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sábado, 22 de março de 2014

100 vezes Claudia

Havia uma sombra no meio do caminho... No meio do caminho havia uma sombra... Não sei se minha ou outra que sempre assombrava a meia sombra... Mais foi essa sombra do tenebroso Nina, o Rodrigues, inspirado por um sujeito Lombroso, que sugeriu um código judicioso para o sujeito black de cor, nesse eclipse incolor com o branco desprovido do que chamamos de fraterno amor.
Hoje dá pra ver a Claudia da Silva Morrer por causa desse código cumprido a risca quando a polícia passa e fica a dor. A arrastada poderia ser Carolina ou até mesmo a Maria que já é de Jesus. Nina e Lombroso devem finalmente ganhar o troféu pecaminoso das mãos do próprio Tinhoso durante o discurso mafioso na marcha da família com Deus pela liberdade de novo.

Liberdade de linchar esse povo honroso cor de Rei imperioso do Egito ao preto Novo64 golpes na cabeça com um pedaço de lingote do próprio ouro tirado no pinote, nessa Gana de ser forte e mostrar a cor do norte, colhendo os louros desse suposto golpe de sorte... Mais um golpe só,  e essa  negra  assassinar, parando de vê-la sonhar, e finalmente esse nó se desatar, deixando neguinho delirar durante o cabo de guerra que começaram a puxar nessa Marcha sobre Washington, pra preto nenhum mais se lembrar. 

Arrastando a sombra na ponta dessa corda bamba, de maneira irracional, pra poder se esconder do preconceito marginal agora iluminam cada euro-espectro com o flash racial do branco jornal que é sempre aquele que se diz Nacional, e a justiça branca se faz presente sobre esse corpo negro arrastado, de futuro refulgente, deitado em berço esplêndido nesse asfalto candente, enquanto a pantera que era Negra sob as luzes da ribalta, como a sombra de ágil gato pardo desaparece nessa mata; enquanto aquele que a mata em pleno dia de luz, saindo detrás de seu branco capuz estupra a negra paz, como uma puta que no amor se compraz; praz...paz...paz...!!! Nesse Brazil... Zill... Zill... Varonill ... Nill.. nIl...!! E se não gostou...! Pô... Desculpe aê, tá...!!... VAI PRA PUTA QUE O PARIU...!!

Por que bem sei que o amor é filho da preta e o povo é filho da pátria... A polícia é filho da outra... Negro que sou, vejo o despeito de sempre me quererem morto, e eu teimar em escapar vivo em todas às vezes quando vêm com a ordem e me esquivo com a liberdade de preto ser, pois sempre que termina o amor, eles me vêm com aquela paz branca que onde passa fica a dor e que só ameniza com aquele creme que embranquece a dor.

Arrastaram pelo asfalto ardente a face negra que um dia, quando sorridente ao receber o filho que chegava da escola na mesma hora em que esses trabalhadores melhores, pais de família, religiosos, portadores de armas e uniformes, identificados com os títulos oficiais de matador de preto-pobre, além de protetores da marcha da família com Deus pela liberdade, chegava ao quintal da comunidade: O capuz branco com sangue de negro brilhou no céu da pátria nesse instante, desafiando nosso peito a própria sorte.

Assim, a esperança a terra desce, enterrada a sete palmos, e sobre esse formoso céu risonho e límpido a imagem desse puteiro se embranquece, no triste velório dos filhos deste solo varonil também chamado de BRAZILL...!!
Agora nossa mídia Nina, ao som do hino nacional, o filho de Rodrigues, o Filho Da Polícia e o filho da mãe que marcha com a família com Deus pela liberdade de mortificar o filho da preta de acordo com o código da mesma liberdade de explosão de Hiroshima e Nagasaki, enquanto zomba do negro que consome crack na liberdade de consumir-se: Liberta Que Sera Tamem sobre esse asfalto de fraternidade cor de sangue e igualdade branca como a tez de hipocrisia santa... Amém...!!... Tamem...!!

http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questoes-de-genero/180-artigos-de-genero/24005-eu-preta-pobre-e-crackeira-por-priscila-tamis


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