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quarta-feira, 25 de julho de 2018

A vigarice Branca, Total e Radiante da Democracia Obrigatória Chamada de Eleicões

Uma questão inquietante que ressalta a olhos vistos é o fato do patrimônio dos políticos profissionais brasileiros, assim como também se nota em relação ao patrimônio dos líderes africanos, crescer assustadoramente a mais de 500% em menos de um mandato...? Obviamente que tal crescimento vem pareado pelos ganhos dos militares, do judiciário e dos líderes religiosos que jamais ficam para trás nesse espetacular rombo bilionário do erário público, formando dessa maneira, uma glamorosa casta, com diversos insidiosos clãs tanto lá quanto cá.

A única perceptível diferença entre ambas as elites, a brasileira e a africana, é o grau da cor da pele e o grau de subserviência. Aqui a elite é branca e subalternizada aos norte-americanos; lá a elite é negra e subserviente aos europeus, tendo os russos como regente dessa sinistra orquestra planetária. Entre essa exótica casta, temos um criadouro de escravizados voluntários, que amam exercer a função de satélite em torno do poder.


Lima Barreto analisava de forma incrivelmente precisa essa farra criminosa promovida diuturnamente pela república federativa do brasiu, que hoje se agravou sobremaneira de forma insidiosa e grosseira, como uma patologia endêmica inerente aquele que ocupa altos cargos como funcionário público nessa República Federativa da ladroagem.

Enquanto isso, os escravos voluntários que ganharam a alcunha de classe média, seres eticamente degenerados, cujo objeto de afeição se encontra nos índices do infame mercado financeiro, faz o trabalho sujo de submeter através do assédio moral, da força bruta e todos os meios escusos necessários, os subalternizados pelo sistema controlado e fiscalizado por essa classe satélite. Dessa forma, a república federativa do brasiu se prepara para mais um período de farsa democrática eleitoral, enquanto o eleitor se orgulha de cumprir a liberdade obrigatória do voto.

domingo, 22 de julho de 2018

Sobre o Museu Vivo da Pequena África

Sim, somos Negros mesmo, somos da cor do cais, somos o imenso Continente traduzido como Pequena África nesse Novo Mundo feito de mercadão nessa Babilônia em questão, como Sansão aprisionado as colunas do Hall de um Shopping Center dessa zona sul albina, num instável clima; traído e esquecido pelo lado ancestral, numa troca desigual, de seu paraíso por um lugar transitório, como aquele vistoso fruto envenenado pela serpente estatal brancopofágica atual.

De repente, fomos colocados no interior da Arca de um Noé de Hollywood, constando na bula papal como bicho raro, de tração animal, produtor de riquezas em qualquer estação, do solstício de inverno ao solstício de verão; robotizados com a tecnologia do chicote, antigo audiovisual feito ao vivo e em preto e branco, realizado como culto dominical nas praças públicas, pela mão dos empregados do antigo patrão, que hoje foi substituído por esse empresário sem emoção, que só enxerga na planilha de produção, o objeto afetivo de sua razão.

Os desavisados, escravizados contemporâneos de plantão, que Teme tremendamente o chicote pelo fato de nunca ter conhecido a liberdade, se deixam chamar de trabalhadores, se tornando adoradores de Marx, após o ritual acadêmico que lhes tiraram o chicote com uma das mãos, e com a mão direta lhe deram a Áurea caneta, para que pudesse fiscalizar o malungo sem noção de liberdade e de humanidade. 

E como cidadão empoderado nesse Novo Mundo negro, quando ele passa em frente ao pomposo prédio da associação dos empresários, erigido no coração da Pequena África, após ter o próprio coração arrancado e patenteado seu querer, desejos e emoções, ele suspira profundamente o ar de seu cativeiro higienizado e sem paredes, para que ele não tenha o desejo de fugir, mas, sem ele perceber, também não lhe permite entrar.

Foi assim que o Museu Vivo da Diáspora deixou as ruas da Continental Pequena África para se enquadrar nos limites das ínfimas e higienizadas paredes europoides; museu este, formado por símbolos roubados e adulterados, como registro arrogante do espólio do violento crime contra a humanidade que foi o infame tráfico de Pessoas Negras, sua cruel escravização e o câncer da colonização que hoje os europoides ostentam com orgulho, através da riqueza construída com demasiado sangue, com esse suor que se transformou no sal da terra, e com a profunda solidão humana desse ser vivente que se tornou ausente de si mesmo.

