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domingo, 25 de setembro de 2016

A identidade brazilleira com Passaporte para o limbo...

O conceito de Nação: do latim natio (nascido), pode ser definido como aquela comunidade que possuí sua língua e território próprios, além de possuir em comum, a mesma cultura e os mesmos costumes; formando desse modo, um Povo; que vem a ser o conjunto de indivíduos que constitui essa nação. O Estado deve sair, ou ser constituído, a partir da nação, e nunca ao contrário.

População é o conceito utilizado pela geografia e pela sociologia para se referir a um grupo de indivíduos; incluindo, além dos natos e os naturalizados, os estrangeiros e os apátridas; circunscritos a um determinado espaço, num dado tempo; é um termo usado como análise de referência demográfica. O termo povo, referindo-se aos natos e naturalizados, é utilizado pela história, referindo-se especificamente aos cidadãos. Ou seja, as pessoas que gozam de direitos plenos. Esses, são os termos que nos classificam com a tarja taxionômica das ciências sócias.

Na primeira constituição brasileira, que se deu em 1824, foi construída a ideia de povo, a partir da definição do perfil ideal do cidadão brasileiro, e uma vez definido tal perfil, definiu-se também quem deveria ter o privilégio de fazer parte do povo dessa nação brazilleira que surgia retumbante entre o céu e o azul do mar profundo. Dessa maneira, já se elimina de primeira o negro, o indígena e a mulher, que sempre foram coisificados pelo elemento eurocêntrico. Desse modo, a república, em sua despudorada sanha pelo poder, passou a intensificar a desumanização do que, e de quem não era espelho.

Assim, a elite brasileira, se curvando servilmente a européia, copiando tudo que vinha do estrangeiro como modelo fiel para si, em sua saga sangrenta de, também parecer poderosa; ensejou violentamente um Estado branco; e, na contramão do humanismo, construiu uma nação uniétnica, baseada na monocultura e no saber único como saber universal; dando assim, continuidade ao genocídio do povo indígena e africano. Dessa maneira, a política da eugenia foi posta em prática, sendo indubitavelmente, a única política brazilleira que foi aplicada com mais eficácia e competência até os dias de hoje em toda a história do Brasil.

Esse empenho fenomenal, se deu através do incremento da importação das teorias racistas, tendo os iluministas franceses como porta-voz dessa infâmia; principalmente uma figura muito chegada a D. Pedro, o Conde Gobineau, um dos mentores da hierarquização das raças, sem mencionar também os religiosos norte-americanos que pregavam com fervor, propagando aos quatro ventos a permissão divina a escravização dos negros africanos. Mesmo que Antonin Fermin, um pensador negro haitiano, já tivesse desconstruído a teoria da hierarquização das raças contradizendo o conde Gobineau. Mas, como uma mentira repetida torna-se verdade, até hoje, esta verdadeira mentira permanece produzindo, e mantendo, a segregação racial e a divisão da sociedade em castas.

Do mesmo modo, que a perfídia nos bastidores, que sustentam as bases do capitalismo, tem como um de seus grandes musos inspiradores, o florentino Maquiavel, o perverso Willian linchy foi o ídolo imbatível dos cruéis coronéis escravocratas. Este ser, vindo das profundezas abissais do umbral, estabeleceu os métodos de controle dos escravizados que, como o capitalismo, perdura de maneira tremendamente eficaz até os dias de hoje; sem, absolutamente, nenhum sinal de desgaste por mínimo que seja. O método de Maquiavel, casado ao de Willian Linchy, estruturaram o nazismo, dando as bases ao fascismo contemporâneo que permanece bastante atuante, dando suporte a política democrática neoliberal.


Portanto, os menos de 1%, que fazem desse método, a sua religião; me refiro aos MAÇONS; dominam o mundo, sem necessitar esforçarem-se para isso, já que os próprios oprimidos, como incondicionais aliados desses pervertidos opressores, se esmeram para que esses continuem no topo da pirâmide social, tendo a divisão de raça e classe como a base desse golpe contra a humanidade. Ou seja, são os próprios oprimidos que concedem o poder aos opressores, cumprindo sua eterna servidão planejadamente patológica como legado de Linchy.







quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Vamos escurecer um assunto claro...!!


Olha pro teu rabo, seu MACACO...!!... 

NEGUINHO é foda...!!.

..Vou te colocar na minha lista NEGRA...!! 

Não venha DENEGRIR  a minha imagem...!! 

Isso é coisa de PRETO...!! ... A coisa tá PRETA...!! A peste é negra...!!

Nosso vocabulário tupiniquim é basicamente, um vocabulário racista; nossos vocábulos imposto pelos colonizadores, de tão naturalmente esdrúxulo, passou a ser cultural. Exemplo claro disso, foi quando passamos a classificar as comunidades indígenas chamando-as de TRIBO, chamando os indígenas pejorativamente de ÍNDIOS; taxamos os ESCRAVIZADOS africanos de ESCRAVOS; nos referimos a MAIORIA,  que são as mulheres e homens negros brasileiros, classificando-os como MINORIA, e por ai vai...

Fazemos isso de forma tão natural e com tamanha maestria, sem mencionar o requinte de crueldade e de perversidade em que se dão essas ações, que de tão naturalizadas, se tornaram BRINCADEIRAS. Ainda mas, quando se trata de negros, visto que os inúmeros defensores que surgem, para proteger aqueles que cometem essas ações absurdas, que acabam traduzindo o absurdo número de racistas voluntários que se apresentam de forma peremptória, com toda a convicção do mundo, mesmo em face das provas expostas. Como estamos num país onde a inversão de valores é a regra, as provas se diluem em face das convicções racistas de plantão, que segundo Nietzsche, a maior inimiga da verdade é justamente a CONVICÇÃO.

