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sábado, 30 de maio de 2020

Elementos Elementais do Orgasmo Divino


Ao acordar nas Asas do coração, tendo a alegria das Fadas e dos Silfos, além do fôlego das Nereidas e calor das Salamandras, com a delicada ternura da paz nascida na mais pura emoção positiva, vivamos a companheira de todo alvorecer brincando com o próprio Fogo, enquanto submerso nessa Água viva que, mesmo as vezes nos tirando o fôlego, nos movimenta, impelindo-nos ao Sabor do Vento que eriça ao acariciar a superfície do generoso corpo de Nanã[1].


Witch Gif - ID: 167343 - Gif AbyssEis que a magia se faz, e o nada torna-se tudo, na harmonia transcendental dessa dança festiva com Gaia, nessa alquimia candente entre possíveis encontros e fictícios desencontros num átimo entre Nut e Geb[2]. É nesse abre Alas sincrônico, que a doce Brisa transporta a maviosa Melodia desse Cosmo, que se movimenta na gira do compasso harmônico ritmado pela Luz do Sol Central que, com sua energia, vibração e frequência, ilumina os mais íntimos recônditos das profundezas do Universo, semeando sua luz através do estrondoso silêncio interior que se reflete em seus sonoros raios Fractais.

O deleitante ato de nadar entre os sorrisos das Nereidas, após flutuar assobiando como os Silfos, aquecido no caliente amplexo das Salamandras, nos possibilita a plenitude de voar nas Asas da Liberdade das Fadas, Madrinhas ou não, pairando sobre esse Arco-íris das cores formadas pela explosão da nossa poderosa bomba atômica de Luz.

A metafísica desse despertar de corpo e alma, só acontece quando se atravessa a ponte da alegria sem se olhar para trás; ou mesmo olhar para frente; caso não seja dessa forma, como um castelo de cartas essa ponte vai se desfazer como um sonho desfeito ao abrir dos olhos, já que ela, essa ponte, só pode ser erguida pela alegria do ser em Ser e existir; pois essa energia; assim como o corpo humano, como Urântia e todos os Corpos celestes além do próprio firmamento, é a fonte formadora constituinte de todos os Universos.

Portanto, é elementar que sejamos Elementos e Elementais, criadores e criaturas. Ou seja, somos aquele que oferece o presente, somos o próprio presente e somos também os recebedores desse presente que não se encontra num tempo passado ou futuro, ele é sempre Presente. Esta é a Lei última e única que alimenta e dá vida. Dessa maneira, somos os Elementos dessa ponte que nos liga a nosso próprio Eu, quando nos assumimos enquanto arquiteto, engenheiro, pedreiro, servente e o empresário que dá o autêntico sentido nesse jogo da vida aonde ainda se ocupa o precioso tempo driblando Cavaleiros, Bispos, Reis e Rainhas presentes nesse caótico cenário, com suas sedutoras e performáticas coreografias exibidas, como sombrias sombras, sobre o elegante véu que ornamenta as indolentes projeções holográficas expostas nas pomposas vitrines dos Tempos Modernos.

Justamente como o Tempo, nessa ligação não há contramão. Portanto, é na extremidade dessa ponte
de luz; que tem a mesma função de uma linha reta que se liga do ponto central ao grande círculo; que brincamos de abrir presentes embalados pelo vento norte aquecido pelas Salamandras e emerso na alegria das Fadas; que nos aguarda a Chama gêmea, companheira do alvorecer de nossa vida. Dessa maneira, num átimo entre Nut e Geb, o corpo eriçado de Nanã faz Gaia brilhar no firmamento celeste, num fractal momento de um Tempo sem tempo, nesse deleitante jorro candente de sementes estelares.