Eis o cenário escondido atrás dos bastidores político nos subterrâneos estatal que o Estado, através de suas prefeituras, tenta esconder, erigindo museus de escravidão e liberdade nos sítios do Território da Pequena África, enquanto usam o VLT, Veículos Leve sobre Trilhos, para atropelar os mais de 20.000 corpos de jovens negros mortos quando aqui aportaram.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

A Onda Branca do Black Friday

A forma com que hoje o mercado varejista faz uso da palavra “promoção” nos remete a mesma zombaria e escárnio com que os capitães dos navios negreiros conversavam entre si para se divertir em seus encontros nas tavernas adjacentes aos portos escravistas de Lisboa a Liverpool, da mesma forma com que os europeus, de maneira cínica e jocosa, batizavam os navios negreiros com nomes como “Liberdade”, “Boa Intenção”, “Caridade”, “brinquedo dos Meninos”, “Feliz Destino”, “Graciosa Vingança”, “Feliz Dia aos Pobrezinhos”, etecetera e tal.  Expediente também usado pelos ingleses norte-americanos, que batizam seus aviões e misses de destruição em massa com os nomes das nações indígenas que eles exterminaram, para se apropriar do Novo Mundo. Essa postura infame e naturalmente estúpida, passou a ser a conduta oficial banalizada por uma branquitude que sempre destruiu, torturou e assassinou categoricamente quem não fosse espelho.

Foi dessa maneira que a branquitude adquiriu todas as riquezas e as transferiu a seus eurodescendentes; eurodescendentes estes que, hoje negam qualquer responsabilidade na senda de sangue e de atroz, de outrora e contemporânea, do sofrimento imposto ao outro, mas que contraditoriamente, defendem com unhas e dentes o produto desse latrocínio que foi esse lamentável crime da história: o tráfico negreiro, a escravização e a colonização.

Do mesmo modo que os capitães dos navios negreiros, também os capitães-do-mato de outrora se divertiam, competindo com seus pares pelo prêmio de melhor torturador da semana; fato notório este, se percebe nos capitães-do-mato dos dias atuais, que tem destacado o policial militar por sua performance, com  homenagens e tapinhas nas costas, àqueles que mais matam crianças, adolescentes e homens negros no “desempenho da função”.

Essa banalização da violência preconizada por quem a promoveu, sofreu e tornou a exercê-la de forma monopolizadora; agora falo exatamente dos judeus financiadores da escravização africana; lamentavelmente nos mostra que o ser humano está bem distante de sua própria humanidade, já que essa infâmia se tornou a onda e o mote nas vitrines dos Shoppings Centers de norte a sul dessa grande colônia em que se transformou o mundo livre S/A. fato este que tristemente nos remete aos tempos da inquisição, aonde o povo ia para as praças para assistir aos suplícios públicos promovido pelos homens de bens. A única diferença é que hoje a tecnologia nos permite assistir essas atrocidades, sentados no conforto do lar, bebericando e saboreando um prato gourmet.

É lamentável notar que, não há diferença entre o expectador presente nas praças públicas nas trevas da idade média, e aquele que hoje se refastela na pseudo privacidade do conforto de um lar; já que ambos, o sofrimento alheio vêm para assistir e degustar, a fim de simplesmente ter um assunto qualquer, para com seu vizinho poder conversar e sentir-se como um euro cidadão civilizado, se encontrando desse modo, “atualizado”.

Portanto, é comum observar as donas de casa a comentar e compartilhar as últimas promoções do mercado; difícil é observar o compartilhar de abraços não julgados. Por isso, o Black Friday continua sendo o sucesso absoluto dos últimos 500 anos de Brazill. Para tanto, foi simplesmente só esconder a palavra “crime” e “escravidão”. Ou seja, o que os olhos não veem o coração não sente em meio a esse ensaio para a cegueira[1] onde a humanidade se tornou uma eterna estagiária no jardim de infância acompanhado por arcontes e orientadores umbrálicos do Orco.




[1] Referência ao escritor Saramago.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Sobre o Princípio Geral da Mediocridade

O Brasil é um país dividido em Unidades Federativas, sem nunca ter sido uma Federação, onde o Estado criado não foi oriundo da Nação, como deveria ser nesses casos, além de ser direcionado por uma constituição copiada de países parlamentarista, sendo o mesmo de regime presidencialista. Nosso país é uma república que nasceu e que sobrevive de sucessivos golpes, desferido contra o próprio Estado de direito por ele mesmo preconizado, que é paradoxalmente aplicado de forma reversa.

Os africanos nascidos no Brasil, e os seus descendentes que compõe a maioria do povo brasileiro, em busca de liberdade, sempre protagonizaram, como soldados na linha de frente dos exércitos e grupos revolucionários nos sangrentos combates de todas as revoltas e guerras registradas em solo brasileiro, sem, no entanto, conseguirem o seu intento de libertação; pelo contrário, só conseguiram mortes, sofrimento e prisões.