Esse crime, o crime de racismo, se transformou num lugar-comum, tornando-se fato tão natural quanto foi natural a INQUISIÇÃO na idade média, quando todos iam pras ruas, para assistir o espetáculo dos supliciados sendo assassinados da forma mais cruel possível pela divina e celestial IGREJA, agradecendo por não ser a bola da vez; o RACISMO se tornou tão natural, como é natural ainda existir, como partido político, os criminosos da Ku Krux Klan, enquanto os PANTERAS NEGRAS cumprem prisão perpétua; tão natural como é natural o nosso povo Negro aparecer nos livros didáticos descritos como ESCRAVOS, e tendo a sua história resumida ao instituto da escravização.

Como diria Prof. Munanga, é o crime mais perfeito que já existiu até hoje, visto que é o único crime para o qual não se tem um criminoso; na justiça brazilleira poderíamos tipificá-lo como CRIME DE CIFRÃO. 

E assim caminha a desumanidade; os racistas de hoje, são como os ratos da idade média de ontem; eles se multiplicam a cada impunidade, devorando, corroendo e transformando a peste BUBÔNICA  em PESTE BRANCA.

E desse modo, a simples presença de uma pessoa preta no recinto, torna-se motivo de incômodo de maneiras diversas e controversas, fazendo com que a zona de conforto das queridas pessoas brancas sejam abaladas e postas a prova. Dessa maneira, qualquer quadro de desiquilíbrio psicológico, patológico ou de quaisquer naturezas, que essa querida pessoa  que se considera branca, venha a apresentar; fará com que quaisquer alvos de cor preto, uma vez identificado, se torne o objeto de sua catarse, aonde essa pessoa vai descarregar todas as sua frustrações, ódios latentes e absolutamente todas as suas infelicidades.

Afinal, a pele negra é uma bandeira que representa uma diversidade de mundos e possibilidades trazidos junto com o químico humanizante chamada melanina, que lhe faz ser quem é; já que esse químico não se reduz a cor pele ou a cor dos olhos de uma pessoa, mas a todo o seu metabolismo, desde os sentidos até a formação completa corporal e cerebral que faz dele SER HUMANO.

Auto-defesa, legítima defesa ou quaisquer tipos de Defesa contra o racismo, ainda não existe no Brazil, visto que, vai ser um delegado branco que decidirá se um negro foi ou não vítima de racismo. O resultado vem sempre da convicção desse delegado que não faz a mínima ideia do que é ser vítima de racismo. Naturalmente, a maioria das queridas pessoas brancas estarão a posto para contestar e servir de testemunha, afirmando com convicção, mesmo em face das provas e das testemunhas, que o neguinho não passa de um VITIMISTA, um coitado, um ninguém. 

Quando se trata de racismo, o veredicto é invariavelmente cruel para a vítima, que terá, a partir desse malgrado evento, desse fato criminoso, um fator desencadeante de inúmeros problemas físico, psicológico, e certamente, no caso de uma criança, também afetará o seu cognitivo; enquanto o inocente réu recebe a solidariedade de seus pares, e dos cúmplices desse ato naturalmente cruel e repugnante em que se transformou tal crime de autoria de um sujeito oculto e indeterminado.









sábado, 17 de setembro de 2016

A carne mais barata do planeta é a carne preta

Minha terra tem palmeiras onde um negro chorará; os escravos que aqui morrem já sofreram acolá. Nossos morros têm mais pobres, nossas ruas mais horrores, nossos órfãos tem mais ira, nessa vida de impostores...
Se sair a rua à noite só a morte encontra lá; nessa Terra tem palmeiras onde um negro chorará...

Minha terra tem impostores qu’em Vênus n’entrará, se eu sair à rua à noite mais cadáver encontra lá; nessa Terra tem palmeiras onde um negro chorará...
Me permita Deus a morte, pra que eu não volte para lá; pra qu’eu não veja esses horrores quando Iemanjá me abraçar; pra qu’inda só aviste as palmeiras sem um corpo (negro) pra velar.”
Pois é... Essa é minha terra; Terra do ouro de Mallboro1, na zona norte tem a via da morte, e a zona sul, não é só mar azul. A zona oeste é inconteste; Zona oeste é faroeste.

Na Linha Amarela o Comando é Vermelho, e na Linha Vermelha, tem os amigos dos amigos. Enquanto a Linha verde é desmatada em todas as noites em que as luzes da favela se confundem com as estrelas no negrume noturno do eclípse lunar.

As Balas encravadas nos muros e paredes são os diamantes cravejados nos anéis das madames e dos burgueses.

Rio sem brio, sem teto e com frio. Padre cacófato em cenas insanas de cismas sinistros. Rio, de braços abertos na blitz bandida civil e militar. Rio jagunço, que desarma o homem comum armando o burguês sem medo da punidade; “penas”... Pra que te quero!!!???

Rio, braços abertos para o amigo-urso. Rio branco, não da paz, mas da raça racista. Rio, vermelho de raiva e do fogo dos canos dos revólveres; do sangue que corre nas vicinais e principais.

