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sábado, 28 de setembro de 2019

Os Milenares Segredos de um Baobá Centenário

Árvores, são orações em forma de poesias verticais, que se elevam como colunas sustentadoras do divino templo que tem o poder de realizar a magia de transmutar a escuridão da alma em cantigas de alento, e a pesada depressão em profunda alegria, ao alimentar Gaia e seus habitantes, de vida; formando assim, um mundo de luz cristalina captada do Cosmo, iluminando os dias e as noites do universo humano e senciente de bicho e de gente; um Baobá me contou, afirmando que, sempre nos encontramos aonde se encontra o nosso coração. Dessa forma, pude compreender minha frondosa e delicada amiga que generosamente se erguia diante de mim em direção aos céus, como se mantivesse uma constante e permanente oração.

Foi dessa maneira que adentrei em minha enigmática floresta interior, em meio a minhas folhas pluricelulares, entre as células-tronco e os átomos formadores da minha árvore genealógica que, por hora, constituí meu corpo-templo; descobrindo assim, o misterioso fruto do conhecimento parido entre os galhos ventriculares do coração. Dessa forma, como uma coluna sustentadora, a serpente se ergueu do solo, trazendo a união entre céus e terra ao compor o arco-íris da vida.

Foi assim que descobri que a sombra do Baobá, e de sua linhagem, não é escura, mas sim, uterina. Descobri que as árvores são sensíveis pelos na superfície da pele de Gaia, que captam as energias ao derredor existentes nesse cosmo que aninha, reúne e une os Astros como famílias planetárias. Descobri que Urântia sempre foi, continua sendo e sempre será nosso Jardim do Éden aflorado entre as colunas serpentinas que se elevam do solo abrigando o fruto do conhecimento que alimentam a alma.

Dessa maneira, elas, as árvores, se integram coletiva e amorosamente, formando uma rede protetora que saneiam e higienizam energeticamente a generosa Gaia. Assim, podemos afirmar que as Árvores são os livros sagrados da vida; são as histórias de vidas, contadas e ainda por contar; são os belos poemas de vida numa trova que nos embalam nas redes do puro prazer inspirado na alegria da existência, ao abrigar os seres viventes e saciar a sede de Gaia.

Dessa forma, essa natureza viva jamais poderia se enquadrar no limitado espaço quadrado da tela dos artistas, que tentam a todo custo, capturá-la através do manejo habilidoso das tintas e dos pincéis reproduzidos em série pelas mesmas indústrias que acinzentam o azul do céu e poluem nossos verdes mares. Desse modo, eles modernamente se contentaram em poder reproduzir com sucesso absoluto a natureza morta, que tanto impressionam os vivos que pensam não ser parte integrante dessa mesma natureza. Assim, a natureza humana se apartou do todo ao ignorar que somos UM. Um Baobá me contou...

O bosque aplaudiu...!!


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