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domingo, 15 de setembro de 2019

Alforria e Humanismo: Nas Asas Quânticas da Liberdade

Assim como nosso país e nossos pais, inexoravelmente nos tornamos o paradoxo do paradoxo, uma vez que, como os pombos que possuem asas mas vivem morrendo atropelados; permitimos que os herdeiros dos escravagistas, que ainda se encontram nas sombras do Estado profundo, nos mantenham no curral do mundo, sendo religiosamente pastoreados por Missionários, Mercadores e Mercenários.

Dessa maneira, esquecemos que somos pessoas livres, e nos submetemos, uma vez coagidos através do medo incitado pelas dolorosas chagas abertas na alma; chagas estas que foram abertas por ocasião do crime da escravização geracional de nossas famílias. Por isso, hoje somos guiados pelo carneiro de Panúrgio, como lobos e pele de líderes religiosos e políticos partidários, que nos representam protegidos por um aparato de segurança, composta por contratados lacaios de plantão, que constituí o poder do aparato militar que lhes dão suporte.

Esses líderes, fazem uso dos valores meritocráticos e egocêntricos, além da sede do poder sem pudor, para manipular os indivíduos, através da anuência e permissão do próprio dito-cujo que segue as regras ditadas e impostas pela casta dominadora de todos os setores políticos, econômicos e culturais dessa sociedade-fantoche, que através da história vem cultivando esses valores como status quo, transformando-os num objeto de desejo e numa meta de conquista a ser alcançada. Assim, esse processo se transformou num fim em si mesmo.

Dessa forma, a Lei do UM, onde reza que, tudo o que fazemos para o outro, estamos fazendo para nós mesmo, visto que, mesmo que sejamos únicos, somos todos interdependentes. Dessa maneira, de forma simultânea, somos únicos e somos um. Eis a Lei do UM.

A invenção da religião foi a principal causa de separação do criador com a criatura, tornando, dessa maneira, o ser humano num ser dependente de líderes que conduzisse e intermediasse sua relação cosmológica com o Criador de Todas as Coisas que habita em todo e cada ser senciente.

Dessa forma, nossas asas foram divididas, como se passássemos a usar pares de calçados em pés trocados, para que, durante esse jogo da vida, encontrando nosso par, consequentemente encontraríamos também nossa asa original, possibilitando dessa forma, o majestoso episódio de nosso tão almejado voo da nossa verdadeira liberdade, deixando finalmente essa liberdade simulada e estimulada por essa sociedade virtual vigente, nesse mundo holográfico no qual fomos acondicionados e mantidos em quarentena, a fim de executar os trabalhos forçado para atender aos padrões e valores  impostos pela violência colonial que impera até os nossos dias atuais.

Destarte, só deixando de lado o egocentrismo para dar início ao pensar e sentir de forma coletiva, seria a forma eficaz de criarmos as possibilidades de nossas asas se identificarem, e finalmente nosso voo de inevitável liberdade se realizar, de forma suave e regozijante, rumo a plenitude do ser enquanto ser completo e repleto de si, se tornando enfim, uno.

Para que isso seja possível, é necessário amorosamente dizer NÃO de forma firme e decidida. Não a tudo que oprime, não a todo desconforto e todo o incômodo da busca pela sobrevivência. Portanto, é preciso tornar-se um buscador de si mesmo e da verdade que existe escondida dentro do próprio ser. Essa mesma verdade que foi manipulada, classificada, rotulada e biblicamente usada para nos escravizar.

Enquanto continuarmos a ser educados e evangelizados dentro dos valores dominantes dos dominadores, permaneceremos na condição perenes de escravizados, sofrendo com os profundos efeitos dessa Síndrome de Estocolmo que nos mantém numa zona de conforto onde cultivamos, com espantosa habilidade, nosso conformismo e nossa falsa humildade temperadas com pitadas de hipocrisia a gosto, a fim de esconder nossa baixa alto-estima de nós mesmos.

E isso nos basta como desculpas para justificar nosso infortúnio, cuja causa e responsabilidade passa ser do outro, enquanto o outro também nos responsabiliza por suas frustrações cotidianas na busca pela sobrevivência afetiva no transcurso dessa vida onde a escravização habilidosamente se dá através dessa política que faz culto às ideologias desviantes[1] criando assim, uma Ilusão Mundial[2] com o fim último de manipular, robotizar e dominar o ser humano.





[1] Todas as ideologias que dividem os seres humanos; como a divisão em classes, raças e gêneros; enquanto seres humanos. Ex. machismo, feminismo, marxismo, capitalismo, racismo, cristianismo, etc. enfim, todos os “ismos”.
[2] Alusão ao Livro de Alice A. Bailey: Ilusão Um Problema Mundial.

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