Total de visualizações de página

Pesquisar estehttp://umbrasildecor.wordpress.com/2013/05/29/jornal-cobre-lancamento-de-escrito blog

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Se Essa Rua... Se essa rua fosse minha; eu Mandava... Eu mandava ladrilhar...

O suor de Gaia são puríssimas nascentes de águas cristalinas que generosamente verte por todos os seus poros. O estrume de Gaia são as fontes do puro ouro reluzente, que alimenta de calor o seu sol interior. As árvores de Gaia, são seus pelos eriçados ao sabor do vento, espargindo energia por todo seu celeste corpo terreno. O misterioso, místico e profundo mar azul, são seus olhos que tudo vê. O solo de Gaia é seu ventre, fecundado e dourado pela luz do sol e pelo fértil humor da maré da lua sempre nua.

Dessa maneira, Gaia baila em completo êxtase pelas avenidas carnavalescas da via Láctea, enquanto é iluminada pelo faraônico brilho solar e pelo intenso farol da faceira meia lua inteira, enquanto rodopia pelo palco do eterno infinito grávida de vidas.

Qualquer pedacinho retirado da carne de Gaia faz uma semente gigante, fazendo desse mesmo corriqueiro milagre um fato bastante banal; banal o suficiente para não mais ser visto, ouvido ou percebido por aqueles a quem Gaia recebe, abriga e embala em seu doce colo de Mãe, durante a passagem desses filhos que justamente aqui vieram, para aprender sobre o milagre comum desse infindo universo, que vem a ser exatamente o milagre da vida.

Dessa maneira, como ingênuos, olhamos para o Sol, olhamos para a Lua, olhamos para o céu, mas raramente olhamos para o colo que vem a ser esse Solo. Sem Gaia, significaria que seriamos um Ser sem ciência de onde pisa. Ou seja, seríamos sem chão, sem caminho de volta para casa, sem comida, sem água, etc.
Mas, mesmo sem ainda saber aonde pisamos, Gaia nos sustenta em seu regato, com víveres e abrigo, em cada um de nossos ingratos passos dados nessa estrada da vida pavimentada por ela; nossa Mãe-terra. 

Mas enfim, continuamos caminhando, cantando e seguindo essa canção destilada por um romantismo paralisante, causador de uma empatia descapacitante que anestesia nossa alma e esteriliza a alma desse planeta chamado Gaia; nossa mais que Nave-Mãe que nos transporta no infinito do espaço e do Tempo.

Nenhum comentário: