A
Eugenia imposta e banalizada pela violência da colonização, foi repaginada pela
elite predadora nacional adquirindo assim, seu atual aspecto sedutor, legitimado
pela estupidez da pseudo intelectualidade; dando, dessa maneira, continuidade
as inúmeras tentativas anteriores da limpeza étnica iniciada pela República.
Processo este que iniciou o holocausto do Povo Negro através do Grande Calunga,
o oceano Atlântico.
No caso brasileiro, os
Estados, ou Unidades Federativas que o constitui, são as atuais capitanias hereditárias de
outrora que hoje exercem essa Necropolítica de maneira extremamente eficaz, sendo
essa mesma política exposta de forma arrogante nos atuais números estatísticos,
que confirmam esse genocídio melanodérmico inescrupulosamente exibido online pelas
redes televisivas, enquanto os sobreviventes desses assassinatos categóricos formam
uma superpopulação carcerária, que faz parte dinâmica nesse infame mercado
contemporâneo.
A
alienação voluntária da sociedade relativa a essa moderna barbárie, vem
sendo formatada por esta política em todos os âmbitos que faz da educação, da
mídia e da religião um tripé importante dessa formatação de consciência que é coordenada
pelo Grande Irmão, e que também cria um poderoso instrumento de separação do
ser humano para o ser político. Uma vez que o primeiro faz uso da
competitividade e o segundo da competição. Ou seja, consecutivamente os
primeiros procuram, sempre pela melhoria, seja de forma coletiva ou até mesmo
individual; enquanto os segundos preferem o exercício de derrubar o outro, não
para ser melhor, mas para ser o melhor.
Portanto,
o sucesso dessa nefasta política se fundamenta na promessa quase divina de
realização dos desejos mitificados pelos contos dos gênios da lâmpada e afins. Dessa
maneira, em nome desse íntimo desejo equivocado em busca da autoestima, em nome
de sua segurança, em nome da Ordem e do Progresso, em nome de deus e da família
tudo é legitimado, tudo é permitido e oficializado. Eis então a nova geração
formada por uma humanidade gestada pelo Estado, pela religião e pela
tecnologia.
Desse
modo, nos tornamos modernos, antenados e desenvolvidos. Ou seja, uma nova humana
que se hibridizou deixando a fase do Homo
Sapiens para se tornar um Húmus Animé nos transformando numa espécie de substrato virtual
que vem enchendo a caixa de lixo virtual dos computadores da rede mundial com
falsas informações, éticas maquiadas, hipocrisias sinceras e cinismo honesto,
enquanto guarda um profundo e estrondoso silêncio diante das barbáries nossa de
cada dia que nos dói hoje. Tudo isso, em nome da indolência e da arrogância que
rege o inconsciente coletivo que jaz no confortável ninho da conveniência
egocêntrica brancopofágica no caminho aonde Narciso desumaniza o ser humano. 
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