Nossos harmônicos
entrantes pautados pelo amor incondicional, podem fazer parte do belo bailado
de um filme romântico, de terror ou comédia nacional; entre a tragicomédia e a
pantomina, basta escolher o que for melhor para você. A cada estação, desde a
primavera até o verão, seja outonando ou invernando, durante a viagem no trem
da vida que gira nesse parque de diversão chamado Terra; passamos pela
montanha-russa de todas as atrações que vão do carrossel a profunda escuridão do
fantasmagórico túnel do terror.
Por esse
motivo, no ingresso adquirido na maternidade, consta no canhoto que não há
condição, validade, em nem a certa idade para poder se decidir pela atração, poder
ir ficar ou partir. Desde a bandinha de pop-rock nacional ao grupo Punk Internacional,
ou da canção regional até a Orquestra Sinfônica Mundial, há todo e qualquer gosto
musical; tem até os desafinados lado a lado com cantores de ópera, que ouvem Soul,
Blues e bossa nova.
Sendo assim,
se quisermos descobrir se o dito ser humano é um Ser que se faz vivo ou se encontra
num momento intenso de profundo coma, basta aferir se o ritmo do seu coração
reverbera no cérebro; se houver repercussão através de afetos ou se ressoar com
sorrisos francos; é certo que o diagnóstico há de ser a presença da beleza da vida pulsando
na batuta do seu pulso.
Mas há aqueles
que escolhem permanecer encostados no balcão do bar, divagando sobre as falhas
ocorridas no ontem e preocupados em labutar na manhã seguinte, enquanto ingerem
o seu soro como sustentáculo, em vez de aproveitar a alegria do momento para cantar
e bailar a alegria de ser o que é. Assim sendo, andar na linha e ficar em cima do muro se torna a sinonímia daqueles
que preferem desembarcar da montanha-russa na estação seguinte, abandonando a
diversão do carrossel desse trem de vida.
Cantar e
dançar são os mais eficazes remédios para a alma poder se curar, pois não há contraindicação
ou efeitos colaterais; salvo pela indiscriminada ingestão de sorrisos, que podem
provocar o regurgito de ternura e afagos demasiadamente humanos.
Nessa receita,
só não consta a especialidade do ramo medicinal exercida pelo médico em questão,
nem o grau de ensino cursado por ele, e menos ainda o seu conhecimento
gabaritado é discriminado. Não há notícias de que tenha ganho prêmios nacionais
ou internacionais, e nem certificados ou provas de que tenha sido diplomado em
Universidade de renome.
Esse médico
sem nome, sujo de terra, que veio do mato, dançando na chuva e que ornamenta o premiado
quadro do movimento antropofágico, foi autenticado pelo olor trazido de cada flor
e pelos sorrisos vertidos das fadas faceiras, e por isso, foi academicamente
folclorizado pelas urgências dos Tempos
Modernos; justificando que receita oral não tem moral na sociedade atual,
virando assim, a principal chacota farmacológica nos corredores asseados dos
doutores.... Enquanto os cães ladram, o carrossel passa; e a gente, dança...

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