[1] Orixá da terra molhada, do mangue, pântano, lama, da chuva; também carinhosamente chamada de “Avó”.
[2] Nut Deusa do céu, que em sua união com Geb, Deus da Terra, deu origem a Osíris, Isis, Seti e Néftis.

domingo, 17 de maio de 2020

Considerações Acerca do Magistério Do Ensino Colonial a Atual Quarentena Decolonial

O Professor, como um Akipalo[1], além de ser um guardador da Memória, ele também é um perene Buscador. Ou seja, ele é tudo o que a academia desdenha, visto que, para a academia, vale o que está escrito; justamente por conta da Memória ser viva, a Memória é dinâmica, a Memória é presente; e sempre que ela, a memória, for grafada, vira letra morta; se transformando em meras lembranças guardadas em um envernizado escaninho acadêmico qualquer; e enquanto lembrança, metaforicamente se confunde com saudades; portanto, lembrança é coisa passado; e exatamente como o tempo futuro, o passado é um tempo inexistente, já que, absolutamente tudo o que acontece em qualquer parte do cosmo, acontece exatamente no agora desse nosso momento Presente.

Sendo assim, o Professor é aquele que não gasta seu tempo procurando apagar a profunda escuridão que encobre o mundo recorrendo a teses, fórmulas, tratados ou compêndios, mas sim, ele busca acender sua Luz própria para tal finalidade. Para isso, como profilaxia contra a síndrome de Sísifo, é necessário perceber que, o que realmente existe é o Tempo sem Tempo, e não a ilusão do tempo que é produzido pelo cronômetro. Ou seja, é necessário perceber que o Tempo é circular e não linear. Dessa forma, o Professor jamais será vítima do voraz apetite de Cronos. Do contrário, ele será mais um perene escravizado por esse calendário que nos acorrenta, com seus grilhões continuamente produzidos pelos tique-taques desse relógio que, como cruel capataz, silencia o majestoso cantar do galo que saúda cada sagrado alvorecer. Esse relógio com seus belicosos ponteiros que proclamam a plenos pulmões em todas as manhãs que o tempo é dinheiro; estabelecendo assim, um enunciado causador de intensos e inexauríveis traumas ao internalizar as ilusões reprodutoras de incontáveis fobias.

Esse metafórico relógio que rege o mundo, é o mesmo que agrilhoa os nossos pensamentos, criando e cultivando os diversos Transtornos Obsessivos Compulsivos e as variadas variedades de Síndromes variantes catalogadas nas bulas alopáticas e papais, presente nesses arcaicos Tempos Modernos. Dessa forma, o Professor guardador de Memórias que Busca, torna-se um Médico de Almas, um Mago fabricante de sonhos, ele é o Arquiteto do Novo Mundo. Esta é a essencial diferença entre o tempo do Viramundo[2] e o Tempo sem tempo do Giramundo[3]. E para ser partícipe desse lúdico processo, é necessário que todo Professor seja também aprendiz, já que, só se aprende ensinando e, sempre buscando a Memória do Tempo Presente, ao olhar para tudo a sua volta com os olhos de uma criança, a fim de enxergar a magia existente em todas as coisas. 

Só desta forma, ao decidir abandonar a morfologia de Sísifo, o Professor conseguirá enfim sair desse looping, e perceberá que, como uma cobaia de laboratório, ele fazia parte de um viciante círculo vicioso ao tentar acompanhar os ponteiros desse relógio metafórico ardilosamente construído por seu escravizador, que invariavelmente o impele a repetir o mesmo processo daquele cão que está sempre a correr atrás da própria calda; dessa maneira a consciência humana finalmente dará o seu grito de Eureka; e então será aquele grito que não está escrito em nenhum livro didático, nem será uma cena fotografada ou mesmo pintada numa tela deslumbrante e bela; mas será enfim, o autêntico, derradeiro e único Grito da Independência.




[1] Contador de história, na cultura Africana.
[2] Grilhão de ferro, pesado, com que os escravizados eram mantidos presos e imóveis por infindáveis horas.
[3] Giramundo ou Volta ao mundo: Termo usado no Jogo da Capoeira num hiato em que um lutador consegue quebrar o ritmo do adversário, a exemplo do um xeque-mate no jogo de xadrez, recomeçando novamente o jogo em questão.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

O Fino Véu entre a Matrix e a Gestalt

Tudo aquilo que percebemos através dos sentidos, são como as incríveis e fugazes imagens formadas e transformadas pelas mágicas nuvens andantes sobre o infinito azul do céu anil; essas mesmas imagens estão numa contínua metamorfose em consequência das intempéries que as arrastam ao sabor do vento norte que continuamente rodopiam ao redor.

