Foi eleito como
presidente no Brasil, um herói que só estupra mulheres bonitas e tem como
exemplo um dos mais sórdidos torturadores tupiniquins já conhecidos. Este herói, mitificado por
um roteiro confeccionado por Hollywood, se tornou mais um dos seus maiores sucessos
em terras tupiniquins,devido ao seu grande público cativo que aqui vive; público
este que se considera povo e pensa seus direitos como produtos expostos numa grande vitrine nesse mórbido mercado infame contemporâneo, prontos para o consumo .
Enquanto isso
a igreja, em seus megalomaníacos sonhos de poder, planejando transformar o
Brasil num imenso Vaticano-evangélico, num conluio com o empresariado, apoiou
os militares, dando assim, início ao advento da república ao revisitar a idade
das trevas e principiar seu megaprojeto de neo-inquisição, legitimando o pseudo
Estado Laico-fake tupiniquim.
Nesse mundo
paralelo se encontra o poder judiciário, fabricado como um dos maiores embustes
já criado pela elite, a fim de legitimar suas fraudes; já que nesse país vale o
que não está escrito. Visto que, aqui, as leis, mesmo escritas, não foram
regulamentadas pelo legislativo; seguindo uma cláusula que, com grande
sagacidade foi inserida na constituição federal por essa mordaz elite escravista,
onde reza que quaisquer leis, para serem válidas, precisam ser regulamentadas.
Este detalhe faz com que nenhuma das leis aprovadas e ainda por ser aprovadas,
tenham quaisquer efeitos sobre a vida da população ou do cidadão, sem que haja as
devidas “negociações” conhecidas pelo grande público como “troca de favores”. Enquanto isso, a elite incansavelmente repete
para si mesmo “O Estado sou eu”.
Sendo
assim, o Estado, após invisibilizado, é governado pelo infame mercado, que faz
uso das forças armadas, numa eterna troca de favores, e que a fim de manter o chicote
diretor e doutrinador em suas mãos, trazem os religiosos a reboque desse
processo, já que esses mesmos religiosos; a exemplo do paiaçu, padre Antônio Viera, e também padre Bartolomeu Las Casas; têm
a importante missão de apaziguar e amenizar possíveis insurreições que acaso venham a surgir,
fomentadas por escravizados descontentes com suas condições de desumanizados ou sedentos de exercerem seu livre arbítrio.
Dessa
forma, o Estado composto pelo poder executivo, legislativo e judiciário, tendo
as forças armadas como eminência parda,
partindo do princípio de que sempre foram os militares que comandaram nosso país desde a fundação da
república; nosso primeiro golpe militar; exatamente como agora, sendo que, na
ocasião da formação dessa república, ela foi legitimada por uma junta
constituinte que convalidou tais militares como representantes do povo, transformando-os
num governo civil, e atualmente essa mesma república está sendo refundada, com suas devidas particularidades e peculiaridades, numa reprise dessa história que se
repete como projeto republicano.
O que vem
deixando esses mesmos militares descontentes, e vem acirrando os ânimos entre os
urubus e sanguessugas representantes dessa neorrepública café-com-leite, é que
pela primeira vez na história, um (des)governo sai de cima do muro, fazendo o
Estado tomar posições e posturas diante da tessitura política internacional,
como agora fez esse herói estuprador/torturador se aliando ao Estado de Israel,
a se colocar no caminho do Oriente Médio.
Os
comandantes militares, cientes de que não tem um mínimo de poderio bélico para
sustentar nem ao menos quatro horas de uma guerra anunciada, já se preparam para
qualquer possibilidade de intervir diante das burradas desse herói que se
sustenta, frente a esse povo-público através de bravatas.
E assim, o Estado
se vê obrigado a sair de seu esconderijo, até então protegido por uma casca, camuflado
de maneira eficaz, através do discurso retórico de sociedade trazido por Marx,
que habilmente invisibilizou o debate sobre Nação trazido por Toussant L’ouverture. Dessa forma, hoje,
nós temos de um lado, os integracionistas, que almejam se fundir a sociedade de
casta da elite dominante; e do outro lado, os que prezam pela equidade e
procuram redefinir o Estado de maneira pluri-étnica e pluriversal.
O projeto
de nação branca que a república tentou implementar, tendo o processo como meio,
já se esgotou em si mesmo. O vácuo deixado por essa estratégia belicista
europoide com sua morte anunciada, faz com que essa sociedade do discurso se
agarre ao imagético mítico que resta de seu rastro ao eleger heróis e
salvadores republicanos dessa mesma pátria que partiu. Portanto, para se
retroalimentar, andar em círculo, passou a ser o único expediente dessa casta
escravista com visto vencido, nesse país onde a liberdade, a fraternidade e a
igualdade inevitavelmente deixará de ser só mais um lugar comum do discurso meritocrático e inexistente do politicamente correto sustentado pelo debate de sociedade em detrimento da nação.

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