Moro lá no
cafundó, bem pra lá do Catunda; mas na minha caxanga, que é um muquifo, e fica em
cima de um murundu; fora as mochilas cheias de molambos, tem um armário cheio
de cafunés guardados para meu dengo. Portanto, nada de banzo em nosso banzar;
sem candonga nem canjerê; ela, o meu amor vestida só com búzios, chegará em minha
cafuca; pois mesmo sem diamba, eu tenho dendê. Depois do efó com jiló, e de um delicioso mingau morno, como velhos malungos, vamos dançar nus o lundu, e depois de uma
milonga, a sombra da mutamba, saboreando uma muxiba, virá mais um longo muxongo
depois dos vários muxongos.
Nosso quilombo
é assim; tem quitute e tem até quizila, pra quem anda sem tanga. Mas ao som da
cuíca, do agogô e do ganzá, vai rolando o afoxé, o batuque e o samba, com muita
birita, pra ninguém ficar borocoxô, mesmo se aparecer um babaca ou uma bruaca,
a bagunça continua, pois no meu cafofo não faltará cachimbo e moringa cheia de cachaça;
porque se no cafundó faltar pinga e cafuné pro meu dengo, a coisa fica capenga.
Portanto,
sem catimba, e esperando que ela não se encabule, e não tenha um chilique, vou logo
convidando prum caruru, pra depois que o coque desmanchar, a gente dengosamente
poder cochilar. Se depois disso, se a coisa empacar, não vai dar pra engabelar, senão tudo se escangalha; a saída seria mesmo ir sozinho prum boteco fuleiro,
e em meio a um furduncio, comer minha farofa, e deixar pra lá o fuá. Pois fico
fulo com fofoca, fuxicos e quizumbas; pra mim, nada de fuzuê, muvuca, nem
fuzarca; Já sou galalau pra essas coisas; eu quero mesmo é cair na gandaia,
gingando, sambando; e cantar até o gogó não aguentar. Depois disso, é chegar na
caxanga na larica, comer uma gororoba, fumar minha guimba, e sem lambança, não implicar
com a companhia do banzo.
Comigo é
assim, não tem lengalenga, nem lero-lero; nada de mutreta, trambique, nem maracutaia;
pois não sou maluco de mangar, menos ainda fazer manha com o destino. Quando eu
e meu xodó, a minha serelepe e tagarela sapeca, que nunca será tribufu, tivermos
um nenê, ai a coisa vai ficar odara.
Claro que
não quero passar perrengue, por isso conto com minha patota, pois na hora da uma
pendenga ou se ficar na pindaíba, não vou ser só mais um pamonha, pois não quero
viver de xepa, nem zanzar por ai com ziquezira, pra ninguém ficar zombando e
zoando da minha cara.
E pensar
que, pra tudo isso acontecer, só depende de eu expulsar a urucubaca do meu mocambo, e
de lambuja, abrir o armário que guarda os cafunés para meu dengo me ter, sem jabaculê.
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