Da mesma maneira como que esse curioso e contínuo processo pode ser verificado cotidianamente sobre essa bela tela azul celeste, os nossos sentidos, principalmente a visão e audição, estão sempre a construir paulatinos cenários nos quais vivemos cada um de nossos momentos que formam o nosso agora, de maneira que, sempre encaramos esse momento único como se o vislumbramos fosse exclusivamente o que existe de real e de verdadeiro, o que de fato o é. Mas a questão é que, paradoxalmente, sempre fugimos desse verdadeiro momento que compõe o nosso Agora todas as vezes que o linearizamos ao tentar buscar fora dele, o futuro dele mesmo, ou tentamos retornar ao momento anterior ao próprio, focando nessa mesma tela deslocada do Agora que é exibida pelos sentidos que formatam nossos pensamentos, nos fazendo viajar no tempo.

Dessa forma, absolutamente tudo o que vemos, consideramos como verdadeiro e real, sem perceber que tais imagens nada mais são do que sutis armadilhas construídas e organizadas por esses mesmos sentidos físicos que roteirizam o espetáculo do palco da nossa vida, nos roubando o presente, o nosso agora; são esses pensamentos que sempre gritam as palavras de ordem de lá detrás das coxias, proclamando veementemente que o show tem que continuar.

Metaforicamente, cada nuvem Gestalt que se apresenta ao nosso olhar, imediatamente torna-se um elemento construcional dessa realidade imagética formada por dualidades, representadas pelo passado e pelo futuro, que se antagonizam, quando essa mesma imagem representativa passa a existir como objeto de resistência e de luta entre iguais, produzindo assim, o conceito da existência de um outro.

Destarte, o signo das imagens formatadas pelas metafóricas nuvens passageiras, acabam por se transformarem em simbólicos literais dos relógios devoradores de tempo que comandam os famigerados calendários administradores das horas, dos dias, meses e anos de nossa vida, definitivamente nos instituindo enquanto seres escravizados pelo signo desse Cronos, que rapta a nossa consciência, formatando a masmorra que enclausura a nossa imaginação ao reproduzir os pensamentos fixos que procura por um futuro que jamais chegará. Nesse ínterim, essa mente Medusa nos arrasta pesadamente nos atrelando a carruagem do passado com a qual passamos a desfilar pelas ruas desse nosso tempo sem tempo, congelando o tempo presente de se viver, na medida em que os repetidos pensamentos padronizados vão sendo ininterruptamente reproduzidos em série, de forma exaustiva, projetados a partir do altar imagético que sustenta a matriz dos Tempos Modernos, nos transformando num Agente terceirizado de Sísifo.

Os antigos contos de fadas narram perfeitamente os meandros desse processo quando falam da artimanha usada na apropriação do colossal poder daquele gigantesco touro bravio que facilmente foi dominado, domesticado e tolhido após um simples e suave gesto, bastando somente agitar alguns centímetros de um maleável pedaço de tecido colorido as suas vistas. De maneira análoga, as Tecnologias de Informações e Comunicações simbolicamente se tornaram esse rubro véu de fino algodão agitado no ar, que hipnotizou completamente o nosso olhar, ao desenvolver a sutil função da metafórica bandeira-guia dessa massa que segue a pomposa projeção produzida com sedutoras imagens de cidades futuristas, como uma Shangri-Lá, Atlântida, Lemúria ou uma Terra Prometida qualquer, a caminho de seu devido aprisco. Essas imagens habilmente camuflam as masmorras e as grades do pasto que jaz no entorno dessa grande massa; mas paradoxalmente, elas podem facilmente se desmanchar no ar, como nuvem no avião, se alguém dela se aproximar o bastante, pois de perto, não suportariam quaisquer exames a luz do discernimento.

