Árvores, são orações em forma de poesias
verticais, que se elevam como colunas sustentadoras do divino templo que tem o
poder de realizar a magia de transmutar a escuridão da alma em cantigas de
alento, e a pesada depressão em profunda alegria, ao alimentar Gaia e seus
habitantes, de vida; formando assim, um mundo de luz cristalina captada do
Cosmo, iluminando os dias e as noites do universo humano e senciente de bicho e
de gente; um Baobá me contou, afirmando que, sempre nos encontramos aonde se
encontra o nosso coração. Dessa forma, pude compreender minha frondosa e
delicada amiga que generosamente se erguia diante de mim em direção aos céus,
como se mantivesse uma constante e permanente oração.
Foi dessa maneira que adentrei em minha
enigmática floresta interior, em meio a minhas folhas pluricelulares, entre as
células-tronco e os átomos formadores da minha árvore genealógica que, por
hora, constituí meu corpo-templo; descobrindo assim, o misterioso fruto do conhecimento
parido entre os galhos ventriculares do coração. Dessa forma, como uma
coluna sustentadora, a serpente se ergueu do solo, trazendo a união entre céus
e terra ao compor o arco-íris da vida.
Foi assim que descobri que a sombra do
Baobá, e de sua linhagem, não é escura, mas sim, uterina. Descobri que as
árvores são sensíveis pelos na superfície da pele de Gaia, que captam as
energias ao derredor existentes nesse cosmo que aninha, reúne e une os Astros
como famílias planetárias. Descobri que Urântia sempre foi, continua sendo e
sempre será nosso Jardim do Éden aflorado entre as colunas serpentinas que se
elevam do solo abrigando o fruto do conhecimento que alimentam a alma.
Dessa maneira, elas, as árvores, se
integram coletiva e amorosamente, formando uma rede protetora que saneiam e
higienizam energeticamente a generosa Gaia. Assim, podemos afirmar que as
Árvores são os livros sagrados da vida; são as histórias de vidas, contadas e
ainda por contar; são os belos poemas de vida numa trova que nos embalam nas redes
do puro prazer inspirado na alegria da existência, ao abrigar os seres viventes
e saciar a sede de Gaia.
Dessa forma, essa natureza viva jamais poderia se
enquadrar no limitado espaço quadrado da tela dos artistas, que tentam a todo
custo, capturá-la através do manejo habilidoso das tintas e dos pincéis reproduzidos
em série pelas mesmas indústrias que acinzentam o azul do céu e poluem nossos verdes
mares. Desse modo, eles modernamente se contentaram em poder reproduzir com sucesso absoluto a natureza
morta, que tanto impressionam os vivos que pensam não ser parte integrante dessa mesma natureza. Assim, a natureza humana se apartou do todo ao ignorar que somos UM. Um
Baobá me contou...
O bosque aplaudiu...!!

Nenhum comentário:
Postar um comentário