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sábado, 10 de setembro de 2016

Política partidária: o nome do jogo do crime organizado na Olimpíada genocida do holocausto melanodérmico...

O fato de uma pessoa ser alfabetizada, tendo a suposta capacidade de juntar palavras numa frase, não significa efetivamente que ela tenha a habilidade de ler; da mesma forma que ouvir, não significa em hipótese alguma, que essa mesma pessoa saiba ouvir; do mesmo modo, que o fato dessa pessoa possuir olhos, não significa dizer que tenha a capacidade de ver. 

Normalmente, são essas as pessoas que falam sem nada dizer, e prosaicamente são essas pessoas que são indicadas por partidos políticos, justamente por essas habilidades manipuláveis, para ocuparem cargos na função pública no Estado, a fim de proteger os interesses daqueles que se outorgaram donos da verdade; da verdade comprada pelo dinheiro estampadas nas manchetes bombásticas do noticiário matutino. Para constatar esse fato, é só observar as ações e posturas desses caricatos personagens que se dizem representantes do povo; falo dos políticos de maneira geral e de suas ações inclassificáveis e inimputáveis.

Comecemos pela covardia do instituto do fórum privilegiado e da imunidade parlamentar concedidos por eles a eles mesmos, como se previssem que seus crimes só poderiam ser perdoados por Deus. Este princípio de controle social, instituído democraticamente em nome do controle e manutenção do poder a qualquer custo, estendeu-se a todos os níveis e possibilidades, laureado pela prisão especial para os que possuírem estudo, para em seguida, iniciar por ai a farra do aumento de seus próprios salários e o de seus pares, partícipes do poder sem pudor.

Foi dessa maneira que nas terras tupiniquins instalou-se  o sistemas de castas; obviamente, um fato um negado pela classe do conhecimento, que ignora o apartheid oficial sacramentado pela elite,  que descaradamente fez uso da máquina estatal para tanto. Essa mesma classe do conhecimento tem evitado a todo custo usar palavras tais como gentrificação, eugenia e correlatos, afim de evitar quaisquer reflexões a respeito da cruel e triste realidade em que as populações escravizadas se encontram.

Para que o povo não tenha a mínima percepção da situação em que se encontra, a arte dos entretenimentos e os operadores desse segmento, especializados em envernizar a conjuntura política, passam a fazer parte dessa casta privilegiada; a classe de manutenção do status quo; eles agem enquanto os escravos capitães-do-mato, se tornaram seus prestimosos servidores, auxiliando na contenção dos efeitos colaterais, sempre que os efeitos especiais se mostram insuficientes.

Desse modo, as favelas se consolidaram como imensas senzalas aonde as crueldades da escravização tornaram-se lugar-comum; fatos tão normais quanto a superlotação das prisões, que são, indubitavelmente, o ápice das consequências da hipocrisia social, que institui como verdade, as imposições jurídicas que criminalizam raça e classe

A quantidade alarmante de assassinatos e torturas patrocinados pelo Estado, já atingiu, há muito tempo, a números surpreendentemente intolerantes, fato classificado e considerado pela comunidade internacional, como crime contra a humanidade, visto tratar-se do extermínio de um determinado povo.

Até o momento, o Estado brazilleiro, assim como os norte-americanos, conseguiu se esquivar das responsabilidades relativas ao genocídio do povo indígena, da mesma forma que tenta se livrar das responsabilidades pelo holocausto do Povo negro. 

Enquanto o Estado for gerido por pessoas com deficiências dessa natureza; pessoas que nada vêem, nada ouvem e nada falam, teremos esse Estado biônico, que serve de instrumento eficiente de controle, e como a principal arma de extinção do restículo de humanidade existente nas pequenas ilhas de bom senso cercadas de dissimulação por todos os lados.

A reprodução do senso comum, impiedosamente patrocinada pela elite, e gerenciado pelo Estado através de suas agências de controle que habilmente traveste esse mesmo senso, com a falsa sensação de exercício de cidadania, vem fazendo com que esse processo de controle social, se retroalimente continuamente, se tornando, desse modo, um monstro voraz e autônomo. Dessa maneira, com esse monstro descontrolado a solta nas telas televisivas, o povo vive preso a um filme de terror sem fim; filme onde o terrorista se veste de padre protetor, com toga de jurista e executor. Destarte, toda a assembléia de deputados e de senadores, tornou-se a reedição de jogos vorazes de uma olimpíada terrorista onde a elite, faz de desses momentos, a sua principal diversão.


Assim, mais do que cédulas, a principal moeda dessa cínica sociedade, passou a ser o sangue negro; pois a quantidade e a crueza desse sangue derramado, é que vai traduzir a qualidade do poder exercido por essa pútrida elite, inquisidora de sua própria humanidade através do suplício alheio, na medida em que desumaniza o outro, quando não faz o uso democrático da dissimulação e adulação, faz uso plutocrático do extermínio físico como instituto social.



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