Rio, negro, escravo de si mesmo. Morro palestino, asfalto TELa VIVa; invasão ou ocupação!!!??? Preocupação com a ação da cidadania virtual. Vivo Rio, morte carioca!! Viver sem vida, sem teto e com brio é sina na cena do carioca sem gema, mas... Às claras. Pão...!!?? Nem com açúcar... É pavê na TV a mesa com fartura de espaço vazio; vazio de vida, de respeito e dignidade. Mas todos sorriem, pois estão sendo filmados pelo “grande irmão”; por isso mostram seu sorriso vazio, contrastando com sua negra pele e saltitantes olheiras, neste Rio sem rima nem ritmo, mas com muita bossa burguesa e mulata à milanesa. Tá servido!!??

Rio que morre de raiva, a míngua enquanto a mata atlântica dança atropelada na Avenida “Brazil” por caminhões de empreiteiros contratados a peso de ouro pelo prefeito que constrói sua casa de campo na calada da noite, sobre o cedro, casa do mico-leão-dourado.

Nossa casa é o chão de estrelas, chão ocupado pela cannabis sativa, ativa e nativa que desarma o espírito e engatilha a doze na cara do cara careta. Rio 40 graus, bonito, charmoso, bombado e suado, desfilando pelo calçadão, subindo as escadarias do Christ e descendo a lapa de bondinho até o telesférico do Sugar Loaf; e cheio de graça e beleza vai gingando pela Avenida Atlântica, sob olhares ávidos de espectadores dos big brothers.

Viva... Rio! Não morra... Ainda!! Nem me mate! Pois Sou oriundo de Angola, uma favela perto da faixa de Gaza, bem longe de Xerém, onde o som dos tambores, cavaquinho, gonguês e agogôs se misturam com o som dos projeteis das PTs, em contraponto aos cantos banto do samba de mesa.

Sou um mulato-pardo-bem-pretinho-quase-negro; enfim, um empretecido, armado de violão pendurado nas costas, cavaquinho nas mãos e da palavra cantada na garganta que viaja entre os fartos lábios; espaço geográfico da antiga cantiga do capão; acompanhado de atabaque, pandeiro e berimbau. Desvio-me do capitão-do-mato; aquele homem chamado pelo editorial do jornal de “embaixador da paz”; caminho, lutando em busca da igualdade de ser gente, sendo de cor diferente.

As linhas que delimitam mapas, separando países e mundo, uso para montar meu instrumento e cantar idiomas arcanos e profanos dos arcanjos africanos, no Rio ou em Belém, em Casa Blanca ou em Dresdén.

Quanto a mim, crioulo de cara preta, sigo a palo seco pela aridez desse lotado deserto urbano; este meio-ambiente morto e enterrado pelo etnocentrismo antropofágico desumano dos que se consideram seres humanos.

Não preciso estar no mundo da lua para perceber que a terra azul se transformou num mar vermelho, sem trilha, nem rumo de retorno, para escapar do abismo interior.

Nem as lágrimas dos arrependimentos misturadas as lágrimas dos crocodilos conseguem fazer cessar o brotar de vidas secas, regadas pela sede de viver fora desse jardim de fosseis urbanos.

Nesse Oásis de pensamentos jurássicos, extinguiu toda a sana da chama terna da vida coletiva da pequena cidade grande. Agora a aridez das emoções faz brotar espinhos nos músculos anabolizados de Cupido ariano, fazendo os yuppes saírem das cavernas pútridas da modernidade virtual para a crueldade do mundo real, desmascarados e completamente nus.

Foi o Rio que passou na minha vida, e meu coração se deixou levar...” E assim mais um cogumelo atômico é servido à Via Láctea, nossa Via de mão dupla transversal.

Hiroshima é aqui, Nagasak é ali, quanto ao Haiti...Não sei, morri...Sentindo o baque d’uma bala nas costas, enquanto olhava um carro alegórico atravessando a Sapucaí!!! Enquanto eu me acabava, a guerra começava... booommm!!!

Descobri tarde demais que, as antenas das Tvs irradiam pensamentos que são captados pelo bom cidadão, transmitidos em forma de risos de plásticos diversão, eram antenas protegidas pelo divino redentor de pedra, que abençoa as infindáveis filas de crioulos e crioulas perfilados, em ordem unida, a espera de uma chance de igualdade desigual.

O cristo, de costas para a periferia, e de frente para os indecentes, e que escraviza nossas vontades em seu nome, sempre observou, impassível, a crueza e o desvalor da vida vendida e iluminada por sua negra sombra de redentor.

Através das ditas antenas, podem-se ouvir o soar dos sinos e o rufar dos tambores anunciando a aproximação de novos tumbeiros que adentram a Baía de todos os santos da Guanabara.

Antenas que choram lágrimas de crocodilos extintos do Rio de Fevereiro, revelando sob as águas de Março, os submersos túmulos dos amores-próprios. Assim se revela a favela da cor da tia Ciata, que arrebata Onze Praças morro acima, e depois de gentrificada, é derrubada de seu Castelo morro abaixo.

Morro alto que vira asfalto negro, com cabelos de piche, pisado, e maltratado pela estupidez racional do animal que reside na inconsciência da besta humana.

O cristo incrustado na pedra comemora o natal de todos os dias, medindo de mãos abertas, a bofetada pesada explodida na face crioula escancarada, desdentada e escachada; aparecendo na foto do cartão postal, o natal tropical em pose fetal, ilustrando a campanha pelo preto aborto social.

Assim, a liberdade negra é condenada à prisão preventiva sem perdão presidencial, enquanto a felicidade preta é apreendida no corredor da morte; ambas, a liberdade e a felicidade, agonizam na fila de espera, aguardando a esperança ariana vestida de branco, enfrentar o anjo negro da morte, transformando noites de prantos em dias de santos...

1 Marca famosa de cigarro nos anos 80 em que a propaganda se passava no velho Oeste americano.


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

O golpe de Estado e o Povo Negro na geografia política Brazilleira


Desde o surgimento da República Federativa do Brazill, que surgiu como resposta à monarquia reinante, esta forma de governo estabelecida em nosso país sobre o verniz democrático adestrador, vem tentando; a exemplo de Hitler; arianizar nosso país, domesticando seus povos.

Observando esse processo formativo, podemos afirmar que temos uma tradição incontestável no que se refere a prática de golpe de Estado, visto que o próprio Brazill nasceu de um golpe e se formou na ilegalidade. Dessa maneira, os golpes Sul americanos seguem a tradição do sangue e da violência, como forma de legalidade usurpadora legal, grafadas nas entrelinhas linhas dos decretos-lei.

Os portugueses instauram o sistema do golpe de Estado nas terras tupiniquins, a partir da fabricação de montanhas de cadáveres autóctones das diversas nações indígenas que aqui habitavam; tendo a igreja como franqueadora e embaixadora das mortes e torturas, com os requintes de indizíveis crueldades importados da Europa das trevas, visto que a igreja brazilleira não tinha um Las Casas1.

Seguindo sua sanha predadora, os ensandecidos europeus, habituados à violência gratuíta2 e indiscriminada em nome de Deus, aplicaram também o golpe nos povos melanodérmicos, iniciando dessa maneira, a grande imigração forçada dos povos africanos para as Américas; num processo denominado como infame comércio, como ficou conhecido o tráfico de seres humanos através do oceano Atlântico, o grande Calunga. Sendo essa a segunda Diáspora dos povos africanos pelo mundo.

Sendo assim, o solo brazilleiro passou a ser habitado por três etnias: o povo originário. Ou seja, os indígenas; Os povos africanos, chamados de imigrantes nu, sendo a maior imigração forçada de que se tem notícia na história do mundo; e os imigrantes europeus, cujo grupo populacional era composto por uma escória européia; além de ladrões e assassinos, vieram todos os indesejados3 da coroa portuguesa.

Após esse novo golpe branco, elles4, inovando em sua insidiosidade, deram o golpe em si mesmo, trocando a monarquia pela república. Ou seja, elles que eram brancos se entediam; diferente dos negros, que mesmo sendo, e sempre foram, os sujeitos da história; sendo os responsáveis pelos rumos do país, desde o momento em que todas as revoluções e todas as mudanças que aconteceram em solo tupiniquim, foram promovidas pelos negros. Mas, infelizmente, assim como os indígenas, os negros nunca participaram do poder, no que se refere a gerência do Estado brasileiro.

Dessa maneira, das três etnias a habitar o Brasil, a população branca, desde sempre, detiveram o poder em nosso país. Ou seja, a minoria branca sempre decidiu a sorte da grande maioria, controlando o povo negro através do medo instalado pela violência e pelo terror, usando para isso, inicialmente os bandeirantes e os capitães-do-mato, depois a polícia, a legislação, o sistema judiciário e os militares; e o mais eficiente de todos, e também o mais perverso e insidioso de todos, a MÍDIA. Afinal, quem domina a cultura de um povo, domina também os destinos desse povo.

Os eurodescendentes estão nas pontas de todas as decisões, de absolutamente todas as instâncias: é o delegado branco que decide se o branco cometeu racismo ou injúria racial; é um juiz branco que decide se o crime de ódio foi, ou não foi crime; é o advogado branco que finge defender o negro diante do tribunal branco; é o psicólogo branco que vai tratar do Vitimismo depressivo do negro, que vai tratar da síndrome de pânico, da pressão alta5 ou diabetes; é o médico branco que vai “tratar” das feridas do negro que ousou trocar o auto de resistência pela legítima defesa; e na ponta disso tudo, está o policial negro domesticado pelo Sistema Branco de Segurança Nacional.

Desse modo, o racismo, responsável pela produção da classe dos desfavorecidos sociais, inauguram os chamados crimes de cifra negra, que são os crimes invisíveis, os crimes sem punições, pois os meliantes em questão, não são identificados. Podemos enquadrar o racismo nesta categoria, visto ser o único crime inafiançável e imprescritível em que, efetivamente, não existe a figura do criminoso; Ágatha Christie6 deve estar se revirando no túmulo de tanta frustração, visto ser esse o único crime de toda história, que ela não solucionaria nem com o prestimoso auxílio de Sherlocke Holmes7, por tratar-se de um crime onde todas as provas existem, mas não existe a convicção, por parte do julgadores, da ocorrência do citado crime.

Nos autos, poder-se-á ler, bailando zombeteiramente bem na superfície das entrelinhas, a afirmação de que o réu branco é que sofreu racismo reverso, e que o mesmo (branco) tendo um avô negro, teria o direito jurídico de apelar para sua afrodescendência; enquanto a vítima que sofreu o dolo, tendo a cútis cor de noite, não poderia, em nenhuma hipótese, apelar para a sua branquitude, mesmo tendo, da mesma forma que o réu cara-pálida, um avô branco; correndo o risco de parecer ridículo e ser motivo de piadas infames.

