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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Os fundamentos da escola greco-romana de subalternidades na educação laica Brazilleira.


A grande sacada da branquitude, depois de saquear e sequestrar o conhecimento dos Povos melanodérmicos[1], como a matemática, a filosofia, a medicina, astronomia e tudo, mais; foi pegar a psicologia desses Povos e transforma-la em Bíblia. Pois é; a bíblia é um tratado preciso da psicologia dos povos africanos. Já que, para esses povos, o conhecimento, não tendo um dono, deveria ser doado e passado adiante; e esse era o único proveito tirado do saber: a própria sabedoria; era essa a generosidade coletiva, dentro do princípio da circularidade previsto nos Valores Civilizatórios Africanos.
Mas a população leucodérmica, com seu extremo senso de individualismo e sentimento exacerbado de posse, logo que em contato com esse poderoso elemento que era o conhecimento melanodérmico, percebeu nesse evento que, conhecimento é poder, e vendo a potência desse empreendimento como um excelente negócio, além de uma oportunidade de se engrandecerem e serem tão poderosos quantos os Reis[1].

Para sequestrar esse título de Rei e o poder imprescritível desse império de subjetividades, os brancos tiveram essa maquiavélica ideia: aproveitando que todo conhecimento era passado de forma oral, o plano era extremamente simples, foi só grafar uma compilação e assinar essa coletânea de saber em forma de princípios, num grande livro, como uma espécie de índice de verdades (a exemplo das tábuas dos mandamentos), e dizer que havia sido grafado por ordem do Senhor dos senhores em pessoa, o mais velho de todos os velhos; o próprio Senhor do Tempo. E foi ai que começou a saga do controle mental ocidental sobre a raça humana.

Diocleciano, por volta do ano 303, inicia o combate à “ideia” Cristã, que obviamente antecedeu ao Jesus histórico, mas após assassinar o neguinho indolente conhecido por Jesus, o Cristo da negrada, e perceber que a "ideia Cristã" teve sua força assustadoramente redobrada, os absolutistas brancos, na figura do Imperador Constantino, viram que não teria nenhuma chance no combate à ideia que crescia de forma exponencial.

Desse modo, fazendo o que branco sabe fazer de melhor, este imperador se apropriou da ideia se proclamando o Arnês de Cristo no ano de 325. Esse ardil usado perversamente para controlar a subjetividade do Povo negro, permitiu a sua total colonização mental até os dias atuais, de forma contundente e notória. Isso nos colocou na qualidade de reféns e de exilados em nossa própria terra. O negro é o migrante nu contemporâneo que ocupa o entre-lugar social, onde o constructo de sua imagem tem seu determinante maiêutico e diatópico perversamente estabelecido por esse covarde expediente brancopofágico[2].

Esse foi o maior assalto registrado na história da humanidade, pois o número de vítimas desse crime extrapola o espaço-tempo da própria existência; e mais, as vítimas que contraem o vírus da Síndrome de Estocolmo, são as quem cabe executar a trágica função de retroalimentar a máquina que mantém esse crime continuado configurado como em crime em flagrante; crime este que teve seu grande planejamento em escala comercial no conluio de negociantes nos Portos Europeus, como o de Liverpool, onde o infame comércio teve sua programação traçada e levada a termo.

Dessa forma, com a ideia monetizada, foi possível, em nome de Deus permitir o comércio de gente; e em nome de Deus foi permitido o estupro de mulheres e homens escravizados; em nome de Deus o sangue escorre desde os primórdios onde três marginais foram crucificados na cruz pelo império romano, até a caneta de togados formados na academia greco-romana do ocidente que se dizem doutorados para matar criança indefesa e decidir quem deve ser culpado e punido pelos crimes por eles definidos como tal.
Fato esse, que tem seu estado de arte pedagogicamente notabilizado na didática frase hollywoodiana onde o personagem gringo diz que "...não é pessoal, é só negócio...", foi esse ardil mercadológico que se solidificou no sistema educacional do ocidente que definitivamente subalternizou o povo negro, que hoje se permite ser violentado e torturado humilhantemente; tudo em nome daquele que legitimou esse crime numa despudorada, indolente e arrogante falsidade ideológica: o Arnês de Cristo.

Portanto, todos os brancos foram treinados para sinceramente incorrer no artigo 308 do código penal, para fugir a responsabilidade moral, material, simbólico e psicológico, como cúmplices históricos pelo nefasto epistemicídio melanodérmico que a escola propaga e legitima como saber universal. Mas, como a igreja ainda é gerenciada pela supremacia branca, a inquisição que ocorre no holocausto negro contemporâneo, o comando ainda continua sendo dos umbrálicos seres caras-pálidas yankees que entoam a homilia a ser repetida pelos muitos Joaquins Silvérios dos Reis formados pela escola e abençoados pela igreja, até que os Negros recobrem seus sentimentos e sentidos, e finalmente digam NÃO a estado de putrefação, transmitido pelo vírus zumbis hollywoodianus.


[1] A história deixa claro que os vizinhos ao redor do Egito tinham todos se tornado familiarizados com os ensinamentos dos Mistérios Egípcios muitos séculos antes dos Atenienses, os quais em 399 a.C. condenaram Sócrates à morte (Zeller's Hist. of Phil., p. 112; 127; 170–172) e, posteriormente, levaram Platão e Aristóteles a fugir de Atenas para salvar suas vidas, porque filosofia era algo estranho e desconhecido para eles. Por esta mesma razão, seria de se esperar tanto dos Jônicos quanto dos Italianos exercerem a sua reivindicação da filosofia, uma vez que esta entrou em contato com eles muito antes do que fez com os Atenienses, que foram sempre os seus maiores inimigos, até a conquista do Egito por Alexandre, que deu a Aristóteles o livre acesso à Biblioteca de Alexandria.
Os Jônicos e Italianos não fizeram nenhuma tentativa de reivindicar a autoria da filosofia, porque eles estavam bem cientes de que os Egípcios eram os verdadeiros autores. Por outro lado, após a morte de Aristóteles, seus alunos Atenienses, sem a autoridade do Estado, comprometeram-se a compilar uma história da filosofia, reconhecida na época como a Sophia ou Sabedoria dos Egípcios, que havia se tornado corrente e tradicional no mundo antigo, compilação esta, porque foi produzida pelos alunos que haviam pertencido à escola de Aristóteles, que a história posterior tem erroneamente chamado de filosofia Grega, a despeito do fato de que os Gregos eram os seus maiores inimigos e perseguidores, e haviam persistentemente tratado-a como uma inovação estrangeira. Por esta razão, a então-chamada filosofia Grega é filosofia Egípcia roubada, a qual primeiro se espalhou para a Jônia, seguindo depois para a Itália e depois para Atenas. E é preciso lembrar que, neste período remoto da história da Grécia, ou seja, de Tales até Aristóteles 640 a.C. — 322 a.C., os Jônicos não eram cidadãos Gregos, mas à princípio súditos Egípcios e posteriormente súditos Persas
2.    [2]  Autoria das Doutrinas Individuais é extremamente duvidosa. Quando se tenta ler a história da filosofia Grega, descobre-se uma ausência completa de informações essenciais sobre o início da vida e a formação dos então-chamados filósofos Gregos, de Tales até Aristóteles. Nenhum escritor ou historiador professa saber nada sobre sua educação inicial. Tudo o que nos dizem sobre eles consiste em:
(a) uma data e local de nascimento duvidosos
(b) suas doutrinas; mas o mundo é deixado para adivinhar quem eram e de que fonte obtiveram sua educação inicial, e seria naturalmente de se esperar que homens que subiram para a posição de um Professor, entre parentes, amigos e associados, seriam bem conhecidos, não somente por eles, mas por toda a comunidade.
Ao contrário, homens que poderiam muito bem ser colocados entre os primeiros Professores da história, que haviam crescido desde a infância até à idade adulta, e haviam ensinado alunos, são representados como desconhecidos, sem quaisquer vestígios domésticos, sociais ou educacionais iniciais. Isto é inacreditável, e ainda assim é um fato que a história da filosofia Grega apresentou ao mundo um número de homens sobre cujas vidas ela sabe pouco ou nada; mas espera que mundo os aceite como os verdadeiros autores das doutrinas que são alegadas como sendo deles.
 Rael Preto
Organização para a Libertação do
Povo Negro


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