Quem com Flores flora, com flores será florido e esculpido em carrara, mesmo em face dos quilômetros de injustas justificativas, manipuladoras de seu bem querer, esquartejado em amargos pedaços doces
de arrogantes desaforos levados para casa ao final de cada dia; apesar dos litros de ódios
destilados ingeridos dos copos sujos servidos nos balcões nos bares das
esquinas da vida, provocadores dos homéricos porres cotidianos e terrores diuturnos; além dos quilos de agressões sofridas à gosto em todos os meses
de cada ano novo, expostas como espetáculos nas vitrines midiáticas das telas televisivas e exibido nos horários nobres para cada pobre.
Esse mesmo mármore branco, especialmente esculpido
para pavimentar as espinhosas estradas corroídas pelo racismo, e corrompidas
pela palidez dos sorrisos de plásticos alienados da fraternidade originada nas Flores de camélia, dessas mesmas Flores colhidas durante o inverno do infame White Christmas, no caminho de volta entre o
quilombo e o pelourinho; flores que ornamentam os festivos funerais negros, no genocídio de
cada dia que nos dói hoje, nessa eternal senda de liberdade aprisionada e ideias estupradas.
Sem a providencial germinação das sementes de Baobá,
essa estrada continuará a circular sobre seu próprio eixo, traçando um infinito trajeto de retorno ao mesmo
lugar desse ponto inicial suculentamente recheado de vírgulas, nesse banquete Sem Tempo Final, até que a verdadeira humanidade seja um fato consumado, quando conseguir enfim juntos, o albino Davi que se apropriou dos Dread Loacks e originário Rastafári Negro Sansão, retirarem a Espada Encantada presa à Pedra filosofal, e finalmente poder celebrar, aproximando-se da dimensão do Graal. Eis o Homem...Finalmente sem juízo e sem juízes...Humano somente, hermanos finalmente.

Nenhum comentário:
Postar um comentário