Dessa maneira, a incidência e os efeitos do racismo, efetivamente vai recair sobre aquele que não tem seu representante nas esferas de poder. Ou seja, invariavelmente vai recair sobre o negro, sempre. Mesmo com tentativa do preto em tentar reproduzir a conduta branca, sendo racista. Para poder parecer-se com o branco, ele reproduz o comportamento desse mesmo branco; servindo desse modo, como capitão-do-mato, como advogado, como político, como juiz ou desembargador ou servindo em quaisquer profissões tutelada pelo branco. Ele, o preto, vai querer demonstrar sua gratidão a esse mesmo branco sendo o mais vil dos negros, na medida em que se volta contra seus próprios irmãos.

É desse modo que os negros vivem o seu exílio, num eterno Estado de exceção, sendo taxados de vitimistas pelos próprios negros que olham o mundo através do olhar branco, através dos olhos azuisia que ele tanto aprendeu a admirar, enquanto execra seu negro olhar. Mesmo com seu sorriso negro e com seu abraço negro, suas palavras brancas são desferidas como um afiado arpão, para, sem nenhum pesar, abater o irmão preto que caminha sobre os espinhos brancos do insidioso euro racismo.

E assim como Judas, que caminhava lado a lado com Jesus, o negro de visão branca, torna-se um pensador com cérebro de eunuco, sem tesão pelo desejo de libertação; e os crimes de cifrão, tornam-se cifras de uma canção repetida como sabatina, que violentamente vai se transformando nos cifrões que enchem os cofres da quadrilha branca republicana gerenciadoras dos quatro poderes tupiniquim da República Federativa do Brazill, enquanto os filhos desta Pátria que os pariu, sofrem o que for preciso nesse ninho da plutocracia vil, com as bençãos da MAÇONARIA.

1 Religioso católico que defendia os indígenas deixando caminho livre para que se mantivesse os negros como escravizados.
2 Vide idade média.
3 Dentre esses indesejáveis estava o poeta Bocage que incomodava bastante com seu modo desbocado de ser.
4 Referência ao Ex-presidente Fernando Collor de Melo.
5 Segundo testes realizados em pacientes negros com pressão alta, os remédios indicados não surtem efeitos sobre os mesmos; para esses pacientes, foi comprovado que a mudança de ambiente seria a única forma de reverter a doença, visto que o ambiente estressante ao qual ele é submetido é que desencadeia o quadro de enfermidade verificado. Ou seja,um ambiente livre de racismo seria a solução ideal para o paciente negro.
6 Uma das maiores escritoras de contos de mistérios e suspenses complicados.
7 O maior detetive do mundo; personagem criado pelo escritor inglês Sir Conan Doyle.
ia Referência ao documentário “olhos azuis”.


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sobre a ABOLIÇÃO da escravatura no Brazill e a Geografia Racial Tupiniquim...

O que os livros didáticos nos fala sobre o abolicionismo e sobre a abolição da escravatura no Brazill, parece mais um roteiro pré fabricado e requentado, daqueles retirados dos enfadonhos e repetitivos filmes hollywoodianos, ou das novelas de época da rede plim, plim de televisão tupiniquim dos Estados Unidos do Brazill, nosso cordial País das Maravilhas.

Um roteiro famigerado que segue aquela batida receita com início, meio e fim, sem exigir do telespectador a necessidade da reflexão, do exercício de pensar ou de qualquer elaboração de sinapses a respeito dessa fantasia, que mais parece com a alegoria do elefante que se equilibra sobre a History line do filme, só para ilustrar o livro de capa; paquiderme que está longe de ser um querubim da Terra do Nunca.

É através desse perverso processo que a mídia cria necessidades urgentes no telespectador: fechando a história com os "e viveram felizes para sempre" e elegendo a princesa e o príncipe protagonistas nas histórias que, invariavelmente, sempre acabam bem para os mocinhos e mal para os vilões, fazendo o telespectador acreditar, com uma puerilidade quase infantil,  que a vida é realmente um filme com final feliz. Só que, nesse caso, e em todos os casos tratados pelos roteiros hollywoodianos, a inversão de valores é o fim de todo esse processo perversamente eugênico e cruelmente gentrificante.

Vejamos então: os livros didáticos, contador de história única1; daquela historinha paga pelo poder financeiro dos donos de histórias únicas; nesta historinha dita que a princesa Isabel foi uma querida pessoa branca, que generosamente libertou os negros africanos supliciados por seus amigos (da princesa) brancos.

Primeiramente, se olharmos além nas entrelinhas dessas indutoras páginas de livros didáticos com um pouquinho mais atenção aos detalhes escancarados; esses detalhes acabam por desnudar essa princesa em seu próprio pedestal, enquanto expõe sua vergonha a público; observaremos que a tal lei áurea, compostas de dois artigos somente, teve como objetivo único, livrar os escravocratas das penalidades do crime de escravidão e dos crimes da escravidão.

Esse fato se confirma, desde o momento em que abolição popular, já realizada através das violentas incursões feitas pelos quilombolas às fazendas em que haviam negros escravizados; eles, os quilombolas, libertavam os escravizados, queimavam as fazendas e matavam sem perdão, os criminosos escravocratas; sem falar nos caifazes do coronel Antônio Bento, Negro fazendeiro temido pelos brancos escravocratas. Esse processo de libertação, foi acompanhado pela sociedade, que já não mais aceitavam esse regime cruel e desumano da escravidão; visto que a população dava guarida a qualquer negro fujão e a polícia já não perdia mais tempo com mandados de busca aos negros fugidos.

