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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A Necropolítica Plutocrática Versus Alienação Colonial Contemporânea


A Eugenia imposta e banalizada pela violência da colonização, foi repaginada pela elite predadora nacional adquirindo assim, seu atual aspecto sedutor, legitimado pela estupidez da pseudo intelectualidade; dando, dessa maneira, continuidade as inúmeras tentativas anteriores da limpeza étnica iniciada pela República. Processo este que iniciou o holocausto do Povo Negro através do Grande Calunga, o oceano Atlântico.

No caso brasileiro, os Estados, ou Unidades Federativas que o constitui, são as atuais capitanias hereditárias de outrora que hoje exercem essa Necropolítica de maneira extremamente eficaz, sendo essa mesma política exposta de forma arrogante nos atuais números estatísticos, que confirmam esse genocídio melanodérmico inescrupulosamente exibido online pelas redes televisivas, enquanto os sobreviventes desses assassinatos categóricos formam uma superpopulação carcerária, que faz parte dinâmica nesse infame mercado contemporâneo.  

A alienação voluntária da sociedade relativa a essa moderna barbárie, vem sendo formatada por esta política em todos os âmbitos que faz da educação, da mídia e da religião um tripé importante dessa formatação de consciência que é coordenada pelo Grande Irmão, e que também cria um poderoso instrumento de separação do ser humano para o ser político. Uma vez que o primeiro faz uso da competitividade e o segundo da competição. Ou seja, consecutivamente os primeiros procuram, sempre pela melhoria, seja de forma coletiva ou até mesmo individual; enquanto os segundos preferem o exercício de derrubar o outro, não para ser melhor, mas para ser o melhor.

Portanto, o sucesso dessa nefasta política se fundamenta na promessa quase divina de realização dos desejos mitificados pelos contos dos gênios da lâmpada e afins. Dessa maneira, em nome desse íntimo desejo equivocado em busca da autoestima, em nome de sua segurança, em nome da Ordem e do Progresso, em nome de deus e da família tudo é legitimado, tudo é permitido e oficializado. Eis então a nova geração formada por uma humanidade gestada pelo Estado, pela religião e pela tecnologia.

Desse modo, nos tornamos modernos, antenados e desenvolvidos. Ou seja, uma nova humana que se hibridizou deixando a fase do Homo Sapiens para se tornar um Húmus Animé nos transformando numa espécie de substrato virtual que vem enchendo a caixa de lixo virtual dos computadores da rede mundial com falsas informações, éticas maquiadas, hipocrisias sinceras e cinismo honesto, enquanto guarda um profundo e estrondoso silêncio diante das barbáries nossa de cada dia que nos dói hoje. Tudo isso, em nome da indolência e da arrogância que rege o inconsciente coletivo que jaz no confortável ninho da conveniência egocêntrica brancopofágica no caminho aonde Narciso desumaniza o ser humano. 

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