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sexta-feira, 28 de abril de 2017

O símbolo da polícia militar e o símbolo Rafael Braga

A justiça brazilleira, para pessoas da cor de noite sem lua, funciona como um parque de diversões radicais, onde notoriamente os brinquedos são propositalmente adulterados de forma criminosa. Essa diversão radical criada e promovida por essa instituição tem a finalidade única trazer diversão a fim de quebrar o tédio cotidiano de juízes, desembargadores e ministros de justiça; afinal, eles precisam de assuntos para contar vantagens durante as conversas nos encontros de infindáveis jantares e festas, atendendo as frugalidades de ocasião; enquanto os usuários eleitos por esta corporação abrancalhada para participar deste fúnebre jogo, foram escolhidos por Narciso, do alto de seu pomposo cavalo de Tróia, as margens plácidas do rio Ipiranga.

Esses usuários, convencidos a entrar nesse jogo de azar, foram impelidos a pagar por um ingresso que prometia um universo de austeras dificuldades e maviosas recompensas; como um incrível roteiro prévio hollywoodiano tramado em solo tupiniquim. Porém, nesse jogo, as regras passaram a ser mudadas de acordo com as vontades e desejos dos administradores abrancalhados. Sendo assim, esse jogo passou a ter somente um lado ganhador.

Esse exercício gerou um processo social pragmático, formando uma sociedade fundamentalista, que banalizou o fascismo, como forma de dissimular o hediondo racismo secular que grassam no fundo da alma das queridas pessoas brancas, que sempre pregaram religiosamente a eugenia como um dogma.

Aquele que tiver a ousadia de se voltar contra essa maré, apontando tais operadores da justiça como os odiosos racistas criminosos que realmente são, incorrem em crime contra o status quo de gente branca, passível de punição, de acordo com os caprichos dos que portam a caneta-punhal da justiça estatal. 

Por esse motivo, esses criminosos racistas que se intitulam doutores da justiça, criaram a súmula 70 e o auto de resistência. Respectivamente, uma determina que, na falta de testemunha, vale a palavra do agente da lei; enquanto a outra determina que quaisquer assassinatos cometidos por esses agentes, sejam computados como resistência a prisão do citado suspeito. Sendo assim, o agente da lei, em obediência ao seu comando que é comandado pelos desmando da elite sem limites, está livre para comente quaisquer excessos, crimes e arbitrariedades em nome da lei. Ou seja, ele é livre para prender, torturar ou matar o sujeito determinado como elemento padrão, que é o jargão usado pela policial para se referir ao sujeito de cor.

Esses artigos, súmulas e afins, impostos como lei; assim com foi imposta a lei de terras, a lei da vadiagem, do sexagenário, e tantas outras leis eugênicas; faz com que seja reaberta a temporada de caça étnica, como faz o Ku Kux Klan hoje, através das forças policiais, nos EUA. Nesse caso, as Cláudias, Amarildos e Rafaeis Bragas de todo o Brasil estão cientes de seu veredicto ante quaisquer tribunais abrancalhados do estado nacional comandado pela elite escravista brazilleira, do mesmo modo que o emblema[1] do policial denuncia a quem ele serve e pertence.

Portanto, não se trata só de Rafael Braga, trata-se da união do povo negro como Povo; com pretos a defender incondicionalmente outros pretos da sanha dessa onda branca; em última instância, significa dizer que, se não nos salvarmos todos, não se salva ninguém.




[1] No emblema da polícia militar do Estado do Rio de Janeiro há um ramo de café, sobre um pedaço de cana-de-açúcar sobre a inscrição G.R.P. cuja siglas significam Guarda Real Portuguesa.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

TODO PODER AO POVO

Desde que os europeus invadiram o Brasil, e os seus eurodescendentes usurparam o poder, formando uma República, a fim de oficializar o seu crime contra a humanidade e administrar o golpe dado contra a Nação; o inimigo número um do Povo brasileiro passou a ser um só: o Estado brasileiro. 

Esses eurodescendentes, desrespeitando todos os mais de 500 Povos indígenas e Africanos. Ou seja, desrespeitando os donos e os construtores da nação, formaram, a partir de uma abominável quadrilha; um governo, onde unicamente, os membros de uma mesma máfia se revezam para disputar o poder. Este mesmo Estado colocou como sua função primeira, o monopólio incondicional dos crimes de quaisquer naturezas, implementando as resoluções necessárias para lhe garantir tal exercício. 

Sendo assim, qualquer cidadão que compre sua casa ou apartamento, qualquer cidadão que tenha seu veículo próprio ou não; qualquer cidadão que adquire quaisquer bens que seja, ou mesmo não adquira nada; ainda assim, continua a ter a obrigação cidadã de pagar a propina oficial em forma de taxas, impostos, juros e moras a este governo medieval que usufrui de tudo ao mesmo tempo em que impede o Povo de usufruir até mesmo dos bens naturais oferecidos a humanidade como ser vivente. Para isso, ele mantém um estado de corrupção permanente do próprio povo, para que eles fiscalizem a eles mesmos, organizando blitzs, barreiras fiscais e os impedimentos de ir e vir, a livre expressão, Além dos cerceamentos e intimidações mais surreais que se possa imaginar.

Para o completo sucesso dessas barbáries, o Estado põe em prática o mesmo treinamento motivacional usado com os jogadores dos times de futebol, de ginástica, vôlei e outras modalidades esportivas quaisquer. Por exemplo, um ginasta assiste a filmes de outros grandes ginastas para melhorar o seu desempenho, assim como os lutadores, os nadadores e assim vai. O povo também segue o mesmo roteiro através das propagandas subliminares, absurdamente de forma escancarada, com início, meio e fins que justificam quaisquer meios.

Só que o povinho, diante do êxtase de pertencimento a algo aparentemente importante, não se dá conta de que participa de um roteiro preconizado por um deputado da cidade de Vêneto, na Itália, chamado Antônio Gramsci, que pregava a hegemonia cultural como forma de controle social. Nesse caso, a mídia desempenha habilmente essa função hegemônica monorracial.

As TVs brasileiras, que habilmente infantiliza os adultos e covardemente adultiza as crianças, usando para isso, a criação e controle de emoções; já que, obviamente quem cria uma emoção também controla o depositário dessa emoção, da mesma forma que se fez no regime nazista ao acionar Hollywood para legitimar sua causa. 

É patente a percepção dos passos seguidos por Hitler na Alemanha nazista, também sendo seguidos pelos governos da república dos Bananas. Nesse caso, em nossa história, é notório que sempre tivemos governos apoiadores e promotores de limpeza étnica, do holocausto e genocídio do Povo Negro e indígena, que hoje, despudoradamente ousam aceitar a qualificação de padrinho dos deserdados, os afro-modernos escravizados brasileiros.

Enquanto a mídia conseguir continuar fazendo desse povo, meros espectadores, ele serão mantidos na ignorância, e dessa forma manterá a supremacia branca como uma referência top de linha. Para termos uma ideia mais explícita sobre este contexto movediço na área educacional, a realidade seria mesma que a de contrapor Davi a Golias. Neste caso temos hoje um professor de escola pública, que tem como tecnologia máxima a sua disposição, uma caneta pilot e um quadro branco, frente a uma mídia que tem a Arte e a Ciência roubadas dos ancestrais desses próprios Povos, que agora definha, reduzido ao servilismo físico, mental, emocional e psicológico. 

E na área da Saúde, um negro ser atendido por um psicólogo ou médico branco, significa a garantia de que ele continue sendo um machista esquizofrênico, brancopofágico e pretofóbico. Sendo assim, nos serviços públicos, a hegemonia da representatividade é primordial, para que o negro saiba dialogicamente o seu lugar como negro e o lugar do branco como branco. 

A truculência da área da Segurança Nacional garante o estado executor e executivo desse constructor social, introjetado e assimilado, a partir do exercício coercitivo e subliminar realizado pela polícia e pelo processo midiático, que faz com que o povo negro continue sendo PASSIVO e aceite o seu papel social de escravizado total, parcial ou potencial em quaisquer circunstâncias; seja ela política, religiosa ou jurídica; onde todo o cenário e roteiro são preparados para que ele cumpra sempre o papel de subalterno.

Dessa maneira, o inimigo do Povo; o Estado brasileiro; travestido de salvador da pátria, diuturnamente, com seu amplo sorriso de plástico, numa retórica fácil e agradável diante das telas televisivas, mantém o povo estático, passivo e submisso em seu curral social, estando seguro de sua representatividade como grande pai de alguns, e padrasto de todos. Enquanto isso dorme a nossa pátria, mãe gentil, sem saber que está sendo mandada pra longe, como se fosse uma senhora senil, juntos com todos os Filhos que ela Pariu.




quinta-feira, 20 de abril de 2017

República Eugênica Federativa do Brazil

A eugenia, sobre os auspícios do psicopata pensador Francis Galton[1], foi a única invenção eurocêntrica conhecida no mundo, após eles tomarem de assalto e sequestrar a sabedoria dos Povos melanodérmico do norte da África, e descobriram que a melanina, é o único elemento que faz o Ser humano ser realmente humano.

Essa política desde então, vem se travestindo e se dissimulando em variados trajes ornamentais; indumentárias diversificadas, uma hora chamadas de controle de natalidade, outra hora chamada de prevenção da saúde da mulher e por ai vai. Em seus momentos mais contundentes já foi denominada de nazismo, integralismo, apartheid, etc.

O fato é que essa dissimulação, que tem deixado a eugenia livre para atuar em todos os campos da sociedade, tem patrocinado e perpetuado o genocídio com todo seu vigor, na mesma intensidade, em que se dissimula usando as novíssimas máscaras antigas das chamadas políticas progressistas.

Isso faz com que não estranhemos que, logo após a abolição da escravidão no Brasil e no mundo, o Povo Negro continuem até hoje a sobreviver em prisão abertas, como é o caso das favelas e das comunidades dos deserdados. Exatamente como a faixa de Gaza hoje, é a maior prisão a céu aberto do mundo.

Não estranhamos também que na mesma época em que a França falava em Liberdade, Fraternidade e Igualdade, foi a época em mais se traficou corpos humanos de negros africanos para servir como escravizados a estes oradores retóricos, porta-voz do cinismo honesto e da hipocrisia sincera, que realizaram uma das maiores ação de apropriação cultural[2] da qual temos notícia no mundo; só superado pelos Gregos.

Hoje, observamos que as populações se encontram bem treinadas e motivadas pela mídia ao olhar e ver o sofrimento do Povo preto como espetáculo e fonte de altíssimos lucros, já que a audiência é que traz dividendos. Pois é essa mídia medíocre, que também tem formado uma opinião pública tão medíocre quanto ela, que percebemos, ao comparamos as mortes ocorridas em vinte países em que a pena de morte é legalizada, com as mortes provocadas pela polícia no eixo Rio/São Paulo, veremos nitidamente esse genocídio, pois as mesmas mortes ocorridas nos vinte países não chegam a metade das mortes provocadas pela polícia apenas nessa região do Brazill, sem mencionar o resto do país.

Essa conjuntura, patrocinada por vossa eminencia parda, o euro-Estado eugênico; eugenia esta que já esteve presente de forma oficial em nossa constituição e nas leis tupiniquins, e ainda presente no regimento interno das polícias do Brazill. Atualmente essa política se encontra completamente assimilada e internalizada pelos povos brasileiros subalternizados, passivos e servis ao regime plutocrático brazilleiro.

Contraditoriamente, hoje vemos autores, rotulados como intelectuais, preocupados com a morte do humanismo. Eu me questiono de que maneira algo que ainda não nasceu poderia ser ameaçado de morte. Penso que esses intelectuais, que de forma alguma tem incomodado o sistema eugênico nacional e internacional, só têm contribuído estoicamente para reforçar o constructo social dos diferentes, os deserdados e feridos pela justiça, de modo a manter essa conjuntura de barbáries justificada. Reforçando desse modo, esse contexto inquisitório só comparado à idade das trevas européia, já que só houve uma idade das trevas e ela foi, e continua sendo européia.

Portanto, analisar nossa atual conjuntura política sem levar em conta as nacionalidades que habitam o solo desse país. Ou seja, sem racializar a questão brasileira, sendo este povo a maioria que compõe a nação brasileira, já que os indígenas foram exterminados por esse Estado-branco-eugênico; o Povo Negro então é uma questão nacional. Enquanto as leis forem confeccionadas unicamente para seu controle e subalternidade, não se pode levar a sério essa análise de conjuntura conjecturada por esse pseudo-intelectuais de gabinete falando em morte da ética, da honestidade ou humanismo de forma capciosa e unilateral, enquanto os privilégios da nação são direcionados a uma nacionalidade somente: a saber, os assim denominados euro-descendentes. 

Esse discurso definitivamente comprometido com a exclusão, sem levar em conta a racialização do mesmo, é um discurso vazio que sustenta a falácia de uma democracia que nunca existiu em solo tupiniquim, salvo na República de Palmares. 

Falar em Brasil é falar em campo de concentração e genocídio de uma nação. Falar em Brasil é falar em escravização e tortura de um Povo. Falar no Povo Negro brasileiro é falar em presos políticos ou nos que estão em liberdade condicional e são ironicamente chamados de cidadãos. Falar na República Federativa do Brasil é também falar nas máfias, nacional e internacional, responsáveis por sua atual colonização.

Mas a mídia, assim como a religião, vem se esforçando de forma hercúlea, para manter a propaganda da promessa divina e da libertação futura num mundo celestial abençoado por Odin e Zeus, tendo Thor, Percy Jackson e os Deuses brancos do Egito hollywoodiano como guardiões.




[1] Eugenia é a ciência que busca o melhoramento da raça iniciada por Galton em 1883, criando-se um movimento social nos EUA e posteriormente na europa e América Latina, culminando na Alemanha com o evento do nazismo. Essa política procurava exterminar a raça ruim. Tal política foi justificada pelo reverendo Malthus em 1798 para evitar a explosão demográfica descontrolada; implantando assim, o controle de natalidade a partir da esterilização química e cirúrgica feminina.
[2] Napoleão proporcionou esse assalto e sequestro por ocasião da invasão ao Egito.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Os fundamentos da escola greco-romana de subalternidades na educação laica Brazilleira.


A grande sacada da branquitude, depois de saquear e sequestrar o conhecimento dos Povos melanodérmicos[1], como a matemática, a filosofia, a medicina, astronomia e tudo, mais; foi pegar a psicologia desses Povos e transforma-la em Bíblia. Pois é; a bíblia é um tratado preciso da psicologia dos povos africanos. Já que, para esses povos, o conhecimento, não tendo um dono, deveria ser doado e passado adiante; e esse era o único proveito tirado do saber: a própria sabedoria; era essa a generosidade coletiva, dentro do princípio da circularidade previsto nos Valores Civilizatórios Africanos.
Mas a população leucodérmica, com seu extremo senso de individualismo e sentimento exacerbado de posse, logo que em contato com esse poderoso elemento que era o conhecimento melanodérmico, percebeu nesse evento que, conhecimento é poder, e vendo a potência desse empreendimento como um excelente negócio, além de uma oportunidade de se engrandecerem e serem tão poderosos quantos os Reis[1].

Para sequestrar esse título de Rei e o poder imprescritível desse império de subjetividades, os brancos tiveram essa maquiavélica ideia: aproveitando que todo conhecimento era passado de forma oral, o plano era extremamente simples, foi só grafar uma compilação e assinar essa coletânea de saber em forma de princípios, num grande livro, como uma espécie de índice de verdades (a exemplo das tábuas dos mandamentos), e dizer que havia sido grafado por ordem do Senhor dos senhores em pessoa, o mais velho de todos os velhos; o próprio Senhor do Tempo. E foi ai que começou a saga do controle mental ocidental sobre a raça humana.

Diocleciano, por volta do ano 303, inicia o combate à “ideia” Cristã, que obviamente antecedeu ao Jesus histórico, mas após assassinar o neguinho indolente conhecido por Jesus, o Cristo da negrada, e perceber que a "ideia Cristã" teve sua força assustadoramente redobrada, os absolutistas brancos, na figura do Imperador Constantino, viram que não teria nenhuma chance no combate à ideia que crescia de forma exponencial.

Desse modo, fazendo o que branco sabe fazer de melhor, este imperador se apropriou da ideia se proclamando o Arnês de Cristo no ano de 325. Esse ardil usado perversamente para controlar a subjetividade do Povo negro, permitiu a sua total colonização mental até os dias atuais, de forma contundente e notória. Isso nos colocou na qualidade de reféns e de exilados em nossa própria terra. O negro é o migrante nu contemporâneo que ocupa o entre-lugar social, onde o constructo de sua imagem tem seu determinante maiêutico e diatópico perversamente estabelecido por esse covarde expediente brancopofágico[2].

Esse foi o maior assalto registrado na história da humanidade, pois o número de vítimas desse crime extrapola o espaço-tempo da própria existência; e mais, as vítimas que contraem o vírus da Síndrome de Estocolmo, são as quem cabe executar a trágica função de retroalimentar a máquina que mantém esse crime continuado configurado como em crime em flagrante; crime este que teve seu grande planejamento em escala comercial no conluio de negociantes nos Portos Europeus, como o de Liverpool, onde o infame comércio teve sua programação traçada e levada a termo.

Dessa forma, com a ideia monetizada, foi possível, em nome de Deus permitir o comércio de gente; e em nome de Deus foi permitido o estupro de mulheres e homens escravizados; em nome de Deus o sangue escorre desde os primórdios onde três marginais foram crucificados na cruz pelo império romano, até a caneta de togados formados na academia greco-romana do ocidente que se dizem doutorados para matar criança indefesa e decidir quem deve ser culpado e punido pelos crimes por eles definidos como tal.
Fato esse, que tem seu estado de arte pedagogicamente notabilizado na didática frase hollywoodiana onde o personagem gringo diz que "...não é pessoal, é só negócio...", foi esse ardil mercadológico que se solidificou no sistema educacional do ocidente que definitivamente subalternizou o povo negro, que hoje se permite ser violentado e torturado humilhantemente; tudo em nome daquele que legitimou esse crime numa despudorada, indolente e arrogante falsidade ideológica: o Arnês de Cristo.

Portanto, todos os brancos foram treinados para sinceramente incorrer no artigo 308 do código penal, para fugir a responsabilidade moral, material, simbólico e psicológico, como cúmplices históricos pelo nefasto epistemicídio melanodérmico que a escola propaga e legitima como saber universal. Mas, como a igreja ainda é gerenciada pela supremacia branca, a inquisição que ocorre no holocausto negro contemporâneo, o comando ainda continua sendo dos umbrálicos seres caras-pálidas yankees que entoam a homilia a ser repetida pelos muitos Joaquins Silvérios dos Reis formados pela escola e abençoados pela igreja, até que os Negros recobrem seus sentimentos e sentidos, e finalmente digam NÃO a estado de putrefação, transmitido pelo vírus zumbis hollywoodianus.


[1] A história deixa claro que os vizinhos ao redor do Egito tinham todos se tornado familiarizados com os ensinamentos dos Mistérios Egípcios muitos séculos antes dos Atenienses, os quais em 399 a.C. condenaram Sócrates à morte (Zeller's Hist. of Phil., p. 112; 127; 170–172) e, posteriormente, levaram Platão e Aristóteles a fugir de Atenas para salvar suas vidas, porque filosofia era algo estranho e desconhecido para eles. Por esta mesma razão, seria de se esperar tanto dos Jônicos quanto dos Italianos exercerem a sua reivindicação da filosofia, uma vez que esta entrou em contato com eles muito antes do que fez com os Atenienses, que foram sempre os seus maiores inimigos, até a conquista do Egito por Alexandre, que deu a Aristóteles o livre acesso à Biblioteca de Alexandria.
Os Jônicos e Italianos não fizeram nenhuma tentativa de reivindicar a autoria da filosofia, porque eles estavam bem cientes de que os Egípcios eram os verdadeiros autores. Por outro lado, após a morte de Aristóteles, seus alunos Atenienses, sem a autoridade do Estado, comprometeram-se a compilar uma história da filosofia, reconhecida na época como a Sophia ou Sabedoria dos Egípcios, que havia se tornado corrente e tradicional no mundo antigo, compilação esta, porque foi produzida pelos alunos que haviam pertencido à escola de Aristóteles, que a história posterior tem erroneamente chamado de filosofia Grega, a despeito do fato de que os Gregos eram os seus maiores inimigos e perseguidores, e haviam persistentemente tratado-a como uma inovação estrangeira. Por esta razão, a então-chamada filosofia Grega é filosofia Egípcia roubada, a qual primeiro se espalhou para a Jônia, seguindo depois para a Itália e depois para Atenas. E é preciso lembrar que, neste período remoto da história da Grécia, ou seja, de Tales até Aristóteles 640 a.C. — 322 a.C., os Jônicos não eram cidadãos Gregos, mas à princípio súditos Egípcios e posteriormente súditos Persas
2.    [2]  Autoria das Doutrinas Individuais é extremamente duvidosa. Quando se tenta ler a história da filosofia Grega, descobre-se uma ausência completa de informações essenciais sobre o início da vida e a formação dos então-chamados filósofos Gregos, de Tales até Aristóteles. Nenhum escritor ou historiador professa saber nada sobre sua educação inicial. Tudo o que nos dizem sobre eles consiste em:
(a) uma data e local de nascimento duvidosos
(b) suas doutrinas; mas o mundo é deixado para adivinhar quem eram e de que fonte obtiveram sua educação inicial, e seria naturalmente de se esperar que homens que subiram para a posição de um Professor, entre parentes, amigos e associados, seriam bem conhecidos, não somente por eles, mas por toda a comunidade.
Ao contrário, homens que poderiam muito bem ser colocados entre os primeiros Professores da história, que haviam crescido desde a infância até à idade adulta, e haviam ensinado alunos, são representados como desconhecidos, sem quaisquer vestígios domésticos, sociais ou educacionais iniciais. Isto é inacreditável, e ainda assim é um fato que a história da filosofia Grega apresentou ao mundo um número de homens sobre cujas vidas ela sabe pouco ou nada; mas espera que mundo os aceite como os verdadeiros autores das doutrinas que são alegadas como sendo deles.
 Rael Preto
Organização para a Libertação do
Povo Negro


quinta-feira, 13 de abril de 2017

No Brazil varonil, Ser preto é perigoso, ser branco é vergonhoso


Ser branco no Brasil...!?? Ser branco significa ter que sentir vergonha o tempo todo, durante todo o tempo. Não por ter cometido algum ilícito ou correlato; não por ser ou ter sido uma pessoa ruim; nem por errar às vezes ou quase sempre; mas sim, pelo que ele representa. Pois essa pessoa branca representa a tortura, humilhação, barbárie e morte. Representa o invasor; ele é o sequestrador, é o violador.
Não estou aqui afirmando que qualquer querida pessoa branca que viva hoje, tenha cometido quaisquer barbárie como os conhecidos e abomináveis crimes de escravidão, dos estupros e trucidamentos dos Povos indígenas ou dos Povos Negros; visto que os responsáveis diretos por esses inclassificáveis atos foram os seus antepassados. Sim; falo de seus tataravós. É obvio que, em absoluto, os brancos de hoje devam ser condenados pelos crimes de seus parentes.
Quando falo da vergonha que os brancos devem ou deveriam sentir, me refiro ao resultado daquilo que seus antepassados fizeram e que resultou nas gravíssimas consequências que podemos observar a olhos vistos até o presente momento.
As barbáries provocadas pelas torturas, humilhações e assassinatos categóricos perpetrados contra os Povos autóctones e melanodérmicos para que eles produzissem a riqueza desse país, além de ter deixado profundas marcas no corpo e no espírito, deixou também muitas heranças; e essas heranças; além de material e simbólica, também foi psicológica.
Esse insidioso lado psicológico das progressivas torturas e desmedidas humilhações que foram herdados pelos indígenas e afrodescendentes, na contramão da riqueza produzida por eles, foi passado para seus filhos, netos e bisnetos. Assim como as citadas riquezas foram passadas para os filhos, netos e bisnetos desses brancos que hoje vivem com suas casas e seus carros em suas garagens.
A alma trucidada dos negros em sofrimento foi a herança recebida pelos que hoje se encontram tutelados por um Estado dirigido por empresários escravistas e por uma hipócrita e cínica sociedade republicana que se omite diante das barbáries cotidianamente praticadas contra os que se encontram fragilizados, após contemplados com suas respectivas heranças recebidas através dos crimes da escravidão; me refiro aqui aos deserdados e aos feridos pela justiça corporativa que trazem literalmente essa marca na pele.
Por esse motivo, os homens de bens, sempre fecharam seus olhos para a escravidão histórica e contemporânea; assim como fecham os olhos para os estupros, as humilhações e os assassinatos de pretas e pretos, ininterruptos até a presente data; e o fazem como uma inútil e covarde forma de tentar desviar, de si e dos outros, a atenção de suas responsabilidades no cruel contexto dessa conjuntura estruturada sobre os auspícios da igreja e do Estado brasileiro. Pois eles sabem, de uma maneira ou de outra, que os seus privilégios outorgados e herdados, sejam benesses materiais, sociais, políticas ou psicológicas; absolutamente todas elas tiveram sua origem na histórica abominação desse infame comércio.
Nesse caso, diante dessa estúpida sociedade de Dante, sem Don Quixote nem Sancho Pança; eles, esses brancos; permanecem calados e impassíveis a quaisquer gritos de agonia ou sofrimentos dos diferentes, como qualquer Temeroso cúmplice ou comparsa de um reconhecido e gravíssimo crime praticado que perdura pendurado em sua árvore genealógica como aquele fruto podre no sesto que contamina todo o restante.