Mesmo assim, sabendo que, até o momento na linha dessa história não houve finais felizes, esses mesmos descendentes, aos quais lhes foi negado a direito à Memória, preferindo o caminho fácil dos discursos prontos, ainda insistem na ideia combalida de uma revolta armada, nos moldes da que se sucedeu em 1932.

Em 1832 iniciou-se a exitosa revolução cultural na China; ao contrário da ruidosa revolta armada, foi uma revolução silenciosa e efetiva. Portanto, é notório que o monopólio monorracial da educação, tenha se mostrado como um exercício perfeito usado pela elite, a fim de sufocar no nascedouro quaisquer revoluções efetiva. Escrever e monopolizar a história são a maneiras efetivas usadas no sentido de controle das verdades, como estratégia garantida da oligarquia escravagista, desde que os judeus patrocinaram o infame mercado transatlântico de pessoas negras, a escravidão e a colonização dos Povos originários e Joahnn Blumanback dividiu e hierarquizou a humanidade em cores.

Portanto, a escravização moderna, imposta pela violência da colonização, é um trunfo precioso para o controle do subjetivo popular, que forma e controlam as opiniões, posturas e desejos do imaginário popular, imaginário este rebatizado pela psicologia moderna como inconsciente coletivo, da mesma forma que os europeus, de forma cínica e jocosa, batizavam os navios negreiros com nomes como “Liberdade”, “Boa Intenção”, “Caridade”, “brinquedo dos Meninos”, “Feliz Destino”, “Graciosa Vingança”, “Feliz Dia aos Pobrezinhos”, etecetera e tal.  Como também os norte-americanos batizam seus aviões e misses de destruição com os nomes das nações indígenas que eles exterminaram, inaugurando dessa forma, o Princípio Geral da Mediocridade. É nesse princípio que se apoia nossa sociedade nascida dessa política oficializada e legitimada por esse discurso cínico, formatador da hipocrisia sincera que guia a consciência humana contemporânea, que se comporta tal como um tambor; se mostrando barulhento por fora e paradoxalmente vazio por dentro.

Portanto, compreender o lugar a nós destinados aonde nos encontramos na atual conjuntura dessa nefasta Necropolítica, é peremptoriamente desafiar as instituições oficiais desse Estado Uni-étnico, que perversa e silenciosamente infringe e se nutre do medo causador de indizíveis sofrimentos aos diferentes, enquanto na contramão, faz uso do ruidoso e agradável discurso a favor da Liberdade, da Fraternidade e da Igualdade, contando com o esquecimento proposital promovido pelos livros didáticos nos porões da mídia adestradora destinados aqueles que não conseguem escutar o ensurdecedor silêncio do lamento desse Tambor.  



terça-feira, 10 de julho de 2018

A Pequena África Frente à Moderna Filosofia do Falso Conceito de Humanidade estabelecida pela República Federativa do Brazil

Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, em três termos principais que aqui destaco:
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
· Lei de imprensa – Lei nº 5250, de 09/02/1967.
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

Observando as partes do texto acima citado, que mais parece ter sido tirado de um conto de fadas com final hollywoodiano, analisaremos a  repulsa e a alienação a respeito do intrincado funcionamento das Leis confeccionadas pela elite brasileira através do Estado por ela constituído, inferindo que tem fatalmente as mesmas só contribuído para que os afrodescendentes perpetuem a falsa sensação adquirida de que estão sendo beneficiados de alguma forma, em relação aos seus direitos como cidadãos efetivamente livres, e como isso os mantém passivos na servidão moderna, ao desempenhar tranquilamente sua função de escravos-de-ganho, função esta que era destinada aos escravos de outrora que, em vez do canavial, iam trabalhar vendendo produtos etrabalho pelas ruas da cidade, e ao final do dia, todo o dinheiro feito, ficava nas mãos do escravagista, tal como hoje toda a riqueza do patrão continua sendo produzida por esse afrodescendente, que orgulhosamente carrega como recompensa de sua subalternidade, a  alcunha de trabalhador como se fosse um honroso título de valor.

