Dizem; ..."A ÁFRICA NÃO EXISTE"..; Eu digo: existem as Áfricas;
da mesma forma que o negro não existe; existem os Negros. Na diversidade dessa
negritude trilhada sobre espinhos brancos, muitíssimos pretos não resistem e
se deixam gentrificar, tornando-se, desse modo, um patético Negropeu autêntico, produtos esses que
seguram firmemente o chicote de nove caldas fornecido pelo sinhozinho, durante
um macabro ritual de magia branca, sendo este o instrumento, passado no processo desse infame ritual, que sempre garantiu
o processo da colonização mental, injetada e introjetada em seus pares através
da cultural e da política, psicológica e socialmente . São esses pretos que, não
conseguindo empretecer o mundo, embranquecem no corpo suas atitudes
embranquecidas pelo pensamento, além daqueles Afromodistas que mantém suas atitudes obsequiosas para com os
brancos, uma vez que são violentamente coagidos pelo medo e pela força.
Esses meios de alienação, que são
habilmente usados pelo branco opressor, fazendo do olhar negro um branco
olhar, faz nascer de um abraço
negro o mata-leão e do sorriso negro a traição somente para com o seu irmão: De
um lado o preto-grin[1], a réplica do branco, nos
discursos e atitudes; e do outro o Capoeira[2], o guerreiro radical e
marginal, saído de qualquer matagal, com fala informal, frente a um envernizado
comício Estatal, cercado pelos pretos capitães (do mato) de empreendimento empresarial.
Desde a independência do Brazill, os
exércitos negros, a guarda negra, os lanceiros negros, e hoje, a polícia negra
do homem branco, têm servido aos gerentes brancos do mundo, para coagir os
próprios pretos a aceitarem a pecha de minoria e a agirem como minoria e, o
pior de tudo, os leva a realmente se sentirem como minoria. E isso é
reproduzido em todos os setores negros da vida negra nessa branca sociedade
escravagista, hipócrita, indolente, infame e arrogante que é essa sociedade de
valores invertidos, deturpados, equivocados e hediondos; nossa sociedade eurocêntrica.
Dessa maneira, o negro acreditando não possuir
resistência ontológica, se queda diante dessa arriscosa
infecção afetiva que o branco lhe transmite a partir do discurso do "somos
todos humanos", num mundo onde o branco representa o capital e o negro
representa o trabalho, enquanto negras e negros tropeçam nos escombros da
própria solidão. como zumbis de hollywood; tenebrosos,
sinistros, sozinhos (mesmo acompanhados) e amedrontadores.
As queridas pessoas brancas nos evitam, pensando
que vamos ataca-las e devorar seus cérebros. Ou seja, fazer o mesmo que eles
fizeram com a gente; nos tornaram acéfalos a ponto da gente não mais se
reconhecer e não reconhecer nossos pares, nossos irmãos, nossos camaradas. Somos
temidos, mas quando querem lembrar que são humanos, voltam-se para nós, a fim
de roubar justamente o que lhes faltam: A humanidade.
Nós negros, somos casados com a terra,
como afirma Fanon, e eles, os brancosos, se apropriaram de nossa companheira,
que nos dá a vida, mas... Não conseguem possuí-la, mesmo estuprando-a. Então é a
nós a quem eles recorrem quando estão ficando irremediavelmente robotizados,
desumanizados ao extremo, para que possam resgatar a magia da força que dá a
vida, através da humanidade; antes que pereçam como o brancoso Narciso.
Desse modo, a mãe África verte permanentes
lágrimas em infindáveis minutos de silêncio constantes diante dessa ensurdecedora inquisição.
Os mortos que ainda estão de pé e nem sabe que não sabem de seu fenecer
espiritual, esses divorciados da terra, aguardam, como Zumbis de Hollywood, o
barco da eternidade que chegará através dos rios de lágrimas e de sangue negro,
vertidos de todas as mães e irmãs dos negros que não conheceram o Zumbi das
terras da Afreaka; da terra-mãe; para levá-los para a outra margem, no além-mundo; para que um dia possam se noivar com a terra novamente e, quiçá, casar-se de novo com a vida.
As queridas pessoas brancas nos evitam, pensando
que vamos ataca-las e devorar seus cérebros. Ou seja, fazer o mesmo que eles
fizeram com a gente; nos tornaram acéfalos a ponto da gente não mais se
reconhecer e não reconhecer nossos pares, nossos irmãos, nossos camaradas. Somos
temidos, mas quando querem lembrar que são humanos, voltam-se para nós, a fim
de roubar justamente o que lhes faltam: A humanidade.
Nós negros, somos casados com a terra,
como afirma Fanon, e eles, os brancosos, se apropriaram de nossa companheira,
que nos dá a vida, mas... Não conseguem possuí-la, mesmo estuprando-a. Então é a
nós a quem eles recorrem quando estão ficando irremediavelmente robotizados,
desumanizados ao extremo, para que possam resgatar a magia da força que dá a
vida, através da humanidade; antes que pereçam como o brancoso Narciso.
São mortos-vivos que não sabem de sua
condição de fantasmas da humanidade, de monstros da humanidade, praticantes dos
crimes mais hediondos contra a humanidade; por isso, desejam a igualdade e
lutam por essa igualdade predadora, onde a competição irracional garante a
sobrevida. As ações afirmativas tuteladas por essas queridas pessoas brancas,
que sempre esperam a reação correta por parte dos tutelados[1], mostra a gravidade dessa
doença típica de zumbi de Hollywood, que é transmitida através da mídia,
fixando-se como hospedeiro na alma negra, alquebrando seu espírito que se
divorcia da natureza, tendo esse resultado desastroso como consequência.
Desse modo, a mãe África verte permanentes
lágrimas em infindáveis minutos de silêncio constantes diante dessa ensurdecedora inquisição.
Os mortos que ainda estão de pé e nem sabe que não sabem de seu fenecer
espiritual, esses divorciados da terra, aguardam, como Zumbis de Hollywood, o
barco da eternidade que chegará através dos rios de lágrimas e de sangue negro,
vertidos de todas as mães e irmãs dos negros que não conheceram o Zumbi das
terras da Afreaka; da terra-mãe; para levá-los para a outra margem, no além-mundo; para que um dia possam se noivar com a terra novamente e, quiçá, casar-se de novo com a vida.
Estamos mortos e somos mortos nos campos da paz branca na batalha do cotidiano; assassinados por zumbis brancosos mortos, que desejam e matam pela igualdade de espíritos. Espírito humano, Espírito de Ser humano, Espírito das Terras de Palmares, do Zumbi que retornou na barcaça do além.
[1]Palavra essa atualizada em
substituição ao termo “vassalagem”, para ficar em consonância com a política
correta cunhada no conceito da troca de espelhos pela riqueza de todas as nações.
[1] A caricatura
do solícito negro serviçal, muito famosa na mídia dos anos 30.
[2] Quando
falo do capoeira, me refiro não ao
lutador de capoeira que é em sua maioria branco, mas falo do capoeirista que
são negras e negros em sua maioria. Ou seja, o negro conhece os fundamentos e a
magia que se esconde por trás de cada movimento, canto e toques executados;
enquanto o para o branco, a capoeira é só mais um esporte marcial.



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