O misterioso caminho para sair dessa distopia se inicia com a percepção da Gestalt que formata o dualismo criado na construcionalidade na imagem dessa Matrix, que nos é apresentada por nossos próprios sentidos que freneticamente se agitam, como a presença daquele singelo pano vermelho movimentado frente ao Touro Valente. Uma nova forma de percepção inevitavelmente nos leva a ter ciência de que, quem oferece a ilusão torna-se o mestre das massas, e quem se interpõe ou interfere na visão desse fictício Paraíso, invariavelmente terá o mesmo destino do companheiro de Barrabás.


Revivendo a mesma situação suscitada por Salomão e Pilatos, esse é o momento onde se escolhe entre ingressar na Escola de Mistérios em busca do olhar interior, ou permanecer na ilusão criada pelos sentidos, servindo como alimento a esse Grande Irmão que em troca, concede todas as realidades virtualizadas e pós-verdades manufaturadas à gosto, servidas nesse eterno Banquete oferecido pela Matrix; este processo de busca e descobertas é um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para toda humanidade, já que, só mudando o homem é que se muda o mundo.

sábado, 9 de maio de 2020

Sobre a Nova Dieta do Sol e da Lua

Um copo transbordante de silêncio pela manhã, e também, outro copo cheio antes de cada prato de quietude que for ingerido durante os dias das crises oriundas da distopia, é a melhor dieta que poderia indicar aos atores presentes neste palco chamado vida.

E nos hiatos entre copos e pratos, devesse olhar profundamente para a Lua, alegremente saudar-se o Sol e, para completar esse regime alimentar, recomendo o riso franco a fim de espantar o pranto e o espanto com toda essa Guernica[1] ostentada sobre essa tela deslumbrante e bela chamada TV escola. Essa escola da vida que exibe, como tragédia grega, nesse palco aonde a existência é unicamente definida pelas aparências produzidas nas grades desse roteiro traduzido por símbolos e signos mitificados como verdade.

Quem alimenta essa Guernica nossa de cada dia que nos dói hoje, e o mesmo chef da Casagrande que serve aos cães que ladram na profunda escuridão, rosnando para a noite sem lua e sem razão, enquanto são estrategicamente expostos sobre os holofotes das câmeras que registram o medo-alimento espumando das babas de seus caninos.

Dessa forma, o Grande Irmão exibe em sua programação normal, as novidades das novíssimas receitas com as sugestões de opções a carte, sem escolhas, oferecidos nesse frugal rodízio antropofágico, banalizado com uma tragicômica sobremesa diplomaticamente temperada por sarcásticos sorrisos bélicos enquanto são degustados por pensamentos atômicos.

O G.I. sabe que, o poder está justamente no que pensamos, pois o que pensamos é exatamente aquilo que somos, assim como nosso corpo se torna tudo aquilo que ingerimos. Portanto, o controle do pensamento e do alimento é a chave mestra do escravismo e do servilismo voluntário contemporâneo com que nos blindam e brindam nesse cotidiano generosamente ofertado pelo maquiavélico e distópico sistema político-religioso.

Portanto, é hora de preparar nosso alimento de cada meio-dia-noite com as seivas oferecidas pela Mãe-Natureza, declinando-se do convite de gala para participar como bufão desse eterno Banquete[2] ofertado por Platão.


[1] Tela do pintor Pablo Picasso retratando o bombardeio sobre a cidade de espanhola de Guernica durante a guerra civil de 1936-1939.
[2] Também conhecido como Simpósio, é um diálogo de Platão sobre a natureza e as qualidades do Amor.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Arte Decolonial


Como o próprio título elucida, a metodologia e o conteúdo presentes nesta disciplina vão totalmente de encontro ao que é imposto pela educação dos Tempos modernos, indo na contramão dessa mesma modernidade estabelecida pelo padrão colonial que submete totalmente a academia e, por conseguinte todo o sistema educacional vigente.