Dessa maneira, para inglês ver, e mostrar que somo todos humanos,  em ritmo de democracia racial criou-se as Ações Afirmativas, tendo a lei de cotas e também a lei 10.639  como carro-chefe, para fazer frente ao número estarrecedor de negros encarcerados, um fato que já se tornou lugar comum, visto que o Estado, assim como a sociedade, aceita e acolhe esse crime oficial. Ações afirmativas que desigualmente concorrem com as policialescas Ações Coercitivas expressas principalmente pelo exercício da súmula 70 e pelo auto de resistência, como forma de produção desses Agentes, que indiscriminadamente praticam toda a sorte de constrangimentos, humilhações e vilipêndios de toda a natureza, que são registrados nos altos contra as pessoas que não possuem a cor do poder vigente ou que discordem das determinações oficiais na condução dos destinos desse povo, legitimando a Necropolítica através do exercício do micropoder. 

O resultado desse processo pode ser percebido nos números estatísticos que registram cerca de 47% dos encarcerados nas cadeias, inaugurada pela política escravagista instaurada pela supremacia branca que o Estado representa até hoje, não possuem sequer acusações formalizadas, apenas estão lá justamente por força dessa política monorracial.

Portanto, para melhor compreensão vamos retornar um pouco na história do Brasil, na ocasião em que a Lei Euzébio de Queiroz criminalizou o tráfico de pessoas negras no Brasil. Podemos observar que duas semanas depois dessa citada Lei, foi aprovada as pressas a Lei de Terras(1850)[1] que garantiu os grandes latifúndios, tanto para os escravistas plantonistas como os escravagistas de férias na europa, impedindo assim, que a reforma agrária acontecesse, evitando qualquer possível chance de Reparação aos Povos Africanos e a seus Descendentes que sofreram com os crimes do tráfico negreiro e com a escravização nesse Brasil estrangeiro; fato este vergonhosamente corroborado por Rui Barbosa através da queima dos documentos que criminalizava tais escravistas frente à Lei redigida por Queiroz.

Na preparação desse crime continuado, foi instituído o Fundo Nacional de Emancipação, sutilmente incluso como artigo na Lei do sexagenário e regiamente pago pelo Estado aos escravocratas, que receberam durante os anos referentes ao período de 1871 até 1930. Além das 23 fazendas pertencentes aos jesuítas que foram desapropriadas por ocasião de sua expulsão, a fim de atender as exigências do processo de pós-abolição, já pensadas pelo império no dia 14 de maio de 1888, no parlamento brazileiro.

Mas as cenas secretas desse capítulo foi deletado por Rui Barbosa e ocultada nos bastidores da história; e num desfecho magistral, eis que surgem os imigrantes europeus, que vieram subvencionados ao Brasil; esses, ao contrário dos escravizados, tinham direito a 1/3 de tudo que produzia, enquanto os negros eram encarcerados, para atender a Lei da Vadiagem estabelecida pela elite através do Estado nacional. Lei esta, destinada aqueles que não tinham uma ocupação formal de trabalho, ao passo que os empregadores brankkkos sistematicamente recusavam a pagar trabalhador que tivesse sido escravizado, preferindo o dispendioso processo de estimulação ao colonato, pagando o transporte, hospedagem e todos os gastos iniciais dos imigrantes fugidos da guerra que chegavam ao Brasil, e que hoje compõem a burguesia brasileira, enquanto os negros continuam sendo transportados nos modernos Navios Negreiros, abastecidos e motorizados pelos governos e vivem nas Favelas-Senzalas contemporâneas.

Durante o processo contínuo desse crime da história, foram instituídas as políticas públicas para oficializar o holocausto do Povo Negro brasileiro. Dessa forma, a constituição de 1932, tornou obrigação do Estado a implementação da limpeza étnica através da política da eugenia.

Desde então, o Estado tem garantido a permanência desse dolo através de criação de leis como a já citada Lei da terra que além de impedir aos africanos qualquer possibilidade ou condição legal de acesso a propriedade, também negou aos seus descendentes o acesso a qualquer meio de produção, podemos enumerar a perpetuação dessas leis criminosas também através da lei da vadiagem que franqueava elite europoide, o aprisionamento e a reescravização o negro que não tivesse ocupação estipulada como legal pelo Estado.

Foi desse modo que as forças armadas brazilleira reiniciou o processo de sequestro de negros sem teto, para servir em seus quadros, e dai o episódio vitorioso nas guerras travadas pelo Brasil, desde antes de sua guerra pela independência; da Serra da Barriga, em Palmares até Canudos, passando pelas terras Paraguaias, até chegar ao Almirante negro, em plena baía de Guanabara.

As tramoias brancopofágicas a olhos vistos, foram inescrupulosamente impressas na recente lei do boi, que garantia a Educação gratuita aos filhos do Agronegócio, da mesma maneira que hoje temos 100% de cotas que beneficiam os filhos do poder judiciário, do poder legislativo atualmente e das forças armadas brasileira, também os imigrantes europeus vieram estimulados pelas cotas para europoides oferecidas pelo Estado brasileiro.