Portanto, olhar para esses diferentes, é lembrar-se continuamente desse crime; e também é lembrar-se dos comprometedores tratos e contratos dessa cumplicidade, além das consequências da quebra desses tratados, e confiar que a sua cor de gringo é a certeza de possuir seu fórum privilegiado particular, os fazendo pensar que indefinidamente permanecerão incólumes às consequências desse crime continuado;
Para uma querida pessoa branca ter que olhar ou mesmo ter que ouvir  a voz de um diferente admitindo-o igualmente como humano, isso implicaria inevitavelmente na assunção desse crime continuado, e possivelmente poderia vir-à-ser um promissor início de se querer pensar em fazer a coisa certa.
Mas, o Temor dessa querida pessoa branca em vir a sentir a vergonha implacável e o penetrar da fria lâmina do aço da culpabilidade nas profundezas do fundo do seu ser, vem bem antes dela pensar em tentar buscar fazer a coisa certa; e isso faz com que essa querida pessoa branca postergue a sua humanidade como gente de verdade.
Ela primeiro vai vociferar, vai gritar, vai agredir e vai fazer de tudo, como fizeram os seus parentes e antecessores, para poder fugir de sua responsabilidade como coautora desse crime continuado; e depondo a seu favor, estão os filmes, revistas, os grandes conglomerados, os políticos, delegados, juízes, até a corte suprema do país e toda a estrutura amealhada decorrente da histórica pilhagem que custou incontáveis vidas indígenas e negras: o Tráfico negreiro, a escravidão e a colonização.
A pele negra, tremulando a frente de uma querida pessoa branca, é vista por este como uma desafiadora bandeira de liberdade, ao mesmo tempo em que tem a petulância de aponta-los sem medo, como os responsáveis morais e por tabela como culpados pela continuação desse crime secular. Isso faz com que a única resposta da defesa leucodérmica seja a utilização de barbáries que vão gerar mais barbáries, pois eles acreditam sinceramente que rasgando e pondo fogo nessas bandeiras ambulantes, eles poderão realmente manter escondidas as provas, ainda vivas, desse crime histórico. Dessa maneira, a cada bandeira pirata transeunte, é cometido um infame linchamento oficializado pelo Estado que representa e protege os continuadores desse crime.
Esse conclave já teve muitos nomes; às vezes são chamados de iluminatis, outras vezes de maçons; mais a única certeza é a de que se trata de uma sociedade altamente secreta visível todos os dias, em todos os lados, momentos em destaque nos principais cargos políticos, religiosos e empresárias da sociedade brancopofágica brazilleira. Desde os púlpitos aos tribunais e das escolas aos telejornais, até as piadas matinais. 
Mas a verdade é que os beneficiados por esse histórico crime contra a humanidade se refestelam na impunidade temporária, enquanto a liberdade condicional dos cativos dessa prisão mental estiver em vigor através da religião, da escola e do comercial. 
Por possuir essa absoluta convicção é possuir a total certeza de ter recebido como herança a imunidade racial. Por esse motivo, as queridas pessoas brancas aparecem sempre nos finais felizes, junto aos heróis salvadores desse mundo normal, e protegido pela sólida Caverna do Dragão da idade da pedra européia, numa ação de graça transformada em hábito étnico quando exercitam o expediente de queimar bandeiras negras vivas, sobre a legação diante do
Supremo Tribunal Étnico-Único, de ser bandeira pirata marginal; fazendo então, desse hábito, um vício, como o vício de consumir cocaína, crack ou outras drogas pesadas quaisquer; por hora, essa foi a única forma encontrada que as possibilitaram esquecerem-se desse crime histórico; Ates de tentar pensar em fazer a coisa certa, eles continuam a satisfazer suas vicissitudes animal de forma normal...
Rael Preto
Organização Para a Libertação do Povo Negro