Foi nesse conturbado contexto que os fazendeiros do norte paulistas, com medo de toparem com o Bonde de Resgate dos quilombolas em suas portas, começaram a pressionar Peter Two para que fossem tomadas providências urgentes a respeito dessa tragédia branca. Pedrinho 2 ficou sem saber o que fazer, e mais perdido do que cego em tiroteio, arranjou um compromisso político de última hora no exterior e picou a mula, deixando a bomba nas mãos de sua sobrinha, que o substituiu ficando como regente do trono

Essa estratégia resultou na assinatura da lei áurea, após todo um processo político-partidário em que a competição pelo poder, dividiu as facções políticas em dois grupos principais: monarquistas e republicanos, sendo toda essa conjuntura instigado por abolicionistas como André Rebouças, Cruz e souza e Luís Gama, que pressionavam geral o poder constituído. Sem falar dos queridos Abolicionistas Brancos Contraditórios, tais como o português José do Patrocínio, que tinha publicamente sua eterna gratidão a Princesa Isabel, mas que, em seguida, aderiu a causa republicana pregando a criação de um Partido Negro.

É forçoso não inferir que as revoltas e as rebeliões negras determinaram a realização da abolição popular, que por sua vez, criando a necessidade urgente de sobrevivência do governo, que, pra não perder de zero, se viu compelido a oficializar essa abolição através de um golpe; golpe de mestre esse, que foi a assinatura da lei áurea, que em última instância, fez da Bebel a redentora dos escravocratas; visto que esses mesmos escravocratas receberam do governo, uma grande quantia em dinheiro, pelos crimes cometidos na escravidão e pelo crime de escravidão, após essa mágica assinatura; enquanto os ex-escravizados, sem dinheiro, sem direito a terra, nem direito a qualquer emprego formal, foram deixados a própria sorte.

Em suma, a lei áurea foi um golpe de caneta que matou, e ainda mata centenas de milhares de negros, enquanto os golpes criminalizados da capoeira se tornou a política negra de liberdade conquistada com muito sangue e suor. 

Os livros didáticos traduzem e mantém a continuação desse golpe institucional da oligarquia nacional, enquanto a caneta dos eurodescendentes sangram milhões de negros, a fim de gerar os milhões de dólares destinados a branquitude medieval contemporânea, que faz uso do sistema estatal, inaugurando sempre mais um eficiente sistema prisional como resposta a condição social criada pela covardia da abolição condicional.

Enquanto isso, as nossas escolas repetem, como uma homilia, o lugar dos negros como escravos e o lugar da princesa como redentora, num processo ad eterno de lavagem cerebral, enquanto é seguida pela mídia estatal, que sempre colocou a eugenia como política principal.



1Referência a Chimamanda Ngosi Adichie, escritora nigeriana.







segunda-feira, 12 de setembro de 2016

CRONOS

A jogada de Mestre do tempo, foi geometrizar a sua não-existência se fazendo presente no vácuo de si mesmo. Há teses afirmando que somente o presente é real, visto que o passado, ficará sempre no passado, e o futuro, será sempre aquilo que ainda ainda está por vir. Sendo assim, o-que-já-foi e o que há-de-vir-a-ser necessariamente ainda não existem, confirmando que o passado já deixou-de-ser e o futuro ainda não é, chegamos então a conclusão de que ambos são inexistentes no presente.

Nessa linha de raciocínio, dentro dessa perspectiva, podemos concluir também que o presente não existe, visto que, o que fazemos no presente, se já não for passado, o fazemos visando o futuro, fazemos para o futuro. Se o que fazemos visa o futuro, ele passa a ser passado ao mesmo tempo que ainda virá a ser no futuro; pois a ideia não se congela no presente; desse modo, ela, essa ideia, existe num módulo atemporal; Sendo assim, concretamente ela é inexistente no presente, já que o tempo aprisionado só existe na fotografia, numa filmagem ou numa pintura qualquer; fora isso, o presente também não existe; ele, invariavelmente já-foi ou virá-a-ser; é um elemento que nunca foi, nem será prisioneiro.

Por este motivo, os povos melanodérmicos, identificam nesse elemento inclassificável o que chamamos de N'zambi, ou Deus; Que é um dos 100 nomes diferentes que lhe é atribuído pelos povos africanos. Portanto, ele, o Tempo, é a própria natureza; é tudo o que existiu; é tudo o que existe e é tudo que virá a existir.

A necessidade de ordenar e hierarquizar dos leucodérmicos, como uma maneira que os possibilitassem racionalizar, a fim de compreender, para dominar tudo e a todos que existissem ao seu redor, fez com que personificassem esse elemento chamado de TEMPO, dicotomizando-o, quando tentou fatiar a natureza em partes dionisíacas e apolíneas, lhes dando suas próprias características a fim de tentar controlar o tempo, controlando Deus e, desse modo, ser Deus em nome de Deus.

Portanto, Deus, ou a ideia de Deus, foi sendo apropriada durante um processo epistemicída, onde o próprio (Deus)foi patenteado e registrado como propriedade dessas populações leucodérmicas. Desse modo, Deus passou a ser um Ente assassino, vingativo e ciumento, segundo o velho testamento. Ou seja, Deus, a partir das vicissitudes leucodérmicas, e tornou-se humano, passando a escolher seus preferidos e a supliciar seus desafetos. 

