Havia uma sombra no meio do caminho... No meio do
caminho havia uma sombra... Não sei se minha ou outra que sempre assombrava a
meia sombra... Mais foi essa sombra do tenebroso Nina, o Rodrigues, inspirado
por um sujeito Lombroso, que sugeriu
um código judicioso para o sujeito black de cor, nesse eclipse incolor com o
branco desprovido do que chamamos de fraterno amor.
Hoje dá pra ver a Claudia da Silva
Morrer por causa desse código cumprido a risca quando a polícia passa e fica a dor. A arrastada poderia ser Carolina ou até mesmo a Maria que já é de Jesus. Nina e Lombroso devem finalmente ganhar o troféu pecaminoso
das mãos do próprio Tinhoso durante o
discurso mafioso na marcha da família
com Deus pela liberdade de novo.
Liberdade
de linchar esse povo honroso cor de Rei imperioso do Egito ao preto Novo; 64
golpes na cabeça com um pedaço de lingote do próprio ouro tirado no
pinote, nessa Gana de ser forte e mostrar a cor do
norte, colhendo os louros desse suposto golpe de sorte...
Mais um golpe só, e essa negra assassinar, parando de
vê-la sonhar, e finalmente esse nó se desatar, deixando neguinho
delirar durante o cabo de guerra que começaram a puxar nessa Marcha
sobre Washington, pra preto nenhum mais se lembrar.
Arrastando a sombra na ponta dessa corda bamba, de
maneira irracional, pra poder se esconder do preconceito marginal agora
iluminam cada euro-espectro com o
flash racial do branco jornal que é sempre aquele que se diz Nacional, e
a justiça branca se faz presente sobre esse corpo negro arrastado, de
futuro refulgente, deitado em berço esplêndido nesse asfalto candente, enquanto
a pantera que era Negra sob as luzes da
ribalta, como a sombra de ágil gato pardo desaparece nessa mata; enquanto
aquele que a mata em pleno dia de luz, saindo detrás de seu branco capuz
estupra a negra paz, como uma puta que no amor se compraz; praz...paz...paz...!!!
Nesse Brazil... Zill... Zill... Varonill ... Nill.. nIl...!! E se não
gostou...! Pô... Desculpe aê, tá...!!... VAI PRA PUTA QUE O PARIU...!!
Por que bem sei que o amor é filho da preta e o
povo é filho da pátria... A polícia é filho da outra... Negro que sou, vejo o
despeito de sempre me quererem morto, e eu teimar em escapar vivo em todas às
vezes quando vêm com a ordem e me esquivo com a liberdade de preto ser, pois
sempre que termina o amor, eles me vêm com aquela paz branca que onde passa fica a
dor e que só ameniza com aquele creme que embranquece a dor.
Arrastaram pelo asfalto ardente a face negra que um
dia, quando sorridente ao receber o filho que chegava da escola na mesma hora em que esses
trabalhadores melhores, pais de família, religiosos, portadores de armas e uniformes, identificados com os títulos oficiais de matador de preto-pobre,
além de protetores da marcha da família com Deus pela liberdade, chegava ao
quintal da comunidade: O capuz branco com sangue de negro brilhou no céu da pátria nesse
instante, desafiando nosso peito a própria sorte.
Assim, a esperança a terra desce, enterrada a sete
palmos, e sobre esse formoso céu risonho e límpido a imagem desse puteiro se embranquece,
no triste velório dos filhos deste solo varonil também chamado de BRAZILL...!!
Agora nossa mídia Nina, ao som do hino nacional, o filho de Rodrigues, o Filho Da Polícia
e o filho da mãe que marcha com a família com Deus pela liberdade de mortificar
o filho da preta de acordo com o código da mesma liberdade de explosão de Hiroshima e Nagasaki, enquanto zomba do
negro que consome crack na liberdade de consumir-se: Liberta Que Sera Tamem sobre esse asfalto de fraternidade cor de
sangue e igualdade branca como a tez de hipocrisia santa... Amém...!!... Tamem...!!
http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questoes-de-genero/180-artigos-de-genero/24005-eu-preta-pobre-e-crackeira-por-priscila-tamis
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