Temos muita
sorte de nascer num país laico, onde a carta magna, nossa constituição, copiada
de países europeus, se inicia com a frase “Deus
seja louvado”; frase essa que se repete em cada cédula de qualquer valor. Claro
que tudo isso vem acompanhado com fartos símbolos católicos, tais como crucifixos,
santos, bíblias e afins, que assola a maioria das repartições públicas de todo o
país.
Desse modo,
o Brazill se considera e se define como um país totalmente laico-católico (e as vezes não racista) de bancada
evangélica, onde a religião e a política são misturas fundamentais. Desse modo,
o cristianismo
Estatal fundamentalista desempenha um importante papel na prosopopeia e
proselitismo religioso, onde a prática do amor ao próximo é pregada com o ódio
mortal aos cultos de matrizes afros.
O resultado
se vê nos ataques ao Povo de Santo,
como se denominam, e aos locais em que se dão seus ritos; ataques esses, promovidos
por parte do povo de Cristo; essa facção evangélica que prega o amor
odiando o próximo, quando esse próximo tem a cor de ébano, num estilo tipicamente
fariseu de ser.
Desde que o
cristianismo de Constantino
legitimou a nobreza condenando a pobreza, a atual política tratou de
criminalizar essa pobreza, dando o aval ao genocídio do Povo Negro que ocorre
no Brazill.
Se há
dúvidas sobre a desumanização da pessoa de cor e dessa racismilização, tendo a
principal política tornar esses assassinatos categóricos um lugar comum, é só
observar os partidários de quaisquer outras religiões, e ver se também são
demonizados tal qual os adeptos das “religiões” de matrizes africanas...
Constatamos
que a cor da pele é que determina o lugar do negro na sociedade; a cor negra
ocupam as cadeias, hospícios e hospitais, enquanto a cor branca está do lado
oposto; essa cor, a cor branca, é a cor que tem licença para torturar, matar, roubar,
estuprar...
Se um negro
ousar cometer os mesmos males que um branco comete, ele primeiramente será destruído moralmente,
não pelo mal causado, mas por ser negro. Dessa maneira, ele vai ser julgado por sua cor e depois, se ainda sobreviver, será julgado
pelo delito em si, sendo que sua condenação já foi pré-estabelecida desde o momento
em que adentrou a sala branca do tribunal branco. É só comparar as sentenças de
crimes idênticos, cometidos por um e por outro. Um deles será justificado,
social, cultural e juridicamente...Simples assim...!!

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