Enfim, passou a ser um Deus escravocrata. Como com Deus; que é o soberano Senhor de todas as coisas; segundo o velho testamento; não existe diálogo, só a completa servidão; foi aberta então, a temporada de caça àqueles que fossem a favor da dialogia e da diversidade. Ou seja, Fedeu...!! Os seres pensantes. Ou seja, os discordantes, passaram a servir de isca de jacaré e de caça para qualquer fiel, que desde então, passou a ter carta branca para caçar quaisquer infiéis.

Desta maneira, as religiões passaram a ser empreendimentos altamente rentáveis, já que contra a ideologia religiosa, não pode haver resistência de espécie alguma, pois trata-se do divino; e sendo algo vindo do divino, abaixa-se a cabeça de forma genuflexa e se cumpre as ordens dadas sempre, invariavelmente, e sem questionamentos.

Sendo assim, religião e religiosidade passaram a ser a mesma coisa, da mesma forma que se confunde competição com competitividade, ou burocracia com burocratismo e assim por diante. Ou seja, Deus e religião passaram a ser as mesmas coisas. Desde então,  religião virou sinônimo de dominação, de poder, é de terrorismo celestial, geral e irrestrito; terrorismo contra o qual, não existe resistência de espécie alguma.


Mas o TEMPO, tudo observa, tudo vê e de tudo sabe; e assim como o vento que não faz curvas, da mesma forma que toda estrada que vai, também volta; ele espera o círculo da vida se completar, para mostrar sua face no vácuo da própria existência, do lado esquerdo que é direito, sem estar em cima nem em baixo, sempre na frente que foi deixada para trás em todos os lados de cima abaixo, de longe mas bem perto, estando por dentro e por fora a todo momento, sem começo nem fim; É originalmente cem vezes nomeado N'ZAMBI. 

sábado, 10 de setembro de 2016

Política partidária: o nome do jogo do crime organizado na Olimpíada genocida do holocausto melanodérmico...

O fato de uma pessoa ser alfabetizada, tendo a suposta capacidade de juntar palavras numa frase, não significa efetivamente que ela tenha a habilidade de ler; da mesma forma que ouvir, não significa em hipótese alguma, que essa mesma pessoa saiba ouvir; do mesmo modo, que o fato dessa pessoa possuir olhos, não significa dizer que tenha a capacidade de ver. 

Normalmente, são essas as pessoas que falam sem nada dizer, e prosaicamente são essas pessoas que são indicadas por partidos políticos, justamente por essas habilidades manipuláveis, para ocuparem cargos na função pública no Estado, a fim de proteger os interesses daqueles que se outorgaram donos da verdade; da verdade comprada pelo dinheiro estampadas nas manchetes bombásticas do noticiário matutino. Para constatar esse fato, é só observar as ações e posturas desses caricatos personagens que se dizem representantes do povo; falo dos políticos de maneira geral e de suas ações inclassificáveis e inimputáveis.

Comecemos pela covardia do instituto do fórum privilegiado e da imunidade parlamentar concedidos por eles a eles mesmos, como se previssem que seus crimes só poderiam ser perdoados por Deus. Este princípio de controle social, instituído democraticamente em nome do controle e manutenção do poder a qualquer custo, estendeu-se a todos os níveis e possibilidades, laureado pela prisão especial para os que possuírem estudo, para em seguida, iniciar por ai a farra do aumento de seus próprios salários e o de seus pares, partícipes do poder sem pudor.

Foi dessa maneira que nas terras tupiniquins instalou-se  o sistemas de castas; obviamente, um fato um negado pela classe do conhecimento, que ignora o apartheid oficial sacramentado pela elite,  que descaradamente fez uso da máquina estatal para tanto. Essa mesma classe do conhecimento tem evitado a todo custo usar palavras tais como gentrificação, eugenia e correlatos, afim de evitar quaisquer reflexões a respeito da cruel e triste realidade em que as populações escravizadas se encontram.

Para que o povo não tenha a mínima percepção da situação em que se encontra, a arte dos entretenimentos e os operadores desse segmento, especializados em envernizar a conjuntura política, passam a fazer parte dessa casta privilegiada; a classe de manutenção do status quo; eles agem enquanto os escravos capitães-do-mato, se tornaram seus prestimosos servidores, auxiliando na contenção dos efeitos colaterais, sempre que os efeitos especiais se mostram insuficientes.

Desse modo, as favelas se consolidaram como imensas senzalas aonde as crueldades da escravização tornaram-se lugar-comum; fatos tão normais quanto a superlotação das prisões, que são, indubitavelmente, o ápice das consequências da hipocrisia social, que institui como verdade, as imposições jurídicas que criminalizam raça e classe

A quantidade alarmante de assassinatos e torturas patrocinados pelo Estado, já atingiu, há muito tempo, a números surpreendentemente intolerantes, fato classificado e considerado pela comunidade internacional, como crime contra a humanidade, visto tratar-se do extermínio de um determinado povo.

Até o momento, o Estado brazilleiro, assim como os norte-americanos, conseguiu se esquivar das responsabilidades relativas ao genocídio do povo indígena, da mesma forma que tenta se livrar das responsabilidades pelo holocausto do Povo negro. 

Enquanto o Estado for gerido por pessoas com deficiências dessa natureza; pessoas que nada vêem, nada ouvem e nada falam, teremos esse Estado biônico, que serve de instrumento eficiente de controle, e como a principal arma de extinção do restículo de humanidade existente nas pequenas ilhas de bom senso cercadas de dissimulação por todos os lados.