Atualmente é notório perceber que todas as leis criadas para combater o racismo, direta e indiretamente, têm feito dos eurodescendentes seus principais beneficiários, já que claramente os direitos  por ela estabelecidos são revertidos em prol dessa casta dominante, de forma vil, inescrupulosa, indolente e arrogante. Da mesma forma que as leis de outrora, como foi a lei do ventre-livre, que preconizava a liberdade das crianças nascidas em cativeiro, mas que, em vista da impossibilidade do governo tutelar o grande número de crianças negras vitimadas pelos sucessivos estupros praticados pelos escravistas, foi decretado, no texto dessa mesma lei, que tais crianças ficariam sobre a tutela desses mesmos senhores escravocratas até completar 21 anos de idade; sendo que a partir dos oito anos, essa criança era obrigada a trabalhar, servindo a esse senhor que, além de ganhar do governo, tinha mais escravizados a seu dispor;

Lei do sexagenário que supostamente viera para beneficiar o escravizado; ressaltando que o mesmo só durava de seis a oito anos no trabalho forçado; tendo ele uma média geral de vida de 28 anos, e muita sorte aquele que chegava a viver até aos 30 anos. Essa lei, portanto, era mais lei que vinha para zombar do direito de justiça, visto ser extremamente raro um escravizado chegar aos sessenta, fora os pretos da Casa, só os mesmo os mais fortes conseguiam;

Não vou mencionar o escárnio da Lei áurea, que teve como principal função, inocentar os senhores escravocratas de seus crimes, além de tornar o corpo negro matável e subalterno.

Hoje, como descendentes vitimados por esse hediondo crime contra a humanidade, reivindicamos, como uma das formas de Reparação, os espaços histórico-geográficos dedicados a nossa humanidade, registrados nos Territórios Históricos das Pequenas Áfricas existentes no Brasil, como é o caso da Pequena África no Rio de Janeiro, cuja memória vem sendo continuamente violada de forma sucessiva pela elite desumanizadora de gente desde os tempos do Governo do “bota abaixo”. Por esse motivo, mais do que o espetáculo das leis[2] preconizado e estabelecido pelo poder uni-étnico estatal, priorizamos o Direito de Justiça preconizado pelo conceito de humanidade estabelecido em Palmares por Aqualtune e Ganga Zumba.




[1] Tal lei só permitia a compra de latifúndios por preços altíssimos as transformando em mercadoria de alto custo, além de taxar as mesmas a fim de evitar que a grande massa negra tivesse acesso as mesmas, dai o resultado de concentração de terras que marcam nossa atual sociedade.
[2] Trocadilho referente ao livro intitulado “O espetáculo das Raças”.


Das Camélias ao STF

Quem com Flores flora, com flores será florido e esculpido em carrara, mesmo em face dos quilômetros de injustas justificativas, manipuladoras de seu bem querer, esquartejado em amargos pedaços doces de arrogantes desaforos levados para casa ao final de cada dia; apesar dos litros de ódios destilados ingeridos dos copos sujos servidos nos balcões nos bares das esquinas da vida, provocadores dos homéricos porres cotidianos e terrores diuturnos; além dos quilos de agressões sofridas à gosto em todos os meses de cada ano novo, expostas como espetáculos nas vitrines midiáticas das telas televisivas e exibido nos horários nobres para cada pobre

Esse mesmo mármore branco, especialmente esculpido para pavimentar as espinhosas estradas corroídas pelo racismo, e corrompidas pela palidez dos sorrisos de plásticos alienados da fraternidade originada nas Flores de camélia, dessas mesmas Flores colhidas durante o inverno do infame White Christmas, no caminho de volta entre o quilombo e o pelourinho; flores que ornamentam os festivos funerais negros, no genocídio de cada dia que nos dói hoje, nessa eternal senda de liberdade aprisionada e ideias estupradas. 

Sem a providencial germinação das sementes de Baobá, essa estrada continuará a circular sobre seu próprio eixo, traçando um infinito trajeto de retorno ao mesmo lugar desse ponto inicial suculentamente recheado de vírgulas, nesse banquete Sem Tempo Final, até que a  verdadeira humanidade seja um fato consumado, quando conseguir enfim juntos, o albino Davi que se apropriou dos Dread Loacks e originário Rastafári Negro Sansão, retirarem a Espada Encantada presa à Pedra filosofal, e finalmente poder celebrar, aproximando-se da dimensão do Graal. Eis o Homem...Finalmente sem juízo e sem juízes...Humano somente, hermanos finalmente.