O intelecto
é o gerente do ego, quando se trata de cumprir quaisquer papeis social;
enquanto o pensamento, é o mordomo cuidador da personalidade, formada para
desempenhar e performar esse papel. A pessoa que possui o pensamento como guia,
se confunde com o personagem criado, acreditando que o seu conhecimento é
realmente seu, quando na verdade, lhe foi outorgado através do condicionamento
social e biológico.
Portanto,
tudo aquilo que ressoar com as crenças limitantes, ideologias desviantes e
empatias descapacitantes dessa pessoa que cumpre o papel de seu personagem, será
recorrente a esse intelecto, que tem a sua reação programada já prescrita pela
bula gospel dos Tempos Modernos.
Essa colonização
mental, é o resultado da tatuagem marcada a ferro e a fogo, e deixada na
memória celular desse corpo de dor progênie escravizado; visto que, entre as
sentenças que são ditadas por um juiz renomado e as sentenças proferidas por uma
desconhecida anciã, vinda de lugar nenhum, inevitavelmente se encontrarão em
lados e lugares opostos; visto que o primeiro segue um modelo padrão,
estabelecido por uma bula acadêmica; e a segunda, como Salomão, segue a razão
do coração. Ou seja, enquanto um cumpre o seu papel, a outra segue pelo
conhecimento da causa.
Quando deixarmos
de lado o papel social, que nos fora imposto através da violência colonial, nos
tornaremos seres autênticos, originais; e não mais as pessoas falsas, que fazem
uso das máscaras sociais como mordaças que limitam a livre expressão. O medo psicológico,
como vírus cultivado em laboratório, é o principal elemento patológico que nos tem
feito recusar a saída desse papel subalterno, dramatizado sobre o palco da vida.
A coragem,
a ousadia e a disciplina seriam os elementos-sementes contrastante à cultura do
terror psicológico, que criaram inúmeras camadas de ignorância e dissonâncias
cognitivas, adjudicadas pelos administradores dos Tempos Modernos; e essa
resposta ecoa através da rebeldia silenciosa encerrada no peito.
Tal resposta
se faz presente na desobediência à programação de uma agenda imposta pelo
terror estatal, atribuída aos detentores do papel social. Só assim, muitas das máscaras
poderão cair enquanto outras são arrancadas. Desse modo, a tragédia e a
pantomina se revelarão enquanto cenas deliberadamente montadas sobre a direção
das pérfidas sombras bruxuleantes dos bastidores, enquanto deixamos a condição
de meros expectadores para protagonistas de fato.

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