A jogada de Mestre do tempo, foi geometrizar a sua não-existência se fazendo presente
no vácuo de si mesmo. Há teses afirmando que somente o presente
é real, visto que o passado, ficará sempre no passado, e o futuro, será
sempre aquilo que ainda ainda está por vir. Sendo assim, o-que-já-foi e o que
há-de-vir-a-ser necessariamente ainda não existem, confirmando que o passado já
deixou-de-ser e o futuro ainda não é, chegamos então a conclusão de que ambos são inexistentes no presente.
Nessa linha de raciocínio, dentro
dessa perspectiva, podemos concluir também que o presente não existe, visto que, o que
fazemos no presente, se já não for passado, o fazemos visando o
futuro, fazemos para o futuro. Se o que fazemos visa o futuro, ele passa a ser passado ao mesmo tempo
que ainda virá a ser no futuro; pois a ideia não se congela no presente; desse modo, ela, essa ideia, existe num módulo atemporal; Sendo assim, concretamente ela é inexistente no presente, já que o
tempo aprisionado só existe na fotografia, numa filmagem ou numa
pintura qualquer; fora isso, o presente também não existe; ele,
invariavelmente já-foi ou virá-a-ser; é um elemento que nunca foi, nem será
prisioneiro.
Por este
motivo, os povos melanodérmicos, identificam nesse elemento
inclassificável o que chamamos de N'zambi, ou Deus; Que é um dos
100 nomes diferentes que lhe é atribuído pelos povos africanos. Portanto, ele, o Tempo, é a própria natureza; é tudo o que existiu; é tudo o que existe e é tudo que virá a existir.
A
necessidade de ordenar e hierarquizar dos leucodérmicos, como uma maneira que os possibilitassem racionalizar, a fim de compreender, para dominar tudo e a todos que existissem ao seu
redor, fez com que personificassem esse elemento chamado de TEMPO, dicotomizando-o, quando tentou fatiar a natureza em partes dionisíacas e apolíneas, lhes dando suas
próprias características a fim de tentar controlar o tempo, controlando Deus e, desse modo, ser Deus em nome de Deus.
Portanto,
Deus, ou a ideia de Deus, foi sendo apropriada durante um processo epistemicída, onde o próprio (Deus)foi patenteado e registrado como propriedade dessas populações leucodérmicas. Desse modo, Deus passou a ser um Ente assassino, vingativo e ciumento, segundo o velho testamento. Ou seja,
Deus, a partir das vicissitudes leucodérmicas, e tornou-se humano, passando a escolher seus preferidos e a supliciar seus desafetos.
Enfim, passou a ser um Deus escravocrata.
Como com Deus; que é o soberano Senhor de todas as coisas; segundo o velho
testamento; não existe diálogo, só a completa servidão; foi
aberta então, a temporada de caça àqueles que fossem a favor da dialogia e
da diversidade. Ou seja, Fedeu...!! Os seres pensantes. Ou seja, os discordantes, passaram a servir de isca de jacaré e de caça para qualquer fiel, que desde então, passou a ter carta branca para
caçar quaisquer infiéis.
Desta
maneira, as religiões passaram a ser empreendimentos altamente
rentáveis, já que contra a ideologia religiosa, não pode haver
resistência de espécie alguma, pois trata-se do divino; e sendo algo vindo do divino, abaixa-se a cabeça de forma genuflexa e se cumpre as ordens dadas sempre, invariavelmente, e sem questionamentos.
Sendo
assim, religião e religiosidade passaram a ser a mesma coisa, da
mesma forma que se confunde competição com competitividade, ou
burocracia com burocratismo e assim por diante. Ou seja, Deus e
religião passaram a ser as mesmas coisas. Desde então, religião virou sinônimo de dominação, de poder, é de terrorismo celestial, geral e irrestrito; terrorismo contra o qual, não existe resistência de espécie alguma.
Mas o
TEMPO, tudo observa, tudo vê e de tudo sabe; e assim como o vento
que não faz curvas, da mesma forma que toda estrada que vai, também
volta; ele espera o círculo da vida se completar, para mostrar sua
face no vácuo da própria existência, do lado esquerdo que é direito, sem estar em cima nem em baixo, sempre na frente que foi deixada para trás em todos os lados de cima abaixo, de longe mas bem perto, estando por dentro e por fora a todo momento, sem começo nem fim; É originalmente cem vezes nomeado N'ZAMBI.
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