Como o
próprio título elucida, a metodologia e o conteúdo presentes nesta disciplina
vão totalmente de encontro ao que é imposto pela educação dos Tempos modernos,
indo na contramão dessa mesma modernidade estabelecida pelo padrão colonial que
submete totalmente a academia e, por conseguinte todo o sistema educacional
vigente.
Portanto,
apertem os cintos, porque vamos sair dessa zona de conforto, cultivada pelos
símbolos e pelas imagens que ornamentam as paredes dessa aconchegante prisão
sem grades, através dos trilhos de uma monumental e extravagante montanha
russa; visto que, nossas vidas nunca foram governadas por leis ou similares,
mas sim, unicamente pelos símbolos, signos e imagens que formatam e estruturam
a Matrix colonial do capitalismo contemporâneo desde sempre.
Visto que a
educação vigente tem tido a missão única de transformar alunos em produtores de
riquezas, ao instruírem aos mesmos para a competição acirrada entre seus pares,
como forma de iniciação no ingresso da selva desse Comércio
Infame em que se tornou os Tempos Modernos, vendendo a sua força ativa pelas ofertas e propagandas mais
sedutoras.
Sem mais
delonga e indo direto ao assunto, a metodologia das aulas em questão implanta
definitivamente a prática do magistério ao ar livre, com as aulas ministradas
em círculo, aonde serão desenvolvidos cinco temas fundamentais, que serão
escolhidos a cada aula, a partir de uma dinâmica de jogos.
Esses cincos
temas básicos são destinados para crianças até 13 anos, e também destinados
para os adultos, sendo que, cada qual com a sua devida abordagem. Ressaltando
que, após os treze anos de idade, será adicionado um sexto tema, que diz
respeito ao entrelaçamento de todos os outros cinco abordados. Visto que, todos
os temas comunicam-se entre si, mas isso só será possível perceber, a partir da
abordagem do 6º tema acrescido.
Sobre os temas:
O tema número 1 trata
especificamente da Produção de Imagens a partir dos Símbolos e dos Signos, observando a relação entre o Sujeito e o Objeto, no
processo construcional do Criador e da Criatura.
No tema número 2 será formada a Tribuna da Imagem, aonde o educando passará seu tempo livre (a princípio no Tempo das
aulas em questão) no ofício de
observador de si mesmo, diante de suas relações com os outros; observando as reações oriundas do ego e as ações proativas provenientes do estado de consciência desperto. O resultado dessa
observação poderá ser registrado através de um diário, anotações, produção
textual, poesias, composição musical, desenhos, etc. a fim de desenvolver a
consciência emocional e por conseguinte, a consciência autoconsciente.
O tema número 3 cujo título é Vida de Criança, trata do humor e alegria com que a criança vive a vida, sendo o
que é. Ou seja, sendo ela mesma; trazendo a maneira de como se manter esse
estado de júbilo diante dos desafios da vida diária, e de forma profilática,
criar maneiras próprias de se evitar ser arrastado pelas armadilhas do
envolvimento patológico com a matrix desse cotidiano.
No tema número 4 será proposto a confecção de uma Fotografia
do Tempo, onde será abordado os elementos
constituintes desse Tempo Circular num contraponto com o Tempo Linear que estrutura o modus vivendi dos Tempos
Modernos.
O tema número 5 intitula-se Espelho, é o momento em que trazemos a percepção das gritantes diferenças
entre o olhar e o enxergar, destrinchando o processo relativo ao que se olha e o que se vê
nas imagens fornecidas pelas mídias que acaba por formatar a imagem sobre si
mesmo e sobre o outro, trazendo enfim, as expressões que estruturam a prática
da Lei do Um.
Conclusão:
Como foi
tratado acima nos prolegômenos, essa é a proposta que vem para erradicar a
robotização adestradora do educando, enquanto aluno de um sistema educacional
oriundo da escravidão dos povos e seu continuísmo na escravização
contemporânea, que é encoberta por uma avalanche de imagens e propagandas, com
seus viciosos efeitos alucinógenos produzidos por inebriantes signos e
símbolos, cujas consequências são tratadas pela psicologia moderna como algo
estático, quando procura ajustar seus pacientes recorrendo aos arquétipos
pré-estabelecidos, enquanto suas neurastenias se encapsulam transformando-se em
traumas crônicos capitaneados pelo ego, medos e expectativas.

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