Portanto, apertem os cintos, porque vamos sair dessa zona de conforto, cultivada pelos símbolos e pelas imagens que ornamentam as paredes dessa aconchegante prisão sem grades, através dos trilhos de uma monumental e extravagante montanha russa; visto que, nossas vidas nunca foram governadas por leis ou similares, mas sim, unicamente pelos símbolos, signos e imagens que formatam e estruturam a Matrix colonial do capitalismo contemporâneo desde sempre.

Visto que a educação vigente tem tido a missão única de transformar alunos em produtores de riquezas, ao instruírem aos mesmos para a competição acirrada entre seus pares, como forma de iniciação no ingresso da selva desse Comércio Infame em que se tornou os Tempos Modernos, vendendo a sua força ativa pelas ofertas e propagandas mais sedutoras.

Apresentação:
Sem mais delonga e indo direto ao assunto, a metodologia das aulas em questão implanta definitivamente a prática do magistério ao ar livre, com as aulas ministradas em círculo, aonde serão desenvolvidos cinco temas fundamentais, que serão escolhidos a cada aula, a partir de uma dinâmica de jogos.
Isto quer dizer que os temas, sendo os mesmos inesgotáveis, poderão se repetir a cada preleção, de acordo com a dinâmica do jogo.

Esses cincos temas básicos são destinados para crianças até 13 anos, e também destinados para os adultos, sendo que, cada qual com a sua devida abordagem. Ressaltando que, após os treze anos de idade, será adicionado um sexto tema, que diz respeito ao entrelaçamento de todos os outros cinco abordados. Visto que, todos os temas comunicam-se entre si, mas isso só será possível perceber, a partir da abordagem do 6º tema acrescido.

Sobre os temas:
O tema número 1 trata especificamente da Produção de Imagens a partir dos Símbolos e dos Signos, observando a relação entre o Sujeito e o Objeto, no processo construcional do Criador e da Criatura.

No tema número 2 será formada a Tribuna da Imagem, aonde o educando passará seu tempo livre (a princípio no Tempo das aulas em questão) no ofício de observador de si mesmo, diante de suas relações com os outros; observando as reações oriundas do ego e as ações proativas provenientes do estado de consciência desperto. O resultado dessa observação poderá ser registrado através de um diário, anotações, produção textual, poesias, composição musical, desenhos, etc. a fim de desenvolver a consciência emocional e por conseguinte, a consciência autoconsciente.

O tema número 3 cujo título é Vida de Criança, trata do humor e alegria com que a criança vive a vida, sendo o que é. Ou seja, sendo ela mesma; trazendo a maneira de como se manter esse estado de júbilo diante dos desafios da vida diária, e de forma profilática, criar maneiras próprias de se evitar ser arrastado pelas armadilhas do envolvimento patológico com a matrix desse cotidiano.

No tema número 4 será proposto a confecção de uma Fotografia do Tempo, onde será abordado os elementos constituintes desse Tempo Circular num contraponto com o Tempo Linear que estrutura o modus vivendi dos Tempos Modernos.

O tema número 5 intitula-se Espelho, é o momento em que trazemos a percepção das gritantes diferenças entre o olhar e o enxergar, destrinchando o processo relativo ao que se olha e o que se vê nas imagens fornecidas pelas mídias que acaba por formatar a imagem sobre si mesmo e sobre o outro, trazendo enfim, as expressões que estruturam a prática da Lei do Um.

Conclusão:
Como foi tratado acima nos prolegômenos, essa é a proposta que vem para erradicar a robotização adestradora do educando, enquanto aluno de um sistema educacional oriundo da escravidão dos povos e seu continuísmo na escravização contemporânea, que é encoberta por uma avalanche de imagens e propagandas, com seus viciosos efeitos alucinógenos produzidos por inebriantes signos e símbolos, cujas consequências são tratadas pela psicologia moderna como algo estático, quando procura ajustar seus pacientes recorrendo aos arquétipos pré-estabelecidos, enquanto suas neurastenias se encapsulam transformando-se em traumas crônicos capitaneados pelo ego, medos e expectativas.