O MRH, Movimento pela Reparação Histórica no Brasil, dentro de suas atribuições, deu um de seus mais importantes passos ao transformar a Pequena África Carioca em Território Livre, ao dar a partida numa AUDIÊNCIA PÚBLICA, organizada pelo Mandato do Vereador Fernando Willian e pelos membros do Movimento pela Reparação para o Povo Negro e povos indígena (MRPNI), realizada no dia 1 de setembro de 2017, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, contou com a presença da Vice-cônsul de Angola, Senhora Suzana Fernanda A. Pedro e a participação ativa de membros do Movimento Negro (MNU-RJ), do movimento de moradores da Saúde e Gamboa, de movimento social, além de instituições e pessoas interessadas pelo assunto. Assim, foi discutido a Reparação pelo crime de escravidão com a proposta de Revitalização da Pequena África para a PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA da presença do africano escravizado na Cidade do Rio de Janeiro.
Como declarada no Art. 1º do Projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde o Poder Executivo estabelecerá normas, como exigência de reparação pelos crimes de escravidão, a demarcação da área urbana como território histórico para preservação de memória da presença do africano liberto e alforriado e seu local de trabalho e moradia na cidade do Rio de Janeiro, que entrou em vigor na data de sua publicação, como foi decretado no Plenário Teotônio Villela, em 10 de abril de 2018.
Hoje estamos num momento importantíssimo desse processo; é a hora em que o Povo Negro se organiza para que, efetivamente seja colocada em ação, o processo de revitalização, de ocupação e administração da área, de acordo com a proposta do referido Projeto; iniciando desse modo, de maneira inédita e revolucionária, a Reparação pelos Crimes da História, que foi e continua sendo a Colonização nas Américas, o Tráfico Negreiro e a cruel Escravização de nossos antepassados, na prática do infame comércio que constituiu a riqueza do Brasil e de suas famílias tradicionais.
Reparação já...!!
Ps. Carlos Nobre Ifadjimon-Ifatunjí Ifadjimon-Ifatunjí
Ps. Carlos Nobre Ifadjimon-Ifatunjí Ifadjimon-Ifatunjí
Criada, hoje à tarde, a Comissão de
Regulamentação da Lei Municipal no.774/2018 ( Lei do Território de Preservação
da Memória do Africano Liberto e Alforriado), no prédio da Ação da
Cidadania/André Rebouças, em frente ao Cais do Valongo, na chamada Pequena
África, dentro do projeto de Reparação Histórica da militância negra..
A comissão tem 20 membros ( com suplentes) formada por organizações negras da região portuária, moradores e intelectuais ligados a causa da Reparação Histórica.
Esta comissão fará um levantamento patrimonial de imóveis ligados ao passado africano, verificar sua utilização e indicar novas ocupações destes prédios, alguns deles abandonados na região.
Ela fará a listagem de bustos, monumentos, estátuas e prédios tombados pelo Sphan, na Pequena África, para verificar também como vem sendo tratados pelo poder público.
Entre as verificações da comissão consta ainda como vem sendo utilizadas as instalações do prédio da Ação da Cidadania, em frente ao Cais do Valongo, construído por André Rebouças, no século passado; o Cais do Valongo e o emprego do título Patrimônio da Humanidade pela Unesco; a Pedra do Sal e o Cemitério dos Pretos Novos.
Nesse sentido, após essa vistoria, a comissão pedirá uma audiência com o prefeito Crivella para detalhar suas reivindicações baseado nova lei aprovada pela Câmara dos Vereadores do Rio, que demarca a região de influência africana.
Pela lei, os militantes têm amplo respaldo para detalhar as destinações dos prédios, sua recuperação arquitetônica, sua utilização e serventia.
Na reunião, cogitou-se que a comissão regulamentadora da lei de reparação deve contar com o apoio de arquitetos, historiadores, biólogos e ambientalistas para responder as necessidades urbanas necessárias para nova gestão da Pequena África, uma área enorme, que abrange quatro bairros com intenso passado africano, no Centro do Rio de Janeiro..
Presente ao encontro, Yedo Ferreira, o líder nacional do movimento de Reparação Histórica, frisou que a lei aprovada em abril passado, na Câmara dos Vereadores, tem por base a categoria de “memória histórica”, ou seja, vai considerar como patrimônios aqueles com passado e uso africano na região, que é intenso e visível.
Nesse sentido, já rola entre os membros da comissão uma revisão afro-histórica: substituir os nomes eurocêntricos das ruas da Pequena África por nomes de africanos ou afro-brasileiros.
A comissão tem 20 membros ( com suplentes) formada por organizações negras da região portuária, moradores e intelectuais ligados a causa da Reparação Histórica.
Esta comissão fará um levantamento patrimonial de imóveis ligados ao passado africano, verificar sua utilização e indicar novas ocupações destes prédios, alguns deles abandonados na região.
Ela fará a listagem de bustos, monumentos, estátuas e prédios tombados pelo Sphan, na Pequena África, para verificar também como vem sendo tratados pelo poder público.
Entre as verificações da comissão consta ainda como vem sendo utilizadas as instalações do prédio da Ação da Cidadania, em frente ao Cais do Valongo, construído por André Rebouças, no século passado; o Cais do Valongo e o emprego do título Patrimônio da Humanidade pela Unesco; a Pedra do Sal e o Cemitério dos Pretos Novos.
Nesse sentido, após essa vistoria, a comissão pedirá uma audiência com o prefeito Crivella para detalhar suas reivindicações baseado nova lei aprovada pela Câmara dos Vereadores do Rio, que demarca a região de influência africana.
Pela lei, os militantes têm amplo respaldo para detalhar as destinações dos prédios, sua recuperação arquitetônica, sua utilização e serventia.
Na reunião, cogitou-se que a comissão regulamentadora da lei de reparação deve contar com o apoio de arquitetos, historiadores, biólogos e ambientalistas para responder as necessidades urbanas necessárias para nova gestão da Pequena África, uma área enorme, que abrange quatro bairros com intenso passado africano, no Centro do Rio de Janeiro..
Presente ao encontro, Yedo Ferreira, o líder nacional do movimento de Reparação Histórica, frisou que a lei aprovada em abril passado, na Câmara dos Vereadores, tem por base a categoria de “memória histórica”, ou seja, vai considerar como patrimônios aqueles com passado e uso africano na região, que é intenso e visível.
Nesse sentido, já rola entre os membros da comissão uma revisão afro-histórica: substituir os nomes eurocêntricos das ruas da Pequena África por nomes de africanos ou afro-brasileiros.
[1] Território Preservação da Memória do Africano Liberto e Alforriado
Território Preservação da Memória do Africano Liberto e Alforriado
Largo São Francisco da Prainha, Morro da Conceição, Praça dos Estivadores, Morro da Providência, Morro do Pinto, Cemitério dos Ingleses, Praça da Harmonia, Rua Sacadura Cabral, Túnel Marcello Alencar, Rua Acre, Rua Leandro Martins, Rua Camerino, R. Senador Pompeu, Viaduto São Pedro / São Paulo, Rua Barão da Gamboa, Rua da Gamboa, Rua Pedro Ernesto, Av. Venezuela.


Nenhum comentário:
Postar um comentário