A reprodução do senso comum, impiedosamente patrocinada pela elite, e gerenciado pelo Estado através de suas agências de controle que habilmente traveste esse mesmo senso, com a falsa sensação de exercício de cidadania, vem fazendo com que esse processo de controle social, se retroalimente continuamente, se tornando, desse modo, um monstro voraz e autônomo. Dessa maneira, com esse monstro descontrolado a solta nas telas televisivas, o povo vive preso a um filme de terror sem fim; filme onde o terrorista se veste de padre protetor, com toga de jurista e executor. Destarte, toda a assembléia de deputados e de senadores, tornou-se a reedição de jogos vorazes de uma olimpíada terrorista onde a elite, faz de desses momentos, a sua principal diversão.


Assim, mais do que cédulas, a principal moeda dessa cínica sociedade, passou a ser o sangue negro; pois a quantidade e a crueza desse sangue derramado, é que vai traduzir a qualidade do poder exercido por essa pútrida elite, inquisidora de sua própria humanidade através do suplício alheio, na medida em que desumaniza o outro, quando não faz o uso democrático da dissimulação e adulação, faz uso plutocrático do extermínio físico como instituto social.



terça-feira, 6 de setembro de 2016

Sobre o Projeto de REPARAÇÃO Para os Descendentes de Africanos escravizados no Brazill...


O arcabouço jurídico criado para dar legitimidade ao tribunal de Nuremberg, reestruturou todo o sistema jurídico no mundo. No ritual de conferências, que se seguiram antes do término da II grande guerra, foi iniciado um processo onde os vencedores da guerra decidiriam a sorte dos perdedores, que certamente já tinha sua condenação como uma prévia nesse  veredicto onde a dissimulação, como em quaisquer tribunais do ocidente, veste a sua toga.


Foi decidido então, que eles, os perdedores, seriam julgados por juristas. Desse modo, foi realizada uma conferência em Londres com os juristas dos países vencedores, para que fossem traçadas as linhas das novas leis que norteariam tal julgamento. Para tanto, pegaram a Declaração do Homem e do Cidadão da revolução francesa, a declaração da independência da Virgínia, além de alguns artigos da constituição dos Estados Unidos para a formação desse Frankstein. Dessa maneira, foi criada a ONU, instituto pensado por Delano Roosevelt. 

Para iniciarem essa encenação jurídico-política, começaram suas pesquisas, tendo como base a Declaração da França, seguiram criando a Carta de São Francisco, que finalmente deu origem a uma outra carta intitulada de Declaração Universal dos Direitos do Homem, em 1948, que mais tarde veio a se transformar na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Deste ponto, esse tribunal Internacional iniciou o processo de classificação dos crimes praticados durante esse conflito mundial como Crimes de Guerra e Crimes Contra a Paz; posteriormente outras criminalizações seriam tipificadas, tais como os crimes de racismo e sionismo como crime de ódio; Na conferência seguinte, em 1969, os judeus conseguem derrubar o crime de sionismo, ficando somente o crime racismo e a descriminação racial tipificados, como crimes de ódio.

Na terceira conferência, em 2001, em Durban, entra o crime sobre a xenofobia e formas correlatas de intolerâncias; Esta conferência foi considerada como terceira Conferência Contra o Racismo, visto que as conferências contra o Racismo foram criadas a partir dos crimes do apartheid, na África do Sul. Após a queda do apartheid, as Conferências contra o Racismo se esgotaram e iniciou-se outra etapa de discussões, debates esses, agora referente a REPARAÇÃO.

O USA e Israel, se retiraram por não concordar com o tema, enquanto países como Argélia, Cuba, África do Sul e alguns outros, insistiram na permanência do citado tema; obviamente, dos 172 países participantes, países como Portugal e Holanda ficaram de fora da citada discussão dos crimes contra a escravidão; discussão esta que inevitavelmente chegaria ao debate sobre o infame comércio, como era chamado o tráfico negreiro dos escravizados africanos. Ou seja, Para evitar a debandada dos países Árabes dessa conferência, foi decidido que somente o Tráfico Transatlântico seria objeto dessa apreciação jurídica.

Ao final dessa Conferência foi feita uma Declaração considerando como crimes contra a humanidade a escravidão, o tráfico transatlântico de seres humanos da África para as Américas, o colonialismo em África e a colonização dos povos naturais das Américas


Segundo a resolução de 1948, que beneficiou aos judeus, consta que todo o crime contra a humanidade tem que ser REPARADO; tipificando dessa maneira, o crime da escravidão e do tráfico negreiro como tal. Sendo estes crimes imprescritíveis e continuado, já que o povo negro, até os dias de hoje, sofre com os resultados de tais crimes, assim como os eurodescendentes vivem com a riqueza adquirida através desses mesmos crimes.

Portanto, assim como o Brazil foi o último país onde a escravidão foi abolida, os governos continuam ainda a fazer uso do Estado e de suas forças coercitivas, para conter qualquer questão sobre o citado tema ou qualquer ideia de equidade trazido pelo processo de REPARAÇÕES. Mesmo que o Estado brazilleiro, assim como a igreja, já tenham reconhecido os seus crimes. 

Os governos, até agora, vem tentando se eximir das responsabilidades do Estado ao mesmo tempo em que protegem os interesses daqueles que foram beneficiados pelo trabalho escravo e usufruem dessas benesses até os dias de hoje, mantendo seus caprichos e privilégios materiais e simbólicos obtidos através do crime da escravidão.