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quarta-feira, 25 de abril de 2018

A Filosofia Africana e o Princípio De Estranhar o Comum e Tornar Comum o Que é Estranho...

Há muito mais entre o Ordinário e o Extraordinário do que imagina a nossa vã filosofia, como sempre tem mostrado, de forma prosaica, qualquer Arco-da-Velha que se mostra após as tempestades, mesmo sem exibir seu começo ou o seu fim. O exercício de olhar e ver, divisando um e outro, já é em si, um processo Extraordinário. Nesse processo cabe a analogia daquele peixe que mergulha em pleno ar, e percebe nesse deliberado ato, a existência de um novo e desconhecido mundo. Dessa forma, o fantástico, o maravilhoso e os milagres saem do terreno exótico para o mar do prosaico.

As miríades desse processo, com seus incontáveis e luminosos tons expostos pelo ar, podem até sufocar o desavisado peixe urbano que nem percebe a mudança de forma do oxigênio, tal como o processo da água que se transforma em gelo; mas é um processo natural, que segue seu curso da mesma forma que o rio segue seu caminho em direção ao mar; diferente a cada momento, mas que se mostra simultaneamente de forma coletiva e individual. 

Sair da superfície profunda dessa escuridão da alma, para perceber além do Ordinário senso da vala comum a qual o indivíduo diuturnamente é submetido pelos pseudos controladores dos destinos alheios, é um processo simplesmente Extraordinário; e esse processo se resume em perceber que ter Força é diferente de possuir Poder. Ou seja, a mão que possui o Controle não são as mesmas mãos que possuem as Pilhas; e é nesse hiato que o Ying e Yang se harmonizam com a canção cósmica do universo. Dessa forma, a simplicidade se torna tudo o que há de mais Extraordinário e belo nesse incrível processo.

Portanto, há muito mais entre o Extraordinário e o Ordinário que imagina essa nossa vã filosofia que necessita deixar toda a sua pesada carga, durante a travessia por debaixo desse Arco-da-velha que aponta por sobre esse rio de coisas que correm em direção ao mar da vida, e levar somente a fraterna simplicidade como óbolo para o irmão Carontes.

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