cafunés para meu dengo me ter, sem jabaculê.


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