Falando ainda em Educação, na cidade de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, a coordenadoria de educação do Estado, decidiu mostrar trabalho promovendo seu V seminário étnico racial no dia 11 de setembro, um dia simbólico na história da mídia e do mundo.
Estive presente nessa data politicamente correta, para assistir a mais um espetáculo muito bem organizado de estereotipagem e estigmatização da pessoa negra.
Foi um espetáculo deprimente, mostrando o que sempre foi mostrado pela mídia e pelos livros didáticos; o negro como protagonista de sofrimentos, de subalternidades e invisibilizado como sujeito da história.
O seminário foi uma celebração a arrogância, a indolência e a estupidez do discurso racista, transmitido perversamente através do epistemicídio melanodérmico.
Cada aluno, que não se fez estudante, naquele momento se fez conivente com um dos piores crimes contra a humanidade: o genocídio do Povo Negro; de seu próprio Povo. Certamente sem nem saberem que não sabiam.
Constatei o já sabia: a escola continua a ser uma fábrica de produção em série de racistas voluntários, principalmente quando fortalece o discurso do racismo velado. quando na verdade velado é o racista que não aparece atrás da grades em nenhum momento em que esse crime é praticado.
Dessa maneira, como um cachorro correndo atrás do próprio rabo, novamente a história se repete; nosso 11 de setembro a janeiro, e durante o ano inteiro, o genocídio do Povo Negro é propagandeado das páginas dos livros didático as páginas policiais, além das novelas em todos os canais, dos comerciais de carnavais até aos massacres diários irracionais.
Educação branca para Povo Negro, a gente vê por aqui... Parabéns Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro; parabéns pelo racismo institucional praticando com maestria e perfeição, na promoção do crime mais eficiente que se tem notícias aqui pelas bandas tupiniquins: O racismo sem racista, o único crime sem criminoso existente em todo mundo.
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