O Brasil é um
país dividido em Unidades Federativas, sem nunca ter sido uma
Federação, onde o Estado criado não foi oriundo da Nação, como deveria ser
nesses casos, além de ser direcionado por uma constituição copiada de países
parlamentarista, sendo o mesmo de regime presidencialista. Nosso país é uma
república que nasceu e que sobrevive de sucessivos golpes, desferido contra o
próprio Estado de direito por ele mesmo preconizado, que é paradoxalmente aplicado
de forma reversa.
Os africanos
nascidos no Brasil, e os seus descendentes que compõe a maioria do povo
brasileiro, em busca de liberdade, sempre protagonizaram, como soldados na
linha de frente dos exércitos e grupos revolucionários nos sangrentos combates
de todas as revoltas e guerras registradas em solo brasileiro, sem, no entanto,
conseguirem o seu intento de libertação; pelo contrário, só conseguiram mortes,
sofrimento e prisões.
Mesmo assim,
sabendo que, até o momento na linha dessa história não houve finais felizes,
esses mesmos descendentes, aos quais lhes foi negado a direito à Memória,
preferindo o caminho fácil dos discursos prontos, ainda insistem na ideia
combalida de uma revolta armada, nos moldes da que se sucedeu em 1932.
Em 1832
iniciou-se a exitosa revolução cultural na China; ao contrário da ruidosa
revolta armada, foi uma revolução silenciosa e efetiva. Portanto, é notório que
o monopólio monorracial da educação,
tenha se mostrado como um exercício perfeito usado pela elite, a fim de sufocar no nascedouro
quaisquer revoluções efetiva. Escrever e monopolizar a história são a maneiras efetivas
usadas no sentido de controle das verdades, como estratégia garantida da oligarquia escravagista,
desde que os judeus patrocinaram o infame
mercado transatlântico de pessoas negras, a escravidão e a colonização dos
Povos originários e Joahnn Blumanback dividiu e hierarquizou a humanidade em cores.
Portanto, a
escravização moderna, imposta pela violência da colonização, é um trunfo
precioso para o controle do subjetivo popular, que forma e controlam as
opiniões, posturas e desejos do imaginário popular, imaginário este rebatizado
pela psicologia moderna como inconsciente coletivo, da mesma forma que os europeus,
de forma cínica e jocosa, batizavam os navios negreiros com nomes como “Liberdade”, “Boa Intenção”, “Caridade”, “brinquedo dos Meninos”, “Feliz
Destino”, “Graciosa Vingança”, “Feliz Dia aos Pobrezinhos”, etecetera e
tal. Como também os norte-americanos
batizam seus aviões e misses de destruição com os nomes das nações indígenas que
eles exterminaram, inaugurando dessa forma, o Princípio Geral da Mediocridade. É nesse princípio que se apoia nossa
sociedade nascida dessa política oficializada e legitimada por esse discurso
cínico, formatador da hipocrisia sincera que guia a consciência humana
contemporânea, que se comporta tal como um tambor; se mostrando barulhento por fora e paradoxalmente vazio por dentro.

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